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vida a dois

Pedaços+Momentos

> Agosto trouxe um pouco mais de cor(ação)

04/09/2017

Essa foi a última semana de agosto, um mês que não foi fácil, mas que me ensinou muita coisa. Na verdade, acho que agosto foi necessário. Assim como todos os momentos que passamos na vida e não conseguimos entender o porquê temos que viver aquilo. A gente sempre tem.

Agosto foi um mês desconfortável: silencioso, morno e cheio de inquietações. Aquele choque de que logo mais um ano acaba e outro começa. E assim vai. Agosto me ensinou a esquecer um pouco o calendário quando se trata do coração – logo eu, que tenho 2 agendas e 3 calendários. Agosto foi mês sofrível para a horta que lutou bravamente com os dias mais secos, mas que cresceu muito quando veio a chuva. Foi mês de apertar a velocidade, aumentar a distância e ir contra a preguiça.

Terminamos a semana com muito do mesmo com gostinho de novo. Mudamos nossos escritórios de sala, deixamos nosso mundo mais com nossa cara e espaço. Doamos roupa, sapatos, tiramos excessos, desfizemos do que estava pesando para manter tudo mais leve.

Colori e flori a pele para a alma sorrir.
Me dei outro coração, pois quero espaço para mais vida.

Agosto foi necessário, eu não disse? 🙂

Tatuadora, amiga e querida: @respiroink

 

 

AMOR, CRÔNICAS

> A gente se ajeita

29/08/2017

A gente se ajeita, eu sei.

Quando o café amarga ou acaba e, com ele, escorre junto a fé, eu sei, a gente se acalma
com um abraço apertado no meio do corredor, sem precisar conjugar qualquer verbo pra se comunicar. Quando o céu esta azul, cinza ou uma tempestade que parece não ter fim, eu sei, a gente se prepara.
Depois da chuva, é hora de nascer as flores.

Quando a vida nos sorri, a gente solta o riso frouxo de volta em coro.
Quando ela resolve testar nos fazer chorar, a gente se dá chance de recomeçar. Juntos.
Quando os dias são incríveis, normais, tediosos, corridos ou sem sal, eu sei, a gente se tem para sentar no beiral da porta e dividir um facho de sol.

Quando surge o medo, a vontade de fugir e a vida não nos traz respostas, a gente inventa novas perguntas ou para de querer sempre saber de tudo.
Quando o trabalho dá errado, a auto estima vai pro saco e as contas vieram a mais, a gente agradece e janta a luz de velas com o que sobrou do almoço na geladeira.
Quando o fogão não funciona, o liquidificador pifa, a frigideira gruda e a taça quebra, eu sei, a gente não tinha uma boa máquina de lavar até alguns meses atrás. A gente está em construção: de dentro pra fora.

Quando é difícil aguentar o mau humor do outro e o cansaço bate até para resolver e conversar, a gente ainda se encaixa. É só um dia puxado.
Quando os problemas de todo tipo aparecem, a tristeza dá as caras ou a incerteza assombra, eu sei, a gente tem que agradecer
por poder respirar e por termos uns ao outro para de alguma forma fazer tudo se ajeitar outra vez. E outra vez, outra vez…

Quando tudo e mais um pouco acontece e, no meio da rotina a gente esquece que a gente sabe que pode se ajeitar, a vida dá jeito com a maneira que precisamos para aprender.
Quando a gente pensa que consegue fazer tudo se ajeitar e tudo continua na mesma coisa, eu sei, a gente aprendeu a rir da vida e um do outro como ninguém.

Quando tudo está de ponta cabeça, revirado e do avesso, eu olho para os olhos do meu melhor amigo para ele me dizer: A gente se ajeita.

Só para me fazer lembrar que encontrei a pessoa certa para não cansar de fazer tudo se ajeitar. Quantas vezes forem precisas. Em quantas vidas tivermos.

as coisas se ajeitam, com amor.

Pedaços+Momentos

> Pedaços + Momentos: Alguns medos e muitas pequenas coisas

06/02/2017

Fevereiro: Ta aí um mês em que eu não esperava lá muita coisa dele. Apesar de ser o mês do dia em que nasceu o cara que mais amo e admiro no mundo, é uma época em que desafogamos aquela animação de final de ano e colocamos os pés no chão. Na verdade, comecei o ano esperando pouco de tudo. Comecei querendo fazer, fazer e fazer tudo que não consegui em outros anos porque “não tinha apoio, tempo, medo, condições, jeito“. Eu vou fazer. Então, fevereiro me alcançou.Muita coisa aconteceu apenas nessas semanas e é engraçado pensar nisso. Vi minhas amigas e matei um pingo da saudade, minha sogra virá nos visitar no carnaval, temos planos de viagem em mente. Semana passada, postei dois videos no canal e recebi uma resposta linda de tanta gente! Percebi que temos aqui uma grande família de pessoas que desejam contribuir, rir, aprender, dividir e buscar as coisas mais leves da vida. Já sabia disso, mas fiquei emocionada com a proporção e como pensamos da mesma forma. Sabe aquele amigo tão íntimo que você não precisa ficar se explicando mil vezes para ser bem interpretado? É isso. E isso que faz ser tão gostoso.

Sexta-feira briguei com meus medos e fui na minha primeira aula de natação. Acreditei que nadei 600m? Não acreditei. Fui até no fundo, olhei pra baixo, engoli agua, não surtei. Corri no mesmo dia pela manhã. Foi mágico. Também fiz kibe de abóbora que ficou delícia! Só trigo de kibe, temperos e abóbora cozida hahahah

Sábado ficamos com meus pais, o carro quebrou, decidimos vender. Domingo acordamos 5 da manhã para começar o longo de 28km. Foi surreal. Me diverti, sofri, emocionei, terminei bem. Tão bem!

Falei pro Fabinho que esta foi uma das melhores semanas pra mim. Ele riu. Não tive lá motivos que um pessoa olharia e pensaria isso, mas foi uma semana especial. Foi medo, dores, o desconhecido, os planos e muita vontade de continuar com este cantinho.

Fevereiro já me ensinou que a gente pode se renovar sem esperar um mês ou dia pra isso. Basta cuidar das pequenas coisas. “As grandes se resolveram sozinhas”.

AMOR, CRÔNICAS

> 7 anos de nós

24/01/2017

23 de janeiro de 2010 foi o dia em que o conheci. Eu demorei para memorizar a data, mas aquele dia, nunca saiu da minha cabeça. Lembro que desejei ser amiga dele. Eu sentia e sabia que poderia aprender muito-muito mais sobre a vida ficando por perto. Acabei aprendendo sobre ele. Decorando os gostos quando íamos tomar café na padaria e de como ele adorava chegar num parque e tirar os chinelo para pisar na grama. Eu, que sempre fui uma pessoa de planejar as coisas, conheci o cara que era “vamos? agora?”, e no geral, eu respondia vamos. Sentia- me confortável com o mundo dele. Mesmo que ainda não cogitasse passar o resto da minha vida com ele, vivíamos muitas vidas em um dia só. Sem pressa: Rimos, choramos, choramos de rir, brigamos por causa do celular velho dele que nunca funcionava, inventamos de trocar o rejunte do banheiro e ele comeu o meu bolo queimado e disse que estava bom.

Muita coisa mudou desde então. De um, nos tornamos dois, para virarmos quatro e muito mais com toda família e amigos que multiplicamos. Somos mais fortes e mais bobos juntos. Ainda não realizamos nem metade do que planejamos. Nem sei se conseguiremos fazer tudo, mas nos tornamos pessoas muito melhores e mais vivas lado a lado.

É isso que o amor faz. E é isso que levamos da vida.

AMOR, CRÔNICAS

> Meu Amor Tem Nome

10/01/2017

Quando o conheci adorava como se divertia com a rotina e qualquer coisa. Confesso, esperava o ano em que este encanto passaria. Depois parei de contar e comecei a apreciar. Fábio chora de rir de coisas que me deixam doida. Ri do leite que joguei sem querer na parede, do tênis atolado de lama, do chão imundo de patas, de ficar suado após andar de bike para encontrar alguém ou trabalhar. Fábio dá jeito pra tudo para aproveitar o agora. Espero que, com os anos, este dom, seja contagioso.

Fábio tem outro dom, ele não precisa me levar para o fim do mundo para colecionar lembranças incríveis. Nosso hobby virou planejar e administrar. Um mês trocamos as panelas, no outro vamos em um lugar diferente. Eu me empolgo, mas ele aprendeu a sonhar quietinho e vai me contando conforme dá. Já sabe que não pode me dar tanta corda assim pra voar – mas me deixa solta pra ir e vir ou pousar.
Fábio não tem medo da vida ser pacata. Ele também sabe quando estou envergonhada e tenta contornar a situação contando que estou envergonhada. Fábio me envergonha. No começo me deixava indignada como ele jurava que sabia tanto de mim. Odiava como ele tinha razão. Depois, paramos de querer ter razão. Hoje, pergunto pra ele o que eu quero jantar. Fábio se diverte com meus defeitos. Conta sempre como ocupo 70% da cama, porém não cansa de dividí-la comigo. Mas, não se conforma como sempre deixo a chave do lado de fora da porta.
Fábio observa tudo ao redor e se diverte quando choro sem explicação. Adora quando falo com a voz mais idiota possível com o Ringo e quando faço jingles para a Lucy. Fábio gosta de me ver feliz por nada. As vezes faz uma dança idiota para isso acontecer ou sorri calado quando canto “que vida boaaaa” depois de tomar banho no chuveiro que enchi o saco para ele comprar uma ducha forte. As vezes canto só para vê-lo sorrir. E a vida é boa.
Dos 3 choros que vi nos olhos de Fábio em quase 7 anos, um deles foi ao me ver abobada quando me deu um violino de aniversário. Fábio se emociona com gente feliz. E presenteia muito bem. Eu sou péssima, não lembro data, nome, rosto. Fábio decora até o semblante dos meus colegas que ele não conhece pessoalmente. Acho incrível. O recomendo para todo mundo como amigo: Ele dá chance para tudo. E como! Fábio acredita até demais nas pessoas. Digo orgulhosa e surpresa que carreguei o saco de 20kg de ração dos cachorros sozinha e ele diz “eu acredito, pequena”. Achava que era difícil surpreendê-lo, mas é o contrário. Ele não vê ninguém como pequeno. Fábio não precisa de nada para estar bem e eu não canso de apreciar isso. Afinal, é encantador dividir a vida com o amor.

Admito: antes eu não ligava muito para o nome Fábio. Depois acabei me apaixonando pelo nome também, e sorrio com os olhos fechados antes de pronunciar o Fá, mas o chamo mesmo é de Fabinho. Resolvi mudar este texto de “você” para Fábio para fazer mais sentido. A pessoa que me deixou sem palavras, a mesma que eu poderia escrever por linhas e linhas sem perder o sorriso. Com quem fez todo o sentido e trouxe um nome para o meu verbo amar.

Bom, já repeti demais, deu pra decorar.

AMOR, CRÔNICAS

> Amar é nem mais e nem menos

18/10/2016

Amar é seguir uma lógica diferente.

É abrir espaço no coração, na agenda, no encontro na semana e para a vida ganhar um novo enredo. É conhecer, desvendar e se entreter com o simples fato de ser junto com alguém e, isso render boas risadas. Amar é juntar. Os pedaços remendados do coração, os sonhos, planos perfeitos ou furados e, quando a vida colaborar, arranjar um novo endereço para dois. Amar é multiplicar. Lotar os armários, colocar meias na mesma gaveta e sair com pé de um e o pé do outro, sem se importar. Amar é dividir. A mesma máquina de lavar, contas para pagar e o restinho do almoço no jantar. Amar é somar. Tupperwares de todo tipo na despensa, ter uma xícara de café na mesa a mais e trazer grandes novos amigos para o bar. Amar é contribuir. Para que o café do outro não amargue e, na medida do possível, garantir que o fim do dia seja paz. Amar é torcer. Para que o quarto não tenha goteira, o freela não caia bem no final de semana e que as pizzas no domingo chuvoso não atrasem.

Amar é deixar livre para escolher estar.

Como uma amizade de infância, sem contrato ou supervisão, apenas sonhos para o futuro e uma admiração de outro mundo a cada dia. Amar é uma chance. Para conseguir domar o tom da nossa voz, aprender a entender os motivos de alguém e confiar, por simplesmente confiar. Amar é saber. Quanto adoçar do café, sorrir quando ver no cardápio a sobremesa preferida do outro e notar quando uma lágrima silenciosa começa a se formar. Amar é não saber. Como agir, contar uma notícia ruim sem magoar e de onde tirar forças para travar a vida, mas continuar.

Amar é adorar a rotina, afinal você a divide com alguém que mais curte no mundo.

Com uma parceria que sabe os teus filmes preferidos, quando você quer estar só sem dizer uma palavra ou quer um gole de vinho para salvar. Amar é aceitar. Que os encontros agora são conversas sem fim no sofá, no sábado o traje de gala é aquele moletom surrado e domingo é dia de força tarefa para faxinar. Amar é ver a vida com outro olhar, novos planos, sentidos e com uma lógica diferente para cada dia. Nem melhor, nem pior.

Amar é fazer alguém se sentir mais confortável de ser quem é para o mundo.

É arrancar o melhor que podemos ser trabalhando com o tempo das coisas e as presepadas que começarem a surgir. Amar é completar. Frases do outro, contar uma história no mesmo ritmo e pegar os mesmos trejeitos que a gente não aguentava mais lidar e, que, agora faz parte de você. Amar é ser amigo. A mistura da pessoa mais legal do mundo com a que mais pega no nosso pé, quem dá um nó na cabeça de nervoso é a mesma que arranca um sorriso besta no meio do dia. Amar é deixar ir. Para onde quer, com quem quiser, rir, divertir e esperar ansioso para voltar, contar e sorrir com o riso do outro mesmo longe. Amar é tolerar. O que é novo, diferente e não ter medo de lidar com o desconhecido de alguém. Amar é compreender. Quando o outro não atende o celular, diz que não tá afim de fazer nada e muda os livros da casa de lugar. Amar é se reequilibrar. Em novos tons e melodias de outro coração.

Amar é ter tudo em um verbo só e, ainda assim, manter a leveza de ser. E só.

Amar é quando dá gosto de viver a vida ao lado de alguém. Nem mais, nem menos.

FAÇA VOCÊ MESMO (DIY)

> TOUR NA CASA 2: O segundo andar da casa

30/09/2016

O primeiro andar é o meu preferido… e o de cima também.

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ahahahha, Desculpem, é difícil separar. É quase tudo uma coisa só. Amo como nosso quarto é isolado do mundo. Como é possível fechar as portas, cortinas e ter uma brisa boa para dormir. O calor não é dos mais fáceis, mas né, é Brasil. Só no mundo de ar condicionado dá pra ser feliz. O inverno é amor. É gelado, bom para se enfurnar. A 7 da manhã o sol chega até na cama. É aberto, com espaço para circular. Desde o começo priorizamos uma área fácil de movimentação como em apartamentos antigos e com pé direito mais alto. Também mantivemos tudo mais neutro possível. O destaque de cor é para a almofada linda no nosso gaveteiro. Agora com o nosso neon de cabeceira, ganhamos uma luz a mais e linda. Adoro a simplicidade que ele trouxe para nosso mundo! A parede de tijolinhos continua no andar de cima. Na época, no quarto pensávamos em pintar de branco. Sendo sincera, eu ainda quero, mas Fabinho já deu uma bodiada, haha.

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O mesanino é um cantinho especial onde muitos textos já saíram dali. A parte mais colorida da casa com todas as almofadas, travesseiros e colchas. Se jogar ali é quase um abraço de mãe. A peça handmade que penduramos dá um toque super leve. Também amo acordar todo dia e dar de cara com a bandeira escrita “let it be”. O suporte de vasos faz uma linha bacana que deixa o vão mais esguio. Na parte de cima ainda precisamos isolar com a rede de proteção para conseguir dormir pesado ali, ahaha Quem sabe um dia fazemos isso.

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No banheiro usamos uma penteadeira antiga como pia, foi o único móvel que compramos na casa. O resto foi feito por nós ou achado. Reformamos o armarinho e ali deixamos produtos pessoais e toalhas. Fica tudo bem em mãos no dia a dia. Priorizamos a praticidade e ter somente o necessário, assim deixar tudo o mais organizado possível é natural e não um trabalho.

Escolhemos manter a edícula toda na mesma linguagem. Mesmo piso, mesma estrutura, azulejos e revestimentos. Até no banheiro. Talvez seja isso que deixe tudo mais aconchegante e com a ideia de uma coisa só. Ou a cachorrada subindo e descendo feito doida. Ajuda.

O mais bacana é olhar para tudo e ver muitas histórias. Desde os meses atrás de uma bendita pia, até a chegada da madeiras, os cafés conversando com os pedreiros da vida e rindo de tanta besteira. É difícil dizer algo que mais amo. Quando pertencemos, o amor não se subdivide, mas transborda.

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