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Pedaços+Momentos

> Pedaços + Momentos: Alguns medos e muitas pequenas coisas

06/02/2017

Fevereiro: Ta aí um mês em que eu não esperava lá muita coisa dele. Apesar de ser o mês do dia em que nasceu o cara que mais amo e admiro no mundo, é uma época em que desafogamos aquela animação de final de ano e colocamos os pés no chão. Na verdade, comecei o ano esperando pouco de tudo. Comecei querendo fazer, fazer e fazer tudo que não consegui em outros anos porque “não tinha apoio, tempo, medo, condições, jeito“. Eu vou fazer. Então, fevereiro me alcançou.Muita coisa aconteceu apenas nessas semanas e é engraçado pensar nisso. Vi minhas amigas e matei um pingo da saudade, minha sogra virá nos visitar no carnaval, temos planos de viagem em mente. Semana passada, postei dois videos no canal e recebi uma resposta linda de tanta gente! Percebi que temos aqui uma grande família de pessoas que desejam contribuir, rir, aprender, dividir e buscar as coisas mais leves da vida. Já sabia disso, mas fiquei emocionada com a proporção e como pensamos da mesma forma. Sabe aquele amigo tão íntimo que você não precisa ficar se explicando mil vezes para ser bem interpretado? É isso. E isso que faz ser tão gostoso.

Sexta-feira briguei com meus medos e fui na minha primeira aula de natação. Acreditei que nadei 600m? Não acreditei. Fui até no fundo, olhei pra baixo, engoli agua, não surtei. Corri no mesmo dia pela manhã. Foi mágico. Também fiz kibe de abóbora que ficou delícia! Só trigo de kibe, temperos e abóbora cozida hahahah

Sábado ficamos com meus pais, o carro quebrou, decidimos vender. Domingo acordamos 5 da manhã para começar o longo de 28km. Foi surreal. Me diverti, sofri, emocionei, terminei bem. Tão bem!

Falei pro Fabinho que esta foi uma das melhores semanas pra mim. Ele riu. Não tive lá motivos que um pessoa olharia e pensaria isso, mas foi uma semana especial. Foi medo, dores, o desconhecido, os planos e muita vontade de continuar com este cantinho.

Fevereiro já me ensinou que a gente pode se renovar sem esperar um mês ou dia pra isso. Basta cuidar das pequenas coisas. “As grandes se resolveram sozinhas”.

AMOR, CRÔNICAS

> 7 anos de nós

24/01/2017

23 de janeiro de 2010 foi o dia em que o conheci. Eu demorei para memorizar a data, mas aquele dia, nunca saiu da minha cabeça. Lembro que desejei ser amiga dele. Eu sentia e sabia que poderia aprender muito-muito mais sobre a vida ficando por perto. Acabei aprendendo sobre ele. Decorando os gostos quando íamos tomar café na padaria e de como ele adorava chegar num parque e tirar os chinelo para pisar na grama. Eu, que sempre fui uma pessoa de planejar as coisas, conheci o cara que era “vamos? agora?”, e no geral, eu respondia vamos. Sentia- me confortável com o mundo dele. Mesmo que ainda não cogitasse passar o resto da minha vida com ele, vivíamos muitas vidas em um dia só. Sem pressa: Rimos, choramos, choramos de rir, brigamos por causa do celular velho dele que nunca funcionava, inventamos de trocar o rejunte do banheiro e ele comeu o meu bolo queimado e disse que estava bom.

Muita coisa mudou desde então. De um, nos tornamos dois, para virarmos quatro e muito mais com toda família e amigos que multiplicamos. Somos mais fortes e mais bobos juntos. Ainda não realizamos nem metade do que planejamos. Nem sei se conseguiremos fazer tudo, mas nos tornamos pessoas muito melhores e mais vivas lado a lado.

É isso que o amor faz. E é isso que levamos da vida.

AMOR, CRÔNICAS

> Meu Amor Tem Nome

10/01/2017

Quando o conheci adorava como se divertia com a rotina e qualquer coisa. Confesso, esperava o ano em que este encanto passaria. Depois parei de contar e comecei a apreciar. Fábio chora de rir de coisas que me deixam doida. Ri do leite que joguei sem querer na parede, do tênis atolado de lama, do chão imundo de patas, de ficar suado após andar de bike para encontrar alguém ou trabalhar. Fábio dá jeito pra tudo para aproveitar o agora. Espero que, com os anos, este dom, seja contagioso.

Fábio tem outro dom, ele não precisa me levar para o fim do mundo para colecionar lembranças incríveis. Nosso hobby virou planejar e administrar. Um mês trocamos as panelas, no outro vamos em um lugar diferente. Eu me empolgo, mas ele aprendeu a sonhar quietinho e vai me contando conforme dá. Já sabe que não pode me dar tanta corda assim pra voar – mas me deixa solta pra ir e vir ou pousar.
Fábio não tem medo da vida ser pacata. Ele também sabe quando estou envergonhada e tenta contornar a situação contando que estou envergonhada. Fábio me envergonha. No começo me deixava indignada como ele jurava que sabia tanto de mim. Odiava como ele tinha razão. Depois, paramos de querer ter razão. Hoje, pergunto pra ele o que eu quero jantar. Fábio se diverte com meus defeitos. Conta sempre como ocupo 70% da cama, porém não cansa de dividí-la comigo. Mas, não se conforma como sempre deixo a chave do lado de fora da porta.
Fábio observa tudo ao redor e se diverte quando choro sem explicação. Adora quando falo com a voz mais idiota possível com o Ringo e quando faço jingles para a Lucy. Fábio gosta de me ver feliz por nada. As vezes faz uma dança idiota para isso acontecer ou sorri calado quando canto “que vida boaaaa” depois de tomar banho no chuveiro que enchi o saco para ele comprar uma ducha forte. As vezes canto só para vê-lo sorrir. E a vida é boa.
Dos 3 choros que vi nos olhos de Fábio em quase 7 anos, um deles foi ao me ver abobada quando me deu um violino de aniversário. Fábio se emociona com gente feliz. E presenteia muito bem. Eu sou péssima, não lembro data, nome, rosto. Fábio decora até o semblante dos meus colegas que ele não conhece pessoalmente. Acho incrível. O recomendo para todo mundo como amigo: Ele dá chance para tudo. E como! Fábio acredita até demais nas pessoas. Digo orgulhosa e surpresa que carreguei o saco de 20kg de ração dos cachorros sozinha e ele diz “eu acredito, pequena”. Achava que era difícil surpreendê-lo, mas é o contrário. Ele não vê ninguém como pequeno. Fábio não precisa de nada para estar bem e eu não canso de apreciar isso. Afinal, é encantador dividir a vida com o amor.

Admito: antes eu não ligava muito para o nome Fábio. Depois acabei me apaixonando pelo nome também, e sorrio com os olhos fechados antes de pronunciar o Fá, mas o chamo mesmo é de Fabinho. Resolvi mudar este texto de “você” para Fábio para fazer mais sentido. A pessoa que me deixou sem palavras, a mesma que eu poderia escrever por linhas e linhas sem perder o sorriso. Com quem fez todo o sentido e trouxe um nome para o meu verbo amar.

Bom, já repeti demais, deu pra decorar.

AMOR, CRÔNICAS

> Amar é nem mais e nem menos

18/10/2016

Amar é seguir uma lógica diferente.

É abrir espaço no coração, na agenda, no encontro na semana e para a vida ganhar um novo enredo. É conhecer, desvendar e se entreter com o simples fato de ser junto com alguém e, isso render boas risadas. Amar é juntar. Os pedaços remendados do coração, os sonhos, planos perfeitos ou furados e, quando a vida colaborar, arranjar um novo endereço para dois. Amar é multiplicar. Lotar os armários, colocar meias na mesma gaveta e sair com pé de um e o pé do outro, sem se importar. Amar é dividir. A mesma máquina de lavar, contas para pagar e o restinho do almoço no jantar. Amar é somar. Tupperwares de todo tipo na despensa, ter uma xícara de café na mesa a mais e trazer grandes novos amigos para o bar. Amar é contribuir. Para que o café do outro não amargue e, na medida do possível, garantir que o fim do dia seja paz. Amar é torcer. Para que o quarto não tenha goteira, o freela não caia bem no final de semana e que as pizzas no domingo chuvoso não atrasem.

Amar é deixar livre para escolher estar.

Como uma amizade de infância, sem contrato ou supervisão, apenas sonhos para o futuro e uma admiração de outro mundo a cada dia. Amar é uma chance. Para conseguir domar o tom da nossa voz, aprender a entender os motivos de alguém e confiar, por simplesmente confiar. Amar é saber. Quanto adoçar do café, sorrir quando ver no cardápio a sobremesa preferida do outro e notar quando uma lágrima silenciosa começa a se formar. Amar é não saber. Como agir, contar uma notícia ruim sem magoar e de onde tirar forças para travar a vida, mas continuar.

Amar é adorar a rotina, afinal você a divide com alguém que mais curte no mundo.

Com uma parceria que sabe os teus filmes preferidos, quando você quer estar só sem dizer uma palavra ou quer um gole de vinho para salvar. Amar é aceitar. Que os encontros agora são conversas sem fim no sofá, no sábado o traje de gala é aquele moletom surrado e domingo é dia de força tarefa para faxinar. Amar é ver a vida com outro olhar, novos planos, sentidos e com uma lógica diferente para cada dia. Nem melhor, nem pior.

Amar é fazer alguém se sentir mais confortável de ser quem é para o mundo.

É arrancar o melhor que podemos ser trabalhando com o tempo das coisas e as presepadas que começarem a surgir. Amar é completar. Frases do outro, contar uma história no mesmo ritmo e pegar os mesmos trejeitos que a gente não aguentava mais lidar e, que, agora faz parte de você. Amar é ser amigo. A mistura da pessoa mais legal do mundo com a que mais pega no nosso pé, quem dá um nó na cabeça de nervoso é a mesma que arranca um sorriso besta no meio do dia. Amar é deixar ir. Para onde quer, com quem quiser, rir, divertir e esperar ansioso para voltar, contar e sorrir com o riso do outro mesmo longe. Amar é tolerar. O que é novo, diferente e não ter medo de lidar com o desconhecido de alguém. Amar é compreender. Quando o outro não atende o celular, diz que não tá afim de fazer nada e muda os livros da casa de lugar. Amar é se reequilibrar. Em novos tons e melodias de outro coração.

Amar é ter tudo em um verbo só e, ainda assim, manter a leveza de ser. E só.

Amar é quando dá gosto de viver a vida ao lado de alguém. Nem mais, nem menos.

FAÇA VOCÊ MESMO (DIY)

> TOUR NA CASA 2: O segundo andar da casa

30/09/2016

O primeiro andar é o meu preferido… e o de cima também.

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ahahahha, Desculpem, é difícil separar. É quase tudo uma coisa só. Amo como nosso quarto é isolado do mundo. Como é possível fechar as portas, cortinas e ter uma brisa boa para dormir. O calor não é dos mais fáceis, mas né, é Brasil. Só no mundo de ar condicionado dá pra ser feliz. O inverno é amor. É gelado, bom para se enfurnar. A 7 da manhã o sol chega até na cama. É aberto, com espaço para circular. Desde o começo priorizamos uma área fácil de movimentação como em apartamentos antigos e com pé direito mais alto. Também mantivemos tudo mais neutro possível. O destaque de cor é para a almofada linda no nosso gaveteiro. Agora com o nosso neon de cabeceira, ganhamos uma luz a mais e linda. Adoro a simplicidade que ele trouxe para nosso mundo! A parede de tijolinhos continua no andar de cima. Na época, no quarto pensávamos em pintar de branco. Sendo sincera, eu ainda quero, mas Fabinho já deu uma bodiada, haha.

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O mesanino é um cantinho especial onde muitos textos já saíram dali. A parte mais colorida da casa com todas as almofadas, travesseiros e colchas. Se jogar ali é quase um abraço de mãe. A peça handmade que penduramos dá um toque super leve. Também amo acordar todo dia e dar de cara com a bandeira escrita “let it be”. O suporte de vasos faz uma linha bacana que deixa o vão mais esguio. Na parte de cima ainda precisamos isolar com a rede de proteção para conseguir dormir pesado ali, ahaha Quem sabe um dia fazemos isso.

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No banheiro usamos uma penteadeira antiga como pia, foi o único móvel que compramos na casa. O resto foi feito por nós ou achado. Reformamos o armarinho e ali deixamos produtos pessoais e toalhas. Fica tudo bem em mãos no dia a dia. Priorizamos a praticidade e ter somente o necessário, assim deixar tudo o mais organizado possível é natural e não um trabalho.

Escolhemos manter a edícula toda na mesma linguagem. Mesmo piso, mesma estrutura, azulejos e revestimentos. Até no banheiro. Talvez seja isso que deixe tudo mais aconchegante e com a ideia de uma coisa só. Ou a cachorrada subindo e descendo feito doida. Ajuda.

O mais bacana é olhar para tudo e ver muitas histórias. Desde os meses atrás de uma bendita pia, até a chegada da madeiras, os cafés conversando com os pedreiros da vida e rindo de tanta besteira. É difícil dizer algo que mais amo. Quando pertencemos, o amor não se subdivide, mas transborda.

| Parceiros e Links de produtos do segundo andar : ADORNO DE PAREDE HANDMADESUPORTE DE VASO 1 SUPORTE DE VASO 2 TECIDO DA ALMOFADA E CANGANEON E FILTRO DOS SONHOSVELA PERFUMADA |

AMOR, CRÔNICAS

> Foi bom te encontrar

22/09/2016

Amor,

dia desses passei em frente aquela cafeteria que costumávamos ir. Me dei conta que já se passaram bons anos desde então…

A gente nunca teve um primeiro encontro oficial, só resolvemos tocar a vida juntos. Era aconchegante como o encontro entre amigos de infância. Era familiar. Resolvemos arriscar. Para mim todas aquelas xícaras de café carregavam a mesma emoção de um jantar à luz de velas. A gente se observava o tempo inteiro.Você bem mais do que eu, confesso. Entre um gole de café e outro, nossos olhos espiavam por cima da xícara, como quem tenta conhecer em cada segundo o que o outro acha do mundo: de onde virá a expressão de graça, o riso ou a surpresa. Eu sempre pedia o bolo caseiro do dia e você algum lanche ou pastel tamanho família. A gente sempre se deixou ser.

Esta foi a minha maior paixão em nós antes de sermos nós: simplesmente éramos e fazíamos isso bem juntos.

Você com a sua cabeça racional demais e eu com meu coração que precisa de um toque de poesia pra pulsar. Duvidei que isso seria uma boa mistura. E o tempo me mostrou que a gente queria se aguentar. A gente ria sem parar, ou melhor, rimos. Talvez este tenha sido nosso hobby preferido nestes quase 84 meses juntos. “O que vocês gostam de fazer em casal?, para onde gostam de ir? onde gostam de comer?” Qualquer lugar que seja permitido rir e de preferência alto. E estava feito. “Eu não tô apaixonada, só gosto de estar perto e rir junto com ele”, acredita que uma vez nos defini assim? Pois é. Muita coisa mudou, mas ainda bem, que isso não mudou em nada. Porém, hoje eu não tenho medo de me deixar apaixonar a cada dia pela mesma pessoa.

Era engraçado como o tempo passava devagar naquela época. Eu madrugava para trabalhar, saia para te encontrar, ia para faculdade, fazia curso e o tempo naquela varanda enquanto falávamos bobeira custava a passar. Hoje, ele voa tanto que não consigo mais contar. Me esqueço, me perco. Que bom que você também não é dos bons de lembrar. Na verdade foi ao seu lado que pude sentir dentro do peito, o sentimento de celebração diária, que não precisar ser ao pé da letra. É todo dia que nos olhamos, rimos ou choramos e vivemos juntos. Temos grandes motivos para comemorar o amor que um dia decidimos cativar. É todo dia que agradeço.

Dia desses você me avisou que estava saindo do trabalho, igual faz todo bendito sábado. Senti frio na barriga. Aquele geladinho que é o sinal da alma quando está plena. Quando se confia que algo te trará paz e não vê a hora de chegar. Aquela paz silenciosa, mansa e que custamos a notar. Fiquei sorrindo feito trouxa. Você entrou na casa e antes de me dar um beijo, comeu metade do bolo em cima do fogão com cuidado para não sujar o chão. Sorri abobada e pensei: Esse é o cara da minha vida. Quem sempre me trouxe paz – e acaba com a comida da casa. Prioridades.

A vida nem sempre sorriu pra gente. Mas, a gente sempre fez ao máximo para seguir mesmo assim. Hoje, você já conhece minhas zilhões de expressões, quase não preciso falar. E ainda assim me observa todo dia, mesmo sabendo as respostas que vou dar, o que me faz rir, chorar e o que só uma pizza pode curar. É fogo quando alguém te decora nas coisas mais idiotas do dia a dia. Quando você percebe que é tudo uma coisa só, parte de um todo da vida de alguém. Vamos mudar juntos, a cada dia, as novidades não terão fim. Apenas recomeços. É gostoso de pensar.

“A Isa sente demais”, você diz o tempo inteiro e tem razão. Não me arrependo. Sempre usei de todas as letras para dizer que amo e o quanto amo. Sempre tento dimensionar o que é infinito. Nunca achei verbos suficientes e talvez nunca encontre. E nunca vou me cansar de expressar, sabe, Amor… Como foi bom te encontrar!

Ainda é. Ainda que todo dia no mesmo teto que o meu.

Temos mais umas boas vidas por vir e muitos cafés para tomar.

Foi o que pensei quando passei por aquele lugar.

Obrigada por me fazer sentir tantas coisas boas na vida com tão pouco.
Pessoas como você valem a pena.

FAÇA VOCÊ MESMO (DIY)

> A Escolha do Primeiro Imóvel

06/04/2016

Muita gente pergunta como foi a escolha da nossa casa. E eu acho muito incrível e, até engraçado, como a energia dela possa passar por meio de uma imagem. Por isso, resolvi colocar neste post alguns pontos que levamos em consideração antes de bater o martelo de que, sim, é aqui que vamos ser lar.

Antes, um pouquinho de história: O processo começou quando, tanto eu quanto o Barba, precisávamos de um espaço para montar os nosso estúdios, receber clientes e ter liberdade para trabalhar em nossos horários. Sempre tivemos o hábito de poupar dinheiro e, depois de conversar, passamos anos juntando até o troco da pizza com este objetivo. Na época procuramos espaços para alugar, mas por conta da metragem que necessitávamos para os dois, não encontrávamos nada com preço OK. Desanimamos muito. Na época o Barba morava em um apartamento em Pinheiros e, um dia o porteiro mencionou o valor que estavam vendendo ali e foi aí que resolvemos mudar os planos: vamos vender aqui e comprar algum lugar.

Até então não tínhamos pesquisado para compra, mas percebemos que seria muito possível encontrar uma casa com 6x o tamanho do apartamento por quase o mesmo valor. Agora, vamos começar com as dicas:

  • Escolha uma região bacana. Quando digo isso, não é me referindo a poder aquisitivo. Tudo irá depender do seu estilo de vida, mas uma coisa fundamental é ser lugar próximo do trabalho ou com meios de transporte de fácil acesso e trajetos bons de carro. Isso em São Paulo é qualidade de vida. Pode ser um pouco mais caro, mas se te poupar 4 horas de trânsito,  vale considerar.
  • Pesquise a região. Imóvel é investimento tanto familiar para quem deseja ter um bichinho ou filhos, como rentável. Veja se a região possui planos de expansão de linhas de metrô, shoppings ou revitalizações. Tudo isso valoriza a região e, caso um dia você precise vender como o nosso antigo apartamento, você conseguirá lucrar!
  • Caminhe pela região em diferentes horários e interaja com a vizinhança. Antes de fechar, nós passeamos por aqui mil vezes a noite, a tarde, de manhã e tudo mais. Dê um alô para os vizinhos, questione sobre como são em dias chuvosos, segurança e os comércios por perto.
  • É bem bacana questionar o morador sobre os horários e direcionamento do sol. Ainda mais para quem ama uma boa luz natural como nós, é determinante. Ponto ainda mais importante para quem mora em apartamento, eu diria.
  • Objetivos bem definidos e visão é muito importante. Tanto para o meu estúdio como o do Barba, nós precisaríamos de reforma no imóvel. Vimos muitos lugares novos e, quando visitamos aqui, nos deparamos com um espaço MUITO antigo. Mas, como já estava em nossa mente a obra, não faria diferença. Basicamente, o valor era pelo terreno, não pela construção.
  • Vá com calma! A ansiedade é difícil controlar nessa fase, mas é preciso. Além do baita investimento financeiro, toda função de documentação e tudo mais é complicada. Por isso, pense, repense e visite muitos lugares.

Galinha, som de pássaros, plantas, clima de interior e silêncio pleno faz parte do nosso dia a dia. Mas, sendo bem sincera com vocês, eu não consegui apreciar tudo isso na minha primeira visita. Estava ansiosa e com mil coisas acontecendo ao mesmo tempo na minha cabeça. Porém, a minha paixão foi a área externa com plantas. Todas as casas que visitamos eram construídas de fora a fora e essa era a única com espaço aberto. Algo precioso para nós! Percebi que os vizinhos eram queridos, moravam há 40/50 anos aqui, se conheciam, trocavam histórias e até me ofereceram uma galinha para criar. Claro, que isso foi brinde, ainda mais em São Paulo. Mas, tudo isso me fez me sentir em casa. Cresci com terra, galinha no vizinho e silêncio. Quando entrei aqui, mesmo vazia e sem nada, me senti em casa.

Nossa história em algumas linhas, foi assim. Espero que ajude quem esta nesta etapa da vida!

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