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Pedaços+Momentos

> Agosto trouxe um pouco mais de cor(ação)

04/09/2017

Essa foi a última semana de agosto, um mês que não foi fácil, mas que me ensinou muita coisa. Na verdade, acho que agosto foi necessário. Assim como todos os momentos que passamos na vida e não conseguimos entender o porquê temos que viver aquilo. A gente sempre tem.

Agosto foi um mês desconfortável: silencioso, morno e cheio de inquietações. Aquele choque de que logo mais um ano acaba e outro começa. E assim vai. Agosto me ensinou a esquecer um pouco o calendário quando se trata do coração – logo eu, que tenho 2 agendas e 3 calendários. Agosto foi mês sofrível para a horta que lutou bravamente com os dias mais secos, mas que cresceu muito quando veio a chuva. Foi mês de apertar a velocidade, aumentar a distância e ir contra a preguiça.

Terminamos a semana com muito do mesmo com gostinho de novo. Mudamos nossos escritórios de sala, deixamos nosso mundo mais com nossa cara e espaço. Doamos roupa, sapatos, tiramos excessos, desfizemos do que estava pesando para manter tudo mais leve.

Colori e flori a pele para a alma sorrir.
Me dei outro coração, pois quero espaço para mais vida.

Agosto foi necessário, eu não disse? 🙂

Tatuadora, amiga e querida: @respiroink

 

 

AdoCão

> Amor à Tinta na Pele

11/01/2016

Quando conhecemos alguém somos marcados pelo o que temos em comum, o que não temos, admiramos e queremos aprender. A gente não escolhe com quem deseja trombar na rua, mas podemos decidir com quem seguiremos firmemente dividindo o caminho da vida. Este foi o meu caso.

Foi no dia 05/10/2010 que saímos, eu e ele, pelas ruas de São Paulo procurando por ONGs para dar um lar à uma vira-latinha. Debaixo de muito sol e ansiedade a encontramos: Tamanho pequeno, preta, magricela e a menos desejada, ela ganhou o nome de Neguinha. Era dengosa e adorava correr pelo carpete e, em poucos dias sentava, girava e fazia xixi no jornal. Meses depois, ela adoeceu e foi brilhar em outro céu. Longe, onde não podemos abraçá-la fisicamente, mas que nunca mais me deixará esquecer dos seus olhos grandes e amendoados que me trouxeram esperança.

No dia 06/04/2013, ele saiu para trabalhar. O tempo era chuvoso, eu estava preocupada com a prova da faculdade quando ele voltou para casa com o maior presente que a vida poderia dar. Pelo telefone ele a descrevia: ela é muito doce. Uma cachorra grande, agitada, apaixonada por ele e completamente humana – mais do que nós. A sua cara era de Lucy: a mistura da felicidade pura e a sensação de que tudo ficará bem. E ficou.

Assim a vida seguia mais alegre, com mais pêlos e menos espaço no sofá, quando no dia 11/04/2015 decidimos que era hora de Lucy ganhar um fiel escudeiro. Barba com um vira-lata jogado em seu colo, me disse: É esse que não vai mais sair do seu pé. Ringo, apesar de abandonado em uma caixa na Raposo Tavares, tinha um olhar de paz. Alegre, comilão e sincero, ele é o equilíbrio que faltava para o meu coração.

Em meu antebraço, um lembrete dos dias mais especiais da minha vida e que virou nossa. Estes, só puderam acontecer, graças a uma ligação forte e de outros mundos, que assim como a música em duas claves de Fá também tatuadas, enchem o meu peito de coragem e inspiração.

Nos melhores dias da minha vida, eu não ganhei na mega sena e não resolvi todos os meus problemas. Ganhei um coração tranquilo e que não me deixa esquecer como a vida é bela, mesmo não sendo sempre azul.

Barba, Neguinha, Lucy e Ringo. Agradeço todos os dias por ter conhecido vocês!

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