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sobre a vida

CRÔNICAS, VIDA

> Nem todos os dias são fáceis

09/05/2017

Nem todos os dias são fáceis. Pouca gente fala, mas todos sabemos disso.

De alguma maneira parece que em alguns dias acordamos com toda energia, fé e vontade para fazer tudo que sonhamos acontecer. Em alguns dias acreditar e confiar é quase rotineiro e espontâneo. Em dias assim, não importa o que deu errado ou certo: O dia será bom. Ainda que não seja, o dia será bom e não precisamos sequer dizer para nós mesmos isso.

Por outro lado, existem dias em que o peito aperta, a cabeça não dá trégua e confiar no tempo é uma tentativa quase em vão. Dias em que não importa que tudo esteja bem: Não conseguimos ver isso e muito menos, agradecer. Nestes dias, não importa qual frase positiva se repita. Não é fácil se convencer do que não conseguimos acreditar.

Torcer para um dia passar rápido soa triste. Afinal, se pararmos para pensar, viver a vida é um presente e uma chance única que temos para administrar em nosso tempo. Sim, você deve ter pensado que há dias que é difícil lidar até mesmo com isso. E é verdade.

Muitas vezes a expectativa ou a ansiedade atrapalham nosso coração de enxergar que as coisas nem sempre dão certo no momento agora. Muitas vezes a vida irá no surpreender no futuro e, para isso acontecer, é necessário tudo que precisamos passar no passado e no presente. Então, os dias não tão fáceis existem, não para que passam logo, mas para aprendermos algo.

Existem dias em que vivemos pouco e sobrevivemos muito. Hoje, estou aqui para lembrar que dias assim passam. Assim como os dias eufóricos de felicidade. A vida é uma balança que precisamos estar dispostos a nos equilibrar e a desvendar.

Este texto é apenas para lembrar que nem todos os dias são fáceis, mas nem todos também serão difíceis assim. O seu pode ser hoje, de alguém ontem e o meu amanhã. A vida é um presente surpresa. Esteja pronto para aceitar e desembalar. Um dia, um pacote, um desafio e um mundo por vez.

Nem todos os dias são fáceis. A gente aguenta. A gente aprende.

CRÔNICAS, VIDA

> Somos todos esse turbilhão

21/03/2017

Às vezes a gente some porque precisa. Às vezes até estamos aqui, mas presentes em outro lugar. Às vezes cansamos e desistimos. E em outras vezes damos até a energia e força que não acreditamos ter. Às vezes não encontramos palavras à altura de um momento e, em outras vezes nos atrevemos a chegar perto de descrever o indescritível. Somente por querer fazer a rotina ganhar uma chance de ser narrada com tanta beleza também.

Às vezes qualquer coisa, ocasião ou piada besta nos tira uma gargalhada. Em outros dias, nem que nos paguem é fácil mostrar os dentes. Alguns dias são azuis e tristes, outras tardes são cinzas e cheias de amor. Tem horas na vida em que nada faz sentido e tem dias em que a gente não quer saber o motivo de nada. Às vezes a segurança salta e brota de dentro de nós. Em outros dias, ela vem de alguém e contagia e impregna na gente – ainda bem.

Às vezes a gente sabe bem o que, como e onde quer. Em outras épocas, vale consultar o amigo, buda, pai, mãe, tio e avó para o que devemos fazer. Tem dias que falamos com todos, outros que mal nos damos bom dia ao acordar. Dias de carona para o amigo, dias de pressa para o café e outros dias de voltar caminhando e admirando sem saber bem o quê. Tem vezes que o amor está bem e por outras, infelizmente, vai mal. Mas a vontade de acreditar, ela nunca morre ou falha… Ah! mentira. Todo mundo em algum momento ou instante que deixa de acreditar. E segue amando. Mas, ó, é só de vez em quando.

Às vezes é difícil acreditar que todo mundo vive esse turbilhão de emoções prestes entrar em erupção em que vivemos. Aquela colega sempre maquiada e bem produzida do trabalho, o amigo que só viaja e a vizinha que tem um casamento estável de mil anos. Em outros dias nós conseguimos olhar fora da nossa bolha, do nosso mundo e ver as pequenas amostras de felicidade que são espalhadas por aí. Cada um tem as suas. Tem dias que é fácil enxergar e valorizar. Já em outros… nem nos dizendo, apontando e desejando, nos custamos a agradecer e apreciar. Vamos tentar amanhã? Vamos. Aliás, devemos.

Às vezes, ou melhor, quase todos os dias, vivemos tanto, de tudo, todos e do mundo que só queremos parar um tempinho pra relembrar que a vida nem sempre é fácil, mas vale a pena ser quem somos. Ainda que seja essa coisa confusa e aparentemente sem sentido.

Sempre valerá a pena sermos fiéis a nós mesmos.

Entre crônicas, VIDA

> A GRAMA DO VIZINHO: Você não sabe de NADA

02/11/2015

Quem nunca julgou um livro pela capa?
Duro é que nós insistimos em fazer isso com pessoas…

Mesmo não sendo por maldade, quantas vezes nos pegamos vendo alguém caminhando pela rua e pensamos “Puxa, que vida boa aquela pessoa tem“? Muitas. As vezes olhamos feeds incríveis e pensamos que uma pessoa não sofre ou pior, acreditamos que conhecemos a sua vida. A verdade é que muitas vezes aquela única foto publicada no dia, pode ter sido o registro de 1% de coisa boa e sorriso de uma pessoa que mesmo sofrendo quieta, tentou fazer um visitante ter o dia um pouco melhor que o seu e sorrir também.

Para ilustrar, preciso contar algo que aconteceu dia desses na academia. Uma senhora de mais ou menos 60-65 anos vai todo final de tarde com sua legging preta, camiseta cinza, óculos de armação grossa e um cabelo grisalho chanel cheio de charme. Sempre sorrindo, conversando e filosofando da vida com o instrutor, ela parece ser daquele tipo de pessoa que conversa sobre qualquer assunto por horas. Essa mulher é incrível, pensei a primeira vez que a via.
Um dia eu estava péssima, o dia da foto que contei. Tinha acabado de sair de uma consulta que acabou com a minha semana e a senhora do chanel grisalho estava com um novo instrutor. Ele a incentivava a aumentar um pouquinho a carga do peso para um exercício de braço e ela sorrindo desconversava. Enquanto eu meio de longe, estava atenta as suas piadinhas e pude ouví- la dizer com um tom um pouco mais sério, mas não menos querido: Acho que você não sabe, né? Eu tive uma doença e não tenho uma mama, não posso aumentar o peso.

Naquela hora minha reação foi ficar sem reação, por nunca imaginar que ela teria passado por essa situação. Foi quando pude apenas afirmar dentro da minha cabeça que a gente não sabe de NADA. A grama dessa mulher é verde, pois foi cuidada, capinada, suada, sofrida e regada para crescer forte – eu apenas enxergava a capa da sua história de vida.

As guerras que passamos não concorrem com a nossa felicidade, apenas nos fazem mais humanos. Ao contrário do que pensamos, nós não precisamos ter conhecimento de tudo, precisamos apenas não descartar que as lutas existem para todos. A felicidade é uma fração de segundos e, que felizmente, uma foto ou um olhar conseguem captar. Felicidade é como uma batalha com nosso eu que precisamos travar diariamente. Algo que quando a sentimos desejamos espalhar e retribuir. Justamente pela nossa eterna mania de espiar a grama verde do vizinho e pensar que ele não chora no chuveiro. Vou te contar uma coisa: Ele também chora, mas a maneira como reagimos a isso, é o que faz a diferença.

Sempre que possível vejo a senhora do chanel grisalho nos finais de tarde. Nos sorrimos, balançamos a cabeça acenando boa tarde. Viro as costas e só consigo pensar com ainda mais certeza: Essa mulher é incrível !

Que a felicidade continue sendo espalhada em pequenas doses. Não para contar uma vida de faz de conta, mas para nos dar forças para acreditar em um amanhã melhor e mais verde para todos.

VÍDEOS

> Pare de Reclamar!

17/09/2015

Todo mundo tem dias difíceis, não é? Aqueles dias em que nada é suficiente. Nada é bom o bastante. Nada parece colaborar para que seja do jeito que a gente imagina. Quando na verdade, as coisas são como são. Todos teremos problemas, obstáculos e trabalho exaustivo de segunda a segunda em algumas épocas. Mas, nada disso precisa ser motivo para não enxergar o que temos de bom na vida: Viver.

Meus sinceros desejos, sempre serão que os dias de vocês sejam deliciosamente alegres. Mas, se por aí o tempo estiver cinza, espero que ao menos o coração esteja leve. É o que podemos fazer, não é? Tudo passa.

AH! Sexta tem vídeo no canal. Se inscreve para não perder. Compartilhe com os migos e nos ajude a espalhar nossos besteiróls que são feitos com amor por aí 🙂

VIDA

> Melhor Pessoa: Casca grossa e Alma leve

24/08/2015

As últimas semanas para mim estão sendo uma bagunça. E vocês sabem como eu amo tudo em seu lugar, em todos os aspectos. Ringo resolveu um belo dia acordar e comer a roseira que estava aqui a 60 anos, segundo a ex- dona da casa. Essa foi a inauguração de 15 dias inferninhos, que vou poupá- los os detalhes. O que eu humana fiz? Reclamei feito uma ogra.
Minha pele estava descascando, meu nariz ruim todas as noites e o trabalho frenético há meses todos os dias da semana. Como tudo atualmente se resume em “você está estressado(a)”, não era isso que eu precisava ouvir. Afinal, a minha mente não estava exausta, eu nunca estive tão realizada, mas eu estava um C-A-C-O. Que raios tinha eu?
Aí, fui conversar com um profissional no assunto: meu pai. Meu pai trabalhou a vida inteira feito um doido, e não é da nossa sortuda geração que trabalha com o que gosta, e eu nunca o ouvi por sequer um dia resmungar. Ou melhor, nunca o ouvi reclamar da vida. Ele dizia como se não tivesse problemas, contas para pagar, ou levado tanta porrada da bendita:
– Estresse? Essa palavra não existia no meu tempo. Quanto mais a vida nos batia, mais a gente via que aguentava e revidava nela.

Ser feliz cansa. Viver cansa.
E um belo dia mesmo cansados, a gente tem que sentar e agradecer.
Compensa.

É amigos, a vida é uma verdadeira zona. E eu vou ter que aprender a não tentar organizá- la o tempo inteiro. Tudo o que a gente faz é o que temos que fazer, com a vida que escolhemos. E a vida segue fazendo o seu papel: nos forjando. Uma alma leve e a casca grossa, como a do meu pai, é o que desejo para todos.

Tá foda de dizer, mas, obrigada vida. Pode mandar mais – acho que a gente aguenta!

“A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.” Regina Brett

Pedaços+Momentos, VIDA

> Viajar é bom, voltar para casa dá frio na barriga!

11/08/2015

Parei na porta, coloquei a mala no chão e antes de girar a chave, senti um frio na barriga. FRIO NA BARRIGA! Depois de mais velha, essa é uma das melhores sensações da vida.

Fazia meses que eu não ficava um tempo fora de casa. Esse é o porém de se trabalhar e morar no mesmo lugar. Ou melhor, no mesmo universo. A gente conversa, sonha, come, dá risada, briga, limpa, suja e trocamos problemas do dia a dia: Tudo isso, no mesmo lugar. Ás vezes, são tantos problemas, que fica difícil nos darmos conta de como a vida é gentil. Temos um teto, um colchão, um chuveiro quente e comida. O sonho de muita gente.
Os últimos três meses foram os mais corridos da minha vida. Não tenho final de semana. Trabalho de manhã até dormir. Vejo pouco minhas amigas, família e perdi um pouco a paciência com a farra na casa. Ao mesmo tempo, qualquer 5 minutinhos, eu corria para perto deles. E com quem amamos, qualquer minutinho é uma eternidade, é conforto para o coração. Então, viajamos. Matei a saudade da minha outra família e lá percebi como aqui o meu tempo voa. E como eu amo essa vida: corrida, com amor e pêlos no chão. Eu não via a hora de viajar e quando viajei, não vi a hora de voltar. Pois lá, senti ainda mais forte, como é bom estar em casa. No caso, a física. Neste canto onde tudo acontece: coisas boas e coisas ruins.
Mas é aqui, onde tudo acontece. É aqui, neste endereço que chamo de lar. Seja lá onde eu estiver, meu coração estará por aqui. Nesta casa meio nova e meio antiga, onde tenho a família que eu sempre quis cuidar e doar, até o tempo e as energias que eu não tenho. Aqui onde choramos as pitangas e nossas fraquezas sentados no chão da sala. Mas, ainda é aqui, que escolhemos chamar de casa. De nosso lar doce – e não muito normal – lar.
Ás vezes a gente precisa viajar, para enxergar o quanto menos a gente precisa e o quanto mais temos que agradecer. Eu precisei de 1.124 km para isso. Talvez você não precise de tanto, espero.

O frio na barriga quando somos novos, nos confunde. Mas, quando somos mais velhos, ele confirma. No caso, toda a minha infinita ansiedade em agradecer os sentimentos e valores ao redor deste cantinho. É isso que precisamos para viver.

Mi casa, es su casa.

 

AMOR, Cartas

> Prometo não encher o saco, Amor.

05/04/2015

Amor,

prometo topar qualquer problema ou dilema ao seu lado para amadurecer e levar a honestidade em cada palavra para evoluirmos juntos. Tudo bem? Claro, eu prometo ser apenas quem eu sei ser: sem máscaras, sem metades. Serei inteira e isso pode, por vezes, não ser tão fácil – para você.

Por isso, prometo saber a hora de parar e te dar espaço, dar o seu momento de solidão quando for necessário, pois só assim estaremos cada vez mais próximos. Prometo respeitar seus limites, mas quando for possível, meu bem, fique sabendo que podemos ir além. Estarei sempre aqui.

Prometo somar calma, sossego e respiro, e trazer todo esse bem, primeiramente para mim, antes de te encontrar, pois é o mínimo: me amar e me cuidar – faça o mesmo por você, sim. Prometo não projetar expectativas, padrões ou uma lista de como você deve agir. Prometo, acima de qualquer coisa, valorizar o seu jeitinho – só seu e bizarro – de me amar. Prometo estar atenta e enxergar o momento certo de falar ou só te abrigar em um abraço. Serei sincera, é só o que podemos ser, mas prometo também, meu amor, nunca te negar meu ombro. Nunca, parceiro. Prometo, ou melhor, te aviso que terei meu mundo e você o teu para construirmos nosso universo. Sempre será assim.

Prometo saber viver sem você porque é saudável não depender de alguém. Prometo amar, nunca aceitar vir a me acomodar e não deixar um problema adubar ao ponto de virar algo gigante para domar e sanar. Prometo cuidar do Amor. Prometo parar de prometer um pouco, pois sei que isso pode vir a cansar, mas, acredite, não é por mal. É por amar demais.

Prometo não encher o saco do Amor, amor. Deixa estar, fluir, ir.

Revisão de: Thaís Chiocca