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rio grande do sul

Por aí

> Viajar de Carro

19/01/2016

Poucas coisas são tão legais como estar cercado de quem amamos, ainda mais dentro de um carro cantando e contando histórias engraçadas e pensando sobre a vida por longas horas de estrada. Nós sempre preferimos a estrada do que avião, embora em alguns casos não tenha muito o que fazer. Sempre no final de ano, como ficamos mais tempo, levamos nossos pentelhos com a gente. Este ano, a casa dos meus sogros comportou 6 cachorros e uma gata. Uma amostra grátis do paraíso.

Resolvi separar algumas dicas que fomos colecionando para quem quiser se jogar nessa aventura até mesmo com os seus filhos caninos 🙂

  • Antes de sair de casa, o mais importante é fazer um revisão completa no carro, checar os pneus e extintor de incêndio. Evite dias chuvosos e dê preferência para as manhãs.
  • Confira a carteira de motorista, documentos pessoais e dinheiro para pedágios. Ter um kit com remédios para enjoo e dor de cabeça não pode faltar.
  • Não confie 100% no celular e aplicativos de GPS, você poderá ficar sem sinal ou internet. Por isso, é importante ter um mapa com os acessos principais de rodovias e o endereço do destino.
  • A melhor parte é comprar os petiscos e guloseimas para comer durante o passeio. Não esqueça de levar garrafinhas de água, porções de ração e potes para a cachorrada beber nas pausas.
  • Também prepare uma playlist cheia de músicas preferidas e também daquelas animadas de fim de festa – a zueira não tem fim.
  • Faça pequenos intervalos de 3 em 3 horas ou quando sentir cansado. No caso, apenas o Barba dirige, então ele sempre cochilava no carro e eu dava comida, água e passeava com Lucy e Ringo para xixiecocô. Geralmente eles costumam ficar agitados e com pouca fome.
  • Lucy ficava muito enjoada, fomos insistentes e aos poucos ela acostumou com o movimento do carro. Na outra viagem, o veterinário indicou dar a quantidade ideal para o porte dela de Dramin. Ela ficou um pouco sonolenta e passou mal poucas vezes. Desta vez ela não vomitou nenhuma vez, mas vamos com o vidro entreaberto para ela tomar um ar. Ringo nunca passou mal, vai dormindo sentadinho vendo a vida passar. Mas, sempre deixo um pequeno pote e pano a postos, vai saber.
  • Para os peludinhos também é importante cinto de segurança para cachorro. Eles vão presos da coleira ao cinto comum e possuem movimentação ok e confortável.
  • Nossa viagem de São Paulo até o interior do Rio Grande do Sul foi divida em dois dias, saindo às 6 da manhã e chegando as 19h em uma pousada simples. No dia seguinte, o mesmo processo, mas com a chegada no início da tarde. Na primeira vez a ideia era fazer em um único dia, porém com trânsito e obras acabamos atrasando muito. Por isso, é importante verificar hotéis e pousadas em trechos específicos que aceitem animais, para ter uma carta na manga em contratempos assim.
  • Todo tempo vale ouro quando se está na estrada é importante ser objetivo, mas respire fundo e curta o caminho. É super cansativo, mas tenha jogo de cintura para lidar com a cachorrada, crianças e evite discussões com o motorista.

Dirija com calma, em qualquer situação, todo cuidado é pouco. Lembre-se que você tem o seu bem mais precioso dentro do carro: a sua vida e a de quem ama. <3

Boa viagem e colecione histórias!

Fotografia

> Para imaginar histórias: “as casas e seus donos”

02/02/2015

Contei para vocês que ficamos uns dias no interior do RS. Todas as vezes que vamos para lá, além do seu céu sem filtro cinza de poluição, o que mais me rouba a atenção são as casinhas. “INHAS” porque são queridas, não por serem menores de tamanho ou valor. Agora, vou contar outra coisa, o barbudo e eu temos uma mania: inventar histórias. Se estamos em um restaurante, ou na rua, um de nós ergue a sobrancelha apontando para um lugar ou casal, família e diz: “Qual é a história?” E, lendo os sorrisos e trejeitos, criamos situações. Eu, como ele mesmo diz, vou um pouco mais longe e até palavras invento o dia todo. Mas essa deixa para outro dia. “Tá, Isa. Onde você quer chegar?”

Não é novidade dizer que casa diz muito sobre quem somos. Mas lá as casas expressam, para quem estiver ali passando, a sua identidade para quem quiser ver. O que é algo que na cidade grande se perdeu um pouco: as casas viraram fortes; têm muros altíssimos, alguns colocam até umas plantinhas para alegrar, portões altos e só vemos os telhados; lanças, cacos de vidro, arames elétricos e tudo o que não faz parte de nós. Lá a frente das casas contam histórias: uma pintura impecável em tons quentes, que foi escolha da mãe da casa; um gramado cortadinho em um domingo preguiça; uma rachadura na parede onde foi a primeira batida de carro do filho ao sair da garagem; uma onde o cachorrinho no quintal da casa, na verdade, é um cavalo; outra onde o quintal da casa é um campo aberto. Umas com um portão pequeno, outras sem portão; umas em madeira, outras com vidros mais modernos; roupas penduradas ali na frente, super gente como a gente; outras mais discretas no fundinho do quintal.
Eu espero que elas não mudem e que, se possível, eu possa ver seus donos para rir de que minhas histórias não têm nada a ver. Eu espero que elas, as casas, continuem dando a cara a tapa para o que são, pelas suas fachadas simples e lindas, por muitos anos. Assim, no próximo verão, posso ver o que mudou e continuar a criar histórias sobre as pessoas nesse mundão que, embora ainda pequeno em tamanho e população, não foi tão afetado por tristes histórias que o forçaram a mudar o rumo das fachadas.
Entenderam onde quis chegar? Divirtam- se aí em imaginar. Nossa vida é feita de detalhes, é só reparar. Eles contam muito sobre nós – não pense que não. 🙂

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Revisão de: Thaís Chiocca