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> PATAGÔNIA CHILENA: NOSSO ÚLTIMO DIA

05/08/2017

Despedir da patagônia foi algo difícil, mas simples de fazer. Apesar do desejo de ficar mais tempo o sentimento de que cumprimos o nosso tempo ali era grande e completo. No nosso último dia poderíamos ficar pelo hotel ou partir para realizar um pedaço de um passeio ao Parque Aikén del sur, uma reserva com 250 hectares. Lá é possível fazer trilhas, passeios guiados e ver toda a biodiversidade da região de Aysén. O parque é bem estruturado e lindo demais. É verde para todo lado.

Se você é como eu e Fabinho, ficará encantado. Ficamos rodando e lendo todas as placas de informações do local onde tem tudo super bem explicado e informando cada detalhe do lugar.

Neste dia acabamos almoçando super cedo, afinal depois iríamos partir para 2 horas de transfer com o pessoal do Loberias até o aeroporto de Balmaceda e depois todo o caminho de volta até Santiago. Foi uma viagem tranquila e muito relaxante apesar de todas as caminhadas. O pacote do hotel é completo e desde que você desembarca no aeroporto não precisa se preocupar com mais nada. Foi um prazer enorme estarmos em um lugar para mostrar um pouco da riqueza da Patagônia para vocês e com pessoas tão atenciosas em todos os passeios. Saímos de lá com o coração cheio e sabendo que um dia, mesmo velhinhos, iremos voltar.

Passamos boa parte do dia viajando. Chegamos no aeroporto e encontramos com o pessoal do Venturas que nos ofereceu o transfer até o Hostal, que foi maravilhoso devido o cansaço da viagem. Chegamos a noite, comemos um lanche pela região e capotamos. Dia seguinte iríamos aproveitar ainda mais um pouquinho de Santiago! Mas, aí, fica para um próximo post 🙂

NOSSOS PARCEIROS <3

www.loberiasdelsur.cl
www.venturas.com.br

VEJA ESTE DIA EM VÍDEO NO CANAL:

 

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> UMA CASA SUSTENTÁVEL PARA (SONHAR) FICAR NA PATAGÔNIA

31/07/2017

Da nossa viagem pelo Chile, sem dúvidas, a patagônia foi a parte em que mais nos apaixonamos. Adoramos o silêncio, a proximidade, a variedade da natureza e todo aconchego daquele lugar com suas paisagens naturais em diferentes cores. Tivemos um dia sem passeios e fomos conhecer o cantinho de alguém muito especial, o Jaime Borquéz, que vocês conhecerão melhor no vlog deste dia.

Jaime é chileno mas morou bons anos no Brasil, além de ter viajado por quase o mundo todo trabalhando na área de imprensa para turismo. Nos apaixonamos por cada história que ouvimos dele nessa viagem e, pela calma de viver a vida.

A casa dele é um museu particular. Cada peça tem uma história cômica ou dramática, mas em todas podemos rir e tirar alguma lição. É gostoso sentar e olhar para cada mini detalhe que nos chama a atenção. Quando fomos, ele ainda estava reformando os quartos e as cabanas que ele irá alugar para mochileiros, bikers, pescadores e qualquer pessoa que deseja emergir nesse mundo ~patagônico de ser. Sim, voltamos já querendo retornar.

Toda a casa é sustentável. A energia é através de painéis solares, a água chega por um sistema que instalaram do riacho que tem no seu quintal e planta legumes e verduras orgânicas. É lindo demais de ver.

Terminamos o dia sentados os três ao redor do fogão a lenha, nos aquecendo e trocando ideias sobre toda essa estrutura. Sobre o mundo, viagens, patagônia e pequenas coisas da vida que nos tornam grandes como humanos. Neste dia, voltei para o hotel com mais fé no mundo.

Se quiser saber mais sobre o Jaime e o serviço que ele oferece é só entrar no site www.casachinook.cl que encontrará email, telefone e todas as informações. Quando fomos já tinha me apaixonado pelas cabanas, agora com elas prontas, íamos com Lucy e Ringo na mala, hehe.

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> PATAGÔNIA CHILENA: GELEIRA – LAGUNA DE SAN RAFAEL – dia 3

17/07/2017

Eu sempre jurei que nunca entraria em um barco. Que bom que resolvi quebrar essa promessa nessa viagem. Eu perderia a chance de ver uma das coisas mais lindas de toda a vida.

Acordamos por volta das 6 da manhã e saímos do hotel as 7 horas. Entramos no ônibus rumo a entrada do Puerto chacabuco, onde estava o barco “Chaitén” que iria nos levar até a laguna de san rafael. Eu acordei muito nervosa, mas extremamente feliz por poder viver tudo aquilo. Era um sentimento misto e agridoce. Assim como no passeio para as Capillas, resolvi pensar em uma coisa de cada vez. Por hora eu só tinha que caminhar até o barco. FUI.

Tomamos café da manhã super gostoso e sem nem ter percebido, já tínhamos navegado quase 1km. Estava tudo bem e bem escuro ainda. Resolvi tirar um cochilo para me acostumar com toda aquela ideia e acordei com Fabinho todo empolgado dizendo “VOCÊ TEM QUE SUBIR”. O dia clareou e abriram a parte de cima. O vento era MUITO forte, mas trazia uma sensação de liberdade, frescor e uma energia gostosa. Me deixei levar por todo aquele azul. Me senti um nada de nada perto de toda aquela imensidão.

Pudemos conhecer o capitão e o mais engraçado foi entrar e eles estarem escutando a trilha de Into the wild. Foi inevitável não rir e sentir aquele clima tão leve e renovador que eles estavam. Navegamos muito e almoçamos no navio. A organização e todo cuidado do pessoal no passeio é incrível. Super queridos e preocupados em atender e receber bem a todos.

Depois de 5 horas, chegamos em um trecho onde a água já mudava de cor. Começamos a ver a diferença de tons azul para um esverdeado. O verde passou e deu lugar a tons escuros, brancos e azul. De longe pudermos ver um “pequeno” ponto azul reluzente. Acho que foi a única hora em que o navio ficou em silêncio e só ouvíamos o barulho ensurdecedor do vento que já estava mais gelado.

Tivemos a sorte de pegar um dia nublado, mas quando chegamos estava com um garoa fina. Entramos no bote e um facho de sol se abriu e formou um arco íris. Estava feito o espetáculo, onde ficamos a 3km da geleira maior, por questões de segurança. Neste dia vimos apenas 1% de um campo de gelo glacial. SIM, é imenso!

Quando pisamos no barco a chuva começou. Não nem dizer a sorte que tivemos naquele dia! Conseguimos ver e registrar para você tudo. O alívio foi grande!

Quando recebemos o convite para participar desta viagem, no resumo do passeio dizia “Embárquese en parte de la aventura a una de las últimas maravillas naturales del mundo“. Me senti privilegiada e ao mesmo tempo triste de pensar em tantos impactos que estamos causando na natureza. É realmente triste conversar com pessoas que trabalham neste passeio e o fizeram por 6 vezes em anos diferentes e dizerem: elas estão diferentes. Estão diminuindo.

Toda nossa viagem principalmente para a patagônia nos fez pensar e repensar nas nossas atitudes. Na nossa pressa, escolhas e estilo de vida que estamos formando e temos a chance de ainda evoluir mais. Espero um dia voltar ou quem sabe meus amigos e filhos e puderem ainda ver o que vemos.

ACOMPANHE NO VÍDEO ESTE DIA 🙂

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> PATAGÔNIA CHILENA: Capillas de mármol – dia 2

07/07/2017

A nossa chegada de Termas para Puerto Chacabuco foi ótima, apesar da sensação de “amassados”, o normal de um dia todo em transfer de um lugar para o outro. Dormimos bem e acordamos bem cedo no dia seguinte para o primeiro passeio programado pelo Loberias del Sur. Era por volta de 7 horas da manhã e já estávamos no hall do hotel para visitar lugares que nunca imaginamos que veríamos um dia.


Depois de 2 horas de ônibus na região de Aysén, a primeira parada foi no Cerro Castillo que, como o nome diz, é um morro que dá nome a reserva nacional. O lugar é incrível e com as cores mais lindas que já vi. A mistura dos morros azulados com o topo de neve, as árvores vermelhas, a grama amarelada era sublime. O dia estava muito nebuloso e não conseguimos ver o cerro totalmente. Ali, sentada em uma cerca de madeira, tomei um dos cafés mais gostosos da minha vida.

Um pouquinho mais adiante chegamos no Bosque Muerto, lugar em que as árvores e plantas estão todas submersas pelas cinzas do vulcão Hudson. Tudo isso no chão não é terra, são cinzas. É incrível como a natureza se reinventa e renasce de forma ainda mais linda, mesmo com menos cores.

As mais duas horas de viagem que tínhamos passaram voando. Era um percurso lindo, apesar de mais difícil de dirigir pois não tinham mais estradas. Chegamos no Lago General Carrera, mas de longe já pudemos ver a sua cor surreal. Um azul que nunca vi igual. Descemos do ônibus, colocamos os coletes salva-vidas e fomos em turmas para visitar as Capillas de Marmól. Eu estava bem nervosa, mas tentava não pensar que eu andaria de bote/barco, apenas iria chegar onde eu queria para fazer o passeio.

As capillas, ou cavernas, são formações rochosas que acontece devido o contato da água do lago com as pedras de carbonato de cálcio. Com o passar de muuuitos e muitos anos, elas começaram a criar desenhos singulares, mas unicamente belos. Toda essa extensão de mármore possui cerca de 22km, mas o número aumenta conforme as pesquisas. É surreal!


Voltamos com muito frio e a fome estava grande. Por volta das 15h começamos o almoço que o pessoal do Loberias preparou. Escolheram uma linda mesa embaixo de alamos amarelos. Comemos, tomamos vinho com pessoas de diferentes países e guardei a rolha na pochete para nunca mais deixar de agradecer a chance de ter visto e vivido tudo isso. Um lugar tão afastado, tomado pela natureza por todos os lados e difícil de chegar, só poderia ser sublime.

Espero que gostem de ver este dia em vídeo 🙂

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> CHILE: Tchau Termas de Chillán – Ida para Patagônia

13/06/2017

No nosso último dia em Termas de Chillán tivemos muita sorte! O sol abriu, estava frio e a umidade era maior. O que deixou a natureza mais encantadora ainda. Fumaça, poeira, terra, cheiro de mato molhado. Nos sentimos bem só de ficar para o lado de fora do hotel. Claro que inventamos de sair para caminhar e, eu não poderia deixar de compartilhar com vocês todas as cores deste dia por aqui também!

         
Descobrimos que a gente não só ama, como precisamos disso. Deste contato mais de perto, mais profundo, ainda que dentro do que nos passava segurança. Ver toda aquela imensidão e subir tão alto para ficar pertinho a 3km de distância dos vulcões Chillán foi uma experiência surreal que encerrou com um presente da natureza. Este dia não poderia ter terminado de forma mais especial!

VIAJAR DE TERMAS PARA PATAGÔNIA CHILENA

Nossa noite terminou em pisco sour! Uma bebida que todos os chilenos tomam em momentos de diversão e para confraternizar. Nesta mesma noite saia o nosso ônibus da rodoviária de Chillán para Santiago. Saímos com o transfer do hotel por volta das 22:30h e chegamos na rodoviária quase 24h. Nosso ônibus saia no início da madrugada, então chegamos em Santiago bem cedinho as 6 e pouco da manhã. Dormimos toda a viagem. Vale dizer que achei o ônibus da Turbus bem confortável – ou o sono era tanto que capotei e nem vi nada.

Chegamos em Santiago e o metrô nem tinha aberto. Como estávamos dentro da estação foi tranquilo. Esperamos junto com um monte de gente, pegamos o metrô e seguimos para a estação do Hostel Forestal. Antes de sairmos de Santiago, comunicamos o lugar que teríamos esta janela de tempo. Eles ofereceram um guarda volumes no hostel para deixarmos as malas para caminharmos. Ficamos por lá passando os vídeos da viagem e nossas coisas. Buscamos um lanche e partimos com o Transfer do Venturas Viagens para o aeroporto de Santiago. O pessoal do Venturas é super pontual e mantivemos contato todo por whatsapp para confirmações. Vale conferir o trabalho deles no Youtube, onde contam sobre viagens e roteiros em lugares do Brasil e pelo mundo.

Chegando no aeroporto fizemos todo o processo normal. Vale lembrar que o valor das nossas passagens para Balmaceda saíram em conta justamente por não comprarmos passagens com direito a despachar bagagens. Por isso, fomos com malas pequenas e que caberiam na cabine do avião. Chegando no aeroporto… Ah! Isso fica pra outro post 🙂

Apesar de tudo isso ser Chile se, olharmos no mapa, nós viajamos um bom bocado…

É, esse mundão é grande demais. Ainda bem que o nosso coração também.

Parceiros:

Hotel Termas de Chillán
Venturas Viagens