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AdoCão, Pedaços+Momentos

> Nosso Porto Seguro

20/03/2017

É engraçado… Parece que quanto mais corrida a vida está aqui em casa, mais tempo tentamos arranjar para ficar perto deles.

Acordo, abro a porta do quarto e sentados estão dois rabinhos felizes me esperando. O despertador na maioria dos dias não toca, mas eles parecem adivinhar a hora que vou levantar. Me acompanham pela escada até a cafeteira. Abro a porta para eles saírem feito doidos no quintal. Sento no escritório e no chão, está um ou outro, ou os dois. Depende. Eles se revezam ou querem mesmo é ficar perto um do outro.

Entre a hora de aquecer o almoço, estamos com eles. Abraça um, abraça o outro e troca. Rimos de uma brincadeira, trejeito, preguiça, mania, acerola nas patas e brigamos para esperarem fora enquanto passamos uma vassoura para tirar os pêlos do chão da sala. Começa a esfriar um pouco e já é motivo para deitarmos o sábado no sofá, fazer alguma receita com abóbora e a desculpa para uma taça de vinho sem motivos especiais.

 

Especial é uma palavra complicada, pois ligamos sua definição automaticamente com algo extraordinário, mas a rotina, nem sempre é. Ou melhor. Viver é extraordinário. Isso implica diretamente em dias em que seguimos o fluxo do que precisa ser feito. São dias assim que pensamos o quanto somos abençoados por chegar em casa e ter um cantinho para esticar as pernas, um chuveiro quentinho e alguma história do trabalho ou de um amigo pra contar. Cada dia é um dia em que precisamos agradecer por viver. Esse é a melhor razão para brindar de segunda a domingo.

Grande parte disso é culpa deles, é claro, Lucy e Ringo. Responsáveis por nos mostrar que não precisamos de muito, não devemos nos importar tanto, não temos que ter tudo sempre perfeito e impecável, quando o que mais importa é saber que temos onde aliviar a vida e aquecer o coração. Um colo de mãe, conversa com pai, café com um amigo, dividir um sofá com 4 na casa. Um porto seguro: dentro e fora de nós.

Dia a dia, foto e poesia, Fotografia

> Pedaços + Momentos: Agosto de nós

02/08/2016

É, gente! Agosto começou. Mês 8 de 12 do ano. Bizarro de pensar.

Não sei pra vocês, mas aqui o ano está voando mais que o normal. Escrever isso me faz lembrar de muitos dias que passariam uma eternidade. Tudo faz parte de um todo, né? Minha mãe e meu pai sempre diziam para aproveitar a vida, principalmente até os 18 anos. Depois dos 18 anos a vida samba e passa em frente o nosso nariz. É bem verdade! Pra mim foi até um pouco antes, quando comecei a trabalhar fixo com 16 anos. Hoje, quando a vida pensa em acelerar, eu puxo minha cadeira e sento. Se ela não quer parar, eu quero e preciso. Reza a lenda que agosto tem 365 dias, tempo de sobra pra nós 😛

"Sonhar alto. Sonhar leve" @laradias escolheu as palavras chaves para nosso agosto. Não é preciso esperar o começo, nem o fim do ano pra sonhar. Sonhar hoje.

Agosto começou com mudanças em nós. Uma onda de planos, receio dos novos passos e uma dose a mais de paciência para aguentar o que vier. Paciência vem sendo algo que tenho buscado exercitar muito. Algo que também requer tempo que nos presenteia com a maturidade. Também é necessário ter paciência para trabalhar a paciência, lindo né? Enfim! Até lá a gente vai se descabelando com coisas que não precisa para rir de sí mesmo alguns meses depois, hahah

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Lucy e Ringo que o digam. Ringo já está ficando com cara de adultinho. Na verdade, ele nasceu velho, convenhamos. Preguiçoso e economiza movimentos. Lucy, por mais calma que esteja, ainda é a rainha da alegria e movimentação da casa. Nosso plano de pegar um irmão para ela se cansar, não deu cem por cento certo. Mas, irmandade, eles levam essa palavra a risca.

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Estou correndo atrás de tudo para a Nossa Loja. Agora no começo serão produtinhos para casa e decoração, mas tenho muitas ideias 🙂 Tudo com muito aconchego, leveza, simplicidade e valor artesanal. Eu já tinha me esquecido como dá trabalho montar um site e toda estrutura!

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Colocamos algumas plantinhas no nosso quarto. Como elas faziam falta! Os vasos de cimento eu ensinei fazer neste vídeo. Os suportes são da Helebora e da Use pots. O filtro dos sonhos maravilhoso é da StoreHouse . Nosso quartinho também está ganhando alguns detalhes a mais. Mas, mesmo que não esteja terminado, vamos postar o tour pela nossa casa no final deste mês 🙂 Já comecei a filmar alguns detalhes. Espero que gostem! IMG_0431-10 IMG_0429-8
Estou planejando uma horta pra nossa casa, com algumas folhas e tudo mais. Ainda não providenciei nada, estou lendo tudo direitinho. MAS, comecei a tentar plantar o alho. Olha alí! Vamos ver se brota algum desses dois gominhos? Espero!

Já segue a gente no instagram? @ribeiro_isadora , @melhordiadanossavida e @barba_gomes

Fotografia, Pedaços+Momentos

> Pedaços+Momentos: Tudo Cinza

20/06/2016

Os dias em SP estão mais cinzas que o comum. Confesso que eu adoro este clima, apesar da bagunça que ficamos aqui em casa com a dinâmica de Lucy e Ringo. O quintal molhado é quase como um sinal para eles de que ficarão mais fechados que o normal – coisa que eles não são muito fãs. Quem é? fala sério. O chão fica carimbado de patinhas marrons com um toque avermelhado das acerolas, os vidros embaçados e as roupas difíceis de secar. Barba se fecha no seu universo de poucos metros quadrados com as melodias mais altas que quase não se misturam com os pingos do quintal. O frio aumenta e não deixar nossos pimpolhos entediados é uma tarefa difícil.

IMG_5778-2 IMG_5793-9Lucy fica indignada e tenta a todo pano fugir por qualquer fresta. A danada até descobriu como abrir a porta com as patas. Ringo aproveita para curtir a desculpa de ter que se movimentar pouco. Ele não liga, não se culpa.

IMG_5784-4 IMG_5785-5 IMG_5788-7IMG_5777-1 IMG_5789-8 IMG_5787-6Eu, aproveito para analisar tudo. Eles, eu, nós, a casa. Tudo mais complicado e pouco organizado, um convite para respirar fundo e relevar. Acreditem ou não, estou aprendendo! Já estamos em junho e muita coisa mudou por aqui, quase nada por fora, e uma revolução por dentro.

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Isso que ainda não chegou o inverno e os dias estão bem acinzentados por aqui. Engana- se quem pode achar que isso é ruim – cinza é uma das nossas cores preferidas. “A beleza esta nos olhos de quem vê” é uma frase cada vez mais real pra mim.

Como está por aí? 🙂

Diálogos

“6 anos Não São Nada”

24/01/2016

Foi em meio a um abraço longo e com sorriso nos olhos que ele me disse:

– Seis anos não são nada, baixinha..

– Ah vá que não!

Foram minhas sábias e imediatas palavras para esta frase. Claro que comecei a rir e enquanto isso tentei ser racional para não dar uma de doida. Mas, o que eu queria tentando esconder minha reação de uma pessoa que me conhece há seis anos? Minha própria cara me entregou.

Se alguém nessa vida fez questão de me conhecer de verdade, esse alguém foi ele. De certo, algumas vezes eu não sei o que quero jantar e, ele sabe – o que eu quero. Nunca pensei que alguém se interessaria em me ver limpando as folhas das plantas ou iria rir da maneira em que fico feliz por guardar as compras quando voltamos do supermercado. A roupa quando nos conhecemos, a data, o horário, o que eu tinha falado e como estava o meu humor há seis anos atrás, eu não faço ideia, mas ele lembra. “Esse alguém, com certeza, se importa” eu pensava. E fazia tempo que eu não conhecia alguém que quisesse ir além das minhas cores, músicas ou comidas preferidas para provar para minhas amigas que era entendido de mim. Até que ele apareceu: desligado, desapegado e com boa memória. Ou melhor, com bom coração.

Aí, que depois das minhas palavras incríveis, sorri e me acomodei naquele abraço. Ele se importa, eu sei. Era mais uma das suas piadas e eu esperava a sacanagem que viria depois. Afinal, depois de 6 anos eu também o conhecia bem. Mas nem tanto, quando ele resolveu completar a frase:

– … Se você parar para pensar, quando se quer viver algo a vida inteira.

Se saiu bem dessa, Fabinho.

Porém, a vida inteira talvez seja pouca para conhecer quem amamos, quem sabe duas? 😉

Obrigada por mais um dia 23/01, lado a lado.

AdoCão

> Amor à Tinta na Pele

11/01/2016

Quando conhecemos alguém somos marcados pelo o que temos em comum, o que não temos, admiramos e queremos aprender. A gente não escolhe com quem deseja trombar na rua, mas podemos decidir com quem seguiremos firmemente dividindo o caminho da vida. Este foi o meu caso.

Foi no dia 05/10/2010 que saímos, eu e ele, pelas ruas de São Paulo procurando por ONGs para dar um lar à uma vira-latinha. Debaixo de muito sol e ansiedade a encontramos: Tamanho pequeno, preta, magricela e a menos desejada, ela ganhou o nome de Neguinha. Era dengosa e adorava correr pelo carpete e, em poucos dias sentava, girava e fazia xixi no jornal. Meses depois, ela adoeceu e foi brilhar em outro céu. Longe, onde não podemos abraçá-la fisicamente, mas que nunca mais me deixará esquecer dos seus olhos grandes e amendoados que me trouxeram esperança.

No dia 06/04/2013, ele saiu para trabalhar. O tempo era chuvoso, eu estava preocupada com a prova da faculdade quando ele voltou para casa com o maior presente que a vida poderia dar. Pelo telefone ele a descrevia: ela é muito doce. Uma cachorra grande, agitada, apaixonada por ele e completamente humana – mais do que nós. A sua cara era de Lucy: a mistura da felicidade pura e a sensação de que tudo ficará bem. E ficou.

Assim a vida seguia mais alegre, com mais pêlos e menos espaço no sofá, quando no dia 11/04/2015 decidimos que era hora de Lucy ganhar um fiel escudeiro. Barba com um vira-lata jogado em seu colo, me disse: É esse que não vai mais sair do seu pé. Ringo, apesar de abandonado em uma caixa na Raposo Tavares, tinha um olhar de paz. Alegre, comilão e sincero, ele é o equilíbrio que faltava para o meu coração.

Em meu antebraço, um lembrete dos dias mais especiais da minha vida e que virou nossa. Estes, só puderam acontecer, graças a uma ligação forte e de outros mundos, que assim como a música em duas claves de Fá também tatuadas, enchem o meu peito de coragem e inspiração.

Nos melhores dias da minha vida, eu não ganhei na mega sena e não resolvi todos os meus problemas. Ganhei um coração tranquilo e que não me deixa esquecer como a vida é bela, mesmo não sendo sempre azul.

Barba, Neguinha, Lucy e Ringo. Agradeço todos os dias por ter conhecido vocês!

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Entre crônicas

> Ser Normal não é o nosso Forte

23/11/2015

O dia começou ensolarado. Uma longa espreguiçada entre os lençóis, abrir as cortinas e colocar uma camiseta sorteada: era domingo, mas parecia um dia qualquer. Abro a porta, os cachorros me esperam, roupa para lavar, dobrar, trabalho a terminar e preguiça. Decidimos almoçar em um pequeno café que fica a menos de 2km. Coloco um shorts rasgado, uma camiseta melhor e continuo com a havaiana velha-de-guerra, pois já sei, vamos com a turma toda.
O caminho até lá parece não ter fim. Lucy choraminga na maior empolgação da sua vida, puxando o braço do Barba. Eu, seguro o pequeno-grande menino Ringo que com 4 quilos a menos da irmã, quase me arrasta pela rua. Na esquina, já estou suada, derretida com esse vai e vem de coleiras e um leve mau humor toma conta, “desse jeito vou parecer uma louca na rua, Ringo”, desabafo.
Chegamos, amarramos as coleiras, sentamos na mesa do lado de uma lata de lixo. Imagina a cena. A cachorrada vai, vem, criançada brincando e pais nos olhando. O momento de servir é sempre um grande mini infarto. Os pratos se aproximam, a cachorrada continua deitada. Eu, estico as mãos segurando as coleiras, prevendo um estrago. Bandejas à mesa e UFA! ninguém pulou e deu um radoucken querendo brincar. Peguei os talheres e pensei: Puxa! Até que estamos normais.

Corto o primeiro pedaço de torta e escuto um ESTRONDO. Ai, não. Um cachorro passa ao lado correndo. Ringo esquece por um momento que está preso e corre em direção para brincar, apenas esquecendo da grande lata de lixo ao lado e dá de cara com ela. Todos olham, riem e a gente? Ri mais ainda. Ringo nos olha como se nada tivesse acontecido e come uma folha do meu alface. Lucy segue acreditando que aquele é o melhor dia da sua vida e na volta me presenteia com um mini xixi emocionado nos pés. Barba caminha com um em cada lado, como se tivesse tudo nas mãos – e tinha.

Final do dia me dei conta de que eu vivo com o maior presente: ter ma família que era puramente ela mesma. E, afinal, qual a graça de ser tão normal?

Ser plastificada, sem manchas nas roupas, arranhões nas pernas ou pêlos na calça. Estar impecável, preocupando- se apenas em como se apresentar ao mundo, enquanto por dentro, somos iguais: todos deitamos à noite, olhamos para o teto e desejamos viver em paz. E assim nós vivemos. Temos tudo.

Ontem, um domingo qualquer, pude esclarecer para mim que, realmente que ser normal não é o nosso forte – ainda bem.

Pedaços+Momentos, VIDA

> Pedaços + Momentos: Reflorescendo e o Certo que deu errado

03/11/2015

Faz tempo que não posto nesta categoria! A vida anda uma loucura e traz a sensação de que temos poucas novidades para contar e nada para fotografar fora agendas rabiscadas. Na verdade, muita coisa tem mudado por aqui – de dentro para fora. Muitos planos a longo prazo, sonhos, plantando com carinho e a maturidade que só o tempo nos dá como presente. Alguns cantinhos plantados não florescem, quanto outros que não havíamos plantado, brotam. A natureza é algo assim, impressionante e imprevisível: o equilíbrio perfeito. Ringo tem fuçado menos nos vasos, mas o pé de mexerica recém plantado continua fechadinho para não ser atacado. A acerola brotando tanto que não sabemos sequer o que fazer com tantas, enquanto eu respiro privilegiada por ter esse pedaço verde com a gente. Alguns cochilos quando a madrugada é intensa de trabalho, minha indignação com as roupas dele fora do armário e o faça você mesmo de vaso de concreto que segui a risca cada passo e, deu errado, mas uma hora vai dar certo – e claro, conto pra vocês. A vida é isso: um misto de erros que precisamos aprender.

E por aí, como anda a vida?

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