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Corrida

> Correr emagrece?

23/05/2017

Aqui em casa podemos responder de duas maneiras: sim e não. Mas, o melhor título para este post seria: Correr te faz bem?

Quando comecei a correr o que eu mais ouvia era “mas você já é magra, vai sumir”, por isso acho melhor reforçar alguns pontos antes de começar a responder o título deste post.

Ser magra não é sinônimo de ser saudável. PONTO. Eu estava bem com meus exames médicos, mas minhas disposição e rendimento não me acompanhavam tão bem. Isso que sempre fui ativa e sempre caminhamos bastante por ficarmos um bom tempo sem carro e utilizarmos só em situações mais específicas. Mas, né, não adianta! Nós não temos noção do nível de sedentarismo que alcançamos atualmente. 2 anos atrás eu fiz minha avaliação na academia e 10 minutos depois o instrutor teve que parar: Meu batimento chegou a 180 em 10 minutos de bicicleta. Me senti ridícula. Na hora de preencher “qual seu objetivo na academia”, eu disse: quero subir a rua de casa sem ficar ofegante. O instrutor riu e achou que eu estivesse brincando, talvez por eu não ter dito que queria um bumbum de panicat. Porque raios exercício físico precisa ser apenas por algo estético? Bom, este é outro tema.

Nunca fui fã de levantar peso, mas eu sentia que precisava, pois terminava as sessões fotográficas com muita dor nas costas e coxas. Aos poucos fui sentindo diferença no meu rendimento. Até que 1 mês e pouco depois comecei tentar a correr, toda aquela história toda que vocês já devem ter decorado. Me apaixonei e fazer musculação ou exercícios para ganhar força e correr melhor não era um sacrifício tão grande assim.

(Agora vamos ao paralelo…) RESUMO DA ÓPERA: Fabinho sempre se manteve em um boa faixa de peso saudável e adorava fazer academia. Se mudou pra SP, parou de fazer esportes e começou um trabalho fixo. Nesta época ele me perguntava se eu achava que ele tinha engordado e eu dizia que não. A gente quando convive quase não percebe, mas quando finalmente CONSEGUE ver, lá se foram 5-7kg a mais. Tudo isso só de comer sempre um doce depois do almoço, uma coxinha de lanche da tarde, pastel toda quarta no trabalho e chegou a 77kg.

Nessa época que entramos na academia Fabinho já tinha perdido boa parte deste excesso apenas por cortar estes pequenos prêmios que a gente se dá para deixar o dia “feliz” depois de trabalhar muito. Diminuiu 8 cm de cintura só com bom senso no prato, academia 3x e corridas curtas 3x na semana.

(Voltando lá pra meia maratona….) Meu peso até a minha meia maratona se manteve com uma pequena variação de meio kg a mais. Fabinho estava em preparação para a maratona e estava BEM seco, o que é normal nesta fase com volume alto de treino, mas ocorreu perda de músculo a mais do que deveria.

Depois da minha meia maratona e da maratona do Fabinho, decidi encarar a minha primeira maratona. Foi a hora em que resolvi entrar em contato com uma nutricionista (nossa amada Poly) e puxei Fabinho junto comigo. Deveria ter feito isso antes, deveria. Ao menos foi em tempo dos 42.2km, pois eu não teria conseguido ou terminaria bem prejudicada. Particularmente eu odeio falar em números. Mas se for para desconstruir um padrão, vamos lá. Comecei o trabalho para fortalecimento muscular e fui de 20% de gordura para 18% em poucas semanas comendo mais (HEHE). Depois de 18% de gordura para 15% em mais 2 meses comendo mais ainda (HEHEHE). Meu peso foi de 45.5 para 46.5-47kg. Fabinho foi de quase 20% de gordura para 9% e depois chegou a 6%, conseguindo terminar essa última maratona com 70kg, praticamente o mesmo peso.

Vira e mexe me falam que eu aparento mais magra, mas mais forte. Quando digo que ganhei quase 2kg a mais correndo dizem “Credo, então não vou começar a correr”. Ganhar peso não é ruim, se é feito de forma saudável e com propósito. Ainda mais quando você gosta do que vê e essa força te traz benefícios na sua vida. Não tenho apego algum com número da balança depois que compreendi que ele é só um número total, não uma avaliação corporal que vai muito além. Sim, é melhor confiar nas suas roupas.

Hoje, sinto que consigo realizar meus desejos. Meu corpo consegue acompanhar a minha mente e esta foi a maior recompensa. Consegui escalar em 2.500m de altitude sem me sentir mal, não precisei de ajuda e ainda fiz esteira no final do dia pois estava com saudade de correr depois do repouso da maratona. Minha pressão esta quase sempre estabilizada, não passo mal com facilidade e não lembro a última gripe que me deixou de cama.

Não tiro o fator estético, mas acredito que precisamos de hobbys e momentos de prazer na rotina. Dance, pedale, corre, nade, salte, faça yoga, escale, ande de patins, circo… Procure algo para se apaixonar e se perca! Sinta prazer. Priorize ter um tempo para se cuidar e curtir. Não se sinta culpado por isso. O trabalho pode esperar. Você consegue dar jeito.

E acima de tudo: se ame como você quer, não com um número que dizem que você precisa alcançar.

Fabinho chegou na faixa saudável perdendo. Eu cheguei ganhando. Nós, encontramos algo que nos faz sorrir, como nesta foto, que é impossível de explicar.
Somos mais livres dos nós do dia a dia a cada km.

Corrida

> Sobre correr, acreditar e viver (bem)

03/05/2017

Minha mãe correu comigo na barriga até os 3 meses de gravidez, pois ela não sabia que estava grávida. Depois de descobrir e de fazer uma bateria de exames, o médico disse “essa é guerreira, pode continuar, mas devagar”. Nasci e depois de uma infecção hospitalar fiquei 20 dias na UTI. Ao sair do hospital, o médico número 2 disse pra minha mãe “esse coração é de ferro”. Cresci. Passou. Eu sempre fui elétrica e me enfiava em tudo quanto é esporte ou qualquer coisa para preencher meu tempo. Meus pais deviam ficar malucos. Correr quando eu era nova era tão fácil. Eu era das baixinhas que no pega-pega ninguém conseguia alcançar. Às vezes eu ficava no canto da quadra e nem chegava a suar. A vida foi passando e usei botinha ortopédica para ajustar os pés, fiz fisioterapia no joelho por uns 2 anos de jogar futebol. Eu não corria, eu fugia.

Sempre fui responsável e fissurada em conquistar meu espaço e isso me custou um pouco essa diversão. Comecei a trabalhar cedo, por isso ganhei umas rugas de gente adulta com 17 anos. No final do dia o que mais me dava saudade era do tempo em que eu e meu irmão ficávamos batendo bola no quintal. Ele brincava que eu seria a nova Sisi. Nunca me passou pela cabeça isso, mas eu gostava de sentir que ele acreditava em mim. Me fazia acreditar. Porém não o bastante para continuar.

Por anos eu achei que não tinha força de vontade. Comecei teclado, fiz 3 anos, parei. Comecei violão, 2 anos, parei. Aula de futebol, 3 anos, parei. Ballet, uns bons anos, parei. Hoje, entendo que a vida tem os seus ciclos e eu tive os meus focos em cada fase. Hoje sei que o meu maior erro, foi ter me deixado de lado e ter confundido hobby com o que eu amava de verdade fazer. Foi quando anos e anos depois a corrida apareceu na minha vida. Ou melhor, na do meu cunhado, depois para meu namorado e então pra mim. Na verdade eu nunca achei que fosse correr. No aeróbico na academia fazia bicicleta enquanto respondia emails do trabalho no celular. Não via graça. Um dia meu namorado me falou: Não quer fazer esteira comigo hoje? Eu não sei respirar e meu joelho é zoado, já era a minha fala ensaiada. Ele insistia, “sei que vai gostar”. Até que um dia eu resolvi tentar.

Cresci a vida toda ouvindo que eu era delicada demais pra muita coisa que eu gostava de fazer. Isso me deixava irritadíssima. Odiava minha pequena altura por isso: me tiravam pra frágil e fofa – no sentido diminutivo.  Até que sem perceber deixei-me convencer que eu era tudo isso mesmo. Demorei anos para entender que sim, eu estava fisicamente fraca por ficar anos parada, mas era só uma questão de fortalecer. Nunca quis ninguém para me defender ou carregar os meus pesos. Comecei a fazer exercícios para fortalecer joelho, perna, articulações, panturrilha, costas, peito, ombro. Me preparei. Para mim. Foram quase 2 anos de corrida para entender que delicadeza, não é sinônimo de ser frágil, mas até então, tive umas briguinhas internas comigo mesma.

A corrida me cobrou em poucos meses o que a vida me pedia até então: dar tempo e persistência. Tempo eu passei a arranjar, persistência era e, é, algo diário. Uns dias são mais fáceis e outros mais duros. Cada dia é algo diferente. Mas a sensação de finalmente parar alguns minutos para desgastar o corpo e deixar meus problemas a cada km, virou amor.

Quando consegui entender, ainda bem, estava em tempo: eu não precisava do médico 1, médico 2, meu irmão ou meu namorado acreditando em mim. Eu precisava acreditar em mim.

Acreditar em sí mesmo não é uma questão de se achar superior e falar da boca para fora que você pode tudo. Acreditar em sí é se dar a chance para ver até onde você pode ir. É entender os seus problemas, defeitos e desafios para lidar da melhor forma possível com eles.

Correr para mim nunca foi apenas sobre o ato em sí. Nunca foi sobre o verbo correr. Correr foi um favor que fiz ao meu coração: o que hoje eu sinto pulsar fisicamente melhor e o que vai até a boca sorrir diariamente após terminar uma corrida.

Correr pede persistência. Hoje, vivo bem, bem melhor. Voltaria e faria tudo de novo. Ou melhor, procuro fazer isso a cada dia.

Nunca desista de algo que faz o seu coração subir pela boca. Nunca desista de algo que te faz bem profundamente como ser humano. Nunca desista de algo que te faz sorrir.

Correr? Recomendo.

Corrida, Diálogos

> 4h e 40min correndo só..

03/04/2017

Quando decidi que iria correr minha primeira maratona eu olhei para o Fábio e disse: vai lá bater o seu recorde pessoal, não se importa comigo. Ele sorriu e agradeceu pela minha torcida. Virei as costas e pensei, “Não vou conseguir“. Passei a tratar esse pensamento como natural de quem se inscreve para uma maratona com tão pouco tempo de corrida e fui levando. Logo nas primeiras semanas de treino, em uma corrida normal e curta e eu disse para ele:

– Não vou fazer uma maratona sozinha. Ele me olhou e disse:

– Não vai mesmo… se continuar com essa cabeça. Sozinha, você já corre.

Fábio jogou a bucha pra mim. Na verdade, ela já era minha, só faltava eu assumir.

Quando eu era adolescente eu me incomodava com solidão e o silêncio. Não era fácil ficar parada, quieta ou contar apenas com a minha presença. Brotava o medo misturado com o receio de alguém que eu não conhecia tão bem e não estava disposta ainda a dedicar meu tempo. Sim, eu mesma. Só podia ser. Depois com o tempo, não o tempo que passa para afastar ou ensinar, mas da dedicação em entender os meus dramas, eu finalmente aquietei o facho. Mais alguns anos depois e ficar só passou de um hobby para amor. Eu não só curto, como eu preciso.

Logo na minha primeira tentativa de corrida o choque da solitude voltou. Não era apenas eu comigo mesma, era eu, com meu corpo, minha mente e minhas desculpas, a preguiça e os problemas diários gritando dentro de mim. Eu não era capaz de correr e eu sabia, mas queria tentar. Apesar da estratégia de ir escutando música optei por encontrar na corrida,  assim como na meditação, uma forma de limpar minha cabeça e ouvir o silêncio. Eu olhava fixo para o asfalto e assim fui rumo até a minha primeira meia maratona. Naquela época a corrida já era uma das melhores partes do meu dia, mas ainda era algo que eu fazia principalmente pela empolgação externa.

A corrida é um esporte individual. É você por você. Por mais que alguém esteja ao seu lado incentivando, ninguém irá mover as pernas no seu lugar. Ainda assim, eu tinha amigos por perto que corriam e o meu namorado para dizer “você não vai hoje? eu tô indo” e eu ia por causa dele. Hoje, eu não me atrevo a ficar mais de 2 dias sem correr, aliás nem encontro motivos pra isso acontecer. Correr virou uma parte do dia de uma forma incrivelmente minha. Foi correndo que aprendi a fazer algo apenas por mim.

Muitos corredores dizem que há um momento no trajeto da maratona que você estará rodeado de mil e tantas pessoas e se sentirá só. Muito só. As pernas não irão responder como no início e o questionamento de “o que eu estou fazendo aqui?” virá à tona. Nessa hora é preciso ter bem fresco em mente o porquê e por quem se está ali.

Fábio tinha razão. Eu já corria sozinha, mas eu seguia com a certeza e os caminhos dele. Tudo são fases que precisamos passar para conquistar a segurança e nossas metas. A exigência e cobrança pessoal nunca me deixaram dizer “eu vou fazer isso, afinal eu mereço”. Sempre faltava algo. Nunca eu era o bastante. Achava mais nobre fazer por alguém. Demorei para perceber que eu era capaz. Não capaz de fazer uma maratona, mas sim, de fazer algo especialmente por mim e me sentir realizada por isso.

Hoje, alguns do meus ponteiros conseguiram se ajustar e compreendi as minhas imperfeições e, dessa forma, os meus limites. Dia 09/04 vou passar em média de 4 horas e 40 minutos sozinha com a minha cabecinha e estou esperando ansiosamente por isso. Para ela me dar um bug ou eu deixá-la maluca. No final vou encontrar o meu melhor amigo e agradecer por ter acreditado quando eu não conseguia admitir que tinha forças dentro de mim.

Você pode dar tudo de sí e pode ir ainda muito mais além. Só dependerá do quanto você quer e fará por isso. Só. Só vá…

Corrida, Inspirações

> Dicas para começar a correr

31/01/2017

Desde que começamos a correr, pegamos gosto não só em fazer, mas de falar sobre isso. É normal quando algo nos faz MUITO bem a gente querer recomendar e querer que todos ao seu redor se sintam tão bem também. Claro que é bacana cada um buscar o que dá prazer como: bike, dança, natação, enfim. Voltando para a corrida…

Separei neste post algumas dicas que me ajudaram muito neste processo para começar a correr. Vamos lá? 🙂

  • DEVAGAR E SEMPRE

Primeira corrida que fiz no parque foi engraçada. Larguei em 5:50 por km, velocidade sem noção para quem nunca correu na vida. Digna de dar risada, afinal 150m depois eu não conseguia mais sair do lugar e não conseguia respirar. É nessa hora que você entende que correr exige planejamento. Você precisa pensar na constância X que conseguirá manter pelo tempo X de exercício. Tudo isso é um ponto de interrogação quando você não sabe nem se gosta daquilo e muito menos não sabe o ritmo de respirar. Então, meu conselho: Sabe aquele trote de vovô correndo no acostamento? É este mesmo – são os que vão mais longe. Não tenha vergonha. Só quem corre um tempinho sabe como manter um rimo de todo o corpo por UM KM é difícil e exige persistência.

  • VAI DOER!

VAI. Minha primeira corridinha, antes dessa do parque, foi de 2km na esteira. Por estar na academia mais ou menos 1 mês achei que não ia doer nada depois. HÁÁ! Dia seguinte minhas pernas pesavam o dobro em lugares que nunca imaginei que existiam. Subia escada e o quadríceps gritava, na frente da canela(?) pareceria ter uma faca, tornozelo e em cima do joelho parecia que amarraram um tijolo. A gente treina justamente pra criar essas “micro lesões” que vamos fortalecendo com o tempo. A corrida é um esforço super repetitivo então é preciso estar com o corpo resistente e forte! Coisa que nessa época tão sedentária do ser humano, não estamos nenhum pouco. Mas ficaremos é só persistir! 🙂 E para isso…

  • CADÊ OS MÚSCULOS ?!

… Músculos são necessários e MUITO! É na musculação que você irá fortalecer todo o corpitcho, tendões e ligamentos para aguentar os impactos da corrida – que são MUITOS. Corpo de atleta de elite é SECO que só, mas é puro músculo. Pense que o seu pézinho e a mecânica do seu quadril e costas que irá “carregar” todo peso do seu corpo por pelo menos 30 minutos. É intenso! Muita gente menospreza a musculação, ainda mais porque bem no começo ela deixa muita fadiga muscular e compromete os treinos de corrida. Garanto que depois acostuma. Mas, se hoje, tanto eu quanto Fabinho não nos machucamos correndo “por conta”, foi por causa dos benditos exercícios com elástico, ferro, peso do corpo. Fabinho já fez uma cirurgia no joelho, então sempre foi bem empenhado no fortalecimento mesmo não sentindo dores nas corridas. Eu senti bastante. Tive (ainda tenho) que agachar horrores para proteger o joelho e peito do pé de dores. Ah!! Não é só perna! Costas, peito e abdômen são muito importantes, pois darão estabilidade para todo o corpo. Quando dizem que corrida mexe com tudo, é verdade. Se você não quer evitar se lesionar para correr felizinho, capriche.

  • RESPIRAR É PRECISO E DIFÍCIL

Acertar a respiração foi a minha maior dificuldade. Justamente por sair feito uma louca desvairada no início. Muitos treinadores recomendam começar a correr por 1 minuto e caminhar por 1 minuto e assim vai progredindo o tempo a cada semana de treino. Para mim não funcionou bem. Eu sentia que quando começava a me entender com a respiração, eu tinha que parar para caminhar e perdia o ritmo. Segui o conselho do meu cunhado “não vai pelo puxa um solta dois pela boca, tenta deixar fluir”. Isso funcionou bem comigo. Claro, com o tempo fui acertando melhor as puxadas de ar com a velocidade e tudo o mais, mas no começo além de me deixar mais livre, isso me deu segurança para ouvir o meu corpo. A respiração foi de uma dificuldade para algo prazeroso de entender e me dedicar. Sem música nos ouvidos, sem nada, só persistindo. Correr na esteira me ajudou demais a ganhar ritmo, além de dar uma amortecida no impacto do começo.

  • TÊNIS É INVESTIMENTO

Acho que esta é a única coisa que não dá para fugir. Top errado, shorts que incomoda no começo a gente aguenta. Claro que se você tiver condições já compre de marcas esportivas para melhorar o seu conforto, mas não é nenhum pouco obrigatório. Eu fui montando tudo aos poucos. Até fiz 3 corridinhas com um tênis BEM nada a ver e resolvi ir atrás de um decente. O tênis é fundamental e muito individual! A gente curtiu muito a série boost da Adidas. Confesso não conhecer ainda muito da Nike e Asics, duas marcas mais famosas. Vale uma visita nas lojas, conversar com vendedores para entender melhor cada tipo e modelo. Tênis bom é leveza e amortecimento bacana para você, não vá de all star como eu já fiz! hahah

  • CORRER TODO DIA? NOOOOOT!

Acho que aqui mora o maior erro. Eu me coloco no grupo de pessoas que deu uma corridinha, animou, apaixonou e quis tentar no dia seguinte se superar. Mas, se controle!!! Sério. Não corra todos os dias. Coloque uma musculação no intervalo ou até mesmo descanso. A recuperação muscular e de estímulos é bem importante ainda mais no começo. Depois você poderá separar os treinos com intervalados, longos, de ritmo, subidas e assim cada treino irá estimular uma região das pernocas e não forçar apenas um tipo de fibra e grupo muscular. Mais importante do que fazer todos os dias, é fazer sempre. Corrida é persistência. É ritmo e vai virar a melhor coisa da sua rotina 🙂

  • DIVIRTA- SE!

Sim! No começo é difícil. A gente quer correr sorridente que nem em comerciais. A sensação do pós corrida ainda que não tenha sido das melhores, é mágica. Você fica zen pelo resto do dia. Mas neste começo, correr ainda não será um processo natural. Você ainda vai ajustar a quantidade de comida do antes para não passar mal, o tempo de espera para sair, o tênis correto, a roupa adequada, acostumar com as interferências climáticas, o melhor horário, a hidratação, a música se quiser, o ritmo da respiração, as dores do dia anterior. Algumas pessoas possuem mais afinidade ou até melhor condicionamento e talvez tudo isso flua mais rápido, mas sempre digo: CURTA! Demorei 3 meses para calçar o tênis e sair correndo sorrindo feito tonta sem pensar muito e me preocupar. Quando tudo já tiver se tornado um processo natural, você resolve aumentar velocidade, distância, rendimento e então, tudo começa desde o início, quase do zero… 😛

Me perguntam bastante se tivemos algum acompanhamento profissional e não tivemos. Na época estávamos na academia e comentava com o instrutor, mas não passava de um incentivo, não recebíamos dicas. É necessário um? Você precisa fazer um checkup geral, isso é ÓBVIO, antes de qualquer prática de exercício. Sim, até para correr. A gente não tem noção do nível extremo de sedentarismo que a sociedade chegou. Eu sempre fui ativa, de não parar quieta por um segundo e, ainda assim, não tinha acho que meio kg de músculo no corpo haha.  Meu conselho? Vai devagar em uma esteira ou no parque, até para ver se irá gostar. Persista. Se tiver condições financeiras e gostar, invista sim! Aqui fomos indo, indo, indo e virou amor.

Espero que as dicas ajudem e estimulem quem deseja começar a correr 🙂

A corrida mudou a nossa vida, mente, corpo e nos fez enxergar a vida com muito mais calma. Recomendamos.

Corrida, CRÔNICAS, VIDA

> Continue a correr

25/07/2016

Estes dias me deu um BUG ao lembrar da minha meia maratona: foi este ano né? ou ano passado? CREDO! Minha cabeça não é das melhores, mas parece que passou uma vida desde aquele dia. Depois da meia maratona senti um pouco de incomodo no joelho, o bastante para parar por uma semana, que foi o meu maior erro. Alonguei pouco e nesta semana com dor, tive muito trabalho, fiquei muito tempo sentada, o que só piorou. Não foi lesão, não foi nada demais, mas a dor era grande. A dor era um sinal que eu deveria ir aos poucos e não parar, como fiz por mais duas semanas.

Continuei com academia, exercícios e depois destas semanas, corri. A dor voltava e a pressão na cabeça era ainda maior. “Você correu 21.1k, claro que consegue o seu 5k abaixo de 25min agora”. Lá estava eu, escrava dos números mais uma vez. Tem gente dedicada e que não para até alcançar um objetivo e tem gente que é assim, acha que consegue e se não consegue, bate um pequeno desânimo. Essa era eu, buscando o equilíbrio em mim mais uma vez.

Resolvi trabalhar mais as pernas, as mesmas que estavam doendo e que senti que precisava reforçar. Agachamentos e exercícios com o peso do corpo viraram rotina e pular corda uma diversão no quintal. Passei a correr uma vez na semana com o Barba, para esfriar a cabeça. Mas estava bem, não estava surtada e mantinha os exercícios, o meu momento presente.

Agora montamos uma nova planilha para em Abril vir o dobro: 42.2K. Algumas pessoas me perguntam como é voltar a correr e, se eu puder dar um conselho é simples: NUNCA precise voltar. Pra isso, nunca pare. Eu diminui muito e senti como se estivesse começando do zero mais uma vez. De maneira nenhuma isso é ruim, mas escutar nosso corpo é importante. É fundamental. Meu corpo não me dizia para parar e nem diminuir, mas para ir mais devagar. Que estava tudo bem ir devagar, que saber e curtir o caminho é melhor do que terminar mais rápido. Que eu sabia que conseguia, agora era hora de aproveitar.

Até setembro vamos manter as corridas 3x na semana com distâncias curtas em 5 e 7km. 3 dias de fortalecimento muscular e um dia de bike. Estamos nos divertindo, como da primeira vez. Alguns dias mais fáceis, outros bem mais difíceis, quase parando. É neles que, quando termino, me descubro mais forte do que penso que sou: paro de pensar e vou.

Ainda me acostumo com o vento no rosto, a respiração que não é ofegante, mas não é confortável como antes. É engraçado como a gente demora para se acostumar com o desconforto e demora mais ainda para voltar a se sentir confortável com ele. Corrida é isso. Se equilibrar e adaptar com o desconfortável.

Então, se me perguntam como é voltar a se preparar para uma prova e correr: é sempre como a primeira vez. Por isso, não importa quanto de tarefas tenham, quanto de preguiça ou desânimo sinta, continue a correr. Foi assim que me mudei pra melhor e me equilibrei, não posso esquecer.

Continue a correr. Continue.

(também mudei o meu mantra desta vez)

Corrida, VÍDEOS

> #VLOG 19 : Correr na São Silvestre

08/01/2016

2015 terminou com um sentimento incrível. Na verdade, o ano inteiro foi um desafio para nós dois em todas as áreas. Como dois seres muito competitivos, nós amamos.

Começamos a nos exercitar fielmente e isso mudou completamente a nossa rotina, até mesmo nas pequenas e minúsculas coisas. Antes, se já quase não tirávamos o carro da garagem, hoje o coitado implora para ser usado. As caminhadas são feitas tranquilamente pelo bairro por longas horas sem suor, a limpeza da casa já não acaba com a coluna e ir até o mercado já não me deixa mais ofegante. Muita coisa mudou dentro de nós e este é longe de ser um papo fitness. Óbvio que o nosso corpo sofreu mudanças em aparência, mas a nossa mente está tão mais tranquila, serena e com aquele cansaço gostoso de realização, que pouco importa a tal busca pela bunda dura. Hoje, deitamos e conversamos sobre como nos sentimos, o que melhoramos, o que precisamos evoluir e almejamos. Os limites são menores, mas ainda são sofríveis. Aliás, eles sempre serão, não tem como não.

É impossível esconder a alegria que senti ao ver meu Barbinha, cruzando a linha de chegada! Correr na São Silvestre parecia ser algo bagunçado e já estava quase desistindo. No final, foi divertido e emocionante.

Como disse no vídeo, não existe sorte. Existe suor e dedicação. Agora, somos nós dois, rumo aos 21km em abril. Quem irá acompanhar? 🙂 #RunNaNossaVida

Conversaremos melhor em outro vídeo <3
Torçam por nós. Estarei aqui ansiosa para ler as mudanças de vocês também!

Além do vlog, hoje é dia de vídeo novo no canal. Para conferir é só clicar aqui. Aproveita para se inscrever!

Inspirações

> Algumas coisas que você precisa saber antes de começar a se exercitar

25/08/2015

Quando começamos uma ideia nova é comum aparecerem algumas dúvidas e obstáculos pela frente. Por isso para que este não seja o motivo para você desanimar, aí vão algumas dicas para facilitar a sua vida quando você começar a praticar exercícios.

Comece devagar e respeite o seu corpo. Quem nunca começou a academia jurando que estaria bem para erguer muitos pesos e no dia seguinte percebeu que não era bem assim? Comece devagar. Comece com um peso tranquilo, não apresse. Seu corpo irá “pegar” um pouco, mas você não ficará totalmente inútil para trabalhar no dia seguinte.

App Nike Running. Para quem pratica corrida, este aplicativo é quase essencial. Nele é possível marcar o histórico das suas corridas com os kms, tempo, velocidade da sua passada e ver o gasto calórico. Ele também possui um programa de treinamento MUITO bacana para quem não sabe direito que ritmo seguir no início.

Tênis. Poucos investimentos necessários precisam ser feitos para praticar exercício. Então, nada de gastar rios de dinheiro em conjuntos esportivos: invista em um bom tênis. Principalmente se você for praticar atividade ao ar livre com impacto ou corridas. O tênis dará leveza para sua movimentação e ainda protegerá o seu joelho de lesões. E todos nós sabemos que – principalmente – com o joelho, não se brinca. AQUI você poderá preencher um formulário com peso, altura, tipo de pisada, TUDO para o fofo indicar qual é o tênis ideal para a sua atividade. Alguns modelos não existem no Brasil, mas você com certeza verá um bacana. Fique atento! Nem sempre um tênis esportivo bonito é próprio para atividades físicas, mas são apenas modelos casuais. 11938200_881053705263435_1520140180_nDisciplina. Disciplina é tudo nessa vida. TUDO. Por isso, não busque onde encontrar motivação, mas procure se disciplinar. A inércia inicial é difícil, mas depois que o seu corpo acostuma é muito prazeroso, vira rotina e você organiza a sua vida já contando com o tempo de se exercitar. Acredito que este seja um projeto para a vida inteira: cuidar da nossa mente e do corpo – a nossa primeira casa. Muitas vezes passa na nossa cabeça como faremos quando tivermos filhos ou outras situações que possam reduzir ainda mais o tempo. Mas, é essencial achar alternativas rápidas, práticas e flexíveis para não abrir mão de um momento consigo mesmo.11896891_881056328596506_1749679797_nFoco certo!. Para muitas pessoas o foco principal de fazer exercícios é perder peso ou ter o corpo dos sonhos. E eu não estou aqui para julgar os motivos de ninguém. Também tenho minhas insatisfações com meu corpo e quero melhorar. Mas, meu principal objetivo é me DESCARREGAR. Praticar atividades físicas nos faz perder um hora por dia, mas em contrapartida, eu ganhei muitas outras. Meu tempo atualmente rende mais, pois meu corpo esta mais disposto para realizar atividades da casa e o trabalho. Os pepinos da vida continuam os mesmos, mas minha mente está mais relaxada, limpa e leve. Consigo focar e pensar com muito mais clareza. Afinal, nossa mente está totalmente descarregada.

Vá além do seu limite. Em todas as áreas da sua vida. Se respeite e sinta o teu corpo. Mas, de vez em quando, quando o coração e a mente pedirem, vá um pouco mais além. Vá até onde você pensava que não iria conseguir.
Meu amigo, se eu estou conseguindo, você também consegue! Bora lá 🙂

O post de alimentação logo logo está por aqui. Obrigada pelas sugestões!