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começar a correr

Corrida

> @VEMCNOIS : Para correr em Família!

24/10/2017

Foi na semana retrasada, depois de completar os nossos 21km que sentei no sofá e disse para o Fabinho, “chega de provas por um tempinho, né?”. Então, meu celular tocou…

Recebi o convite super querido para correr a ultramaratona de 75km em revezamento de Bertioga até Maresias. Essa é uma das ultras mais clássicas de SP. A resposta? vocês já sabem. Quando é que a gente nega corrida? Jamais. Ainda mais bem acompanhados!

Conheci a turma do Vem com Nóis umas semanas antes pelo instagram quando combinava com uma miga-virtual de nos encontrarmos no corre um dia. Para quem ainda não conhece o grupo de corrida Vem com nóis é formado pelo Renato, Caio e o Raphael + uma família GRANDE que cola toda quarta- feira na Paulista e alguns domingos para correr. A distância é de 3km ótima para quem está começando e divertida para quem quer ir encontrar e fazer novos amigos com uma galera super gente boa. Cada um vai no seu ritmo, super tranquilo e com muita animação e energia para fazer você se apaixonar e não querer mais parar de ir e correr, É CLARO. Quanto? DE GRAÇA. 🙂 Todo pessoal é super gentil e dará suporte para que você comece devagar e bem!

Em parceria com a Adidas, Mercado Livre, Liv Up, Red Bull e a TomTom, o grupo @vemcnois partiu em 2 octetos e um solo para a ultra de Bertioga na sexta a noite. Fomos recebidos de braços MUITO abertos por todos meia noite! Eu estava vesga de sono, pois passamos o dia todo correndo, não literalmente, trabalhando e deixando tudo em ordem para passarmos o final de semana fora de casa. Chegamos, comemos, nos ajeitamos no quarto, ganhei o kit com camiseta, camiseta da Adidas Runners e o novo Ultraboost All Terrain, tênis perfeito para todos os tipos de terrenos, desde asfalto, areia, pedras, rio e etc. Bom, vocês me conhecem, chorei de emoção. Sempre fui apaixonada pelo ultraboost!

Fui para me divertir. Fiquei com o primeiro trecho de 10.5km em areia dura e complei em 1h02min. Meu maior desafio era correr olhando o tempo todo para o mar. Quem me conhece sabe como tenho um leve medo de mar e, pra minha sorte, ele estava calmo e com poucas ondas. Corri com a brisa refrescante no rosto e olhando para meu grande parceiro de vida e corrida ao lado, registrando tudo para vocês 🙂 Corri em paz, era só isso que eu queria.

Passamos o dia todo na função da provas que vocês verão no vlog que entrará semana que vem no canal. Foi um dia incrível. Conhecemos tanta gente, vimos momentos emocionantes de superação e fé. Fé em nós mesmos, nos outros e na corrida.
75km? SOLO? um dia… quem sabe…

Para quem deseja começar a correr e se deixar contagiar por tudo isso é só @vemcnois!

Para mais informações: www.facebook.com/vemcnois

Corrida

> Correr pra quê?

17/10/2017

Eu achava que precisava ser forte para correr, mas é justamente o contrário.

“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional” é uma das minhas frases preferidas escrita por  Carlos Drummond de Andrade, entretanto foi no final do ano de 2016 e começo deste ano que pude entendê-la perfeitamente na pele.

Comecei a correr porque eu não conseguia, sou teimosa neste nível. Meu cunhado e meu namorado já estavam viciados quando pensei que poderia tentar. Na verdade eu sempre quis e inventava milhões de desculpas, dentre elas, a que eu precisava ter força, aprender a respirar e uma cabeça boa para conseguir. Até certo ponto eu realmente não estava errada. Correr é muito mais do que apenas colocar um pé na frente do outro: Se a sua cabeça disser que você não consegue, o seu pé não vai pra frente. Se o seu pé não estiver fortalecido, não adianta nada sua cabeça acreditar que você pode ir mais rápido e se você tiver tudo isso e não conseguir ouvir o seu corpo e controlar a respiração, a corrida não durará mais do que 50 metros. Naquela época tudo isso eram maneiras de tirar a responsabilidade de mim e, de infelizmente, não acreditar que eu era capaz. Eu passava por uma fase de transição de trabalho, mudanças e por consequência a minha confiança estava muito abalada. A vida doía, como dói para todos, mas, neste momento, eu escolhia sofrer e não aproveitar o caminho.

No fundo, correr nunca é só sobre correr.

Não foi fácil começar, já contei inúmeras vezes aqui. Foi correndo cada vez um minuto a mais ou cada vez um segundo mais rápido, que aprendi a valorizar cada pequena conquista suada. Sorrir e comemorar, deixava tudo mais leve e gratificante de continuar. Correr passou a deixar o meu dia mais tranquilo e fazer com que eu tirasse 20 minutos para ficar sozinha comigo mesma e gostar disso. Os 20 minutos viraram 30, 40, 50, 1 hora, 2horas, 3horas… uma maratona. Cada dia era uma novidade e um aprendizado, me trazendo um novo sentido a cada corrida para recomeçar. Cada corrida é diferente. É um outro dia, um novo corpo, temperatura diferente, hidratação, alimentação, roupa, hormônios, dias cinzas, sol, chuva… Correr me ensinou a respeitar a evolução de meu corpo com o presente de cada dia.

Ninguém começa pronto para correr. Assim como na vida. A gente nunca está. E correr não é sobre isso. É justamente sobre não estar pronto e lidar com isso. Não importa o tempo ou a distância. Não é sobre ser forte, ir mais rápido ou mais longe, mas sobre não desistir e aproveitar o caminho.

Todo dia irá doer de diferentes maneiras, mas fazer disso um sofrimento, está somente em minhas mãos.

Hoje, eu descubro a cada dia, por qual motivo eu corro.

Mas sempre será sobre nunca desistir de acreditar. Assim como na vida.

“Não é uma corrida, é uma jornada”

Aproveite.

Ler & Ver

> 4 Livros sobre corrida que você precisa ler!

14/08/2017

Sempre me perguntam que livro estou lendo por aqui. Confesso que não sou das que sempre está lendo livros novos, mas releio muitas vezes os meus queridinhos. Até comentei um pouco disso neste vídeo no canal há um bom tempinho atrás.

Ultimamente a corrida invadiu até mesmo a minha estante e eu não poderia deixar de compartilhar essa dose de energia e vida – até mesmo para quem não corre com 4 livros sobre corrida que você precisa ler. Então, vamos falar sobre corrida e superação?

  • Correr – Drauzio Varella

Quando começamos a correr a primeira história que me chamou atenção foi a de Drauzio Varella. Lembro que uma amiga me falava que o Drau era maratonista. “HÃ? COMO ASSIM?” foi a minha primeira reação, então quando descobri que ele começou aos 50 anos, minha admiração, que já era imensa, ficou ainda maior. Eu estava atrás do livro dele e não encontrava de nenhuma livraria perto de casa e íamos viajar para os pais do Fábio no dia seguinte. Quando chegamos lá, meu cunhado tinha comprado o livro e ele chegaria ainda no tempo que estaríamos lá. Li o livro em 1 dia e meio e precisei fotografar as últimas 4 páginas para ler no carro e voltar para SP. Mas não poderia deixar para depois! O livro é contagiante e muito leve de ler. Apesar de ser da área da medicina, os relatos também são bem pessoais de como aconteceu essa jornada. Já contei melhor sobre este livro aqui, mas não poderia deixá-lo de fora desta lista.

  • Do Que Eu Falo Quando Eu Falo de Corrida

O livro conta a história de Haruki Murakami que nos anos 80 decidiu vender o seu bar de jazz para se dedicar a escrever. Neste mesmo período começou a incluir corridas na sua rotina para manter a forma e acabou encontrando uma grande paixão. Um ano depois  ele completou o trajeto entre Atenas e a cidade de Maratona, na Grécia e pegou amor pelas longas distâncias. Hoje ele é um triatleta e seu livro foi traduzido em muitas línguas. É um livro para apaixonados pela vida e por correr. Ou para quem deseja se inspirar para cada um deles.

  • Eu amo Correr

Este livro é sobre muitas histórias de pessoas diferentes envolvendo a corrida. Apaixonados pelo mesmo esporte, mas com motivações bem distintas. Com fotos e relatos pessoas, o livro mostra a experiência de cada corredor que, de alguma forma, encontrou na corrida uma forma de ganhar mais qualidade de vida e limpar a mente dos problemas do dia a dia e até mesmo lutar por outras causas e fazer o bem. Você verá relatos de pessoas que venceram o câncer e outras doençãs, uma pessoa faz camisetas com fotos de crianças perdidas para ajudar a “divulgar” em suas longas corridas, mulheres que começaram a correr para ir ao trabalho e economizar a condução. É incrível!  A leitura é rápida e abro aleatoriamente para ler. A  parte mais legal é que parte da renda é revertida para projetos sociais ligados ao esporte.

  • Nascidos para Correr

Foi no aniversário deste ano que Fabinho ganhou este livro de uma amiga nossa. O título me deixou curiosa e fiquei ainda mais quando soube que a proposta era sugerir uma corrida mais minimalista e isso significava correr descalço. Sim, sem o tênis X ou Y master ultras blaster de amortecimento. “Mas e os joelhos? pé? e as articulações?”. Pois é, são em 200 e tantas páginas que o autor conta sua história com a corrida e sobre a tribo dos Tarahumaras, os “ancestrais da corrida”, como gostam de chamar. Eles vivem em um terreno totalmente irregular e montanhoso no México e correm muitos quilômetros todos os dias como estilo de vida. O livro é incrível e super inspirador. O autor aborda temas como nutrição, puxando muito para o lado vegetariano, pois grande parte dos corredores de longas distâncias adotaram esta dieta – não fazia ideia. Inclusive a base alimentar deste povo é feijão, abóbora, pimentões, milho e chia. Outros temas mencionados são, é claro, tipos de pisadas, marketing de empresas esportivas, dores na coluna e joelhos e a história de grandes corredores e corredoras de ultramaratonas. Li metade 2 dias antes da nossa maratona, foi uma grande inspiração.

Espero que estes livros ajudem a inspirar nas corridas e na vida de vocês. Correr mudou a minha vida, acho que posso dizer que a nossa vida. Não resolveu nenhum dos nossos problemas, mas nos ensinou que tudo pode ser ultrapassado se respirarmos fundo e seguirmos sempre em frente.

Corrida

> Depois da Maratona: O que será agora?

25/07/2017

Quando comecei a correr não pensei muito no que iria dar. Ou melhor, achei que não daria em nada.

Confesso que uma parte de mim está se segurando para ser responsável e não encarar mais uma maratona no final do ano e a outra quer muito tentar outros desafios de fortalecimento, velocidade e curtas distâncias. Vamos dizer que, eu não curti estas fases. Afinal, depois de 7 meses correndo me enfiei na meia e depois de 1 anos e meio na maratona. Levando em conta o tempo de preparação, eu não cheguei a amadurecer correndo nos pequenos kms.

Agora estou passando por um processo de ganho de massa muscular. Mesmo correndo um nível alto por semana, acabei conseguindo ganhar bastante músculo e o que perdi foi mais gordura corporal, minha porcentagem e a do Fábio abaixaram bastante. Com orientação da Poly nos exercícios e na alimentação, acredito que nas próximas corridas estarei bem mais forte. Esse é o objetivo: correr melhor e com mais resistência. Afinal, espero correr ainda por bons anos, então preciso me cuidar e fortalecer bastante.

Muita gente me perguntou assim que terminei a prova “E AGORA? O QUE SERÁ?”.

É continuar curtindo a maratona.

Ainda me emociono muito de lembrar daquele dia. Leio o texto, revejo os vídeos e fotos. Fico feliz pela prova dos outros e me sinto feliz em conseguir pequenas melhoras na corrida. Maratona é casca.  Acredito que tudo precisa ser feito com prudência e com muito respeito ao corpo e tempo de amadurecimento.

Ainda tenho dias em que fazer 5km é pior do que longão. Correr no sol, no frio, menstruada, com cólica, com fadiga da musculação, chuva, com pouco tempo, aumentar a velocidade ou ir mais longe. Tudo isso interfere no psicológico e faz da corrida um processo novo em cada uma delas.Tem dias que nossos pensamentos são os nossos melhores amigos e outros o pior inimigo. Uma barreira que precisamos ouvir, respeitar e as vezes ignorar: a nossa cabeça. Coisa de doido, né?

Meu objetivo não é ser uma atleta e nem ter os melhores tempos ou as mais longas distâncias, mas fazer da corrida um exercício sustentável na nossa vida.

Um passo de cada vez, né? O próximo desafio eu quero, só ainda não sei onde será 😛

Corrida, Inspirações

> O que você precisa para correr?

27/06/2017

Quando comecei a correr surgiram muitas e muitas dúvidas. Para falar a verdade ainda vivo cercada delas, mas vou correndo assim mesmo. Muitas delas descubro lendo, pesquisando, testando, vendo diferentes textos e opiniões. O que mais aprendi neste curto tempo de corrida é que você precisa ter coração. Agora não falo de ritmo cardíaco, mas sim, do prazer em correr.  Quando estava nos treinos para a meia maratona e depois para a maratona, eu tive uma briga grande com a minha mente. Tudo começa nela. Por muitos dias eu pensava em não ir. Até que tudo se resolvia ao me perguntar “Por que faço isso?”

Corro porque me faz bem.

Então eu amarrava os sapatos e ia.

Tirando todo trabalho mental, alguns acessórios e peças me ajudaram bastante neste percurso. VALE LEMBRAR que, não, você não precisa e nem deve ir para uma loja de esportes comprar todos de uma vez. Comece. Uma hora você vai se perguntar “mas esse porta celular incomoda o que posso usar no lugar?” e quando pesquisar no google, vai achar uma infinidade de produtos específicos. Foi assim que funcionou com a gente. Fomos adquirindo acessórios que facilitaram e deixaram correr mais confortável com o tempo. Fiquei 1 ano com o mesmo tênis para ver se gostaria de correr mesmo. Mais alguns meses para perceber que longas distâncias pedem um top adequado para o movimento e assim vai. Nesse caso: Sem pressa 🙂

Vamos começar? Vou listar os principais por aqui.

  • QUAL TÊNIS DEVO COMPRAR?

Para correr você precisa de TÊNIS. Apesar de algumas vertentes correm descalças, mas deixa pra outro post 😛 . Existem diferentes modelos de tênis para corrida atualmente no mercado, por isso é algo bem pessoal. Eu comecei com um Adidas Glide boost é um tênis ótimo para começar e comprei em outlet por um preço bem honesto. O amortecimento é bacana, tem estabilidade, é leve e protege bem os pés.  Hoje em dia adoro o Adidas adizero adios e estou curtindo o Rebook Harmony road. Nesta matéria demos umas entrevista contando um pouco mais e você também pode conferir a opinião de outros corredores.

  • USE PROTETOR SOLAR!

Ás vezes levanto cedinho para correr ou vou no final da tarde apressada antes de escurecer e me esqueço do bendito protetor solar. Para quem ama correr e deseja praticar por quanto tempo for possível, os cuidados com a pele são essenciais. Nós não temos noção do quanto ficamos expostos ao clima, só quando começamos realmente uma rotina de corrida. Por isso, proteja o seu rosto e corpo! Também é interessante comprar uma camiseta com proteção de Raio UV (preciso disso). Você ficará com umas marcas meio bizarras de roupa, mas vale a pena 🙂

  • NUNCA PENSEI QUE UM TOP FARIA TANTA DIFERENÇA…

Eu sempre fiz atividade física, mas nunca de alta intensidade assim. Quando comecei os treinos para a meia maratona, percebi que o top era algo que me incomodava demais. Achei que fosse problema de postura ou as costas fracas, até ler um pouco mais sobre os tops adequados para correr principalmente longas distâncias. O problema é o contato do suor com o top atritando na pele, desenvolvendo queimaduras e áreas de assaduras na região dos seios. Olha gente… já me machuquei feio, não é gostoso. Até hoje só experimentei 3 modelos de tops da nike e recomendo muito. O site deles é super detalhado sobre o uso de cada um, mas vá até uma loja para provar antes para ter certeza. Já vi algumas corredoras dizendo que nas lojas realizam testes e tiram suas medidas para saber qual é o modelo mais certo para você. Claro que os tops não tiram o fato de precisar colocar uma fita nos mamilos e passar vaselina embaixo dos seios ou axilas nos treinos longos. Não tem jeito! É muito tempo fazendo o mesmo movimento…

  • MOCHILA OU CINTO DE HIDRATAÇÃO

Para quem deseja correr longas distâncias, fugir da cidade ou correr pela cidade, as mochilas de hidratação são fundamentais. Manter- se hidratado durante a corrida é importantíssimo. Principalmente para a recuperação muscular e para repor todo líquido no corpo. O recomendado para nós foi 150-200ml de água a cada 20 minutos. Isso varia muito, principalmente no começo, depois fica quase automático, mas a quantidade e a frequência precisam ser adaptadas para não causar enjoo. O bom é que com a mochila e o cinto de hidratação, você não precisa parar e perder o ritmo da corrida, além da liberdade de poder correr onde quiser. Para trajetos curtos ou até 10km que fazemos no parque, vamos sem e paramos para dar uma “bicadinha” nos bebedouros. Outra opção ao invés da mochila são os cintos de hidratação, o nosso é da Adidas e tem uma capacidade menor de água, mas é ok. Você se acostuma a planejar. Particularmente preferi o cinto e Fabinho a mochila, em mim a mochila não ajustou tão bem no corpo e nele sim.

  • POCHETE COMPACTA OU “DOLEIRA”

Essa é a melhor dica para quem ainda não tem um relógio de corrida ou não planeja comprar. Pelo celular com aplicativos como Strava e Nike running, você pode marcar o tempo e distância das suas corridas. Correr com aquele acessório para braço sempre me incomodou horrores! Logo fui atrás de uma doleira, uma pochete fina e que você pode colocar chave, cartão e também o celular. Em lojas de artigos esportivos tem de algumas marcas, a nossa nós compramos em uma loja simples no interior do Rio grande do sul. É importante que a doleira seja bem ajustável e que se adapte no seu corpo. Experimenta, testa, dá uns pulinhos na loja pra ver se você gosta antes 🙂

  • MEU RELÓGIO, MEU XODÓ!

Ai, eu amo meu relógio de corrida! Sei que os pirados em tecnologia vão me matar, mas amo só pelo fato dele me possibilitar sair sem celular, sem peso e sem me preocupar com a chuva. É tão prático! Demorei um tempo para comprar para ver se eu ia curtir mesmo correr, afinal é um investimento. AMEI E AMEI MUITO. O meu é da Tomtom runner 1, MAAAAS eu não sabia que eu inventaria de nadar, senão já teria comprado o Tomtom multisports ou o modelo que vem cardio junto. Se você tiver condições de comprar o relógio com cardio no relógio vale MUITO a pena! Facilita a vida e você não precisa comprar aquela faixa que incomoda um monte embaixo do peito.

No canal temos uma playlist de corrida onde vocês podem acompanhar um pouco mais de toda a evolução e o que fomos aprendendo 🙂 Espero que ajude!

LET’S RUN!

Corrida

> Sobre correr, acreditar e viver (bem)

03/05/2017

Minha mãe correu comigo na barriga até os 3 meses de gravidez, pois ela não sabia que estava grávida. Depois de descobrir e de fazer uma bateria de exames, o médico disse “essa é guerreira, pode continuar, mas devagar”. Nasci e depois de uma infecção hospitalar fiquei 20 dias na UTI. Ao sair do hospital, o médico número 2 disse pra minha mãe “esse coração é de ferro”. Cresci. Passou. Eu sempre fui elétrica e me enfiava em tudo quanto é esporte ou qualquer coisa para preencher meu tempo. Meus pais deviam ficar malucos. Correr quando eu era nova era tão fácil. Eu era das baixinhas que no pega-pega ninguém conseguia alcançar. Às vezes eu ficava no canto da quadra e nem chegava a suar. A vida foi passando e usei botinha ortopédica para ajustar os pés, fiz fisioterapia no joelho por uns 2 anos de jogar futebol. Eu não corria, eu fugia.

Sempre fui responsável e fissurada em conquistar meu espaço e isso me custou um pouco essa diversão. Comecei a trabalhar cedo, por isso ganhei umas rugas de gente adulta com 17 anos. No final do dia o que mais me dava saudade era do tempo em que eu e meu irmão ficávamos batendo bola no quintal. Ele brincava que eu seria a nova Sisi. Nunca me passou pela cabeça isso, mas eu gostava de sentir que ele acreditava em mim. Me fazia acreditar. Porém não o bastante para continuar.

Por anos eu achei que não tinha força de vontade. Comecei teclado, fiz 3 anos, parei. Comecei violão, 2 anos, parei. Aula de futebol, 3 anos, parei. Ballet, uns bons anos, parei. Hoje, entendo que a vida tem os seus ciclos e eu tive os meus focos em cada fase. Hoje sei que o meu maior erro, foi ter me deixado de lado e ter confundido hobby com o que eu amava de verdade fazer. Foi quando anos e anos depois a corrida apareceu na minha vida. Ou melhor, na do meu cunhado, depois para meu namorado e então pra mim. Na verdade eu nunca achei que fosse correr. No aeróbico na academia fazia bicicleta enquanto respondia emails do trabalho no celular. Não via graça. Um dia meu namorado me falou: Não quer fazer esteira comigo hoje? Eu não sei respirar e meu joelho é zoado, já era a minha fala ensaiada. Ele insistia, “sei que vai gostar”. Até que um dia eu resolvi tentar.

Cresci a vida toda ouvindo que eu era delicada demais pra muita coisa que eu gostava de fazer. Isso me deixava irritadíssima. Odiava minha pequena altura por isso: me tiravam pra frágil e fofa – no sentido diminutivo.  Até que sem perceber deixei-me convencer que eu era tudo isso mesmo. Demorei anos para entender que sim, eu estava fisicamente fraca por ficar anos parada, mas era só uma questão de fortalecer. Nunca quis ninguém para me defender ou carregar os meus pesos. Comecei a fazer exercícios para fortalecer joelho, perna, articulações, panturrilha, costas, peito, ombro. Me preparei. Para mim. Foram quase 2 anos de corrida para entender que delicadeza, não é sinônimo de ser frágil, mas até então, tive umas briguinhas internas comigo mesma.

A corrida me cobrou em poucos meses o que a vida me pedia até então: dar tempo e persistência. Tempo eu passei a arranjar, persistência era e, é, algo diário. Uns dias são mais fáceis e outros mais duros. Cada dia é algo diferente. Mas a sensação de finalmente parar alguns minutos para desgastar o corpo e deixar meus problemas a cada km, virou amor.

Quando consegui entender, ainda bem, estava em tempo: eu não precisava do médico 1, médico 2, meu irmão ou meu namorado acreditando em mim. Eu precisava acreditar em mim.

Acreditar em sí mesmo não é uma questão de se achar superior e falar da boca para fora que você pode tudo. Acreditar em sí é se dar a chance para ver até onde você pode ir. É entender os seus problemas, defeitos e desafios para lidar da melhor forma possível com eles.

Correr para mim nunca foi apenas sobre o ato em sí. Nunca foi sobre o verbo correr. Correr foi um favor que fiz ao meu coração: o que hoje eu sinto pulsar fisicamente melhor e o que vai até a boca sorrir diariamente após terminar uma corrida.

Correr pede persistência. Hoje, vivo bem, bem melhor. Voltaria e faria tudo de novo. Ou melhor, procuro fazer isso a cada dia.

Nunca desista de algo que faz o seu coração subir pela boca. Nunca desista de algo que te faz bem profundamente como ser humano. Nunca desista de algo que te faz sorrir.

Correr? Recomendo.

Corrida, Diálogos

> 4h e 40min correndo só..

03/04/2017

Quando decidi que iria correr minha primeira maratona eu olhei para o Fábio e disse: vai lá bater o seu recorde pessoal, não se importa comigo. Ele sorriu e agradeceu pela minha torcida. Virei as costas e pensei, “Não vou conseguir“. Passei a tratar esse pensamento como natural de quem se inscreve para uma maratona com tão pouco tempo de corrida e fui levando. Logo nas primeiras semanas de treino, em uma corrida normal e curta e eu disse para ele:

– Não vou fazer uma maratona sozinha. Ele me olhou e disse:

– Não vai mesmo… se continuar com essa cabeça. Sozinha, você já corre.

Fábio jogou a bucha pra mim. Na verdade, ela já era minha, só faltava eu assumir.

Quando eu era adolescente eu me incomodava com solidão e o silêncio. Não era fácil ficar parada, quieta ou contar apenas com a minha presença. Brotava o medo misturado com o receio de alguém que eu não conhecia tão bem e não estava disposta ainda a dedicar meu tempo. Sim, eu mesma. Só podia ser. Depois com o tempo, não o tempo que passa para afastar ou ensinar, mas da dedicação em entender os meus dramas, eu finalmente aquietei o facho. Mais alguns anos depois e ficar só passou de um hobby para amor. Eu não só curto, como eu preciso.

Logo na minha primeira tentativa de corrida o choque da solitude voltou. Não era apenas eu comigo mesma, era eu, com meu corpo, minha mente e minhas desculpas, a preguiça e os problemas diários gritando dentro de mim. Eu não era capaz de correr e eu sabia, mas queria tentar. Apesar da estratégia de ir escutando música optei por encontrar na corrida,  assim como na meditação, uma forma de limpar minha cabeça e ouvir o silêncio. Eu olhava fixo para o asfalto e assim fui rumo até a minha primeira meia maratona. Naquela época a corrida já era uma das melhores partes do meu dia, mas ainda era algo que eu fazia principalmente pela empolgação externa.

A corrida é um esporte individual. É você por você. Por mais que alguém esteja ao seu lado incentivando, ninguém irá mover as pernas no seu lugar. Ainda assim, eu tinha amigos por perto que corriam e o meu namorado para dizer “você não vai hoje? eu tô indo” e eu ia por causa dele. Hoje, eu não me atrevo a ficar mais de 2 dias sem correr, aliás nem encontro motivos pra isso acontecer. Correr virou uma parte do dia de uma forma incrivelmente minha. Foi correndo que aprendi a fazer algo apenas por mim.

Muitos corredores dizem que há um momento no trajeto da maratona que você estará rodeado de mil e tantas pessoas e se sentirá só. Muito só. As pernas não irão responder como no início e o questionamento de “o que eu estou fazendo aqui?” virá à tona. Nessa hora é preciso ter bem fresco em mente o porquê e por quem se está ali.

Fábio tinha razão. Eu já corria sozinha, mas eu seguia com a certeza e os caminhos dele. Tudo são fases que precisamos passar para conquistar a segurança e nossas metas. A exigência e cobrança pessoal nunca me deixaram dizer “eu vou fazer isso, afinal eu mereço”. Sempre faltava algo. Nunca eu era o bastante. Achava mais nobre fazer por alguém. Demorei para perceber que eu era capaz. Não capaz de fazer uma maratona, mas sim, de fazer algo especialmente por mim e me sentir realizada por isso.

Hoje, alguns do meus ponteiros conseguiram se ajustar e compreendi as minhas imperfeições e, dessa forma, os meus limites. Dia 09/04 vou passar em média de 4 horas e 40 minutos sozinha com a minha cabecinha e estou esperando ansiosamente por isso. Para ela me dar um bug ou eu deixá-la maluca. No final vou encontrar o meu melhor amigo e agradecer por ter acreditado quando eu não conseguia admitir que tinha forças dentro de mim.

Você pode dar tudo de sí e pode ir ainda muito mais além. Só dependerá do quanto você quer e fará por isso. Só. Só vá…