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AMOR, CRÔNICAS

> 7 anos de nós

24/01/2017

23 de janeiro de 2010 foi o dia em que o conheci. Eu demorei para memorizar a data, mas aquele dia, nunca saiu da minha cabeça. Lembro que desejei ser amiga dele. Eu sentia e sabia que poderia aprender muito-muito mais sobre a vida ficando por perto. Acabei aprendendo sobre ele. Decorando os gostos quando íamos tomar café na padaria e de como ele adorava chegar num parque e tirar os chinelo para pisar na grama. Eu, que sempre fui uma pessoa de planejar as coisas, conheci o cara que era “vamos? agora?”, e no geral, eu respondia vamos. Sentia- me confortável com o mundo dele. Mesmo que ainda não cogitasse passar o resto da minha vida com ele, vivíamos muitas vidas em um dia só. Sem pressa: Rimos, choramos, choramos de rir, brigamos por causa do celular velho dele que nunca funcionava, inventamos de trocar o rejunte do banheiro e ele comeu o meu bolo queimado e disse que estava bom.

Muita coisa mudou desde então. De um, nos tornamos dois, para virarmos quatro e muito mais com toda família e amigos que multiplicamos. Somos mais fortes e mais bobos juntos. Ainda não realizamos nem metade do que planejamos. Nem sei se conseguiremos fazer tudo, mas nos tornamos pessoas muito melhores e mais vivas lado a lado.

É isso que o amor faz. E é isso que levamos da vida.

AMOR, CRÔNICAS

> Meu Amor Tem Nome

10/01/2017

Quando o conheci adorava como se divertia com a rotina e qualquer coisa. Confesso, esperava o ano em que este encanto passaria. Depois parei de contar e comecei a apreciar. Fábio chora de rir de coisas que me deixam doida. Ri do leite que joguei sem querer na parede, do tênis atolado de lama, do chão imundo de patas, de ficar suado após andar de bike para encontrar alguém ou trabalhar. Fábio dá jeito pra tudo para aproveitar o agora. Espero que, com os anos, este dom, seja contagioso.

Fábio tem outro dom, ele não precisa me levar para o fim do mundo para colecionar lembranças incríveis. Nosso hobby virou planejar e administrar. Um mês trocamos as panelas, no outro vamos em um lugar diferente. Eu me empolgo, mas ele aprendeu a sonhar quietinho e vai me contando conforme dá. Já sabe que não pode me dar tanta corda assim pra voar – mas me deixa solta pra ir e vir ou pousar.
Fábio não tem medo da vida ser pacata. Ele também sabe quando estou envergonhada e tenta contornar a situação contando que estou envergonhada. Fábio me envergonha. No começo me deixava indignada como ele jurava que sabia tanto de mim. Odiava como ele tinha razão. Depois, paramos de querer ter razão. Hoje, pergunto pra ele o que eu quero jantar. Fábio se diverte com meus defeitos. Conta sempre como ocupo 70% da cama, porém não cansa de dividí-la comigo. Mas, não se conforma como sempre deixo a chave do lado de fora da porta.
Fábio observa tudo ao redor e se diverte quando choro sem explicação. Adora quando falo com a voz mais idiota possível com o Ringo e quando faço jingles para a Lucy. Fábio gosta de me ver feliz por nada. As vezes faz uma dança idiota para isso acontecer ou sorri calado quando canto “que vida boaaaa” depois de tomar banho no chuveiro que enchi o saco para ele comprar uma ducha forte. As vezes canto só para vê-lo sorrir. E a vida é boa.
Dos 3 choros que vi nos olhos de Fábio em quase 7 anos, um deles foi ao me ver abobada quando me deu um violino de aniversário. Fábio se emociona com gente feliz. E presenteia muito bem. Eu sou péssima, não lembro data, nome, rosto. Fábio decora até o semblante dos meus colegas que ele não conhece pessoalmente. Acho incrível. O recomendo para todo mundo como amigo: Ele dá chance para tudo. E como! Fábio acredita até demais nas pessoas. Digo orgulhosa e surpresa que carreguei o saco de 20kg de ração dos cachorros sozinha e ele diz “eu acredito, pequena”. Achava que era difícil surpreendê-lo, mas é o contrário. Ele não vê ninguém como pequeno. Fábio não precisa de nada para estar bem e eu não canso de apreciar isso. Afinal, é encantador dividir a vida com o amor.

Admito: antes eu não ligava muito para o nome Fábio. Depois acabei me apaixonando pelo nome também, e sorrio com os olhos fechados antes de pronunciar o Fá, mas o chamo mesmo é de Fabinho. Resolvi mudar este texto de “você” para Fábio para fazer mais sentido. A pessoa que me deixou sem palavras, a mesma que eu poderia escrever por linhas e linhas sem perder o sorriso. Com quem fez todo o sentido e trouxe um nome para o meu verbo amar.

Bom, já repeti demais, deu pra decorar.

FAÇA VOCÊ MESMO (DIY)

> TOUR NA CASA 2: O segundo andar da casa

30/09/2016

O primeiro andar é o meu preferido… e o de cima também.

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ahahahha, Desculpem, é difícil separar. É quase tudo uma coisa só. Amo como nosso quarto é isolado do mundo. Como é possível fechar as portas, cortinas e ter uma brisa boa para dormir. O calor não é dos mais fáceis, mas né, é Brasil. Só no mundo de ar condicionado dá pra ser feliz. O inverno é amor. É gelado, bom para se enfurnar. A 7 da manhã o sol chega até na cama. É aberto, com espaço para circular. Desde o começo priorizamos uma área fácil de movimentação como em apartamentos antigos e com pé direito mais alto. Também mantivemos tudo mais neutro possível. O destaque de cor é para a almofada linda no nosso gaveteiro. Agora com o nosso neon de cabeceira, ganhamos uma luz a mais e linda. Adoro a simplicidade que ele trouxe para nosso mundo! A parede de tijolinhos continua no andar de cima. Na época, no quarto pensávamos em pintar de branco. Sendo sincera, eu ainda quero, mas Fabinho já deu uma bodiada, haha.

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O mesanino é um cantinho especial onde muitos textos já saíram dali. A parte mais colorida da casa com todas as almofadas, travesseiros e colchas. Se jogar ali é quase um abraço de mãe. A peça handmade que penduramos dá um toque super leve. Também amo acordar todo dia e dar de cara com a bandeira escrita “let it be”. O suporte de vasos faz uma linha bacana que deixa o vão mais esguio. Na parte de cima ainda precisamos isolar com a rede de proteção para conseguir dormir pesado ali, ahaha Quem sabe um dia fazemos isso.

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No banheiro usamos uma penteadeira antiga como pia, foi o único móvel que compramos na casa. O resto foi feito por nós ou achado. Reformamos o armarinho e ali deixamos produtos pessoais e toalhas. Fica tudo bem em mãos no dia a dia. Priorizamos a praticidade e ter somente o necessário, assim deixar tudo o mais organizado possível é natural e não um trabalho.

Escolhemos manter a edícula toda na mesma linguagem. Mesmo piso, mesma estrutura, azulejos e revestimentos. Até no banheiro. Talvez seja isso que deixe tudo mais aconchegante e com a ideia de uma coisa só. Ou a cachorrada subindo e descendo feito doida. Ajuda.

O mais bacana é olhar para tudo e ver muitas histórias. Desde os meses atrás de uma bendita pia, até a chegada da madeiras, os cafés conversando com os pedreiros da vida e rindo de tanta besteira. É difícil dizer algo que mais amo. Quando pertencemos, o amor não se subdivide, mas transborda.

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AMOR, CRÔNICAS

> Hoje não é dia de nada. Mas, obrigada, todos os dias, por tudo.

20/09/2015

Amor, hoje não é dia de nada – você pode pensar.

Hoje é um dia comum. Comum. Recebemos a conta de luz, paguei o IPTU. Você limpou o quintal e demos banho nos cachorros. Passamos café 3 ou 4 vezes. Cortamos as frutas da semana. Você colocou os cadarços nos meus tênis. Eu cortei o pézinho no seu cabelo. Fizemos uma sopa de saquinho para salvar a janta e a luz da sala está ameaçando queimar. Hoje, você fez aquela dança ridícula, pra me ver sorrir – e funcionou.

Hoje, amor. É mais um dia que te chamo de amor. Mais um dia que discutimos seriamente de quem era a vez de lavar a louça. Mais um dia em que você trabalhou até tarde e eu tentei te animar em algumas mensagens. Mais uma madrugada em que dormi com o computador no colo e você o colocou ao lado. Mais um momento em que lembramos que há cincos anos atrás estaríamos jogados no sofá à toa e sonhando com o agora.

Hoje, meu amor, estamos exaustos. Suando para que os nossos sonhos possam um dia brotar. Com uma saudade eterna, querendo que o tempo passe mais devagar. Vivendo a fase da vida que eu contava as horas para ver como seria viver, quando eu era nova. Hoje, nós vivemos o hoje com amor, e nada mais.

Hoje não é dia de nada. Mas, obrigada, todos os dias, por tudo. Pela simplicidade, cumplicidade e o dia a dia, que ao seu lado é tão mais divertido e, eu precisava agradecer. Afinal, não é todo mundo que faz uma dança idiota para o dia do outro ser mais feliz.

Hoje é mais um dia para amar, amor. E isso é tudo.

Ps: agora a luz da sala, definitivamente, queimou.

AMOR, Observando

> Relacionamento é complicado, mas só existe para descomplicar

08/05/2015

“Relacionamento é uma coisa complicada”, é a frase que a gente mais diz quando alguém ou a gente mesmo começa um. E ó, é complicado mesmo.

Não esteja com alguém se não for para ser o seu melhor e arrancar o melhor que a outra pessoa pode ser. Relacionamento é para se evoluir lado a lado. É cuidar da casa e de tudo quando o outro fica doente, segurar a bronca das contas quando o mês do outro foi ruim e assistir a um filme de terror de vez em quando, só pela companhia. Aliás, se relacionar é isso: o prazer da pura companhia e nada mais.

Sentar na sala o dia todo, jogando conversa fora e vendo besteirol na televisão. É jantar no quintal só para mudar um pouquinho, quando a fase não está das melhores e não está fácil bancar um bistrô. Estar cada um com o seu trabalho extra no final de semana, mas dividindo um sofá apertado, só para ter o outro por perto. Relacionamento é não precisar de muito e ter tudo: uma boa companhia para qualquer hora, chorar ou rir – ou chorar de rir.

É saber que fora todo esse conforto existe um mundo imenso além de vocês, repleto de amigos e bons momentos para se viver com novas pessoas e lugares. Relacionamento é quando seus amigos não diminuem, mas viram dele também e os dele os teus: o mundo se torna ainda maior, melhor e com mais histórias.

Ter a delicadeza de reparar quando um não está se sentindo bem consigo mesmo e deixá- lo dormir em paz ou levá- lo para umas comprinhas e passar um café. É lembrar de comprar o iogurte que o outro gosta quando se está no mercado, dividir as dores de um momento ruim do dia em um monossilábico e-mail e saber quando é hora de ser amante ou ser amigo. Se relacionar é ser cúmplice.

É ter a melhor pessoa para se levar para qualquer lugar, mas naturalmente ter o seu momento de sair sozinho ou onde bem quiser. Saber se no café dele vai açúcar ou adoçante, fazer apostas idiotas e aprender a rir juntos quando a máquina de lavar não centrifugar. Relacionamento precisa ser divertido – e com tesão. Se relacionar não é ser um, mas sim, dois: mais inteiros, mais vivos e mais fortes.

Relacionamento é complicado, mas o seu único objetivo é o de descomplicar a vida de ambos os lados. O que se pode querer mais? A gente se relaciona para descomplicar, pois de complicações já basta as que a vida nos dá.

foto por: the time we have

O que aprendi

> 5 coisas maravilhosas e 5 coisas complicadas ao morar sozinha – por alguns dias

05/05/2015

Desde que começamos a namorar, cinco anos atrás, foram raros-raríssimos os dias em que ficamos longe um do outro. Experimentei essa sensação só agora. Longe de ser por apego, mas por sermos parceiros e sócios de trabalhos, da vida e juntamos a turma de amigos, enfim. Eis que o barbudo resolveu ir visitar os pais dele e eu? fiquei por aqui. ENTÃO, vai minha lista das primeiras e pequenas impressões habitando sozinha nessa casa.5coisasboamorarsozinha1- SUA PIZZA É SUA PIZZA
Não precisa dormir segurando um taco de beisebol só espiando se o seu parceiro irá levantar na madrugada e atacar a sua pizza. NÃO. Ninguém vai. Pode sonhar livremente com ela a noite toda no seu café da manhã, almoço ou janta. ELA ESTARÁ LÁ. Afinal, “o limite do amor é a pizza” Ribeiro, Isa.
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2- ESPELHO MEU
Espelho do banheiro, você é MEU. APENAS. MEU.

3- NÃO TEM CHINELO NA SALA
Não porque os chinelos atacados e nada decorativos no meio da sala, sumiram desde que Barbudo foi viajar. É UM MISTÉRIO.
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4- SILÊNCIO
Silêncio é algo maravilhoso. Por morar com um músico que adora trabalhar na madrugada, imaginem a saudade que estava batendo desse momento. AMO VOCÊ, silêncio.

5- A CAMA É UM UNIVERSO
Um universo paralelo e gigante a ser descoberto! Todo aquele espaço para você (no meu caso, em apenas 1.57m). É MUITA CAMA, MORES.

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meu jeitinho~

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1- A BARATA VAI APARECER HOJE?
Sempre rola aquele drama “hoje vou ter visitinhas? será que tudo bem andar sem chinelos até a cozinha?”. SIM, É ÓBVIO QUE APARECEU UMA BARATA ( não vou por foto disso, fiquem tranquilos ).

2- FALAR COM CACHORRO
Eu não confio em quem não conversa com cachorro. MAS, quando você estiver sozinho, você vai falar e falar MUITO. Vai até se perguntar, “cara, sou normal?”, “você não deveria me responder agora?”,”vê se guarda esse segredo, por favor”. Ringo não aguenta mais.ringo
3- VOCÊ VAI RIR…. SOZINHA

RIR é maravilhoso. Mas, rir e saber que a pessoa que você divide a casa, sendo amigo, namorado ou os pais, estariam rindo junto com você de alguma interna ou piada de vocês, esperar essa risada e ela não acontecer, pode ser constrangedor – meio bad, na real.

4- A LOUÇA DA PIA É SUA – F O R E V E R-
É. O lado bom de estar sozinha é controlar a louça, mas o ruim é que não tem ninguém para revezar a bendita com você. Fez feijão? molho vermelho? fritura? ENTÃO LAVA!decoracao-edicula-isadora-historiasdecasa-13

5- NINGUÉM VAI TE SOCORRER NO CHUVEIRO
Esqueceu a toalha na lavanderia e já tinha entrado no banho? e ainda tá frio né? fica difícil. O mesmo vale para papel higiênico, mas não quis ser indelicada, fica aí a dica.

Toda experiência tem seu lado bom e ruim e o mais importante é aprender a rir deles. Barbudo já voltou tem alguns dias e a casa já está ao normal. Fica a saudade dessa cama só para mim – zueirinha. ♡

Inspirações

> Inspirações: Para Celebrar o Amor I

21/02/2015

Xô contar uma coisa pra vocês! Em fevereiro, um amigo fotógrafo de lifestyle e wedding que tenho muito carinho pela pessoa que é e pelo trabalho, veio até São Paulo dar um workshop – eu vou contar sobre isso em outro post, merece. Resumindo!: ficamos meio que como modelos para o pessoal um final de tarde. Fomos taggeados em várias fotos e muita gente pensou que tinhamos, de fato, “casado”. As aspas é só porque nós já nos consideramos nesse estágio. Mas, um dia pensamos em sim, como gosto de pensar, celebrar o amô.
Falando sobre isso, resolvi juntar algumas coisas que eu adoro. Conversando com uma amiga, percebi que eu sou um tanto quanto óbvia em meus gostos: coque, bota, unha preta, penas, cachorrada, flores, crochê, violão, velas e campo. PÁ! tá aí.
As noivinhas ou as que sonham fervorosamente com este dia, espero que gostem das simples ideias ou que ao menos as inspirem 🙂

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Confesso que não sou uma mulher que sempre-sempre sonhou com este dia, como muitas. Meu maior sonho, sempre foi ter uma família e, para nossa maior felicidade, estamos construindo e a planejando aos poucos. Pra mim, esse será um dia leve, em que vou olhar nos olhos só de pessoas que amamos e que riram com a gente, nos ajudaram e nos deram força para continuar no amor. Um dia em que tudo terá um significado importante para nós e não os que tradições considerem precisar ter. Neste dia, será mais um sim que vou dizer a ele, dos que já digo todos os dias com o olhar e em palavras – Lucy testemunha.
Neste dia, vamos celebrar a benção que é querer ser o lar de alguém. Celebrar a vida, a família e a amizade.
E claro, celebrar o bem mais valioso que podemos cultivar em nós e, que eu aposto, que você sabe qual é. 🙂

It’s all about love – e de preferência, do jeitin de vocês. Enjoy ♡