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Pedaços+Momentos

> A fé não costuma falhar…

13/11/2017

Novembro é um mês em que á começamos a pensar no final do ano. Dezembro passa tão rápido que quase não conta.

Novembro é o mês em que começamos a analisar o ano inteiro, aí também é assim?
Depois de alguns dias tumultuados e com as coisas de perna pro ar, acho que essa foi a semana mais rotineira que tivemos. O começo desse ano foi surpreendente, mas com muitos desafios, dúvidas e muitos serás. E seguimos em frente, com algumas pausas para respirar, eu ia e ia. Com fé. Essa foi um das maiores lições de 2017 pra mim.

Tenho focado nos vídeos de final de ano, mudando visual do blog, preparando o coração para mais um final de ano. Pequenas mudanças, com carinho, que espero que curtam tanto quanto nós! Parados? a gente não consegue ficar. Mas criar raízes, é com a gente mesmo. Logo chega minha época preferida: doar, renovar, ressignificar.

Lucy e Ringo tomaram banho, aproveitam o sol no quintal que reapareceu e ficam o dia todo revezando entre eles quem fica com quem no home office. Fabinho continua seus dias calmos e intensos. Eu gosto da forma como ele enxerga a vida. Sem pedir nada além do que os dias para ele fazer o possível para viver.

Sei que o ano que vem também será de muitos planos, metas e vontade de ir além juntos. E também de muitas dúvidas, planos e pensamentos diversos. Acho que este é o tempero da vida e não podemos nos apavorar. Afinal, a fé não costuma falhar… não é 2017?

Pedaços+Momentos

> Pedaços+Momentos: Um pouco de saudade

03/10/2017

Os dias em São Paulo andam uma bagunça. Um dia sol de rachar, termina com vento gelado e agora chuva, chuva e chuva. Haja saúde! Apesar de querer não vou reclamar, afinal, o tempo estava tão seco que até doía a cabeça da gente (não sei o que tem a ver este exemplo, mas é só pra ilustrar que estava ruim). Agora ao menos respiramos mais tranquilamente.

Lucy e Ringo não são fãs dos dias de chuva. Ringo mais ou menos, pois é um baita pretexto para ele deitar o dia todo no sofá ou na cama, já que ficamos com dó que eles tem menos espaço para ficar – esse é o nosso pretexto, confesso. Lucy fica com o olhar vazio e é difícil balançar o rabinho. Não pela chuva, ela AMA chuva. Se a gente bobeia com a porta aberta, ela vai pra chuva e empaca. EMPACA no meio da água. Então, ela senta no beiral da casa, olhando o quintal e a chuva caindo e deve pensar “meus donos adoram mais essa casa e o sofá limpos do que se eu pudesse correr e dançar por essa piscina gigante”. A gente tem mesmo essas frescuras Lucy. Ainda não deu pra superar.

Já eu me encontro um pouco perdida. Muita coisa para fazer, um estado de alta preguiça me domina nessa TPM (prefiro ficar sensível e chorar por 5 dias inteiros do que ficar improdutiva, mas não posso discutir isso com meus hormônios) e pouco Fabinho. Falta um pedaço nessa casa. Quando Lucy e Ringo não estão, a gente costuma dizer pra todo mundo que nos visita que eles não conheceram a nossa casa de verdade, falta a alma dela. Na verdade, falta algo quando qualquer um de nós não está aqui.

Ainda bem que hoje nosso time estará completo. Voltaremos a respirar mais tranquilamente – e não é por causa da chuva 🙂

AMOR, CRÔNICAS

> A gente se ajeita

29/08/2017

A gente se ajeita, eu sei.

Quando o café amarga ou acaba e, com ele, escorre junto a fé, eu sei, a gente se acalma
com um abraço apertado no meio do corredor, sem precisar conjugar qualquer verbo pra se comunicar. Quando o céu esta azul, cinza ou uma tempestade que parece não ter fim, eu sei, a gente se prepara.
Depois da chuva, é hora de nascer as flores.

Quando a vida nos sorri, a gente solta o riso frouxo de volta em coro.
Quando ela resolve testar nos fazer chorar, a gente se dá chance de recomeçar. Juntos.
Quando os dias são incríveis, normais, tediosos, corridos ou sem sal, eu sei, a gente se tem para sentar no beiral da porta e dividir um facho de sol.

Quando surge o medo, a vontade de fugir e a vida não nos traz respostas, a gente inventa novas perguntas ou para de querer sempre saber de tudo.
Quando o trabalho dá errado, a auto estima vai pro saco e as contas vieram a mais, a gente agradece e janta a luz de velas com o que sobrou do almoço na geladeira.
Quando o fogão não funciona, o liquidificador pifa, a frigideira gruda e a taça quebra, eu sei, a gente não tinha uma boa máquina de lavar até alguns meses atrás. A gente está em construção: de dentro pra fora.

Quando é difícil aguentar o mau humor do outro e o cansaço bate até para resolver e conversar, a gente ainda se encaixa. É só um dia puxado.
Quando os problemas de todo tipo aparecem, a tristeza dá as caras ou a incerteza assombra, eu sei, a gente tem que agradecer
por poder respirar e por termos uns ao outro para de alguma forma fazer tudo se ajeitar outra vez. E outra vez, outra vez…

Quando tudo e mais um pouco acontece e, no meio da rotina a gente esquece que a gente sabe que pode se ajeitar, a vida dá jeito com a maneira que precisamos para aprender.
Quando a gente pensa que consegue fazer tudo se ajeitar e tudo continua na mesma coisa, eu sei, a gente aprendeu a rir da vida e um do outro como ninguém.

Quando tudo está de ponta cabeça, revirado e do avesso, eu olho para os olhos do meu melhor amigo para ele me dizer: A gente se ajeita.

Só para me fazer lembrar que encontrei a pessoa certa para não cansar de fazer tudo se ajeitar. Quantas vezes forem precisas. Em quantas vidas tivermos.

as coisas se ajeitam, com amor.

AMOR, CRÔNICAS

> 7 anos de nós

24/01/2017

23 de janeiro de 2010 foi o dia em que o conheci. Eu demorei para memorizar a data, mas aquele dia, nunca saiu da minha cabeça. Lembro que desejei ser amiga dele. Eu sentia e sabia que poderia aprender muito-muito mais sobre a vida ficando por perto. Acabei aprendendo sobre ele. Decorando os gostos quando íamos tomar café na padaria e de como ele adorava chegar num parque e tirar os chinelo para pisar na grama. Eu, que sempre fui uma pessoa de planejar as coisas, conheci o cara que era “vamos? agora?”, e no geral, eu respondia vamos. Sentia- me confortável com o mundo dele. Mesmo que ainda não cogitasse passar o resto da minha vida com ele, vivíamos muitas vidas em um dia só. Sem pressa: Rimos, choramos, choramos de rir, brigamos por causa do celular velho dele que nunca funcionava, inventamos de trocar o rejunte do banheiro e ele comeu o meu bolo queimado e disse que estava bom.

Muita coisa mudou desde então. De um, nos tornamos dois, para virarmos quatro e muito mais com toda família e amigos que multiplicamos. Somos mais fortes e mais bobos juntos. Ainda não realizamos nem metade do que planejamos. Nem sei se conseguiremos fazer tudo, mas nos tornamos pessoas muito melhores e mais vivas lado a lado.

É isso que o amor faz. E é isso que levamos da vida.

AMOR, CRÔNICAS

> Meu Amor Tem Nome

10/01/2017

Quando o conheci adorava como se divertia com a rotina e qualquer coisa. Confesso, esperava o ano em que este encanto passaria. Depois parei de contar e comecei a apreciar. Fábio chora de rir de coisas que me deixam doida. Ri do leite que joguei sem querer na parede, do tênis atolado de lama, do chão imundo de patas, de ficar suado após andar de bike para encontrar alguém ou trabalhar. Fábio dá jeito pra tudo para aproveitar o agora. Espero que, com os anos, este dom, seja contagioso.

Fábio tem outro dom, ele não precisa me levar para o fim do mundo para colecionar lembranças incríveis. Nosso hobby virou planejar e administrar. Um mês trocamos as panelas, no outro vamos em um lugar diferente. Eu me empolgo, mas ele aprendeu a sonhar quietinho e vai me contando conforme dá. Já sabe que não pode me dar tanta corda assim pra voar – mas me deixa solta pra ir e vir ou pousar.
Fábio não tem medo da vida ser pacata. Ele também sabe quando estou envergonhada e tenta contornar a situação contando que estou envergonhada. Fábio me envergonha. No começo me deixava indignada como ele jurava que sabia tanto de mim. Odiava como ele tinha razão. Depois, paramos de querer ter razão. Hoje, pergunto pra ele o que eu quero jantar. Fábio se diverte com meus defeitos. Conta sempre como ocupo 70% da cama, porém não cansa de dividí-la comigo. Mas, não se conforma como sempre deixo a chave do lado de fora da porta.
Fábio observa tudo ao redor e se diverte quando choro sem explicação. Adora quando falo com a voz mais idiota possível com o Ringo e quando faço jingles para a Lucy. Fábio gosta de me ver feliz por nada. As vezes faz uma dança idiota para isso acontecer ou sorri calado quando canto “que vida boaaaa” depois de tomar banho no chuveiro que enchi o saco para ele comprar uma ducha forte. As vezes canto só para vê-lo sorrir. E a vida é boa.
Dos 3 choros que vi nos olhos de Fábio em quase 7 anos, um deles foi ao me ver abobada quando me deu um violino de aniversário. Fábio se emociona com gente feliz. E presenteia muito bem. Eu sou péssima, não lembro data, nome, rosto. Fábio decora até o semblante dos meus colegas que ele não conhece pessoalmente. Acho incrível. O recomendo para todo mundo como amigo: Ele dá chance para tudo. E como! Fábio acredita até demais nas pessoas. Digo orgulhosa e surpresa que carreguei o saco de 20kg de ração dos cachorros sozinha e ele diz “eu acredito, pequena”. Achava que era difícil surpreendê-lo, mas é o contrário. Ele não vê ninguém como pequeno. Fábio não precisa de nada para estar bem e eu não canso de apreciar isso. Afinal, é encantador dividir a vida com o amor.

Admito: antes eu não ligava muito para o nome Fábio. Depois acabei me apaixonando pelo nome também, e sorrio com os olhos fechados antes de pronunciar o Fá, mas o chamo mesmo é de Fabinho. Resolvi mudar este texto de “você” para Fábio para fazer mais sentido. A pessoa que me deixou sem palavras, a mesma que eu poderia escrever por linhas e linhas sem perder o sorriso. Com quem fez todo o sentido e trouxe um nome para o meu verbo amar.

Bom, já repeti demais, deu pra decorar.

FAÇA VOCÊ MESMO (DIY)

> TOUR NA CASA 2: O segundo andar da casa

30/09/2016

O primeiro andar é o meu preferido… e o de cima também.

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ahahahha, Desculpem, é difícil separar. É quase tudo uma coisa só. Amo como nosso quarto é isolado do mundo. Como é possível fechar as portas, cortinas e ter uma brisa boa para dormir. O calor não é dos mais fáceis, mas né, é Brasil. Só no mundo de ar condicionado dá pra ser feliz. O inverno é amor. É gelado, bom para se enfurnar. A 7 da manhã o sol chega até na cama. É aberto, com espaço para circular. Desde o começo priorizamos uma área fácil de movimentação como em apartamentos antigos e com pé direito mais alto. Também mantivemos tudo mais neutro possível. O destaque de cor é para a almofada linda no nosso gaveteiro. Agora com o nosso neon de cabeceira, ganhamos uma luz a mais e linda. Adoro a simplicidade que ele trouxe para nosso mundo! A parede de tijolinhos continua no andar de cima. Na época, no quarto pensávamos em pintar de branco. Sendo sincera, eu ainda quero, mas Fabinho já deu uma bodiada, haha.

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O mesanino é um cantinho especial onde muitos textos já saíram dali. A parte mais colorida da casa com todas as almofadas, travesseiros e colchas. Se jogar ali é quase um abraço de mãe. A peça handmade que penduramos dá um toque super leve. Também amo acordar todo dia e dar de cara com a bandeira escrita “let it be”. O suporte de vasos faz uma linha bacana que deixa o vão mais esguio. Na parte de cima ainda precisamos isolar com a rede de proteção para conseguir dormir pesado ali, ahaha Quem sabe um dia fazemos isso.

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No banheiro usamos uma penteadeira antiga como pia, foi o único móvel que compramos na casa. O resto foi feito por nós ou achado. Reformamos o armarinho e ali deixamos produtos pessoais e toalhas. Fica tudo bem em mãos no dia a dia. Priorizamos a praticidade e ter somente o necessário, assim deixar tudo o mais organizado possível é natural e não um trabalho.

Escolhemos manter a edícula toda na mesma linguagem. Mesmo piso, mesma estrutura, azulejos e revestimentos. Até no banheiro. Talvez seja isso que deixe tudo mais aconchegante e com a ideia de uma coisa só. Ou a cachorrada subindo e descendo feito doida. Ajuda.

O mais bacana é olhar para tudo e ver muitas histórias. Desde os meses atrás de uma bendita pia, até a chegada da madeiras, os cafés conversando com os pedreiros da vida e rindo de tanta besteira. É difícil dizer algo que mais amo. Quando pertencemos, o amor não se subdivide, mas transborda.

| Parceiros e Links de produtos do segundo andar : ADORNO DE PAREDE HANDMADESUPORTE DE VASO 1 SUPORTE DE VASO 2 TECIDO DA ALMOFADA E CANGANEON E FILTRO DOS SONHOSVELA PERFUMADA |

AMOR, CRÔNICAS

> Hoje não é dia de nada. Mas, obrigada, todos os dias, por tudo.

20/09/2015

Amor, hoje não é dia de nada – você pode pensar.

Hoje é um dia comum. Comum. Recebemos a conta de luz, paguei o IPTU. Você limpou o quintal e demos banho nos cachorros. Passamos café 3 ou 4 vezes. Cortamos as frutas da semana. Você colocou os cadarços nos meus tênis. Eu cortei o pézinho no seu cabelo. Fizemos uma sopa de saquinho para salvar a janta e a luz da sala está ameaçando queimar. Hoje, você fez aquela dança ridícula, pra me ver sorrir – e funcionou.

Hoje, amor. É mais um dia que te chamo de amor. Mais um dia que discutimos seriamente de quem era a vez de lavar a louça. Mais um dia em que você trabalhou até tarde e eu tentei te animar em algumas mensagens. Mais uma madrugada em que dormi com o computador no colo e você o colocou ao lado. Mais um momento em que lembramos que há cincos anos atrás estaríamos jogados no sofá à toa e sonhando com o agora.

Hoje, meu amor, estamos exaustos. Suando para que os nossos sonhos possam um dia brotar. Com uma saudade eterna, querendo que o tempo passe mais devagar. Vivendo a fase da vida que eu contava as horas para ver como seria viver, quando eu era nova. Hoje, nós vivemos o hoje com amor, e nada mais.

Hoje não é dia de nada. Mas, obrigada, todos os dias, por tudo. Pela simplicidade, cumplicidade e o dia a dia, que ao seu lado é tão mais divertido e, eu precisava agradecer. Afinal, não é todo mundo que faz uma dança idiota para o dia do outro ser mais feliz.

Hoje é mais um dia para amar, amor. E isso é tudo.

Ps: agora a luz da sala, definitivamente, queimou.