Navegando em Tag

casal

Tenho, indico e preciso

> Nós, no mesmo lar, mas por um outro olhar

04/12/2017

Passamos muito tempo no mesmo lugar e junto da nossa companhia. Isso de longe é uma reclamação. Uma vez li um texto que dizia que somos uma mistura das 5 pessoas com quem mais nos relacionamos. Olha, se eu for, 1% dos meus… já estou bem feliz.


Com o tempo a gente aprende que sorte não é encher um estágio de amigos e que sucesso não está ligado apenas ao saldo da nossa conta bancária. Mas, a saudade que iremos deixar aqui e o quanto de bem as pessoas que estão ao nosso lado nos trazem e nos inspiram a ser o melhor de nós.

Eu? Sou fã deles. De quem são e do que fazem. Adoro as qualidades, dou risada e me irrito com os defeitos, mas nunca essa balança é maior que a inspiração que eles me dão. Todos temos dias ruins, bons e mais ou menos. Todos temos nossos momentos. E até agora, amei passar por cada fase e crise na companhia deles. Um mais calmo, outra agitada, outro sossegado. Um bagunceiro, outra organizada e um que não tem quase nada. Um quer espaço, a outra ficar perto e o outro tem lugar para o mundo todo em um abraço.


Somos diferentes e tão iguais. De alma, coração e sonhos. Somos feitos da gente.

Lutando para aprender ao máximo juntos, pois somos o lugar preferido um do outro.
Somos casa, somos familiar. Somos um time imperfeito.

Família é como nos devemos nos chamar.

Obrigada A Essência por nos registrar com tanta vida 🙂

AdoCão, CRÔNICAS, VIDA

> É tempo de chuva

22/11/2017

Se tem um dia que é caótico aqui nessa casa, são os dias de chuva.

Tirando a parte do cheirinho de cachorro molhado que é inevitável, molha pata e seca pata para entrar na casa e o tédio por terem menos espaço, os dias de chuva não fazem sucesso com Ringo. Na verdade, é algo como um filme de terror para ele. Não é pela água, afinal ele gosta muito de um bom banho e tomar umas gotinhas de água quando entra de intruso no box do banheiro quando terminamos o banho. É pelo barulho.

Todo cachorro possui uma audição delicada, mas Ringo veio premiado no mundo com muita sensibilidade. Isso requer disposição. Ringo se assusta quando lavamos panelas, procuramos fôrmas de bolo que estão empilhadas e batem um na outra, o vento fecha a porta, cai vassoura no chão e ligamos o aspirador sem ele notar a presença do eletrodoméstico no mesmo espaço que ele. Nem pense em mencionar sirenes e fogos de artifício que, aí, o buraco fica ainda mais embaixo.

Faz duas semanas que tem chovido bastante em São Paulo e Ringo tem passado dias difíceis. Ora ele senta no sofá entre as almofadas, ora ele se enfia na sua caminha debaixo da mesa. Lucy age como se nada estivesse acontecendo. Na verdade, acho difícil algo assustá-la de verdade. Ela senta do lado dele e parece que não entende o que acontece. Nem a gente, Lucy.

Me lembro de algumas chuvas fortes quando eu era criança e o medo realmente dava o ar da graça e eu enfiava uma coberta na cabeça e fingia estar com sono. Até o dia em que meus irmãos me arrastaram para a janela e eu pude ver: água caindo do céu. Não é algo mágico? eu achei.

Eu vi as gotinhas na janela escorregarem e apostarem corrida uma com a outra. As plantas ficavam mais vivas, a rua menos movimentada e o ar parece que ficava melhor de respirar. O famoso cheiro de chuva que nos trazia a brilhante ideia de pedir bolinho de chuva para a minha mãe. Hoje, sinto saudade dessa ingênua chuva.

Infelizmente, Ringo não pode se deliciar com um bolinho de chuva. A gente tenta cantar, brincar e até dar um biscoitinho, mas nada melhora o dia pra ele. Até que resolvemos deixar passar. A gente senta do lado dele e espera. Em algum momento, vem o sol que ele tanto gosta ou ao menos o céu cinza e nublado, para voltarmos ao famoso corre-corre no quintal que a gente adora. Então, Ringo esquece que meia hora atrás chovia.

A gente pode ver beleza nas coisas, mas há momentos em que só nos resta esperar.

Uma hora passa, é o que repetimos para o Ringo quando cai a primeira gota do céu.

Sempre passa.

Pedaços+Momentos

> A fé não costuma falhar…

13/11/2017

Novembro é um mês em que á começamos a pensar no final do ano. Dezembro passa tão rápido que quase não conta.

Novembro é o mês em que começamos a analisar o ano inteiro, aí também é assim?
Depois de alguns dias tumultuados e com as coisas de perna pro ar, acho que essa foi a semana mais rotineira que tivemos. O começo desse ano foi surpreendente, mas com muitos desafios, dúvidas e muitos serás. E seguimos em frente, com algumas pausas para respirar, eu ia e ia. Com fé. Essa foi um das maiores lições de 2017 pra mim.

Tenho focado nos vídeos de final de ano, mudando visual do blog, preparando o coração para mais um final de ano. Pequenas mudanças, com carinho, que espero que curtam tanto quanto nós! Parados? a gente não consegue ficar. Mas criar raízes, é com a gente mesmo. Logo chega minha época preferida: doar, renovar, ressignificar.

Lucy e Ringo tomaram banho, aproveitam o sol no quintal que reapareceu e ficam o dia todo revezando entre eles quem fica com quem no home office. Fabinho continua seus dias calmos e intensos. Eu gosto da forma como ele enxerga a vida. Sem pedir nada além do que os dias para ele fazer o possível para viver.

Sei que o ano que vem também será de muitos planos, metas e vontade de ir além juntos. E também de muitas dúvidas, planos e pensamentos diversos. Acho que este é o tempero da vida e não podemos nos apavorar. Afinal, a fé não costuma falhar… não é 2017?

AMOR, CRÔNICAS

> A gente se ajeita

29/08/2017

A gente se ajeita, eu sei.

Quando o café amarga ou acaba e, com ele, escorre junto a fé, eu sei, a gente se acalma
com um abraço apertado no meio do corredor, sem precisar conjugar qualquer verbo pra se comunicar. Quando o céu esta azul, cinza ou uma tempestade que parece não ter fim, eu sei, a gente se prepara.
Depois da chuva, é hora de nascer as flores.

Quando a vida nos sorri, a gente solta o riso frouxo de volta em coro.
Quando ela resolve testar nos fazer chorar, a gente se dá chance de recomeçar. Juntos.
Quando os dias são incríveis, normais, tediosos, corridos ou sem sal, eu sei, a gente se tem para sentar no beiral da porta e dividir um facho de sol.

Quando surge o medo, a vontade de fugir e a vida não nos traz respostas, a gente inventa novas perguntas ou para de querer sempre saber de tudo.
Quando o trabalho dá errado, a auto estima vai pro saco e as contas vieram a mais, a gente agradece e janta a luz de velas com o que sobrou do almoço na geladeira.
Quando o fogão não funciona, o liquidificador pifa, a frigideira gruda e a taça quebra, eu sei, a gente não tinha uma boa máquina de lavar até alguns meses atrás. A gente está em construção: de dentro pra fora.

Quando é difícil aguentar o mau humor do outro e o cansaço bate até para resolver e conversar, a gente ainda se encaixa. É só um dia puxado.
Quando os problemas de todo tipo aparecem, a tristeza dá as caras ou a incerteza assombra, eu sei, a gente tem que agradecer
por poder respirar e por termos uns ao outro para de alguma forma fazer tudo se ajeitar outra vez. E outra vez, outra vez…

Quando tudo e mais um pouco acontece e, no meio da rotina a gente esquece que a gente sabe que pode se ajeitar, a vida dá jeito com a maneira que precisamos para aprender.
Quando a gente pensa que consegue fazer tudo se ajeitar e tudo continua na mesma coisa, eu sei, a gente aprendeu a rir da vida e um do outro como ninguém.

Quando tudo está de ponta cabeça, revirado e do avesso, eu olho para os olhos do meu melhor amigo para ele me dizer: A gente se ajeita.

Só para me fazer lembrar que encontrei a pessoa certa para não cansar de fazer tudo se ajeitar. Quantas vezes forem precisas. Em quantas vidas tivermos.

as coisas se ajeitam, com amor.

AMOR, CRÔNICAS

> Ele

12/06/2017

Era janeiro quando o conheci. Ele era em essência exatamente como é hoje. Conheci ele de tênis, mas depois só o vi de chinelo nos pés. Em poucas horas foram incontáveis as vezes que chorei de rir. A piada dele fazia sentido e, se não fizesse, valia a pena rir só para vê-lo sorrir. Decorei os sorrisos dele em poucos dias. Vivemos anos em semanas, séculos em um mês. Não contamos dias, não marcamos datas e até tentamos fugir um do outro – mas não deu. A gente se queria assim: juntos.

Ele gostava de conversar assim como eu, mas a gente sabia a hora de ouvir o outro, não era preciso pedir. Desde o início ele queria me ver sorrir e, quando eu começava a chorar sem motivos, era ele quem ria de mim. Organizei a caixa de contas dele como se fosse minha, fez sentido pra ele. Ele me deu um livro que faltava na minha coleção. Ele observava tudo e todos sempre. Parecia uma boa companhia para conhecer e criar memórias pelo mundo.

Ele gosta do verão, sol e dias de céu azul, mas me ensinou a curtir um dia sem fazer nada, coisa que eu nunca consegui, como ninguém. Com ele era confortável pensar que tudo bem não querer fazer e resolver tudo. Afinal, tínhamos ali tudo, sem saber disso. Quando descobrimos, ele resolveu me pedir em namoro. Já tínhamos nos pedido sem pedir há um bom tempo. Ajoelhamos juntos: sempre estivemos no mesmo nível.

Ele conquistou tudo. Meus amigos, família, bichos e até ex meu. Bom de contar histórias, fazer contas, pegar um violão quando ninguém espera e servir algo gostoso para comer sem ninguém dizer que está com fome. Ele é um anfitrião de primeira, sem esforços. Ainda bem que isso foi contagioso, eu era péssima. Um grande parceiro para dormir, chorar, fazer uma receita de bombom na madrugada ou cantar músicas bregas de karaokê. Casamos, adotamos cachorros, reformamos, construímos, erramos receitas, nos trancamos para fora da casa, viajamos, rimos e brigamos. A gente vive sem medo de passar perrengue com o outro.

Ele sempre acreditou em mim, desde o nosso primeiro encontro que não teve encontro. Acreditou que eu poderia fazer um móvel sozinha, carregar 20kg de ração e correr uma maratona. Acreditou tanto, que torcia para que eu acreditasse sozinha, pois senão, de nada adiantaria. Ele sempre me viu tão humana e isso chegava a assustar. Infelizmente, isso é raro. Ele vê beleza quando estou com as mãos calejadas e unhas quebradas cuidando de uma planta e quando resolvo passar um batom vermelho pra ficar em casa. Gosta que eu me sinta confortável e não tem opinião sobre o meu corte de cabelo: prefere o que eu achar mais prático e me fizer sorrir para o espelho.

Ele me deu seu silêncio, suas palavras, seu ombro, olhos nos olhos, seu tempo e aperto de mão firme seguido de um abraço. Ele sempre diz que eu quem o ensinei abraçar, mas, na verdade, nossos mundos se aconchegaram. Foi fácil. Ele me ama pelo o que eu sou de verdade: do meu lado mais sereno ao mais triste e sem controle. Sabe o que me irrita e o que me tira o fôlego de tanta alegria. Ele sorri quando eu sorrio sem saber o porquê. Ele é feliz por mim. Isso é tão raro também. Ele sonha meus sonhos. Chora minhas lágrimas, toma minhas dores e deixa eu lutar minhas batalhas.

Ele é meu amigo. Uma parte profunda de mim que eu não conhecia. Tenho ele no coração e na pele. No cheiro, nas roupas que dividimos e na mistura de sotaques que é só nossa. No nosso mundo há espaço para o dele e o meu. É um mundo imperfeito que funciona pra nós e para as nossas esquisitices. Desejo a ele toda felicidade do mundo e sei que é apenas isso que quer a mim também. Mesmo quando às vezes a gente se faz chorar, nunca vemos o sol nascer assim. Ele é do tipo que sempre diz perdão antes. Ele aprendeu a escolher a ser feliz e não a ter razão antes de mim. Tenho tanto para aprender com ele. Às vezes penso que talvez este tempo seja pouco. Ele me diria que é o suficiente. Acredito nele. Chama isso de amor, namoro, casamento, amizade. E é tudo isso mesmo.

Sigo vivendo ao lado dele. Algumas vezes colados, outras mais distante, mas temos o mesmo rumo desde que o conheci. Tentar ser mais. E transbordar: de janeiro a janeiro.

Eu, que nunca acreditei em sorte, vivo ao lado dele me sentindo sortuda: Ele é o cara mais da hora que conheci.

AMOR, CRÔNICAS

> 7 anos de nós

24/01/2017

23 de janeiro de 2010 foi o dia em que o conheci. Eu demorei para memorizar a data, mas aquele dia, nunca saiu da minha cabeça. Lembro que desejei ser amiga dele. Eu sentia e sabia que poderia aprender muito-muito mais sobre a vida ficando por perto. Acabei aprendendo sobre ele. Decorando os gostos quando íamos tomar café na padaria e de como ele adorava chegar num parque e tirar os chinelo para pisar na grama. Eu, que sempre fui uma pessoa de planejar as coisas, conheci o cara que era “vamos? agora?”, e no geral, eu respondia vamos. Sentia- me confortável com o mundo dele. Mesmo que ainda não cogitasse passar o resto da minha vida com ele, vivíamos muitas vidas em um dia só. Sem pressa: Rimos, choramos, choramos de rir, brigamos por causa do celular velho dele que nunca funcionava, inventamos de trocar o rejunte do banheiro e ele comeu o meu bolo queimado e disse que estava bom.

Muita coisa mudou desde então. De um, nos tornamos dois, para virarmos quatro e muito mais com toda família e amigos que multiplicamos. Somos mais fortes e mais bobos juntos. Ainda não realizamos nem metade do que planejamos. Nem sei se conseguiremos fazer tudo, mas nos tornamos pessoas muito melhores e mais vivas lado a lado.

É isso que o amor faz. E é isso que levamos da vida.

AMOR, CRÔNICAS

> Foi bom te encontrar

22/09/2016

Amor,

dia desses passei em frente aquela cafeteria que costumávamos ir. Me dei conta que já se passaram bons anos desde então…

A gente nunca teve um primeiro encontro oficial, só resolvemos tocar a vida juntos. Era aconchegante como o encontro entre amigos de infância. Era familiar. Resolvemos arriscar. Para mim todas aquelas xícaras de café carregavam a mesma emoção de um jantar à luz de velas. A gente se observava o tempo inteiro.Você bem mais do que eu, confesso. Entre um gole de café e outro, nossos olhos espiavam por cima da xícara, como quem tenta conhecer em cada segundo o que o outro acha do mundo: de onde virá a expressão de graça, o riso ou a surpresa. Eu sempre pedia o bolo caseiro do dia e você algum lanche ou pastel tamanho família. A gente sempre se deixou ser.

Esta foi a minha maior paixão em nós antes de sermos nós: simplesmente éramos e fazíamos isso bem juntos.

Você com a sua cabeça racional demais e eu com meu coração que precisa de um toque de poesia pra pulsar. Duvidei que isso seria uma boa mistura. E o tempo me mostrou que a gente queria se aguentar. A gente ria sem parar, ou melhor, rimos. Talvez este tenha sido nosso hobby preferido nestes quase 84 meses juntos. “O que vocês gostam de fazer em casal?, para onde gostam de ir? onde gostam de comer?” Qualquer lugar que seja permitido rir e de preferência alto. E estava feito. “Eu não tô apaixonada, só gosto de estar perto e rir junto com ele”, acredita que uma vez nos defini assim? Pois é. Muita coisa mudou, mas ainda bem, que isso não mudou em nada. Porém, hoje eu não tenho medo de me deixar apaixonar a cada dia pela mesma pessoa.

Era engraçado como o tempo passava devagar naquela época. Eu madrugava para trabalhar, saia para te encontrar, ia para faculdade, fazia curso e o tempo naquela varanda enquanto falávamos bobeira custava a passar. Hoje, ele voa tanto que não consigo mais contar. Me esqueço, me perco. Que bom que você também não é dos bons de lembrar. Na verdade foi ao seu lado que pude sentir dentro do peito, o sentimento de celebração diária, que não precisar ser ao pé da letra. É todo dia que nos olhamos, rimos ou choramos e vivemos juntos. Temos grandes motivos para comemorar o amor que um dia decidimos cativar. É todo dia que agradeço.

Dia desses você me avisou que estava saindo do trabalho, igual faz todo bendito sábado. Senti frio na barriga. Aquele geladinho que é o sinal da alma quando está plena. Quando se confia que algo te trará paz e não vê a hora de chegar. Aquela paz silenciosa, mansa e que custamos a notar. Fiquei sorrindo feito trouxa. Você entrou na casa e antes de me dar um beijo, comeu metade do bolo em cima do fogão com cuidado para não sujar o chão. Sorri abobada e pensei: Esse é o cara da minha vida. Quem sempre me trouxe paz – e acaba com a comida da casa. Prioridades.

A vida nem sempre sorriu pra gente. Mas, a gente sempre fez ao máximo para seguir mesmo assim. Hoje, você já conhece minhas zilhões de expressões, quase não preciso falar. E ainda assim me observa todo dia, mesmo sabendo as respostas que vou dar, o que me faz rir, chorar e o que só uma pizza pode curar. É fogo quando alguém te decora nas coisas mais idiotas do dia a dia. Quando você percebe que é tudo uma coisa só, parte de um todo da vida de alguém. Vamos mudar juntos, a cada dia, as novidades não terão fim. Apenas recomeços. É gostoso de pensar.

“A Isa sente demais”, você diz o tempo inteiro e tem razão. Não me arrependo. Sempre usei de todas as letras para dizer que amo e o quanto amo. Sempre tento dimensionar o que é infinito. Nunca achei verbos suficientes e talvez nunca encontre. E nunca vou me cansar de expressar, sabe, Amor… Como foi bom te encontrar!

Ainda é. Ainda que todo dia no mesmo teto que o meu.

Temos mais umas boas vidas por vir e muitos cafés para tomar.

Foi o que pensei quando passei por aquele lugar.

Obrigada por me fazer sentir tantas coisas boas na vida com tão pouco.
Pessoas como você valem a pena.