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> PATAGÔNIA CHILENA: Capillas de mármol – dia 2

07/07/2017

A nossa chegada de Termas para Puerto Chacabuco foi ótima, apesar da sensação de “amassados”, o normal de um dia todo em transfer de um lugar para o outro. Dormimos bem e acordamos bem cedo no dia seguinte para o primeiro passeio programado pelo Loberias del Sur. Era por volta de 7 horas da manhã e já estávamos no hall do hotel para visitar lugares que nunca imaginamos que veríamos um dia.


Depois de 2 horas de ônibus na região de Aysén, a primeira parada foi no Cerro Castillo que, como o nome diz, é um morro que dá nome a reserva nacional. O lugar é incrível e com as cores mais lindas que já vi. A mistura dos morros azulados com o topo de neve, as árvores vermelhas, a grama amarelada era sublime. O dia estava muito nebuloso e não conseguimos ver o cerro totalmente. Ali, sentada em uma cerca de madeira, tomei um dos cafés mais gostosos da minha vida.

Um pouquinho mais adiante chegamos no Bosque Muerto, lugar em que as árvores e plantas estão todas submersas pelas cinzas do vulcão Hudson. Tudo isso no chão não é terra, são cinzas. É incrível como a natureza se reinventa e renasce de forma ainda mais linda, mesmo com menos cores.

As mais duas horas de viagem que tínhamos passaram voando. Era um percurso lindo, apesar de mais difícil de dirigir pois não tinham mais estradas. Chegamos no Lago General Carrera, mas de longe já pudemos ver a sua cor surreal. Um azul que nunca vi igual. Descemos do ônibus, colocamos os coletes salva-vidas e fomos em turmas para visitar as Capillas de Marmól. Eu estava bem nervosa, mas tentava não pensar que eu andaria de bote/barco, apenas iria chegar onde eu queria para fazer o passeio.

As capillas, ou cavernas, são formações rochosas que acontece devido o contato da água do lago com as pedras de carbonato de cálcio. Com o passar de muuuitos e muitos anos, elas começaram a criar desenhos singulares, mas unicamente belos. Toda essa extensão de mármore possui cerca de 22km, mas o número aumenta conforme as pesquisas. É surreal!


Voltamos com muito frio e a fome estava grande. Por volta das 15h começamos o almoço que o pessoal do Loberias preparou. Escolheram uma linda mesa embaixo de alamos amarelos. Comemos, tomamos vinho com pessoas de diferentes países e guardei a rolha na pochete para nunca mais deixar de agradecer a chance de ter visto e vivido tudo isso. Um lugar tão afastado, tomado pela natureza por todos os lados e difícil de chegar, só poderia ser sublime.

Espero que gostem de ver este dia em vídeo 🙂