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Pedaços+Momentos

> Pedacos + Momentos: Mesma coisa de sempre só que diferente

04/04/2017

Nunca escondi de vocês como a nossa vida é normal e muitas das vezes não tem nada de diferente ou “demais”. Seguimos com o que temos e fazendo o que precisa ser feito no dia, com algumas firulas de felicidade e doses de amor – já sabem quem são os maiores responsáveis por isso, né? Então. Apesar de valorizarmos muito esses momentos juntos, ultimamente até que temos muitas coisas diferentes para contar.

Uma delas é que finalmente a pós deste ser barbudo está chegando ao fim e agora é fase dele ler, ler, ler e ler. Depois será escrever, escrever, escrever e escrever. É engraçado pensar que ele me conheceu um pouco depois que sai do colégio, trabalhando em uma empresa de social, me viu entrar na faculdade, me formar e transformar de área. E eu acompanhei muitos dos processos dele. Finalmente essa fase está chegando ao fim.


Aqui em SP está um clima delícia. Finalmente chegou a minha estação preferida para bebericar um bom vinho. Nesse link do vinho site, você pode conferir uma lista com diferentes opções de vinhos bons e baratos. Acho muito bacana para testar novos sabores.

Quem me segue nos instagram viu que fui com a família toda para a Villa Ártemis, um cantinho especial com pessoas lindas de coração. Sempre renovo minha fé e esperança no mundo quando vamos pra lá.


Também compramos uma go pro para nós, para servir como mais uma opção de câmera nos nossos vlogs. Espero que gostem do resultado que faremos com carinho 🙂

Estamos ajustando os últimos detalhes da viagem. Finalmente! Eu AMO planejar roteiros de viagem, Fabinho já é mais de boa e do tipo aventureiro, haha. Então, eu piro montando mapas, opções e tudo o mais. Não vejo a hora de compartilhar tudo com vocês 🙂

Agora estamos na última semana para a maratona. É engraçado pensar que ficamos tanto tempo nos preparando para isso. É engraçado não, é emocionante. Foi um processo “doloroso” e cansativo, mas que tenho certeza que precisei passar por algum motivo, não só pelo fator esportivo. Semana que vem contarei finalmente para vocês do dia!

Antigamente eu acharia ruim as coisas serem rotineiras, hoje eu acho normal. Aprendemos a enxergar graça em cada detalhe do dia que pode deixar tudo mais especial, apenas por estarmos vivos e com pessoas de bom coração.

Agradeço.

AMOR, CRÔNICAS, Diálogos

> A VIDA COM OUTROS OLHOS

01/08/2016

Era um dia comum. Nem tão comum assim, pois um pôr do sol incrível misto de amarelo com roxo estampava o nosso céu. Barba e eu andávamos de bicicleta em um passeio normal. Ele ia na frente e eu atrás contando as coisas da vida. Eu, no meu costume hippie de ser, ao ver aquele pôr do sol, gritei: Vamos ter que parar para ver. Até apressei a pedalada para não correr o risco de perder o caminho que o sol fazia ao trocar de lugar com a noite. A beleza era de dar fôlego – pedalei ainda mais rápido.

Estacionei a bicicleta em um ponto que considerava com melhor visão. O ângulo ideal, alinhado e bem limpo. Eu olhava fixamente para o céu com suas cores gritantes e que quase arrancavam uma lágrima. O contorno dos prédios, os carros, o fluxo da vida parecia uma maquete. Ele olhava para o outro lado. O contorno dos troncos de uma árvore que peneirava o sol.

Neste momento, senti o silêncio: o meu e o dele. Aquela confusa sensação de que nunca saberemos 100% o que se passa na cabeça de alguém, pelo simples fato de querer entender o que no outro se esta passando e pensando. Estávamos sorrindo por dentro, isso eu poderia sentir.

Eu e ele, somos uma coisa só. Como uma camiseta que para vestir com a modelagem ideal tem em cada corte objetivos definidos e certeiros, cada ao seu lado. O avesso e o aparente: duas coisas diferentes, necessárias e que cumprem a mesma função.

Apanhei a bicicleta e seguimos a volta que ainda era abençoada com aquela vista. Com os olhos saltando para fora, eu disse:

-Amor, olha alí!

-Olha lá! O reflexo da luz nos prédios…

E eu ajustei o meu ângulo para ver com os olhos dele. A fileira de prédios ao lado daquela enxurrada de cores. As grandes janelas de vidro recebiam o reflexo de uma luz dourada que parecia rastro do outono que já passou. Sorri pra ele.

Dizem que devemos amar quem não quer nos mudar, mas acredito que o amor seja ainda mais simples. O amor vê oportunidades.

O amor tem prazer em enxergar o diferente, a mudança, o que não é igual ao nosso mundo. O amor vê ali uma oportunidade de aprender, em somar e contribuir. O amor nos tira da nossa zona de conforto, nos faz crescer, arriscar, mudar o ângulo e ver. Ver muito além.

Muitas vezes batemos na tecla de que é difícil lidar com as diferenças das pessoas e, eu não digo que não é – realmente é. Mas, digo que há beleza. Há beleza além do que podemos ver, entender ou enxergar. Há beleza e um mundo novo de descobertas e maneiras de ver a vida, através de outro alguém. De outra vida. Do mundo. De um amor.

No final deste dia, eu sorria. Agradeci por ter a chance de poder ver a vida através dos olhos de quem eu amo, convivo e divido a vida.
Na rotina, em um dia comum, os céus podem nos surpreender. Entretanto, é preciso dar chance para enxergar por outras direções também. Vale a pena.

AMOR, CRÔNICAS

> Conjugação de amar

31/05/2016

Parece que quando um amor começa, a vida passa por um processo de conjugação diferente. A vida que antes era tão dita na primeira pessoa do singular aqui, involuntariamente, passa a ter mais um pezinho acolá.

Por vezes é até difícil separar ou notar. Contamos uma história, dizendo nós isso, nós aquilo, sem perceber que estamos sozinhos e ninguém sabe que você namora, é casado ou está em um compromisso. O amor mexe mesmo com a gente. E quando digo a gente, é porque realmente, ele precisa ser para os dois.

O que antes era mais árduo, passa a ser ao menos, mais divertido. O que parecia inalcançável, com alguém querido ao lado, fica mais simplificado para lidar. O que antes nos machucaria ou arrancaria choro, com um amigo ao lado, é reconfortante tornando a vida mais agradável.

Amar não é fácil. Talvez esteja realmente aí, o ato involuntário de ressaltar o compromisso com esse pronome no plural. Lutamos diariamente para que tudo funcione bem: para que os sonhos não morram, que paixão permaneça e que a cumplicidade não espaireça. O amor é uma batalha que só pode ser travada a dois, mas que a temos primeiro dentro da gente.

É normal reforçar que a pizza foi feita pelos dois, mesmo que um só picou o tomate. Vale dizer que a casa foi organizada as pressas e, com alguns berros, mas ainda foi por nós. E que até mesmo a solidão e passeios se fazem necessários, para sorrir sozinho. Mencionar que cada moeda para comprar um jogo de talheres, foi dos dois – nem mais, nem menos, mesmo que sem contar. Nós isso, nós aquilo. A música involuntária que todo casal passa a cantar sem perceber. Até mesmo quando o outro não está. É… Mas ainda somos nós.

Nós” ganha um significado diferente para quem ama. Nós torna- se é o laço maior de que, agora, o amor é parte da rotina. Algo impregnado e difícil de desvincular. Afinal, somos nós. Uma parte além e que se estende para fora e, que mesmo assim, não deixamos de ser singular.

Por isso, de tudo, uma coisa é certa: antes de se aventurar na pessoa do plural, é importante conhecer bem a do singular. Assim como na escola –  isso vale pro amor também.

Pedaços+Momentos

> Pedaços + Momentos: Final de 2015

21/12/2015

Por aqui as coisas andam um pouco mais corridas e ao mesmo tempo mais calmas que o normal. Consegui depois de muitas madrugadas e manhãs voando adiantar trabalho e manter tudo em ordem pelos 10 dias que terei de férias. Nessas horas, sinto saudades de uma carteira assinada, fechar a porta do escritório e feliz ano novo. Nosso trabalho nos persegue 24 horas: Ainda bem que o amamos. Aqui em casa, o tempo parece que nos respeita e para – literalmente. Olha o nosso calendário. O tempo voou, tanto que mal conseguimos arrancar as páginas. Ao menos, conseguir parar e fazer exames médicos, tomei um belo susto e depois descobri que estava tudo bem. Mudamos um pouco nossa parede, mas ainda precisamos pregar muitos quadros pela casa da Parederia. Quem acompanhou o meu drama com o manjericão pelo snapchat, agora ele está grande, forte e sem bichos. Não fiz nada, acredito que foi algo da natureza mesmo. Assim como as pragas vieram, um dia, foram embora. E tudo ficou bem. A vida tem dessas, né? Lucy anda mais na dela e sentindo falta do Barbinha que está com alguns trabalhos fora. Ringo, em compensação, nunca me deixa. Sinto que, de alguma forma, todos nós estamos nos reciclando e nos preparando para passar o ano mais leves possíveis. A única coisa certa é que não vemos a hora de dar check em todas pendências e ficarmos amassados no nosso velho sofá. Se eu posso desejar algo para 2016 é isso: Sofá cheio para o coração transbordar. O resto a gente cria asas, voa e corre atrás.

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AMOR, Entre crônicas

> Entre crônicas: Além das ramelas

09/04/2014

1500 dias ao lado dele. Do cara que me levou gentilmente em um dia qualquer uma caneca de café – que aliás, nem é sua especialidade fazer – enquanto eu ainda estava deitada. E eu, rabugenta, ou melhor sonolenta e, acordando meio mais para lá do que pra cá, não via nada a não ser um borrão barbudo sorrindo pra mim. Corri as mãos pelo meu rosto até chegar na direção dos olhos e pensei: “RAMELAS!!!”. E, eu não sei porque pensei nisso, pois já perdi as contas de quanto vezes abri meus olhos diante dele pela manhã, tarde ou noite. Ou nos dias em que ele me viu com uma virose lazarenta que pois pra fora tudo que tinha de bom e de ruim dentro de mim e, ainda assim, não saio do meu lado, mesmo com a cara enterrada na privada por 24 horas. Romantismo? companheirismo, prefiro chamar assim.
Sei que existem cafés e cafés, amores e amores e… Ramelas e ramelas? – não, não sou uma defensora delas, tirem as benditas por favor – Mas, só sei que eu segurei aquele café quentinho, enquanto o barbudo continuava sorrindo feito bobo: ele não estava nem aí pra aquilo. O amor quando pega mesmo, tem dessas, faz um cara ignorar se você está de moletom surrado, meia esburacada e as unhas por fazer. E faz você ver um bom parceiro, por traz de todo aquele cabelo sem corte. A paixão até nota essas minúsculas coisas. Mas, o amor, enxerga além, e só vê o que realmente importa.
Pois, no final das contas, o que importa é que o romance mais mirabolante da sua vida será ter alguém que você possa simplesmente ser: sem rodeios, sem frescuras. E vocês vão se olhar sorrindo feito duas bestas, porque fazem a proeza de não notar as ramelas ou as meras imperfeições que o outro carrega na bagagem. E mesmo se notarem, vão enxergar além disso: as janelas da alma de quem se ama, com um detalhezinhoinho a mais. Meros detalhes, que servem para compartilhar o riso depois. Afinal, não é pra isso que se divide a vida?
Só é humano por que tem defeito. Só tem amor quando se aceita ser humano.
Só é amor, quando se compartilha o que somos sem medo, para moldar uma versão com algo além de nós, e além do que podemos ver.
Um amor, além de qualquer ramela, é o que desejo para todos nós. Que assim seja. ♡

ps: Que venha o dia 1501.

Entre crônicas, VIDA

> Entre crônicas: Construir e reformar

15/01/2014

“Deixei nossa toquinha, nessas férias, por mais ou menos 20 dias. Casa em que estamos a 7 meses e ainda muita coisa precisa se fazer, mas já é um lar dentro de nós. Quando pisamos a primeira vez nela, vimos um terreno bom, em um casco velho e destruidinho. Nela, já experimentamos goteiras, janelas quebradas, teto rachado entre outras bizarrices da ex- dona – e as coisas que a vida põe no caminho para aprendermos a rir de nós mesmos.
Reformamos na unha para entrarmos, mas já contávamos com a reforma maior. E, para ser mais exata, em 2 horas já tinham desmontado a cozinha. Em 1 semana, estava ali, apenas um casco esperando a personalidade florescer. Depois destes 20 dias longe dessa correria, a expectativa de ver a mudança era grande e a saudade de dar nó no estômago. Enquanto, o que eu mais ouvia de todos era “reforma nunca tem fim”, eu só queria que esta, em especial, tivesse logo.
Depois destes dias de férias no interior, retornar para o lar parece muito mais repleto. Pois cada vez que vou para este interior, olho mais para o meu interior. Reforma é uma coisa que nos deixa tão malucos que aprendemos a reformar a nós mesmos para caminharmos melhor. Mas, sendo na casa ou nessa reforma interior o que importa é ter prioridade. Mesmo que elas não sejam tão mirabolantes: o importante é ter onde trilhar e evoluir. Ou melhor, construir e reformar – eu não sei de muita coisa, mas acredito que isso serve para tudo na vida.
Seja o que for, os tijolos a vida dá. Já a mão de obra, é por nossa conta.”
Texto do dia 08.01 – 19:10 hr;

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AMOR, Observando, VIDA

> Observando: Sobre o lar

03/12/2013

Um dia eu olhei meus desenhos de quando eu era criança, com mais ou menos 7 anos. Mergulhei fundo no meio de todas aquelas lembranças, cores e borrões. Eu sorria e sorria, virando cada folha daquele caderno fininho. Eram poucos desenhos, acompanhados de frases com gigantescos erros de português, mas que com certeza não me impedia de tentar me expressar. Olhei e percebi que de todos os desenhos, mais da metade eram sobre minha família. Todos desenhados com traços largos, tremidos e sem muita harmonia, mas todos desenhados bem pertinhos. Era uma declaração silenciosa e inconsciente sobre o amor. Sobre meu lar. O lar que eu desenhava ali sem uma casinha. Não sei porque. Talvez eu não soubesse ou não conseguisse juntar os 5 pontos necessários para fazer uma simples casinha. Ou talvez porque, com aquela minúscula idade, eu já soubesse que não é apenas com um belo teto que se faz um lar.

Um lar ás vezes é não ter teto, mas ter um ombro. Te faz sonhar e pensar que você pode ser às vezes fraco, mas que se tiver esforço pra sonhar, não tem nada que não se possa fazer para sorrir e amar. Afinal, um lar nos dá raiz em meio a tantos redemoinhos da vida. Um lar… Um lar dá saudade! Saudade daquele cheirinho de pão fresquinho no fim de tarde quase como uma melodia que se canta com um café quentinho, rodeada de sorrisos ou choros também. Um lar é saber que tem momento pra se sentir tudo, só que agora nunca mais sozinho.

Com o caderno nas mãos, eu olhei para o lado e vi um homem com o sorriso que já sei de cor, olhei para o outro e vi um focinho que imita um pequeno coração. Meu lar mudou um pouquinho. Ou melhor, aumentou. A gente consegue se sorrir. A gente nem sempre se bate nas ideias, mas se esforça pra se gostar sempre mais. A gente às vezes ainda quer fugir, mas queremos ir juntos agora porque vivemos melhor de mãos dadas. A gente funciona. Mesmo às vezes tudo indo pra baixo, é sempre um bom momento para reconstruir e agradecer. Descobrimos como ser um lar dentro de nós. Um lar em que podemos ser nós mesmos à vontade, com os defeitos abertos e as qualidades se completando. E muitas vezes, escolhemos amar o imperfeito porque ele é perfeito pra nós. Um lar é um pedacinho nosso, vivendo em outro lugar: a gente consegue sentir, sofrer e viver tudo, tudo junto na nossa vida, como se fosse mesmo nossa. E de certa forma, até que é.

Lar é guardar as nossas melhores cores para cultivar e colorir dentro do cantinho da alma de alguém.
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E no fim do dia, eu passei tanto tempo olhando aquele caderno que ainda tinha o perfume da minha infância – um leve cheirinho de giz – , e só conseguia pensar em como tudo é tão mais fácil quando vivemos e desenhamos, sem medo. Quando nos permitimos ver o universo com outras cores e outros modos.

Lar é gastar todas as palavras e ainda assim não conseguir dizer, pois ele está nas atitudes mais simples da vida que muitas vezes deixamos de lado quando crescemos e paramos de arriscar.

Um lar é não saber e mesmo assim, voltar a desenhar junto com a alguém. Voltar a colorir, mesmo se nada combinar. Pra vida ser melhor. Pra ter amor. Ter cor e ser… Ser lar.