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ano novo

CRÔNICAS, VIDA

> Não espere por 2018!

26/12/2017

A vida é um ciclo. Não só em questão de seguirmos 12 meses, 365 dias, 7 dias na semana e 2 finais de semana. Mas por sermos feitos de fases, momentos e crises.

Então, chega o último mês do ano e todos começam a passar pela mesma fase onde a nostalgia e os sonhos começam a virar rotina. A gente acorda lembrando do que viveu no começo do ano e dorme pensando no que podemos realizar da nossa lista do ano que vem.

Já em 2017 eu não fiz lista nenhuma. Tinha algumas ideias e metas na cabeça, mas coloquei um único objetivo no meu ano: não viver em vão. Se existe algo que 2016 me ensinou é que precisamos entender que não somos imortais. A gente esquece disso e vivemos muitos dias sem agradecer se quer por termos acordado ou termos saúde. Eu não queria mais viver assim.

Quando a gente pensa que devemos todos os dias viver todo dia com propósito ou sermos gratos, imaginamos que precisamos ser felizes ou que coisas boas aconteçam o tempo inteiro. Enquanto é justamente o contrário. Vivi momentos duros e dificílimos em 2017 em que era impossível agradecer, mas vivi. Vivi sabendo que precisava viver tudo aquilo. Este ano eu reclamei menos e deixei a vida ser mais ela também.

Somos feitos de ciclos e fases, metas e sonhos, mas não espere o ano acabar para começar a realizá-las. Comece hoje. Agora, com o que tem ao seu alcance. Comece. Seja grato e comemore toda e qualquer micro conquista. Aceite seus momentos e seja gentil com você mesmo. Não espere o ano virar para fazer tudo isso.

2017 me ensinou que cada dia somos presenteados de alguma forma. Precisamos querer ver e ter paciência. Alguns dias são mais fáceis, outros conseguiremos agradecer um tempo depois, alguns nos farão sofrer, mas farão brotar o nosso melhor sorriso se prosseguirmos.

Não espere 2017 acabar para começar os seus sonhos. Não espere 2018 para se sentir livre.

Ame agora. Abrace agora. Peça perdão, exercite, agradeça, organize, doe, escreva, cuide, adote, trabalhe, mude e descanse. Curta tudo que está acontecendo na sua vida agora. Faça uma lista do que você pode agradecer a vida e se dê por satisfeito. Isso não é se acomodar, é viver o presente. Isso é não sentir falta de nada, mesmo não tendo tudo.

CRÔNICAS, VIDA

> Em 2017 eu quero…

16/01/2017

Entra ano e sai ano e a gente não cansa de prometer que iremos fazer isso e aquilo. Acho lindo e justo. Nada como o frescor de um ano novo para nos lembrar que podemos ter metas e realizações pessoais para motivar cada dia. Confesso que cada dia mais que a vida vai ficando adulta, cada meta é difícil realizar em apenas um ano. São resoluções que dependem das decisões que tomaremos hoje para concretizar daqui 3,5 anos? por aí. A gente nem sabe. Realizando agora ou depois, tanto faz. É bom ter um direcionamento na vida. Com isso, a gente aprende a respirar e sossegar um pouco e ver que cada dia é uma conquista, que irá refletir lá na frente. A vida pede responsabilidade.

Quando percebi isso, passei a dividir a minha lista de metas de formas diferentes: para agora e para daqui alguns anos. Para agora, escrevo as minhas maiores dificuldades do ano passado para buscar melhorar como pessoa e, coloco em outra parte, os sonhos e planos que penso em concretizar como viagem, planejar isso e aquilo para ano que vem e enfim.

Em 2017 eu quero ser mais relaxada. Não surtar com a casa suja, não perder a paz porque o chão está cheio de patas e pêlos. Desejo mais jogo de cintura para lidar com problemas da vida de acordo com o nível de cada um: Não surtar com algo pequeno e não me desequilibrar com besteiras do dia a dia.

Em 2017 eu quero ter um espírito mais empreendedor. Tentar organizar, planejar e criar estratégias para minhas ideias. Ou conseguir pedir ajuda de alguém que tenha essa qualidade mais aflorada para trabalharmos juntos, hahah.

Em 2017 eu quero me dedicar ainda mais pela nossa alimentação e bem-estar. Mexer mais nas minhas plantas e ler mais nas horas vagas. Descobrir novas maneiras de termos uma vida com menos industrializado em todos os sentidos possíveis para sermos mais sustentáveis e independentes.

Cada ano que passa minhas listas ficam um pouco menores. Não por ser linda e perfeita a vida, mas porque percebi que não adianta criar uma lista com 30 itens como eu fazia com 15 anos. Terminava o ano com 2 checks. Viver já toma da gente um tempo danado. Ainda mais quando os itens são pessoais e de hábitos que precisamos criar. É preciso tempo e força de vontade. Fora quando é necessário acrescentar as surpresas bacanas que vamos tendo durante o caminho, né? Gosto muito de parar no final do ano e pensar que conseguimos de alguma forma, criar algo sólido e que foi prazeroso de conquistar. Ainda que no começo seja difícil e doloroso lidar com certas dificuldades pessoais.

E vocês? como planejam as listas de metas para 2017? <3

Agora, estamos de volta! 😀

VIDA

> Feliz ano novo, novo mesmo!

02/01/2017

Eu sempre começo ou termino o ano com um texto aqui no blog. Desde o começo foi assim. Parece que eu tinha as palavras na ponta da língua e quase faladas do coração. Este ano foi diferente.

2016 me deixou sem palavras com alguns momentos de tirar o fôlego de felicidade, até dias difíceis que nunca imaginei que poderia imaginar passar. Engraçado, o ano não foi ruim, apenas dureza. Encerrei os últimos dias simplesmente querendo ser e estar inteira no momento presente. Fiz o que tinha pra terminar e fazer. Não fiz lista e não parei para sonhar. Dá um certo frio na barriga pensar assim. Um certo receio de perder tempo, fazer errado, parecer desleixada com o futuro. A gente perdeu o costume de viver por viver.

Logo eu quem gosto de planejar, tentar organizar e curtir o caminho antes, ainda não fiz. Ando deixando cada dia ser como tem que ser, como eu ainda não planejei. Sigo, até agora, me surpreendendo: com o nada, com algo, com a vida.

Em 2017, quero bater no peito com responsabilidade de fazer o meu melhor para viver a vida da melhor forma. Afinal, não somos feitos só de desejos. A saúde, a paz, o amor vem de cada um.

Este será um ano diferente, pelo visto. Um ano para aprender: amar e viver. 2016 foi para ensinar que a gente aguenta. Que a gente precisa. Parar de perder tempo, discutir por bobagem, colocar a intolerância de lado e só querer que aquele futuro brilhante chegue logo. O futuro é o agora.

Em 2017, quero viver a vida que tenho para viver. E é isso. Achei que não tinha nada para dizer e escrever aqui. Talvez este único item já tome a lista inteira. Que bom! Este é mais um ano que gente se vê aqui com muitas histórias – tudo indica. 🙂 Vamos com frio na barriga mesmo!

Feliz ano novo, migos!

CRÔNICAS, VIDA

> Dezembro é para quem tem coragem

13/12/2016

Dezembro são muitas vidas em um mês.

É a mistura de ansiedade, calma e silêncio com a vontade de apertar um botão para pular de fase para o ano seguinte que está por vir. Dezembro pra mim sempre foi assim. Seja a vontade de ir logo para a festa de natal com a família, para a tão esperada viagem de final de ano ou apenas trocar logo de roupa, ar e colocar um novo calendário em cima da mesa. Por mais rápido que a gente tente, dezembro tem passos lentos do cansaço acumulado de viver.

Dezembro é quase como um salto. Aquele último impulso que a gente dá para tentar ir além mesmo exausto. A força que a gente tira de onde não tem, só para continuar vivendo. E continua.

Dezembro tem gosto forte de saudade. Aquela que nos faz sorrir sozinhos em qualquer hora ou lugar e que aperta o peito entre um gole e outro de café no começo do dia. É em dezembro que sabemos onde a nossa paz está, pois queremos o quanto antes voltar.

A gente corre. Faz tudo e não faz nada. Tenta dar check na lista que não tem fim e aceita o que não vai dar pra resolver. Faz parte. Dezembro é agridoce. É quando entendemos o limite de até onde podemos ir e percebemos que conseguimos ir além. É lidar com nossos piores monstros e medos aflorados, sonhos difíceis de racionalizar e o peso do que não pudemos ainda realizar. Fica para o ano que vem, tudo bem.

Dezembro é o impulso. A balança dos trezentos e tantos dias que buscamos dar o melhor. A gente pensa nos erros, acertos, sorri com os momentos mais simples e chora calado com o que a vida teve que levar. Dezembro é para quem quer compreender. O que aconteceu consigo mesmo e ao redor. Mergulhar na incerteza e na chance de descobrir um pouco mais. Dezembro é pra quem tem coragem de continuar. Com palavras diferentes, regras novas, o armagedom particular e páginas vazias. Por mais difícil que possa parecer. Dezembro é o clima de final de ano, de um ciclo, de uma batalha. O fim de apenas mais um dia. É o começo.

Dezembro vai durar o quanto tiver que ser. Estranho é esperar por janeiro para acreditar, retomar e sonhar o que quiser.

Dezembro é pra quem tem um réveillon a cada novo dia em que viver.

 

Rotina, VÍDEOS

> Carnaval: bloco da preguiça, bolinha e reaproveitar madeira

19/02/2015

Hibernar, não ver o tempo passar, morgar, tomar café e se zoar – mas da cama, nem pensar em levantar. Levantar, tomar café, trabalhar, organizar a vida, a casa, dentro da gente e reaproveitar: o que tem de bom em nós e as madeiras. Brincar, trabalhar, jogar uma bolinha por tempo eterno, varrer todos os pêlos do mundo que resolveram invadir a casa, cuidar e amar demais. Ver a família, trocar risadas, indiretas, apostas, dividir sonhos, cozinhar com um mata pernilongos na mão e rir, rir e rir – porque a zoeira não tem limites. Ah! e nem o café. Por favor, vários. Todos possíveis.
Assim foi nosso carnaval. Íamos viajar, mas resolvemos viajar por aqui mesmo. Aquietamos. Nos rodeamos de amigos, amores, família e de nós. Não ir muito longe de espaço, mas ir fundo-fundo nos sonhos e nos planos, do que somos e do que podemos ser. É preciso.

Estou com uns 4 vídeos para editar e estou correndo pra conseguir finalizar e continuar gravando os diy da minha listinha. Uma hora sai! Tenho uma novidade bem legal para contar que logo logo vem aí e outra que está tomando um pouco do meu tempinho e que não vejo a hora de compartilhar! CALMA, CALMA.

Espero que o carnaval de vocês tenha sido delícia, com mucho sambão ou enfiado nas cobertas. Agora, mais uma vez, OI 2015.  🙂 hehe