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aniversário de namoro

AMOR, CRÔNICAS

> “6 anos Não São Nada”

24/01/2016

Foi em meio a um abraço longo e com sorriso nos olhos que ele me disse:

– Seis anos não são nada, baixinha..

– Ah vá que não!

Foram minhas sábias e imediatas palavras para esta frase. Claro que comecei a rir e enquanto isso tentei ser racional para não dar uma de doida. Mas, o que eu queria tentando esconder minha reação de uma pessoa que me conhece há seis anos? Minha própria cara me entregou.

Se alguém nessa vida fez questão de me conhecer de verdade, esse alguém foi ele. De certo, algumas vezes eu não sei o que quero jantar e, ele sabe – o que eu quero. Nunca pensei que alguém se interessaria em me ver limpando as folhas das plantas ou iria rir da maneira em que fico feliz por guardar as compras quando voltamos do supermercado. A roupa quando nos conhecemos, a data, o horário, o que eu tinha falado e como estava o meu humor há seis anos atrás, eu não faço ideia, mas ele lembra. “Esse alguém, com certeza, se importa” eu pensava. E fazia tempo que eu não conhecia alguém que quisesse ir além das minhas cores, músicas ou comidas preferidas para provar para minhas amigas que era entendido de mim. Até que ele apareceu: desligado, desapegado e com boa memória. Ou melhor, com bom coração.

Aí, que depois das minhas palavras incríveis, sorri e me acomodei naquele abraço. Ele se importa, eu sei. Era mais uma das suas piadas e eu esperava a sacanagem que viria depois. Afinal, depois de 6 anos eu também o conhecia bem. Mas nem tanto, quando ele resolveu completar a frase:

– … Se você parar para pensar, quando se quer viver algo a vida inteira.

Se saiu bem dessa, Fabinho.

Porém, a vida inteira talvez seja pouca para conhecer quem amamos, quem sabe duas? 😉

Obrigada por mais um dia 23/01, lado a lado.

AMOR

> Aquele da primeira meia década

23/01/2015

E foi assim: 5 anos atrás eu borrava meu olho inteiro de rímel para ir para a Rua Augusta. Já ele só tirou a havaiana, calçou o tênis, pegou a carteira e também foi. Ele riu comigo e com meus amigos a noite toda. Mas entre os sorrisos dava para ver que eu não queria confiar meu coração a ninguém e ele muito menos. Mas, ainda assim, não paramos de falar e vimos nosso primeiro nascer do sol juntos rodeados de amigos; ali abri o meu coração e minhas histórias mais podriqueiras para um desconhecido que já tinha até ganhado um apelido. Era só um estranho, nunca mais o veria. Na verdade era o cúmplice que eu estava esperando encontrar. Eu que sempre fui mais um livro fechado que aberto, o escolhi para me ouvir e ele me escolheu para escutar.

Dias depois agradeci à vida por simplesmente o ter me apresentado e de repente a família e os amigos dele eram meus, e os meus, os dele. Choramos muito e rimos ainda mais lado a lado e o nosso plano de não ficarmos juntos, não dava certo: já éramos nós e não sabíamos. Ele e eu. E logo depois, nossa família, nosso universo: sincero, com muitos sonhos e sem frescura. Pessoas me perguntavam “Quem é ele?“, e eu dizia: “- Ah, é só um amigo, oras.” A trombada mais inesperada e a melhor e mais demorada ressaca que a Rua Augusta me presenteou, e a quem eu digo sim todos os dias para amar e dividir minhas pizzas e cafés da manhã, tarde e noite.

E aí, quando parei para ver, 5 anos se passaram. Nossa primeira meia década em que ele faz a piada idiota e eu dou a risada. O cara que escolhi para contar meus segredos e também ouvir os dele. É assim. O cara que fiz questão de decorar os seus sorrisos, para o caso de eu não encontrá-lo no dia seguinte. O cara que topou dar um espacinho na mala dele para eu ajeitar minhas coisas e minha vida para ser a nossa. O cara que foi meu cúmplice desde o nosso primeiro encontro, que não foi encontro.

E se hoje me perguntam “Quem ele é?”
“- Ah, é só um bom amigo, um bom amor que escolheu ficar e que faz meu coração sorrir, pois estamos trabalhando no caminho certo. Estamos trabalhando juntos.”
E foi assim que foi amor.

Amor, obrigada.
Que venham muitas meias décadas pra gente se aguentar e viver o melhor que podemos ser.

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Revisão de: Thaís Chiocca

AMOR

Entre crônicas: O cara errado

23/01/2014

A vida inteira escutei que um dia encontraria o tal do cara certo. Mas, o que ninguém diz é que o cara errado, é bem mais legal. Hum, legal não é um adjetivo que explica muito bem. Na verdade, a única diferença entre eles a ser revelada está no fim deste texto. Se quiser atalhar, vá em frente. Se quer compartilhar e abusar da companhia, pode continuar aqui comigo.
Afinal, o que ninguém deixa claro é que o cara certo vai dizer que você está linda, quando isso for óbvio depois de 5 horas se arrumando. O cara errado irá dizer isso depois de você correr a maratona do Pão de ácúcar e o Rexona não for mais seu aliado. O cara certo, irá arrumar a casa inteira, deixar tudo brilhando e pode até saber cozinhar, mas vai te encher os picuá quando você comer cookies esfarelentos no sofá. Enquanto, cara errado irá rir da tua cara quando você sacudir a caixa de leite e espirrar pelas paredes inteiras, ele até vai ajudar a limpar a bagunça mas, vai te zoar eternamente por isso.

O cara certo provavelmente sairá do trabalho e correrá para malhar o tríceps e todos os íceps possíveis todos os dias. O cara errado – pode ser mais franguinho mas –  certamente estará sexta feira a noite na sua porta com um pacote de pipoca de microondas com manteiga extra, é claro. O cara certo, fará suas amigas dizerem “uau, que cara gato! você são perfeitos”. O cara errado, provavelmente ficará amigo delas e quando suas amigas o verem juntos dirão “Vocês dois? eu nunca imaginei! Achei que só se divertiam demais juntos” E o que mais a gente quer da vida além de riso fácil e afeto?
O cara certo provavelmente se vestirá impecavelmente como uma vitrine. O cara errado, talvez possa dar umas escorregadas, mas nunca se importará em se sujar um pouquinho ou tomar um banho de chuva que não foi programado. E não precisa ter PHD pra saber que “se sujar faz bem”, não é?. O cara certo te levará sempre a bons restaurantes, o que não é ruim. Mas, o cara errado topa qualquer farofada com suas amigas e amigos, e isso não tem como viver sem. O cara certo é previsível: 1 mês bombom, 3 meses aliança, 1 ano viagem juntos. O cara errado é espontâneo: “1 encontro: vamos sair daqui e ver o sol nascer em Santos?”. E é quase impossível descrevê-lo, é um mistério não um roteiro. O cara certo se empenhará em perguntar pra suas amigas o que você gosta e quer ganhar de presente. O cara errado vai conversar tanto com você que vai saber o que te dar, mas eles geralmente são um pouco esquecidinhos. Mas, o “seu dia” não é todo dia? releva que nos outros dias, ele compensa.
O cara certo te fará sentir um frio na barriga de dar um duplo twist carpado no estômago. O cara errado te fará se sentir tão a vontade que te deixará em dúvida e você irá se perguntar “será que ele é o cara certo?”
E essa é a única diferença significativa entre eles: o cara errado existe. 
O cara certo, minha amiga, não vai nascer, pode parar de esperar ou procurar. O cara certo, perfeito, já foi descoberto por estudiosos do amor anos atras e que guardaram este segredo: ele é o cara errado.

Texto do dia 19.01 – 09:15 hr;

AMOR

> Sobre a rotina e o amor

13/09/2013

Eu nunca fiz 3 anos e meio e bláblá com alguém de namoro. É um tempo considerável, é. E é muito engraçado como a pauta das perguntas de cada aniversário de namoro muda. No primeiro ano de namoro: “Ah, o amor é lindo não? sejam felizes!”. Uma graça! você escuta isso até do tio da padaria e acha o máximo. Aí, vem a crise dos 1 ano e meio, quando toda aquela tensão e novidade dão uma desafogada. E aí chegam os 2 anos: “Uau, chegaram até aqui? Vocês brigam muito?” e você sorri e bate o pé no chão que vocês são o casal que mais dribla a rotina e com paixonite aguda do mundo. Com a chegada dos 2 anos e meio, você passa a se perguntar se aquela pessoa realmente vai envelhecer ao seu lado e se você demora para responder, já sabe a resposta e PUFT! Mas, se ao se perguntar isso dentro da sua cabeça, mesmo em um ônibus lotado, amassada feito sardinha, ainda assim você sorri sozinha… Sim, você também já sabe. Nessa fase, você vira a conselheira de todas as amigas, como se entendesse muito de amor e suas idas e vindas, como se isso tivesse regra. Até que chegam os 3 anos. Ah, os 3 anos… você enxerga que já estão com raízes sólidas. A família já pergunta quantos filhos vocês vão ter, cesárea ou parto normal, amigos distantes já falam “E aí, como vai o maridão?” e as amigas dizem: “A paixão ainda é a mesma?”. Você pára e um filme passa na sua cabeça e lembra dos primeiros passos do namoro e como as coisas mudaram. Mas é claro que mudaram, é óbvio e vão continuar mudando.
Nunca mais teremos um primeiro beijo (não vale dizer que “sempre é como a primeira vez”), as primeiras descobertas sobre o outro, as surpresas começam a ficar menos “UOU, isso é um filme da Cameron Diaz com o Ashton Kutcher?”, os presentes passam a ser por utilidades X preço e definitivamente não, nós não compraremos mais a primeira saboneteira juntos, o primeiro kit de copos e nunca mais será a primeira vez em que dançaremos na fila do banco ou que dividiremos a primeira pizza sentados no carpete da sala.

E isso assusta? Nãnaninanão. Dá frio na barriga? ah, se dá…

Aí, você percebe que tem ao seu lado não mais aquele cara que pensa que você não fica fedida e descabelada nunca. Mas, aquele que te diz como você está linda mesmo depois de uma corrida, toda suada ou quando erra o corte de cabelo. Você percebe que não se mede um relacionamento pela quantidade de brigas, mas se vocês se resolvem com carinho e respeito. Você sabe que tem ao seu lado, aquele homem que no meio da rua, caminhando numa boa, sem falar nada, segura no pulso e sabe que sua pressão caiu e você vai desmaiar e não precisa dizer nada. Coisas que só a rotina faz por você. Você sabe que tem aquele homem que sabe o desodorante que você usa e quando você compra algum com outro perfume diz “Ué, esse não é seu cheiro”. Aquele que sabe quando você tenta disfarçar o choro e quando finge ser forte nas pequenas decisões. E acredite, depois de alguns anos juntos, descobrir algo um do outro é ainda mais animador: “Como assim você nunca comeu donuts?”. Pois é, nunca comi e em 3 anos e meio nunca te contei isso. Mas, mais animador ainda é sentir na pele que amar é uma decisão. E que aquele mesmo cara decide ter paciência, parceria e se doar a cada dia por vocês. Ele é o mesmo. Ainda é.

Por fim, você sabe que sempre terá ao seu lado aquele homem que sempre fará a mesma brincadeira na mesa com amigos perguntando se você quer bacon, mesmo você não comendo carne. Você olha pra ele e sorri e ele já sabe disso. Ou melhor, você sabe que terá aquele homem que te arranca sorriso fácil, mesmo os sabendo de cor e olha pra você e diz que quer ser seu eterno namorado. E isso não tem rotina ou o tempo que tire, o prazer de ver a felicidade do outro e de um com e para o outro. É amor, porque é e como é.

E ainda me perguntam se eu sinto falta de como as coisas “eram” ou se elas mudaram? As coisas ainda são, apenas evoluíram e mudaram. Pra melhor? Não. É só assim… simples e ainda surpreendente amor.

Que o amor vire rotina, sim.