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AMOR, CRÔNICAS

> O programa favorito para fazer com quem amamos

06/11/2017

A gente gosta de pedir pizza e comer na caixa para não lavar louça, fazer a pizza em casa só para deixar a sala quentinha, colocar um pão para crescer, sair para correr, colocar para assar, tomar banho e comer pão quente e puro. A gente gosta de rir da nossa academia improvisada em casa e de comprar cacarecos na papelaria que a gente não sabe se vai usar. Imaginar o que os nossos cachorros pensam, como eles falam nos mínimos detalhes, de empilhar almofadas neles dormindo e rir a madrugada toda disso. A gente não gosta mas organiza a caixa de contas do ano, usamos o mesmo copo para sujar menos louça e mudamos os quadros de lugar para parecer que redecoramos a parede.

A gente gosta as vezes de sair, fritar o cabeção, voltar tarde, se sentir jovem, ter aquela ressaca arrependidos e jogados no chão da sala com mais 3 amigos dormindo no nosso sofá. A gente gosta de terminar a noite em casa, com violão no quintal, cantando como se não houvesse amanhã e falando sobre os dilemas da vida e as manias um do outro. A gente gosta de olhar as poucas estrelas no céu e sonhar em voz alta. A gente gosta de pensar como nosso grupo de amigos estará quando ficarmos todos velhinhos, de convidar gente nova para testar receita junto e comer a gororoba. A gente gosta de manter perto quem quer o bem e nos aguenta.

A gente tenta sair e aí chove, o cão fica ruim, a pessoa desmarca, o dinheiro não cai na conta. A gente não liga. A gente gosta de não fazer nada um com o outro. Sentar cada um de um lado no sofá e enviar um monte de tweet de sites idiotas com piadas internas pro outro. A gente gosta de conversar do que sente, os maiores medos, receios e valorizar os atos de coragem. Contar o sentimento mais bizarro que ninguém sabe e não deixar sobrar nada que sozinho possa nos amedrontar. A gente curte chorar quando sente que precisa ou quando está feliz demais e o coração explode. A gente gosta de saber que o traje preferido é o moletom do outro e uma calça de abrigo, mas topa um desfile na cozinha quando uma roupa nova caiu bem. A gente escolhe filme junto que só um se interessa, pois já sabe que o outro vai dormir depois de 5 minutos.

Qualquer programa é o melhor quanto se esta com uma das pessoas favoritas no mundo. Não o contrário. A rotina não assusta, a mesmice não atrapalha. A gente aprende que a vida é uma só para querer um conto de fadas e, na verdade, atitudes sinceras e espontâneas, são reais. E a gente sabe que pessoas e sentimentos de verdade são o que importa na vida.

O melhor programa, junto com alguém ou não, continua sendo viver, sendo livremente quem somos e amando cada pedaço de vida que temos agora. Da vida, é isso que a gente leva: o amor. O programa é enfeite.

VÍDEOS

> Vídeo Respondendo Perguntas #1 no canal !

15/08/2015

Oi gente linda!

Essa semana o vídeo no canal é respondendo as perguntinhas que vocês mandaram no instagram e na nossa fanpage do blog 🙂 Espero que gostem e que possamos continuar com essa troca gostosa de opniões e jeitinhos de olhar a vida.
Gosto muito da nossa interação e agradeço o apoio. É isso que faz a gente se desdobrar e fazer tudo com todo nosso carinho. Muito obrigada <3

Tem vídeo toda quarta e sexta lá no canal. Mas, nem sempre aviso por aqui. Um conselho? se inscreve clicando aqui para não perder nada e receber uma notificação assim que o vídeo sair 🙂

AMOR

> Amor, tinha tudo pra dar errado.

19/07/2015

Você pode não saber, mas amor, tinha tudo pra dar errado.

Quando você apareceu eu não queria nada com nada. Eu estava tão bem só comigo. Eu não queria alguém para dividir meu tempo, meu silêncio ou a minha vida que já era corrida demais. Eu queria o tempo para estar comigo e nada mais.

Quando você apareceu eu amei sua companhia e achava que era aquilo que era para ser: sua amiga. E você mais ou menos isso também. Quando te conheci, eu queria investir na minha carreira, nas minhas viagens sem voltas programadas e sem ter que me preocupar com um SMS de boa noite. Quando você apareceu, nós éramos como irmãos: tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais. E adorávamos.

Quando você apareceu, você mudou muito do que eu pensava sobre o que era o amor. O meu tempo ainda era meu, meu silêncio virou o nosso, minha carreira você me encorajou e meus sonhos você os duplicou e me deu o impulso para saltar mais longe. Você me deu espaço quando eu precisei e um abraço quando eu nem imaginava que isso seria um remédio para meu acelerado coração.

Quando você apareceu, amor, tinha tudo para dar muito errado. Na verdade, por muitas vezes quase nos deixamos escapar. Mas, deu nem certo, nem errado: deu amor.
Sem pressa, cobrança ou frio na barriga, pois com você, eu sempre estive em casa.

Como eu não pude perceber? só podia dar muito certo, ou melhor, em amor.

AdoCão

> AdoCão: Ringo, 1 semana, descobertas e paz

22/04/2015

Nossa vida ultimamente esta assim. Quer dizer, mais ou menos. Não vou mentir. Passamos uma semana acordando durante a noite para limpar vários cocôzinhos do jornal. Dormimos mal, acordamos cedíssimo mas, não poderíamos estar mais felizes: somos +1, mais fortes, mais unidos e com mais histórias pra contar. E foi pensando nisso, nessa hora, que essa foto foi clicada – mesmo Fabinho meio rabugento acabando de acordar. Obrigada, miga.

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Ringo chegou fraquinho, com um machucadinho nas orelhas, pêlo super ralo bem palha e com uma gripe que não tínhamos notado. Lucy pegou um pouco, mas como ela já estava bem cuidada se recuperou bem rápido. Ringo ainda esta melhorando, mas a cada dia mostra que quer aproveitar cada momento com sua maninha e ao lado dos amigos visitantes. Já descobrimos que ele também gosta da acerola que cai da nossa árvore e que ama uma zueira: não poderia ser mais nosso que isso. Descobrimos outro fato curioso: Ringo não tem um dedão de uma das patinhas – não sabemos o porquê. Meu sonho sempre foi adotar um cachorrinho com alguma deficiência, isso não chega aos pés de ser, mas enfim, acho que a vida sempre traz, de alguma forma, o que a gente sonha, luta e deseja amar, quando esse sonho é algo bom. Ringo já cresceu um pouquinho, tenho certeza; e o seu pêlo? está crescendo macio que só. E o machucado na orelha? já sarou, tá sarado. Ringo é maduro. Por vezes senta e só observa a vida, a gente sendo gente.

Ringo é terrorista e espertinho. Já aprendeu a sentar quando quer alguma coisa, adora um banho morninho e topa qualquer brincadeira. Inclusive a de rolar no quintal com sua irmã e sem perceber, se melecar por cima de um cocô – ainda bem que os dois curtem um banho. Ele já descobriu como atalhar sua subida no sofá e também que na cama ele consegue “brigar” acirradamente com sua maninha. Ringo não destruiu ainda nada da casa, só tenta cavar na terra por vezes, mas adora os ossinhos, garrafas e o rabo da Lulucy. Nos somou ainda mais sorrisos em meio a bagunça do dia a dia e um novo olhar sobre as coisas. Ringo trouxe rotina para a casa, mas nem um pouco de monotonia. Apenas aconchego e ainda mais proximidade para nós, até então, três. Somos uma galera agora.

Ringo, como Fabinho disse no primeiro dia em que o viu, “é a paz em pessoa”.

AMOR, Diálogos

> Diálogos: Aquele da primeira meia década

23/01/2015

E foi assim: 5 anos atrás eu borrava meu olho inteiro de rímel para ir para a Rua Augusta. Já ele só tirou a havaiana, calçou o tênis, pegou a carteira e também foi. Ele riu comigo e com meus amigos a noite toda. Mas entre os sorrisos dava para ver que eu não queria confiar meu coração a ninguém e ele muito menos. Mas, ainda assim, não paramos de falar e vimos nosso primeiro nascer do sol juntos rodeados de amigos; ali abri o meu coração e minhas histórias mais podriqueiras para um desconhecido que já tinha até ganhado um apelido. Era só um estranho, nunca mais o veria. Na verdade era o cúmplice que eu estava esperando encontrar. Eu que sempre fui mais um livro fechado que aberto, o escolhi para me ouvir e ele me escolheu para escutar.

Dias depois agradeci à vida por simplesmente o ter me apresentado e de repente a família e os amigos dele eram meus, e os meus, os dele. Choramos muito e rimos ainda mais lado a lado e o nosso plano de não ficarmos juntos, não dava certo: já éramos nós e não sabíamos. Ele e eu. E logo depois, nossa família, nosso universo: sincero, com muitos sonhos e sem frescura. Pessoas me perguntavam “Quem é ele?“, e eu dizia: “- Ah, é só um amigo, oras.” A trombada mais inesperada e a melhor e mais demorada ressaca que a Rua Augusta me presenteou, e a quem eu digo sim todos os dias para amar e dividir minhas pizzas e cafés da manhã, tarde e noite.

E aí, quando parei para ver, 5 anos se passaram. Nossa primeira meia década em que ele faz a piada idiota e eu dou a risada. O cara que escolhi para contar meus segredos e também ouvir os dele. É assim. O cara que fiz questão de decorar os seus sorrisos, para o caso de eu não encontrá-lo no dia seguinte. O cara que topou dar um espacinho na mala dele para eu ajeitar minhas coisas e minha vida para ser a nossa. O cara que foi meu cúmplice desde o nosso primeiro encontro, que não foi encontro.

E se hoje me perguntam “Quem ele é?”
“- Ah, é só um bom amigo, um bom amor que escolheu ficar e que faz meu coração sorrir, pois estamos trabalhando no caminho certo. Estamos trabalhando juntos.”
E foi assim que foi amor.

Amor, obrigada.
Que venham muitas meias décadas pra gente se aguentar e viver o melhor que podemos ser.

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Revisão de: Thaís Chiocca

FAÇA VOCÊ MESMO (DIY), Faço & refaço

> Para Presentear: Um ano com lembranças

18/01/2015

Final de 2014 me sentei e anotei tudo que tínhamos de ideias para fazer na casa, depois fiz uma listinha de coisas que seria bacana filmar ou fotografar para colocar aqui, desde receitas que me desafio a fazer, DIY para a casa, coisas de muiézinhas que me perguntam e até agradinhos para a Lucy. Tá tudo anotadinho e alguns já até filmados!

Entre todas as metas que a virada de ano faz pensar e repensar, tem uma que nunca sai da minha lista: fazer quem eu amo feliz. É claro que terão dias em que nem pintado de ouro ou coberto de pizza dá para amar as pessoas, mas temos sempre de pensar em nos esforçarmos.

Anyway… até que, vagando pela internê, encontrei um link de um presente de noivado ou namoro não lembro bem. Era uma caixa com várias caixinhas para cada dia do mês comemorativo do casal que acredito ter sido inspirado naqueles calendários de dezembro, com vários pequenos presentes, até o dia 25. Achei muito bacana a ideia, ainda mais porque janeiro é a nossa primeira meia década juntos – muitos posts melosos virão, desculpa, mas meu coração numguenta – e pensei: por que não um por mês? Aí, começou a brincadeira, afinal o mais gostoso da vida são essas pequenas e agradáveis surpresas.

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O mais legal desse tipo de presentinho é que você pode fazer sem gastar NADA. Oh: separa uma caixa, ou até de sapato, encapa ela com um papel pardo ou do estilo que preferir, faz os envelopinhos numerados e pronto. Escreve recadinhos ou quem sabe um dia para o jantar preferido ou um bombom, uma massagem, noite que você paga a pizza, uma playlist de vocês, as primeiras fotos de vocês, cupom para se livrar de lavar a louça, uma carta para quando sentir saudade ou para um dia triste, sei lá! Põe a cachola pra funcionar porque é muito pessoal, né?  Coisas simples que, com certeza, garantirão um momento divertido e gostoso para a pessoa e você, claro, de tabela.IMG_5166-9

A ideia serve muito bem para uma amiga que vai viajar por um tempo e para quem mora longe dos pais. Tenho certeza que mãe e pai nenhum resistiria a ler uma carta por mês do filho. Claro que se pode dar uma roubadinha, afinal mês de janeiro não dá  para pensar nem em pagar um churros, vamos combinar.

Então, faz os envelopinhos com coisas sem gastar nada e se o $ permitir, abre e coloca alguma dica para o tal presente, mas, ainda assim, a ideia é presentear com carinho, atenção e cumplicidade; lembranças de coração, não só coisas.

Um 2015 cheio de pequenos – mas tão ricos – detalhes, pois é o que realmente guardamos e carregamos estampado no nosso sorriso do olhar. 🙂

Revisão de: Thaís Chiocca

AdoCão, Entre crônicas

> Entre crônicas: Lucy, a maior produtora de pêlos da história canina

05/11/2014

Quem tem, entende, não se importa. Sai de casa e a primeira coisa a se fazer é bater toda aquela pelaiada empregnada na roupa. É pêlo na cabeça, na nuca, não acaba jamais. E tem como se livrar? sinceramente? totalmente não. Até bichinhos com pelagem curta, meu amigo, uma hora vai ter queda nas viradas de estações e vai trocar. Tem jeito não. A boa notícia é que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, e é por isso que deixei essa frase pendurada na parede. É bom lembrar e relembrar, pra dar uma reclamadinha, mas não se deixar amargar.

Semana passada fomos ao veterinário, dar as vacinas anuais dela. Perguntei discretamente para a doutora se tinha algo a se fazer para dar uma ajudidinha pra minha coluna e uma aposentada na vassoura todo santo dia. E depois de me olhar fundo, suspirar e franzir o rosto, me disse que o clima instável nesse vai calor vem frio, só piora a troca de pelagem da estação. Ou seja, os pêlos estão descontroladamente perdidos. Assim como eu, todo santo dia ao terminar de varrer o banheiro e o quarto, respiro fundo na escada, me abano de calor e olho pra aquela cara de pateta e não consigo dizer nada. Depois varro o piso debaixo, naquele caça ao tesouro do lugar mais improvável que um pêlo vai estar, e sim, tem um bolo deles no meu vaso embaixo da escada. Já choramingando, abaixo até ela e peço encarecidamente “Vamos fazer as pazes pêlos, por favor? colaborem, vai.”. Ai, quando varro o quintal naquele calor infernal, já desisto e digo que vou embalar a cachorra a vácuo feito um brócolis ou passar máquina zero pra ela ficar igual um leitão rosa. E ela? fica feliz. Não tem como se zangar. Ternura é a arma dos cachorros, desmonta e quebra as pernas de qualquer coração duro, ruim, gelado ou esturricado de raiva. E então, quando a gente se deita no sofá para descansar de toda a maratona, aparece aquele tufo de pêlo rolando pelo chão, como uma bola de feno em um filme de faroeste, e só para de rolar até encontrar o pé de cadeira mais próximo.
Chora, amiga, que tá liberado.

A boa notícia é que pra todo pêlo que cai no tapete, colcha da cama ou almofada, tem a santa luva amarela de limpeza com um pouquinho de água pra passar as mãos e tirar todo aquele nosso tormento. Pra toda brechinha entre um cafézinho de 5 minutos e outro, tem essa escovinha para dar uma agilizada no processo e puxar os fulaninhos que estão pensando em cair pra nos atazanar. E, pra todo aquele pêlo grudado na roupa, tem um pedacinho de durex para passar e remover.
Brincamos, morremos de rir mas, sim, por vezes cansa chegar em casa exausta, 22:30 da noite e varrer a casa toda, não é o que ninguém sonha. Mas, todo mundo sonha em ser amado além de qualquer problema, cansaço, circunstância ou porquê e, é esse o preço. Nunca me passou pela cabeça não aumentar a família pelo trabalho que dará, mas temos uma pequena condição aqui na casa: nenhum bichinho chega, até um aspirador de pó entrar na nossa vida. Será que a gente aguenta? Pouco importa. É só um mero detalhe, no meio de muito amor que tem espalhado por aí na casa, materalizado em forma de pêlos – que neste texto acaba até virando poesia. Obrigada por mais essa, Lucynha. Por isso, volto de onde comecei: quem tem  ama, entende. ♡

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Sim, isso foi o que saiu daquele nosso tapetinho da sala. Palmas pra Lucynha e seu ótimo trabalho, hahaah.
Brincadeiras e texto a parte, essas dicas realmente ajudaram muito por aqui 🙂