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a vida como ela é

Pedaços+Momentos, VIDA

> Pedaços + Momentos: Reflorescendo e o Certo que deu errado

03/11/2015

Faz tempo que não posto nesta categoria! A vida anda uma loucura e traz a sensação de que temos poucas novidades para contar e nada para fotografar fora agendas rabiscadas. Na verdade, muita coisa tem mudado por aqui – de dentro para fora. Muitos planos a longo prazo, sonhos, plantando com carinho e a maturidade que só o tempo nos dá como presente. Alguns cantinhos plantados não florescem, quanto outros que não havíamos plantado, brotam. A natureza é algo assim, impressionante e imprevisível: o equilíbrio perfeito. Ringo tem fuçado menos nos vasos, mas o pé de mexerica recém plantado continua fechadinho para não ser atacado. A acerola brotando tanto que não sabemos sequer o que fazer com tantas, enquanto eu respiro privilegiada por ter esse pedaço verde com a gente. Alguns cochilos quando a madrugada é intensa de trabalho, minha indignação com as roupas dele fora do armário e o faça você mesmo de vaso de concreto que segui a risca cada passo e, deu errado, mas uma hora vai dar certo – e claro, conto pra vocês. A vida é isso: um misto de erros que precisamos aprender.

E por aí, como anda a vida?

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AdoCão

> AdoCão: Notícias do Ringo

13/05/2015

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Só para começar este post com um suspiro: ele está muito, muito, muito bem.

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Toda vez que nos perguntam do Ringo, damos um leve respiro fundo. Foi um susto. Eu poderia não escrever nada, poderia ter deixado apenas na minha agenda – o que faço com muito textos – e não ter passado para cá. Mas, o subtítulo deste blog, me diz outra coisa. “Doce Vida”. A vida é doce, mas só pode ser assim, quando existe o amargo, senão não saberíamos nem diferenciar um momento do outro, seria tudo uma coisa só: sem gosto, um nada. Momentos assim servem para nos deixar mais fortes e, principalmente, nos banhar de fé. É por isso que gosto tanto deste espaço, posso expor minhas fragilidades, meus medos, receios e problemas. Pois a vida é assim – e não deixa de ser bela, divertida e poética.
Ringo tomou todos os remédios receitados, foi aquecido e comeu muita papinha de fígado para se fortalecer e a anemia sumir (apenas cozinhar o fígado e triturar). Ele engordou 1kg em menos de 15 dias. Seu semblante está tão diferente de quando ele chegou, tão mais forte e mocinho. Ringo é danado, não desiste de brigar por um ossinho e de pentelhar sua irmã. Ringo já é um menino, nosso menino. Muita gente me perguntou do porquê disso e sobre os remédios e tudo o mais e não pretendo citar aqui, pois cada caso é um caso, então levar seu bichinho para uma consulta é o melhor a se fazer. O que posso dizer é estar atento com a apatia, observar o focinho e tudo o mais. Aqui nós somos muito tranquilos, deixamos eles livremente serem, dentro dos limites e regras da casa. E eles estão sendo. Lucy sendo Lucy e Ringo sendo esse menino xereta, mordiscão e carinhosíssimo.

Ringo, ainda estamos te conhecendo e por enquanto posso dizer que está tudo uma aventura, das boas.
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Recebemos muitas mensagens por email, facebook, instagram e ficou até difícil sincronizar a vida e responder a todos, me desculpem! Eu li e reli e na maioria chorei. Obrigada pelo cuidado, carinho e boas energias. Não é atoa que muita gente me diz que se sente em casa quando está aqui no blog. Quando li todas as mensagens, me senti exatamente assim. Sintonia é uma das coisas mais maravilhosas da vida, por isso, sou muito grata a todos vocês. É muito nóis. 🙂

Entre crônicas, VIDA

> Hoje em dia: o que você não postou, não existiu.

31/03/2015

 

“Como assim você prática exercício? nunca vi você postar uma foto, deve ser por isso. Não acredito que você viajou! Não vi você colocar nada, pensei que estivesse só trabalhando. Jura que você se interessa por política ou torce pra algum time? não vi nenhum post seu nas últimas semanas. Jura que você foi naquele boteco? achei que tinha ficado em casa, não vi check-in e nenhuma foto taggeada sua. Você foi ver o castelo ra tim bum e a exposição da tia doida das bolinhas? não achei foto no seu instagram. Você está bem? não postou nenhum snap hoje. Qual seu app? Por que você não me responde? Não quer dizer? que frescura”
– Me desculpe, fulano. Eu estava em um velório e esse é o meu app. Seja “feliz”.
Quem nunca passou por essas e outras? Quem nunca pensou em explodir algum aplicativo ou sumiu de uma rede social, quem nunca? É assim que – infelizmente – caminha nossa humanidade: tentando adivinhar e julgar a intensidade da vida alheia com uma foto sequer que se poste – ou se não a postamos. Pois, infelizmente, hoje em dia não importam os 10km que você corre, o vinho que bebe no final de semana ou a vida cultural que tem: se você não postou, ela não existiu.
As redes sociais e sua velocidade de informações, que é uma coisa maravilhosa quando bem usada, trazem a doce ilusão de quem temos as pessoas não só por perto, mas nas nossas mãos com acesso apenas em um touch. Que tristeza!
Então, viu, é melhor deixar por pensar, deixar fantasiar. Compartilhe o que te dá vontade, como e quando estiver afim, sim. Mas, algumas vezes quando por dentro o silêncio for mais alto, deixe- o ser também e, nem por isso, quer dizer que você não tem sua opinião claramente formada ou uma vida bacana o bastante para ser compartilhada. Pois o prazer de viver o dia que a vida nos dá, não precisa de filtro nenhum: é genuíno e de coração. Não precisa de endereço IP e longe de ser tipo net.
É a vida como ela é e deve ser: naturalmente ao seu tempo, não instantânea e, que acontece muito bem sim, offline.
Não é pela foto que se poste, mas pela vida fora da internet que se preste. Bora viver – a nossa vida, de preferência né -, minha gente!

Observando, VIDA

> Observando: Ih, deu ruim.

11/02/2015

Tem hora que a vida nos esmaga, tem dia que nem o cafezinho salva. Tem momento em que é difícil enxergar algo além do que se vê e dias em que as respostas, até as aparentemente mais óbvias, somem do nosso campo de visão, emoção ou o que quer que seja. Dias em que as palavras que saem chegam a doer em algum lugar misterioso em nós e a cabeça? Só faz peso.

Tem noite, tem noite também, em que não se dorme, longe de ser pela alegria que explode, mas pela amarga indecisão que vem nos afligir e que resolve voltar; noite que escurece muito além do céu, foge para nosso peito e se faz madrugada ali no céu do que se é. Tem horas que parece ser mais fácil pular aquele momento, calar a dor e apressar a inquietude que não para de brotar, mas não precisa, deixa estar.

Tem minuto que custa passar, segundos em que só nos resta contar e horas em que tudo o que podemos é… chorar? Chorar.

Quem disse que é ruim se entregar? Quem disse que é errado por um dia não sorrir? Mas, olha, tolice é não viver apesar de: apesar de tudo isso que acontece dentro de quem a sincera plenitude optou por viver. Tolice é achar que coração é de aço, que gente não cai e que a vida não pesa. Faz parte? Faz. Vai entender!

Quem mandou humano nascer e querer sentir e viver de tudo um pouco, de pouco um tudo, do mundo e do que é ser. Esse é o interessante da vida: sentir o mundo e viver com tudo que se pode ser.
Deu ruim, deu, mas amanhã, vai dar bom, vai, sim. Ah, vai.

Esperança não pode parar de nascer – você sabe, mas é só para reforçar.


Revisão de:
Thaís Chiocca