Ler & Ver

> 4 Documentários para assistir no Netflix

30/05/2017

Finalmente consegui me colocar em dia com esse nosso mozão chamado Netflix. A coisa estava feia aqui, comecei e dormi no computador umas 3x, ahaha.

Hoje estou aqui para indicar 4 documentários bem bacanas que assisti nos últimos dias. Todos são bem diferentes um do outro em termos de temática, mas acredito que em comum existe aquele desejo de se tornar uma pessoa melhor, ajudar o próximo e viver em um mundo mais bacana. Vamos lá!

MINIMALISM: A Documentary About the Important Things

Ninguém me indicou esse documentário, confesso que fui total pela capa e pelo título. Muita gente já nos perguntou se nos consideramos “minimalistas” e, francamente, não gosta da ideia de nos rotular de qualquer coisa. Seja mesmo até esta coisa boa.  O documentário tem uma fotografia linda e você assiste em um piscar de olhos, pois é bem envolvente. Toda narrativa gira em torno de Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, autores e fundadores do site The Minimalists que busca mostrar para as pessoas um caminho de vida com menos coisas: roupas, móveis, livros, tudo. Compartilho dos mesmos valores que a filosofia que é dita e há anos que estamos trabalhando para termos apenas o essencial. Existe uma frase do Chuck Palahniuk que gosto muito: compramos coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos, para impressionar as pessoas que não gostamosas coisas que tu possuis acabam por serem donas de ti“. Vivendo em um mundo que nos apresenta a todo momento algo para ter, ter, ter é interessante ver este documentário acessível para todos. Faz- nos refinar o nosso senso de compra e refletir sobre o que realmente precisamos. Gosto de muitas coisas, mas não compro, guardo, mantenho, perto de mim. É um equilíbrio que vamos encontrando na vida e que acho necessário no mundo e ao ponto que chegamos.

EMBRACE

Embrace foi um dos documentários mais incríveis que já assisti e que todos devem ver, mas principalmente, MULHERES. Sim. O documentário é obra da Taryn Brumfitt, fotógrafa e que mostra uma realidade diferente de tudo que nos vendem sobre o corpo perfeito. Taryn depois de ter filhos resolveu entrar em uma dieta para secar e se desafiou por semanas para conquistar um corpo de “palco” para participar de um concurso de body builder. Manteve-se focada e gastando horas e horas na academia para alcançar este objetivo. Quando chegou o dia e se viu rodeada de mulheres com aqueles “corpos perfeitos”, só ouvia conversas como “eu tenho que mudar isso”, “tenho que diminuir aqui, aumentar ali”. Foi neste momento em que se deu conta de que nem ela e nem aquelas mulheres estavam felizes, mesmo que alcançando aquele corpo “dos sonhos”. Foi quando resolveu postar em seu perfil no facebook um antes e depois um pouco diferente e acabou viralizando. A foto era o antes como seu corpo “perfeito” e o depois com o seu corpo atual.

“Meu corpo não é um enfeite. É um veículo para meus sonhos”.

Esta foi uma das melhores frases que li e que resume a nossa relação atual com a corrida e exercícios. Estamos confortáveis, saudáveis e mais fortes para realizar o que sonhos, não em busca do corpo ideal que não existe. Embrace é um documentário que fará você se olhar diferente. De uma forma pura, linda e sem pressões. Você pode ter o corpo que deseja, lute por isso. Mas, questione as suas motivações para isso e seja sincero. Não tenha um corpo que desejam que você tenha. O corpo perfeito.

LIVING ON ONE DOLLAR

Assisti este documentário porque o título me deixou perplexa. Existem pessoas que vivem com 1 dollar por dia? Isso é chocante. O documentário conta a história de estudantes que viajaram para a Guatemala com o objetivo de viver com 1 dólar por dia. Por terem base de estudos em economia, eles tentam de várias formas encontrar maneiras de compreender como é possível viver desta forma. No caminho desta jornada acabam conhecendo pessoas e crianças que ensinam e compartilham suas vidas e a maneira que sobrevivem. Uma destas famílias convidam os estudantes para jantar em sua casa. Receber o convite tão adorável em uma situação que você sabe como é DIFÍCIL para aquela família colocar comida na mesa nos faz repensar muito a forma que vivemos e que somos tantas vezes ingratos ou não damos o valor que é preciso.

Terminei o documentário com a ideia de que “preciso fazer alguma coisa”. Ainda não pensei o que. Dormimos todos os dias com ideias e uma hora conseguiremos realizá-las.

FROM FAT TO FINISH LINE

 

From fat to finish line é um documentário de superação. O filme conta a história de grupo de 12 blogueiros que estavam vivendo a mesma situação buscando equilíbrio na vida alimentar e juntos perderam mais de 500kg através da corrida. Com este fator em comum, resolveram se unir para uma ultra maratona de revezamento de 322km que começava em Miami e terminava na Flórida. O documentário retrata a prova com histórias de divórcio, amizade, dramas da corrida e a equipe que se tornaram juntos. A corrida tem uma magia indiscutível de superação. No dia seguinte já tinha comprado uma corrida de revezamento de 42.2km para fazer com nossos amigos. Este espírito de solidariedade e diversão que nos faz apaixonar a cada dia por este esporte individual mais coletivo que existe.

Todos os documentários estão no Netflix 🙂

Ô beleza!

> 2 Looks aconchegantes com 4 peças

29/05/2017

Acredito que a palavra-chave dessa categoria de looks aqui do blog seja conforto, né? Isso porque essa é uma das melhores sensações da vida. Confesso que essa estação do ano me inspira ainda mais, afinal o clima é fresquinho na sombra e com aquele sol que aquece em alguns momentos do dia. Perfeito para os looks que eu adoro!

Semana passada recebi estas peças da Amaro, uma loja bem bacana que une peças lindas e confortáveis como botas, saias e vestidos para diferentes ocasiões. Achei bacana que com 4 peças e só mudando uma delas, montei dois looks diferentes 🙂 Algo bem útil para quem vai trabalhar e depois quer sair para encontrar os amigos, por exemplo.

LOOK 1 CLARO que tem que ter sweater, né? Outono pede uma peça que abraça e este sueter listrado é amor demais. AMO estes tons, mas a paixão a primeira vista neste look foi por este mocassim. Estava procurando tem um bom tempo um calçado neste estilo, perfeito tanto para reuniões quanto para looks mais despojados. Além de ótimo para caminhar numa boa por aí 😉







Do LOOK 1 para o LOOK 2
é só trocar o sueter por essa jaqueta bomber , caprichar no batom, na regata podrinha e pronto! Simplesmente apaixonei na cor desse bomber e essa calça-jeans vestiu muito bem. Acho que vocês vão me ver bastante com ela por aí. Aguentem 😛




Espero que estes dois looks inspirem o outono de vocês <3
Minha estação preferida para vestir e viver.

Ahhh, tenho que agradecer ao amô de Barbinha pelas fotos!

O que mais gostaram? 🙂

Corrida

> Correr emagrece?

23/05/2017

Aqui em casa podemos responder de duas maneiras: sim e não. Mas, o melhor título para este post seria: Correr te faz bem?

Quando comecei a correr o que eu mais ouvia era “mas você já é magra, vai sumir”, por isso acho melhor reforçar alguns pontos antes de começar a responder o título deste post.

Ser magra não é sinônimo de ser saudável. PONTO. Eu estava bem com meus exames médicos, mas minhas disposição e rendimento não me acompanhavam tão bem. Isso que sempre fui ativa e sempre caminhamos bastante por ficarmos um bom tempo sem carro e utilizarmos só em situações mais específicas. Mas, né, não adianta! Nós não temos noção do nível de sedentarismo que alcançamos atualmente. 2 anos atrás eu fiz minha avaliação na academia e 10 minutos depois o instrutor teve que parar: Meu batimento chegou a 180 em 10 minutos de bicicleta. Me senti ridícula. Na hora de preencher “qual seu objetivo na academia”, eu disse: quero subir a rua de casa sem ficar ofegante. O instrutor riu e achou que eu estivesse brincando, talvez por eu não ter dito que queria um bumbum de panicat. Porque raios exercício físico precisa ser apenas por algo estético? Bom, este é outro tema.

Nunca fui fã de levantar peso, mas eu sentia que precisava, pois terminava as sessões fotográficas com muita dor nas costas e coxas. Aos poucos fui sentindo diferença no meu rendimento. Até que 1 mês e pouco depois comecei tentar a correr, toda aquela história toda que vocês já devem ter decorado. Me apaixonei e fazer musculação ou exercícios para ganhar força e correr melhor não era um sacrifício tão grande assim.

(Agora vamos ao paralelo…) RESUMO DA ÓPERA: Fabinho sempre se manteve em um boa faixa de peso saudável e adorava fazer academia. Se mudou pra SP, parou de fazer esportes e começou um trabalho fixo. Nesta época ele me perguntava se eu achava que ele tinha engordado e eu dizia que não. A gente quando convive quase não percebe, mas quando finalmente CONSEGUE ver, lá se foram 5-7kg a mais. Tudo isso só de comer sempre um doce depois do almoço, uma coxinha de lanche da tarde, pastel toda quarta no trabalho e chegou a 77kg.

Nessa época que entramos na academia Fabinho já tinha perdido boa parte deste excesso apenas por cortar estes pequenos prêmios que a gente se dá para deixar o dia “feliz” depois de trabalhar muito. Diminuiu 8 cm de cintura só com bom senso no prato, academia 3x e corridas curtas 3x na semana.

(Voltando lá pra meia maratona….) Meu peso até a minha meia maratona se manteve com uma pequena variação de meio kg a mais. Fabinho estava em preparação para a maratona e estava BEM seco, o que é normal nesta fase com volume alto de treino, mas ocorreu perda de músculo a mais do que deveria.

Depois da minha meia maratona e da maratona do Fabinho, decidi encarar a minha primeira maratona. Foi a hora em que resolvi entrar em contato com uma nutricionista (nossa amada Poly) e puxei Fabinho junto comigo. Deveria ter feito isso antes, deveria. Ao menos foi em tempo dos 42.2km, pois eu não teria conseguido ou terminaria bem prejudicada. Particularmente eu odeio falar em números. Mas se for para desconstruir um padrão, vamos lá. Comecei o trabalho para fortalecimento muscular e fui de 20% de gordura para 18% em poucas semanas comendo mais (HEHE). Depois de 18% de gordura para 15% em mais 2 meses comendo mais ainda (HEHEHE). Meu peso foi de 45.5 para 46.5-47kg. Fabinho foi de quase 20% de gordura para 9% e depois chegou a 6%, conseguindo terminar essa última maratona com 70kg, praticamente o mesmo peso.

Vira e mexe me falam que eu aparento mais magra, mas mais forte. Quando digo que ganhei quase 2kg a mais correndo dizem “Credo, então não vou começar a correr”. Ganhar peso não é ruim, se é feito de forma saudável e com propósito. Ainda mais quando você gosta do que vê e essa força te traz benefícios na sua vida. Não tenho apego algum com número da balança depois que compreendi que ele é só um número total, não uma avaliação corporal que vai muito além. Sim, é melhor confiar nas suas roupas.

Hoje, sinto que consigo realizar meus desejos. Meu corpo consegue acompanhar a minha mente e esta foi a maior recompensa. Consegui escalar em 2.500m de altitude sem me sentir mal, não precisei de ajuda e ainda fiz esteira no final do dia pois estava com saudade de correr depois do repouso da maratona. Minha pressão esta quase sempre estabilizada, não passo mal com facilidade e não lembro a última gripe que me deixou de cama.

Não tiro o fator estético, mas acredito que precisamos de hobbys e momentos de prazer na rotina. Dance, pedale, corre, nade, salte, faça yoga, escale, ande de patins, circo… Procure algo para se apaixonar e se perca! Sinta prazer. Priorize ter um tempo para se cuidar e curtir. Não se sinta culpado por isso. O trabalho pode esperar. Você consegue dar jeito.

E acima de tudo: se ame como você quer, não com um número que dizem que você precisa alcançar.

Fabinho chegou na faixa saudável perdendo. Eu cheguei ganhando. Nós, encontramos algo que nos faz sorrir, como nesta foto, que é impossível de explicar.
Somos mais livres dos nós do dia a dia a cada km.

Por aí

> CHILE: Viajar de Santiago para Termas de Chillán

22/05/2017

Depois de passar um dia inteiro turistando por Santiago, chegamos no Hostel, comemos algo rapidinho e fomos para a Rodoviária de Santiago. Pegamos um pouco de trânsito, mas ainda assim chegamos bem rápido. Nosso ônibus só sairia de lá à meia noite, teríamos mais ou menos 1h e pouco para esperar, estávamos com horário BEM folgado. Tomamos café, caminhamos, sentamos, ficamos de pé, filmamos, fizemos snaps e sim, já estava na hora!

Aquela gripe que eu estava já tinha melhorado e o sono batia forte por termos acordado bem cedinho e não parado nem 1 segundo. Para viajar de Santiago para Termas de Chillán você tem algumas opções: avião, alugar um carro, ônibus ou trem. A escolha dependerá de quantos dias ficará por lá, o que pretende fazer e quanto tempo tem disponível. Consideramos o trem, pois dizem que a viagem é linda. Mas, não queríamos viajar durante de manhã para conseguir aproveitar ao máximo todos os dias passeando. O último trem saia por volta do início da noite, por isso optamos pelo ônibus que tinha muitas opções de horário próximos caso tivéssemos algum tipo de problema. Acredito que se tivéssemos mais tempo iríamos de carro ou trem!

Ir de Santiago para Termas de ônibus foi SUPER tranquilo, no total são 5hs e meia de viagem com um banco bem confortável, tenho que dizer: dormi LEGAL. Compramos as passagens pela internet no site da TurBus, imprimimos, apresentamos no guichê e nos deram as nossas passagens. Pagamos 120 reais nós dois ida e volta. Preço bem em conta.

Na rodoviária de Termas combinamos com o Gran Hotel Termas de Chilán de nos buscarem. O hotel fica a mais ou menos 1 horas e pouquinho, então você pode organizar o translado com eles. Chegamos por volta das 7hs da manhã no hotel e tudo estava escuro, parecia noite. O que foi ótimo para um pessoa elétrica como eu chegar e dormir por 2 horinhas.


Acordamos e quando abri a cortina dei de cara com essa vista incrível. Parecia um quadro! Foi neste momento que tivemos ideia que passaríamos dias muito especiais ali. Descemos para o café e então pude ver aquelas janelas grandes que cercam todo espaço, deixando uma luz natural surreal iluminar. Demos um tempo e corremos para a piscina Termal, que é composta da água do vulcão e a temperatura fica em média de 37 graus.


A época do inverno é a alta temporada do Hotel, onde tudo ao redor fica forrado de neve e a prática de ski é realizada em toda essa extensão. Esta época que fomos é baixa temporada, o que favorece o preço e, particularmente, a minha estação preferida do ano. Como nós amamos caminhar e conhecer a natureza é bacana para aproveitar a estrutura de caminhadas e outras atividades atividades.


Dia seguinte a previsão era de chuva, então neste primeiro dia fizemos as puentes colgantes, tiroleza, paintball, caminhada, escalamos alguns trechos, piscina termal e fechei com chave de ouro o dia correndo na esteira do Hotel. Estávamos feito duas crianças querendo aproveitar tudo do “clube”, hahahah.


Dormimos feito nenês sim ou claro? Sonho dos deuses.

Obrigada pelo convite Gran Hotel Termas de Chilán ! Valeu a pena cada segundo. Viveria tudo outra vez!

VLOG DESTE DIA

AMOR, CRÔNICAS

> Sem status de relacionamento

16/05/2017

Solteira, namorando ou casada: Não importa. Eu sempre gostei de falar de amor.
Agora com nenhum destes status de relacionamento é ainda mais legal.

Chega a ser engraçada a necessidade do ser humano de rotular as coisas: roupas, modo de viver, comer. Sim, engraçada. Algumas pessoas acham irritante e, tenho que dizer que me enquadro um pouco neste grupo. Quando falamos de amor parece que fica ainda mais difícil de fugir da família, amigos e de nós mesmos que queremos saber o que é que estamos vivendo e onde tudo isso vai dar. Aí, entra a famosa pergunta do “em que ponto nós estamos”?

É. Chega uma fase da vida em que parece que todo mundo quer saber em que fase você está.

Quando se conhece alguém querem saber quando será oficializado o namoro, como se o objetivo das pessoas quando estão se conhecendo é apenas mudar o status de relacionamento do Facebook a qualquer custo. Depois onde será o restaurante para comemorar o aniversário de 1 ano. Se você resistiu ao primeiro ano pode esperar a chuva de brincadeiras de quando começará os preparativos para o noivado e depois  o casamento. Calma, a lista não pára! Quando virá o primeiro cachorro, gato, filho, papagaio, outro filho, casa própria, outro cargo no trabalho e poupança para a faculdade das crianças. Uma enxurrada de quandos que você poderá enlouquecer ou desenvolver um sorriso sem graça balançando a cabeça positivamente.

Acredito que pessoas ficam juntas para se conhecer, literalmente. Aprender, errar, rir, acertar, ser companhia e se sentirem mais fortes e melhores juntas. Mas, ainda que você fuja de rótulos, todo mundo passa por uma fase em que deseja saber para onde tudo aquilo está caminhando. Uma santa inocência.

Quando eu era mais nova soava difícil acreditar que um dia eu conheceria alguém que não teria medo de assumir um amor e, ainda melhor, amaria tanto que deixaria suas intenções definidas sem precisar de longos discursos. Quando este dia chegou consegui provar o gosto da confiança e a certeza – um pouco incerta – de quando duas pessoas decidem caminhar juntas. Nos nossos primeiros 6 meses juntos nos definíamos como “indo”. – E aí, estão namorado? – Estamos indo… Eu sabia que estávamos juntos, ele também. A palavra “indo” apenas parecia mais certa e a mais legal de falar. E sincera: Não sabíamos onde tudo ia dar. Até hoje? Também não sei. A verdade que a gente tanto teme em encarar no amor é que nunca temos como saber “onde tudo isso vai dar”.

Que bom. O amor gosta de surpreender.

Começar, manter e terminar um relacionamento não é fácil, mas a vida fica mais leve quando paramos de tratar o amor como um pote de geléia. Coberto por rótulos, lista infinita de ingredientes e modos de usar. Às vezes está tudo bem não pensar na fase que virá a seguir. Aprender a apreciar cada segundo do momento presente sem planejar milimetricamente qual será o próximo passo e quão seguro está. Amar sempre será uma aventura com risadas, choros e com momentos silenciosos forrados por pontos de interrogação. É preciso deixar a vida surpreender – positivamente ou algumas vezes não. Amar é uma escolha que nos tira da nossa zona de conforto.

Amar é saltar sem saber a altura e ao certo onde tudo isso vai dar, mas trilhando juntos o mesmo percurso e dividindo as cargas da vida com status no facebook atualizado ou não.

“A vida é um risco”. Enquanto isso: aproveite a companhia desta jornada.

Continuem indo. Além.

Por aí

> CHILE: 1 dia em Santiago – O que fizemos

15/05/2017

1 dia em Santiago parece pouco e realmente é. Mas se é o que conseguiu, não dá para reclamar. Pelo contrário: é se esforçar para aproveitar!


Acordamos por volta das 8:00h no Hostal Forestal. Tudo escuro. Parecia oito horas da noite. Essa época em Santiago o sol aparece lá pelas 9:30/10h. Tomamos café no hostel e fomos caminhar e caminhar.

Confesso que se tem algo que eu gosto de viajar é caminhar, caminhar MUITO! Gosto de ver as pessoas na rua, vivendo a vida delas normalmente. Parece que me faz olhar mais para os detalhes da minha rotina depois. Fomos caminhando na rua atrás do Hostel e nos demos de cara com o Cerro Santa Lucía. Confesso que estava nos planos passar por lá no outro dia, mas, né, vamos aproveitar!

O Cerro Santa Lúcia foi onde tudo começou em Santiago. O lugar é limpo e bem organizado. A entrada é livre e só é necessário assinar uma lista na entrada. Na frente você pode ir em uma feira de artesanato, mas que no dia em que fomos estava fechada ou começando a abrir, haha.

Logo depois partimos pelo Centro histórico de Santiago. Tudo fica bem pertinho e é possível caminhar por todos eles sem pressa e rapidinho. Passamos na Paseo Ahumada, a principal rua comercial da cidade. O que mais me chamou atenção foi o Palácio de la moneda, sede da presidência da república do chile. É lindo-lindo. Na lateral você encontra o Centro Cultural La Moneda, no subsolo do palácio. Exposições e atividades culturais e cafeteria.

Um pouco mais para cima está o Mercado Central de Santiago famoso por ter vendedores te puxando por todos os lados para almoçar. Com a gente não foi diferente, mas não é nada demais também. Lá é uma concentração de restaurantes de frutos do mar e da famosa centolla, um carangueijo gigante que você pode escolher o tamanho. Eu não como e Fabinho não é dos grandes fãs de peixes e tal, por isso só caminhamos por lá e não cheguei a ver os preços.


De lá comemos um lanche e fomos para o Museu Nacional de Bellas Artes que, por ser segunda-feira, estava fechado. A maioria dos museus e exposições não abrem de segunda, pois fecham para manutenção. Confesso que isso não nos deixou chateados, pois queríamos mesmo era curtir a cidade. Caminhamos pelo Parque Forestal, lugar lindo e muito bem cuidado. Por estar localizado no coração de Santiago, ele é usado o dia todo por diferentes pessoas. Você também encontrará muitos cachorros por lá! Eles possuem casinhas no parque e em várias esquinas poderá ver potes com água e comida.


Nosso último tiro era tentar visitar o o museu La Chascona, uma das casas do Pablo Neruda. Chegamos lá e, ERRR: fechado. Nem tudo estava perdido! Do ladinho do museu caminhamos para o Cerro San Cristóbal. Este é o Parque metropolitano de Santiago onde fica o zoológico e teleférico. Compramos os ingressos por 2.00 pesos ida e volta de funicular, que é um bondinho antigo e que todos brincam que “parece que vai cair, mas não cai”, por ser bem antiguinho. A ideia era subir no cerro para ver o por do sol, mas estava um dia lindo. Ficamos sentados por horas lá com cafézinho na mão.

Descemos do monte e eu jurava que íamos passar no hostel, mas Fabinho estava doido para andar de bike. Passamos de manhã na frente do BellaBike e ele se lembrou que era no caminho da volta. Pegamos as bicicletas por 1.500 pesos para cada um por hora e pedalamos por todo Parque Forestal até a parte moderna de Santiago. Me arrisco que foi um dos melhores passeios que fizemos lá. Nos divertimos muito.


Terminamos o dia bem satisfeito. Passeamos muito e curtimos bastante a cidade dentro das condições do dia. Estava um dia lindo demais, com uma luz dourada de outono apaixonante. Morro de saudades daquelas cores.

ASSISTA O VLOG DESTE DIA! 🙂

MAPA DO NOSSO DIA 1 e 2 EM SANTIAGO

DIA 1: em azul escuro. DIA 2 manhã: vermelho. DIA 2 depois do almoço: amarelo.

CRÔNICAS, VIDA

> Nem todos os dias são fáceis

09/05/2017

Nem todos os dias são fáceis. Pouca gente fala, mas todos sabemos disso.

De alguma maneira parece que em alguns dias acordamos com toda energia, fé e vontade para fazer tudo que sonhamos acontecer. Em alguns dias acreditar e confiar é quase rotineiro e espontâneo. Em dias assim, não importa o que deu errado ou certo: O dia será bom. Ainda que não seja, o dia será bom e não precisamos sequer dizer para nós mesmos isso.

Por outro lado, existem dias em que o peito aperta, a cabeça não dá trégua e confiar no tempo é uma tentativa quase em vão. Dias em que não importa que tudo esteja bem: Não conseguimos ver isso e muito menos, agradecer. Nestes dias, não importa qual frase positiva se repita. Não é fácil se convencer do que não conseguimos acreditar.

Torcer para um dia passar rápido soa triste. Afinal, se pararmos para pensar, viver a vida é um presente e uma chance única que temos para administrar em nosso tempo. Sim, você deve ter pensado que há dias que é difícil lidar até mesmo com isso. E é verdade.

Muitas vezes a expectativa ou a ansiedade atrapalham nosso coração de enxergar que as coisas nem sempre dão certo no momento agora. Muitas vezes a vida irá no surpreender no futuro e, para isso acontecer, é necessário tudo que precisamos passar no passado e no presente. Então, os dias não tão fáceis existem, não para que passam logo, mas para aprendermos algo.

Existem dias em que vivemos pouco e sobrevivemos muito. Hoje, estou aqui para lembrar que dias assim passam. Assim como os dias eufóricos de felicidade. A vida é uma balança que precisamos estar dispostos a nos equilibrar e a desvendar.

Este texto é apenas para lembrar que nem todos os dias são fáceis, mas nem todos também serão difíceis assim. O seu pode ser hoje, de alguém ontem e o meu amanhã. A vida é um presente surpresa. Esteja pronto para aceitar e desembalar. Um dia, um pacote, um desafio e um mundo por vez.

Nem todos os dias são fáceis. A gente aguenta. A gente aprende.