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Pra não dizer que não escrevi

CRÔNICAS, Pra não dizer que não escrevi, VIDA

> Pra não dizer que não escrevi: Da Simplicidade

15/02/2016

Se me pergunta de simplicidade, em longas palavras não posso me explicar. Então, lá vai, vou tentar.

Simplicidade é uma questão de estar.

Estar atento. Aos olhares, passos e sorrisos. Estar inteiro. Para quem se ama e ainda não conhece. Estar presente. Porque se deseja estar. Estar em silêncio. Afinal, é preciso parar, se escutar ou apenas por desacelerar. Estar a dançar: com os pés ou o coração. Fechar os olhos e sorrir sozinho aos versos de uma canção. Estar com o coração no peito, mas deixar, por algumas vezes em meio a intensidade, sentí-lo nas mãos.

Simplicidade é um suspirar.

Um suspiro ao sentir-se forte. Mesmo sem muita certeza de que realmente é. Sentir-se vazio. Por não saber exatamente por onde seguir ou caminhar. Sentir-se repleto. Ao ver que nem sempre, precisamos saber pode onde começar. Simplicidade é aceitar e permitir ser mais dentro de si de tudo do que pode não saber que existe, do que ainda não foi vivido. Para assim, passar a sentir.

Simplicidade é viver.

Amar a vida sem esperar que ela se responda ou deva alguma explicação. Sem desejar uma equação pronta ou um obrigada. É aceitá-la e desejá-la à sua perfeita imperfeição: simplesmente como ela é. Se tem uma coisa que a vida sabe, essa coisa é viver. Então amigo, é melhor não discutir.

Simplicidade é viver o melhor que a vida pode ser, sendo nada mais, nada menos, que você é.

Simples.

Pra não dizer que não escrevi, VIDA

Pra não dizer que não escrevi: da saudade

19/03/2015

Amiga, já vou avisar: dizem que saudade dói. Sobre essa dor não consigo bem descrever. Tem saudade de uma hora, de um ano, de uma vida, do que nunca se teve e até de mesmo si. Sim, tem saudade pra dar e vender. De fato, ela não dói para machucar, não é nada pessoal. Na verdade, ela nos faz o favor de doer só para lembrar como é delicioso ter alguém ou um momento e, assim, reservar um tempinho para inteiramente amar sentindo saudade.

Eu tenho saudade de tanto e de tudo. Saudade poderia ser meu apelido, se já é e eu não sei. Saudade é o extraordinário da essência da vida, pois dela só se leva o que é bom, mas para isso é preciso topar viver o que pode ser desagradável. É esquecer- se dos defeitos, relevar os problemas e abraçar o que pode dar errado sem medo, sem aperto, afinal, saudade é pra quem tem coragem.
Saudade é o amor que quer ficar e só se sente se alguém ou se algum instante da vida chegou lá no fundo do coração e o fisgou de verdade. O coração pode vir a doer na alma e, por vezes, você chegará a sentir ele se esmagar por fora – é possível. Saudade dói, eu já disse e todo mundo sabe, mas uma coisa eu também sei: saudade é pra quem se entrega de corpo e alma.

Saudade é a vida querendo voltar a viver com mais um pouquinho daquilo e mais um tantinho do outro, das boas conversas entre amigas, dos bons amores que se foram, das bobas risadas em família, daquele bichinho que, quando criança, foi seu confidente, de uma bolacha da vó ou do começo enrolado de namoro. Saudade é gravar na sua pele o mundo dos outros pra ser maior.

Por isso, amiga, não tenha medo dela, pois ela arranca as mais sentidas lágrimas e os mais sinceros sorrisos de nós. Sentir saudade é preciso porque saudade é pra quem tem peito de não só viver, mas reviver a vida só por amar. Saudade é o coração pedindo para voltar, pra respirar e, graças à saudade, voltar a suspirar.

Saudade, amiga, é pra quem quer ir além dessa vida pra outras – já disse: saudade é pra quem tem coragem de amar, amar demais, ainda que só em saudade.

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Essa categoria é nova por aqui e a ideia é você que acessa o blog escolher o tema dos textos que serão postados. #PraNãoDizerQueNãoEscrevi ( complete e deixa o tema nos comentários, por email nanossavida@gmail.com ou no instagram ) :) . Este foi sugestão da @nadiadetzel. Desculpem a demora em atualizá- la, já escrevi muitas das sugestões anteriores, mas está complicadinho me organizar e espero logo poder contar!

 

Revisão de: Thaís Chiocca

Pra não dizer que não escrevi, VIDA

> Pra não dizer que não escrevi: da vida

20/01/2015

É, amiga, talvez a vida não seja sempre bela. Talvez não, ela não é. Por vezes é tão dura que chega a parecer brincadeira, mas, ainda assim, ela é bela, acredite e tenha fé. Se você não estivesse vivendo agora, o que exatamente estaria fazendo? Pois é: nada, literalmente.

Que tristeza pensar que não, você não levantaria cedo com aquele solzinho da manhã para mais um dia exaustivo, você não tomaria o seu cafezinho e, pior, não sentiria o cheiro dele tomando a casa. Que chato seria não ter que ir trabalhar, não contribuir ao mundo com o seu talento de calcular, pintar ou rodopiar. Que agonia não sentir saudade de nada, de ninguém. Saudade da terrinha que nasceu ou de onde cresceu, saudade dos amigos do colégio ou daquela primeira e inocente paixão; saudade do pudim da vó, de costurar com a mãe, daquele futebol cheio de capotes com os irmãos e dos sermões longos do pai. Não sentiria nada. Digo, nada.

Que sem graça seria não poder sentir o vento batendo no rosto, o barulho da chuva na madrugada e o galo do vizinho te acordando cantarolando às cinco da manhã; que medonho seria não ter um bichinho para lamber o teu rosto e contribuir com a sujeira do quintal. Que estranho seria não sofrer de amor, que estranho.

Que maldade seria não ter experimentado tomar um banho de mar, cachoeira, lago, chuva ou de um chuveiro gelado; que crueldade não ter pra quem ligar para desabafar, quer dizer, que cruel não ter histórias da vida para choramingar. Que péssimo não poder tocar em uma flor, abraçar um amigo e beijar apertado os lábios de quem podemos chamar de amor; que triste não poder chorar de tanto rir.

Que desaforada essa ideia de não viver a vida.

Ô, vida! Que sem vida seriamos nós se não a pudéssemos viver e ainda tem vivo, muito bem de vida, reclamando do que não tem, mas o que só importa é ter e viver você: Vida.

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Revisão de:
Thaís Chiocca

AdoCão, Pra não dizer que não escrevi

> AdoCão : 5 curiosidades de ter um cachorro

20/05/2013

Fiz uma pequena lista de 5 curiosidades que vivenciamos ao adotar a Lucy. Espero que gostem, se identifiquem ou compartilhem com quem está cogitando a idéia de pegar um bichinho 🙂


1 – Recepção calorosa: Vou começar com o óbvio, né? Acredite, você nunca ficará tão ansioso em voltar logo para casa e ser recebido com uma festa de quem não vê você a 5 dias, mesmo que tenha ficado apenas algumas horinhas fora… Vale a pena trocar jornal com xixi só por este primeiro tópico!

IMG_0805-332 – Socialização: Sim, um cachorro te fará dar bom dia para quem você menos imagina. Nunca conheci tanta gente afim de bater papo na rua ou só com aquele clássico sorriso comprimentando e dizendo: “que cachorrinha linda, que raça ela é?” – Da rua ♡. A verdade é que esses bichinhos são encantadores e eles desfilam por ai. Digo isso por causa da própria Lucy, que em meio a tantos cachorros de raça na rua, ela tem arrasado corações e a gente aproveitando para bater autos papos com os vizinhos.

3 – Casa cheia, casa alegre: Digo aos casais que já é muito divertido ver como será a casa com mais um integrante junto. De quem é a vez de limpar, arrumar, trocar jornal, passear, dar comida, vacina, brincar e blablabla. O sentimento materno aumenta junto com a responsabilidade de cuidar ainda mais da casa e também de quem você ama. Obviamente, não se compara a todo trabalho de uma criança, mas já dá para ver a baguncinha e aumentar a parceria. 😉

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4 – GANHAR tempo: Não, este tópico não é para convencer todo mundo a adotar um bichinho. Mas, por que é verdade. Como já contei por aqui estamos em processo de mudança, contrução, escrevendo meu TCC, ou seja, muita coisa. E, entre elas, a Lucy chegou! Pensávamos que não iamos dar conta, porém hoje aproveitamos muito mais o nosso tempo. Acordamos mais cedo, passeamos mais, vamos mais a praças e a parques e também no fim do dia relaxamos com ela jogada no sofá. Ou seja, tempo muito melhor aproveitado e sem desculpas 🙂

IMG_0808-365 – Ordem na casa e na vida: Como já disse, Lucy nos ensinou a aproveitar muito melhor nosso tempo, nos tirando um pouco da rotina, mas também nos deu uma rotininha. Ela é a única coisa que conseguiu fazer o Fábio (corujão) a acordar e dormir mais cedo. Um cachorro dá trabalho? Sim. Mas, com um pouco de paciência no início, depois tudo se acerta, vira rotina e volta a normalidade com muito mais afeto. Quando as pessoas dizem para nós que fizemos bem em ter dado um lar a Lucy, eu respondo com toda convicção: Os sortudos fomos nós por tê-la encontrado. ♡

img_0815-41Ps.: Logo mais posto todas as fotos deste dia. Só as coloquei por aqui porque odeio posts sem fotos 😛