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Pedaços+Momentos

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> Playlist: Domingo de boas

04/07/2016

Domingo é um dia especial, simplesmente por ser domingo. Já tivemos muitos domingos na terça, quinta ou sexta- feira. Não pelo fato de não fazer nada, mas aquele clima, aquele ar de que tudo amanhã vai recomeçar e esta é a nossa chance. Domingo é um estado de espírito. Quando a gratidão de estar vivo basta e a felicidade de ter quem se ama por perto quase explode do peito, mas de forma leve e serena. Foi neste clima que estávamos ontem, depois de alguns dias correndo em casa, conseguimos resolver pendências e sentar, curtir amigos, petiscos, cuidar das plantas e um do outro.

Para ouvir a playlist jazzy do Barba é só clicar aqui.
Ou ir até o final do post para apertar o play e  curtir 🙂

IMG_0136-27 IMG_0137-28 IMG_0138-29 IMG_0142-33 IMG_0146-35 IMG_0150-37 IMG_0157-39É essa playlist que embala nossas noites, manhãs e tardes tranquilas. Quase um abraço seguido de uma risada. Domingo foi dia de pão caseiro, guacamole, cachorrada em casa, costela de 6 horas do Barba para os amigos e soninho no sol. Espero que gostem 🙂

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> Pedaços+Momentos: Tudo Cinza

20/06/2016

Os dias em SP estão mais cinzas que o comum. Confesso que eu adoro este clima, apesar da bagunça que ficamos aqui em casa com a dinâmica de Lucy e Ringo. O quintal molhado é quase como um sinal para eles de que ficarão mais fechados que o normal – coisa que eles não são muito fãs. Quem é? fala sério. O chão fica carimbado de patinhas marrons com um toque avermelhado das acerolas, os vidros embaçados e as roupas difíceis de secar. Barba se fecha no seu universo de poucos metros quadrados com as melodias mais altas que quase não se misturam com os pingos do quintal. O frio aumenta e não deixar nossos pimpolhos entediados é uma tarefa difícil.

IMG_5778-2 IMG_5793-9Lucy fica indignada e tenta a todo pano fugir por qualquer fresta. A danada até descobriu como abrir a porta com as patas. Ringo aproveita para curtir a desculpa de ter que se movimentar pouco. Ele não liga, não se culpa.

IMG_5784-4 IMG_5785-5 IMG_5788-7IMG_5777-1 IMG_5789-8 IMG_5787-6Eu, aproveito para analisar tudo. Eles, eu, nós, a casa. Tudo mais complicado e pouco organizado, um convite para respirar fundo e relevar. Acreditem ou não, estou aprendendo! Já estamos em junho e muita coisa mudou por aqui, quase nada por fora, e uma revolução por dentro.

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Isso que ainda não chegou o inverno e os dias estão bem acinzentados por aqui. Engana- se quem pode achar que isso é ruim – cinza é uma das nossas cores preferidas. “A beleza esta nos olhos de quem vê” é uma frase cada vez mais real pra mim.

Como está por aí? 🙂

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>Pedaços+Momentos: Um pouco de solidão

25/04/2016

A gente fica bastante tempo sozinho aqui – só que não. Quando o conheci, já sabia: vamos gostar dessa ideia de ser companheiros. Ficamos pouco tempo longe de presença, embora no dia a dia, eu tenha meu mundo e ele o dele. É diferente. Sempre gostei de estar só. Fazer minhas coisas quietinhas, pensar meus pensamentos mais complexos sem conclusões, beber um café devagar, deixar o restinho na caneca. Fechar os olhos no sol e criar pequenos projetos para desafiar minha capacidade de cuidado em mil tentativas para dar certo. Dessa vez, não foi muito diferente. 6 dias que ele ficou fora, troquei as lâmpadas pifadas, fiz um tapete, arrumei os vasos, testei cinco receitas, fiz iogurte caseiro, comecei a fazer um pufe, curti minha companhia – e senti a saudade da dele.

IMG_3934-11Lucy perde um pouco o chão. Nas primeiras horas ela passa tentando parecer como se tudo estivesse tranquilo, sem nada acontecer. Apaga a luz, hora de dormir e ela estranha. Dia seguinte, parece que não faz sentido. É engraçado, mas dá um pingo de dó. Saudade é uma coisa que a gente não pode fazer nada. Só seguir e no final do dia esperar.IMG_3919-2IMG_3930-9IMG_3927-6Ringo permanece no seu mundinho Lucy. Se ela esta por aí, tá tudo bem. Choraminga nos primeiros 10 minutos e passa. Ele releva. Ou sabe que vai voltar e não tem nada que se possa fazer até lá.IMG_3924-5IMG_3923-4 IMG_3922-3Os cachorros seguem nosso ritmo. Eu falo baixo, ele alto – então, a casa fica mais quieta. Eu sou mais introspectiva e ele interage com tudo ao redor. Eu vivo o plano do dia a dia e ele dá chance para que uma brincadeira com Lucy e Ringo o surpreenda depois do almoço e mude tudo. Sozinha sinto que tenho tudo sob controle: os pêlos varridos do chão, a louça lavada na hora, a comida planejada na geladeira, sem nada fora do lugar. Com ele, aprendo como é bom também deixar a vida nos levar. Além ou por aqui, tanto faz. Que bom que a gente se trombou na vida para aprender a se equilibrar – juntos ou menos juntos. Afinal, juntos, de alguma forma, a gente sempre tá.

Pedaços+Momentos

> Pedaços + Momentos: Final de 2015

21/12/2015

Por aqui as coisas andam um pouco mais corridas e ao mesmo tempo mais calmas que o normal. Consegui depois de muitas madrugadas e manhãs voando adiantar trabalho e manter tudo em ordem pelos 10 dias que terei de férias. Nessas horas, sinto saudades de uma carteira assinada, fechar a porta do escritório e feliz ano novo. Nosso trabalho nos persegue 24 horas: Ainda bem que o amamos. Aqui em casa, o tempo parece que nos respeita e para – literalmente. Olha o nosso calendário. O tempo voou, tanto que mal conseguimos arrancar as páginas. Ao menos, conseguir parar e fazer exames médicos, tomei um belo susto e depois descobri que estava tudo bem. Mudamos um pouco nossa parede, mas ainda precisamos pregar muitos quadros pela casa da Parederia. Quem acompanhou o meu drama com o manjericão pelo snapchat, agora ele está grande, forte e sem bichos. Não fiz nada, acredito que foi algo da natureza mesmo. Assim como as pragas vieram, um dia, foram embora. E tudo ficou bem. A vida tem dessas, né? Lucy anda mais na dela e sentindo falta do Barbinha que está com alguns trabalhos fora. Ringo, em compensação, nunca me deixa. Sinto que, de alguma forma, todos nós estamos nos reciclando e nos preparando para passar o ano mais leves possíveis. A única coisa certa é que não vemos a hora de dar check em todas pendências e ficarmos amassados no nosso velho sofá. Se eu posso desejar algo para 2016 é isso: Sofá cheio para o coração transbordar. O resto a gente cria asas, voa e corre atrás.

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Pedaços+Momentos, VIDA

> Pedaços + Momentos: Reflorescendo e o Certo que deu errado

03/11/2015

Faz tempo que não posto nesta categoria! A vida anda uma loucura e traz a sensação de que temos poucas novidades para contar e nada para fotografar fora agendas rabiscadas. Na verdade, muita coisa tem mudado por aqui – de dentro para fora. Muitos planos a longo prazo, sonhos, plantando com carinho e a maturidade que só o tempo nos dá como presente. Alguns cantinhos plantados não florescem, quanto outros que não havíamos plantado, brotam. A natureza é algo assim, impressionante e imprevisível: o equilíbrio perfeito. Ringo tem fuçado menos nos vasos, mas o pé de mexerica recém plantado continua fechadinho para não ser atacado. A acerola brotando tanto que não sabemos sequer o que fazer com tantas, enquanto eu respiro privilegiada por ter esse pedaço verde com a gente. Alguns cochilos quando a madrugada é intensa de trabalho, minha indignação com as roupas dele fora do armário e o faça você mesmo de vaso de concreto que segui a risca cada passo e, deu errado, mas uma hora vai dar certo – e claro, conto pra vocês. A vida é isso: um misto de erros que precisamos aprender.

E por aí, como anda a vida?

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Pedaços+Momentos, VIDA

> Viajar é bom, voltar para casa dá frio na barriga!

11/08/2015

Parei na porta, coloquei a mala no chão e antes de girar a chave, senti um frio na barriga. FRIO NA BARRIGA! Depois de mais velha, essa é uma das melhores sensações da vida.

Fazia meses que eu não ficava um tempo fora de casa. Esse é o porém de se trabalhar e morar no mesmo lugar. Ou melhor, no mesmo universo. A gente conversa, sonha, come, dá risada, briga, limpa, suja e trocamos problemas do dia a dia: Tudo isso, no mesmo lugar. Ás vezes, são tantos problemas, que fica difícil nos darmos conta de como a vida é gentil. Temos um teto, um colchão, um chuveiro quente e comida. O sonho de muita gente.
Os últimos três meses foram os mais corridos da minha vida. Não tenho final de semana. Trabalho de manhã até dormir. Vejo pouco minhas amigas, família e perdi um pouco a paciência com a farra na casa. Ao mesmo tempo, qualquer 5 minutinhos, eu corria para perto deles. E com quem amamos, qualquer minutinho é uma eternidade, é conforto para o coração. Então, viajamos. Matei a saudade da minha outra família e lá percebi como aqui o meu tempo voa. E como eu amo essa vida: corrida, com amor e pêlos no chão. Eu não via a hora de viajar e quando viajei, não vi a hora de voltar. Pois lá, senti ainda mais forte, como é bom estar em casa. No caso, a física. Neste canto onde tudo acontece: coisas boas e coisas ruins.
Mas é aqui, onde tudo acontece. É aqui, neste endereço que chamo de lar. Seja lá onde eu estiver, meu coração estará por aqui. Nesta casa meio nova e meio antiga, onde tenho a família que eu sempre quis cuidar e doar, até o tempo e as energias que eu não tenho. Aqui onde choramos as pitangas e nossas fraquezas sentados no chão da sala. Mas, ainda é aqui, que escolhemos chamar de casa. De nosso lar doce – e não muito normal – lar.
Ás vezes a gente precisa viajar, para enxergar o quanto menos a gente precisa e o quanto mais temos que agradecer. Eu precisei de 1.124 km para isso. Talvez você não precise de tanto, espero.

O frio na barriga quando somos novos, nos confunde. Mas, quando somos mais velhos, ele confirma. No caso, toda a minha infinita ansiedade em agradecer os sentimentos e valores ao redor deste cantinho. É isso que precisamos para viver.

Mi casa, es su casa.

 

Pedaços+Momentos, VÍDEOS

> Pedaços + Momentos: Carnaval: bloco da preguiça, bolinha e reaproveitar madeira

19/02/2015

Hibernar, não ver o tempo passar, morgar, tomar café e se zoar – mas da cama, nem pensar em levantar. Levantar, tomar café, trabalhar, organizar a vida, a casa, dentro da gente e reaproveitar: o que tem de bom em nós e as madeiras. Brincar, trabalhar, jogar uma bolinha por tempo eterno, varrer todos os pêlos do mundo que resolveram invadir a casa, cuidar e amar demais. Ver a família, trocar risadas, indiretas, apostas, dividir sonhos, cozinhar com um mata pernilongos na mão e rir, rir e rir – porque a zoeira não tem limites. Ah! e nem o café. Por favor, vários. Todos possíveis.
Assim foi nosso carnaval. Íamos viajar, mas resolvemos viajar por aqui mesmo. Aquietamos. Nos rodeamos de amigos, amores, família e de nós. Não ir muito longe de espaço, mas ir fundo-fundo nos sonhos e nos planos, do que somos e do que podemos ser. É preciso.

Estou com uns 4 vídeos para editar e estou correndo pra conseguir finalizar e continuar gravando os diy da minha listinha. Uma hora sai! Tenho uma novidade bem legal para contar que logo logo vem aí e outra que está tomando um pouco do meu tempinho e que não vejo a hora de compartilhar! CALMA, CALMA.

Espero que o carnaval de vocês tenha sido delícia, com mucho sambão ou enfiado nas cobertas. Agora, mais uma vez, OI 2015.  🙂 hehe