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Observando

Observando, VIDA

> Observando: Sobre quando escrevo

29/08/2014

Quando escrevo, revivo tudo. Cada pedacinho do que vivi dentro de mim, agora vai fora em uma mistura de verbos, adjuntos e pronomes. Parece. Só parece, mas que é real pra mim. Quando escrevo, não sou metade, nem que eu não queira, tudo em mim vai junto. Até muitas vezes o que eu queria guardar no mais fundo de mim: só vai. E não dá pra controlar, segurar e mensurar. Então, eu deixo ir, o desconhecido e aí me conheço. Quando escrevo uma parte minha pensa e a outra sente – intensamente. Quando vivo só sinto, esse é um problema. Escrever é a chance que a razão me dá para pensar: por que também é preciso. Quando escrevo cada palavra sai em seu devido lugar, já quando falo ou penso, elas se embaralham e chego até a engasgar e me atropelhar. Quando escrevo, sinto tudo junto com todos os sentidos: escuto o som de uma risada gostosa em cada ponto, choro com o sentimento que cada vírgula tem e sinto gosto de um bolo fresquinho saindo do forno de uma receita carregada de afeto. Escrever, meu querido, é ter tudo. Escrever é sentir em palavras presentes, reais. Quando escrevo eu repenso, revivo, sou outra vez, eu me crio. Quando escrevo tenho o privilégio de ser maior, de aceitar mais, querer menos e amar inteiramente o que já um dia pode vir a me magoar, por que quando escrevo, eu aprendo: com cada palavra – minha que eu nem sabia. Quando escrevo, escrevo por que quero, para completar as imagens que meus olhos clicam e assim, compartilho para a felicidade não ser única pra mim, ser além. Escrever, transforma. Cada frase da rotina sem graça, qualquer fase de desamor e até um dia nublado sem vida: quando se escreve tudo ganha cor. Luz. Escrever é enxergar beleza, onde não tem. É ver a beleza da sombra quando falta luz. Quando escrevo, vejo que é a vida me pedindo pra ser repleta – de mais sonhos, versos confusos e momentos irrefutáveis. Quando escrevo, posso corrigir, posso admitir, posso melhorar. Escrever é a segunda chance que a vida dá.

De ser mais o que sou. De ver mais dela ao meu redor. De ter mais amor – por qualquer coisa e até mesmo por pontos finais. Por mais duros que sejam, são precisos. E preciosos: é preciso ter coragem de viver pra escrever.

E escrever pra viver – foi o que meu coração pensou e minha mão deixou escapar. Bem, já foi: escrevi. ♡

Observando, VIDA

> Entre crônicas: Meu pai voador

07/08/2014

Meu véio andou mais nostálgico que o normal nos últimos dias. Pois pra baixo trocentas fitas de vídeo e um armário inteiro de fotos minha e dos meus dois irmãos mais velhos. Quanta coisa que chamamos de vida, quantos momentos que chamamos de diversão! É difícil imaginar o trabalho que ele teve. Fotografar naquela época não devia ser simples: não tinha google, tanto acesso a câmera, processo de revelação – coisa que meu outro avô fazia na sua casa – e ainda filmar com uma super8 na outra mão, passar pra fita e depois para o DVD. Só pode ser o que? isso mesmo, um super pai.
Uma noite ele me enviou um vídeo com o título “minha menina”. Eu, com 4 anos, um carrinho, brincando em uma mureta de 2 metros de altura, a menina dele sentada e suja naquele matagal. Obrigada por essa pai, uma infância livre, suja e delíciosa – foi o que pensei agora. Mas, no momento só disse: Paiê, e se eu caísse? ‘Eu pegava você, oras! como acha eu que ele consegui quebrar o nariz? mas, eu não podia perder aquelas fotos’, ele me lembrou quando criou asas e voou quando pensou que eu ia cair de uma beliche e estraçalhou o nariz em um degrau enquanto eu não sai do lugar. Pai, como você deixava eu me balançar naquele pé de manga, e se eu caísse? ‘Eu voava e pegava você’. Eu acredito.
A verdade é que ele quase nunca me segurou, mas me deu segurança e permissão pra me esborrachar um pouquinho, enquanto ele filmava e fotografava. Brinquei por toda infância sem medo, sem reservas, mais brincadeiras de menino que de meninas eu confesso, lambuzada e com um boné virado pra traz: eu não tinha medo de nada, eu tinha asas. E tinha um escudo ainda que invisível, eu sentia e me envolvia. E ele me dizia que aquele era o momento da minha vida de ganhar cicatrizes, de ganhar vida. E, quando o medo batia, eu olhava dalí do alto pro fundo do corredor do quintal, estava ele parado encostado com seu jeans sempre rasgado, esperando eu me lançar mais uma vez daquele pé de manga, daquela rampa de terra, daquele momento que sussurava no meu ouvido: a gente precisa se entregar – quando pequeno, quando grande, enquanto há vida. Da vida que ele me ensinava a viver: sem reservas. Inteiramente vivida.
Por causa dele, podiam me chamar de doida na escolinha, ‘não se pode voar’. Desculpa, mas meu pai, diz que pode e que se deve voar, por quem se ama. Hoje, eu agradeço: prefiro ser doida, do que não me entregar. Pra vida, pro amor, pro meu pai.

Me desculpe pelo nariz pai – pelo menos você ganhou uma plástica -, obrigada pela aventura da vida desde cedo e me dar o prazer de longas conversas e sermões sobre a vida. Feliz teus 32 anos de pai.

FAÇA VOCÊ MESMO (DIY), Observando, VIDA

> Observando: Sobre o melhor momento

29/07/2014

Eu imaginava que o melhor momento da vida a dois, no quase – praticamente – casados, seria poder servir um jantar com os kits de pratos novos, lindos, sem riscos de garfos na maior dança da mesa linda repleta de toalinhas de crochê. Imaginei que o melhor quintal seria aquele forrado de grama verdinha e a mangueira enroladinha. Também pensei que passaria de fase no jogo da vida quando tivesse todos os móveis colocados e arrumados na sala, com um sofá neutro, um tapete colorindo o chão e que convidaria os amigos pra inaugurar quanto tudo estivesse assim, no seu lugar, sem pó, sem mais sinais de aventura. Mas, já estava tudo no seu lugar, faz tempo. Já estava tudo no lugar mesmo com terra por todo lado quando descobrimos que o esgoto da casa passava pelo meio da sala e tiveram que quebrar de fora a fora. Estava tudo certo mesmo quando o carro pifou e comprar material ficou ainda mais emocionante indo de ônibus ou de bicicleta. Já era o melhor momento, quando o cano estourou no meio da sala e escorreu pelas paredes quase molhando meu computador de trabalho. Já era o melhor momento quando fomos umas quatro vezes procurando uma bendita pia na Leroy escura e com preço camarada ou quando a gente descobre que grama é cara, meu amigo e atacamos pedra brita pra cobrir a terra por enquanto. Já era o melhor momento quando a porta lateral resolveu cair ou quando o tão esperado primeiro banho no chuveiro novo, resolveu não aguentar o 220v e ficar mais gelado que cachoeira. Já era o melhor momento, porque era o que tínhamos que viver juntos e com quem caminha ao nosso redor. Todo momento é o melhor momento, quando já se é um lar. Ainda bem que a realidade é danada e nos faz ver que o melhor momento da vida é viver com quem nos traz sorrisos – apesar do que a vida nos põe à prova. Os amigos que chegam da África 2 horas depois de mudarmos apenas o fogão e a geladeira, os outros que nos visitam no dia seguinte quando as panelas ainda estão pelos chãos e cada prato é de um conjunto diferente e nos dão o melhor final de semana de todos. Os pais que chegam e só tem batata e pão velho pra inventar a primeira janta especial e que nesses primeiros momentos, você nem lembrou de pegar a câmera por tamanha alegria naquele instante. Primeiros momentos, são só detalhes, especial é poder viver da melhor forma os meios das histórias que contamos com quem está com a gente. Melhores momentos são aqueles que nos fazem chorar, e até cair uns cabelos, mas depois a paz vem, sempre vem.
O melhor momento da vida é ser quem você é inteiramente, trabalhar pra ser melhor todos os dias por quem se ama e por você e economizar qualquer 10 conto pra investir em um sonho por quantos anos forem precisos. Um dia, esse dia chega e a bagunça que precisou ser feita pra alcançá-lo: é só bagunça e piada depois.

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Daqui a pouco, prometo compartilhar a saga da reforma dos móveis que encontramos, cada achadinho antigo e invenções para cá que terão várias. Devagar e sempre, prato por prato e pegando muita madeira nas caçambas a fora, chego lá e compartilho por aqui 😛

AMOR, Observando

> Observando: Sobre o amor que se importa com algo que não o importa

10/07/2014

Pra falar de amor é preciso tempo, por que histórias – ainda que tristes, felizes ou cômicas – é o que não faltam. Amar é uma coisa fora de nós, mas que brota dentro da alma, do coração – sei lá de onde sai essa coisa – , dentro da gente. Escapa, assim, de graça e escorre pelas mãos, mas que pede um esforço DAQUELES… bons. Amar é uma recompensa da vida. A chance de não só nós vermos beleza em pequenas coisas diárias, mas de abrirmos os olhos para o outro ver juntinho da gente. É se importar com algo que você não se importaria. É canalizar todas as energias boas que se tem por dentro em um dia de stress a todo vapor, só para não tirar a paz do outro. É organizar a casa, improvisar um armário, só para o outro sorrir com tudo arrumadinho, em seu lugar como ele gosta. É também relaxar com os chinelos espalhados pela casa, comer Mc Cheddar sem hambúrguer sonso e sem graça como se fosse um risoto ao funghi para sorrir assistindo o outro comer um pão/carne/queijo como se fosse… bem, aquilo mesmo que ele adora. O amor é sorrateiro. Um dos mais! Quando se menos espera você abraça o mundo do outro como se fosse seu – que também é abraçado por ele, oras bolas.
É assim, se entregar, se revirar do avesso, suar o coração sem precisar de porquês e, sem quase nem perceber esse esforço. O amor realça o lado mais natural de nós: de fazer o bem sem medir esforços. O amor quando surge, é um louco que parece por todos os pingos nos is que faltavam na nossa vida, mas não os põe pra depois de um tempo, nos fazer pensar: e quem precisa deles? O amor simplifica qualquer coisa, qualquer problema. Por isso, quando dizem que o amor é solução. Não é só poesia, é verdade-verdadeira. O amor, ás vezes, enche as budega… por 5 minutinhos, sei lá, pode ser mais. Mas, ainda assim, é amor.
Quando se fala de amor, bom, falamos de amor. Nem pra mais, nem pra menos, só amor. Seja para quem e como for.
E, esta era pra ser só mais uma crônica meio faça você mesmo contando que eu ganhei um armário temporário que ele fez usando um gaveteiro velho, um cabo de vassoura e restos de madeira de uma caçamba só para não me ver reclamando da bagunça no quarto e me sentir incomodada por dentro e, virou um texto de amor. Quando se ama até texto que não era pra ser de amor, vira de amor. Me desculpem o transtorno: tô amando.

Observando, VIDA

> Observando: Sobre solteirice

09/06/2014

Porque se namorar é bom, ser solteiro é ainda melhor? não, é bom também. A vida é sua, dos amigos, da família, do mundo e de mais ninguém. Tem tempo pra fugir sem pensar duas vezes e olhar pra trás, pra malhar sem ter pressa, ver o filme que você quiser e não um mela cueca com o justin timberlake. Seus amigos festeiros te adoram e os que estão namorando tentam te arranjar com alguém. Pô, amigo, tô de boa, você diz tentando se “explicar”, mas ninguém, te escuta ou te dá bola e já começam a traçar a pessoa perfeita pra você. Aparentemente, estar com alguém é a grande fase no jogo da vida. Eles não entendem: bom é ser solteiro. Demorar o quanto quiser no banho, pedir o jantar que você quiser, economizar com presentes em datas agendadas e blábláblá. Você sente que pode conquistar tudo. Até mesmo… o amor? Ah! deixa isso pra depois. Você quer viajar sem rumo, sem data de retorno, sem ficar 2 horas no telefone, sem presente já pré-determinados. Você é livre. Trabalha até a hora que precisa, compra o vídeo game ou o salto alto que quer em paz, sem dever motivos. Chega em casa, abre sua latinha de qualquer coisa, pega um bom livro: o tempo é todo seu e você sabe o quanto isso é bom mas, também sabe o quanto é bom ter alguém compartilhando deste tempo e desta liberdade com você de mãos dadas ou até mesmo, em silêncio. Só está esperando o momento certo, a hora certa, a pessoa certa que nem você imagina como ela é. Porque por mais que o dia 12 está quase aí e você esteja sozinho e, que alguns amigos seus postem que estão se alugando ou querendo alguém pra ficar embaixo de um cobertor quentinho, você sabe: seu coração não é penico, não. Porque ter alguém para passar o dia 12, é fácil, mas, ter alguém para estar por todos os dias até onde o amor alcançar… Isso, meu amigo, é mais complicado. E por mais complicado que seja, você também sabe que viver bem solteiro é o que te prepara para viver muito melhor quando estiver – bem – acompanhado. Pode vir o dia 12,13,14,31, você está bem consigo mesmo assim. E se junho é o mês do amor então, por enquanto, que seja do amor próprio. Este também é fundamental. Porque bom mesmo é não pressionar a vida, o amor ou o que quer que seja. Então, deixa estar essa santa fase – ou nada santa – solteirice. ♡

Observando, VIDA

> Observando: Sobre a pressa de caminhar

22/05/2014

Em determinada fase da vida tive problemas pra caminhar, todo mundo tem em algum momento, eu acho. Mas, minha pressa sempre foi algo que por vezes, me fez andar pra traz (não que recuar as vezes seja ruim, mas neste caso é). Sabe como é, tem um momento que viver te deixa mais assim, com pressa de respirar e crescer. Ou melhor, digo “crescer”. A gente tenta de todas as formas imaginar como a vida deve ser, sempre, não tem como. E por mais que a gente tente fazer a estrada da vida virar uma esteira automática de academia e apressar tudo, ela sabiamente nos freia. E por algumas vezes, até nos dá aquele puxão danado contra a parede, como quem quer dizer: “Filha, vê se te acalma, eu sou uma só pra se viver tão rápido sempre”.
E ela é. Só uma.
Eu já tentei advinhar como tudo seria, como tudo apareceria na minha frente, mas não dá. Já tentei mergulhar fundo dentro de mim e da pequena família que estou formando e pensar como planejar o bem estar de todos, mas não dá. Já cansei de dormir, com uma pequena lágrima no canto dos olhos, pensando como todos podiam viver bem. Mas, eu não posso garantir isso. Ou melhor, até posso, como procuro fazer: dia após dia.
Um dia ou um passo de cada vez. Parece tão simples, mas tão difícil para nos sentirmos satisfeitos. Sei lá, somos profundos demais, mas por vezes -ou na maior parte do tempo- parece que vivemos apenas na superfície de ser.
E então, no dia quando pensei conseguir finalmente chegar a um equilíbrio dos nossos sonhos, chegou até meus olhos por mensagem, através de um amigo, que ouviu da esposa e que ouviu da sua amiga, esta frase: “dê o passo, que o chão vem”. Resolvi escrevê-la no meu celular e sonolenta escrevi: Dê o passo que o chão der.
 E no fim, eu precisava ler aquilo que mesmo errado, era certo pra mim.
É preciso respirar no nosso ser para sentir quando o chão nos pede para descansar os pés e deixar ele seguir. Afinal, eu precisava agora deixar o chão vir, enrolar, desenrolar e me envolver. Eu precisava aprender a esperar ele vir, e então acalmar meus passos para seguir em paz.
Esta frase, me fez crescer. Crescer agora sem aspas. Crescer do verbo, ser inteiro, profundo e algumas vezes não saber para onde caminhar, mas prosseguir… Sempre.
E agora, deixar a pequena lágrima a noite escorrer, levantar e polir as botas para que pela manhã, a gente possa caminhar, mesmo com o calcanhar machucado da vida e com o medo entrelaçado nos dedos das nossas mãos: sempre tem um próximo passo para dar, ao seu tempo. Ao tempo da vida. Ao tempo do chão.
O chão? ele vem, sempre vem. E a vida? ainda é apenas uma, mas mais intensa: a cada passo, em cada chão.

Observando, VIDA

> Observando: Sobre mãe

07/05/2014

Mãe. Cada um tem a sua, é claro. Mas, uma coisa todos nós depois de algum tempo crescendo, aprendemos em comum. A gente aprende que conviver é uma das tarefas mais difíceis do ser humano. Conviver bem, então, é uma arte. Minha adolescência tinha tudo para ser uma bagunça sem fim. Mas, eu como todo adolescente preferi fazer um armagedon. Na ânsia de viver, conhecer, fazer, ter meu dinheiro, viver – sim de novo -, fiz e desfiz muitos nós que deveria ter atado na vida por aí.
Mas, uma coisa sempre me uniu a minha mãe: costurar. Recortávamos tudo, medíamos, pespontávamos, passávamos tudo na overloque – é, meu pai se animou, apostou em nós e comprou. E toda vez que a coisa complicava, eu dizia: “Mãe, e se estragar?” Ela me olhava por cima dos óculos e dizia: “Se estragar, estragou. Só vamos saber tentando”. Ela me diz isso até hoje, pra qualquer coisa. Tingíamos, desenhávamos e esquecíamos que discordávamos em tudo o dia todo. Sem certo, sem errado. Era ela, era eu. Construindo o que hoje ví que é só o amor.
Amar é discordar, respeitar e, por fim, aceitar a pessoa dia-a-dia. Amar é decidir.
Hoje, anos depois, não me esqueço de cada linha, cada nó, cada ponto que aprendi. Cada risada e cada tensão de errarmos juntas. Mas, o melhor, sem dúvida, foi ter apertado bem o nosso nó. E hoje, todo dia, acordo e aperto um pouquinho mais. Eu, que antes queria apenas linha e mais linha e nó frouxo pra viver, hoje aperto eu nela, cada vez mais. Porque depois a gente aprende que é bom não concordar sempre nas ideias, que é bom furar o dedo na agulha e aprender e que apoio tem de sobra. “Você consegue filha, fazer o que você quiser”. Nem sempre mãe. Mas, hoje eu sou teimosa -das piores- e tento tudo e de tudo. E quando não dá, eu sei bem o seu endereço. E corro para reforçar o nosso nó. Eu posso ter feito um armagedon quando mais nova, mas às vezes é preciso. Tentar, né? Para depois, recomeçar melhor, com mais raízes e menos linha.
Já você, me ensinou algo que levo a vida toda, todo dia comigo. Me mostrou que é possível amar o que é o avesso da gente – mal sabia eu que era a vida me ensinando o verdadeiro e genuíno amor, aquele que aceita, corrige, abraça e afaga. Quer amor maior que esse? Ser mãe. De tudo que fez por mim, você sem querer fez o melhor, e eu aposto que nem percebeu, pois você faz naturalmente bem. Plantou em mim o meu maior sonhos de todos, o sonho mais dureza de sonhar, mas o mais gratificante para o coração de quem o sonha: o de ser mãe um dia também.
Obrigada pelos nós, por nós.

Para todas as mamães, meu feliz dia todos os dias pra vocês ♡