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Observando

Observando, VIDA

> Se ame e ponto.

17/06/2015

Ta aí uma coisa que ninguém pode fazer por você: te amar…

Dizem que a gente só consegue amar alguém plenamente quando nos amamos primeiro. Uma das teorias do amor que mais se repetem por aí – e que é a mais pura verdade. Mas, o que ninguém diz é que você precisa se amar, porque precisa. Mais do que ser saudável: é libertador.

Precisa ser natural se querer bem. Desejar investir tempo e suor na carreira de trabalho, em um projeto de família ou sonho e até mesmo em uma besteirinha qualquer. Lutar para conquistar um curso, jogo ou uma viagem que sonhou. Sim, é para você. Presentear- se deveria ser um hábito. Afinal, se você não gostar da sua companhia, nunca alguém será suficiente para você.

Vá e fique horas em uma livraria fazendo listinhas imaginárias ou ao cinema. Se convide para tomar um café, tanto faz, mas, faça algo para você. Se amar leva tempo e, necessita tempo, assim como qualquer amor. Mas, é o melhor investimento que você fará. Acima de tudo se olhe no espelho todos os dias e goste do que você vê. Não é um ser perfeito e convenhamos? nunca será – e que coisa mais chata se fosse. É alguém que quer ser cada dia uma versão melhor da que foi ontem e da que será amanhã. Alguém que se atura, conhece e investe em quem é.

Para ser quem somos, é preciso ter coragem e vontade. Mas, a recompensa é deitar com a consciência tranquila consigo mesmo e esse, é um dos melhores aconchegos para o coração.

… Dizem que o amor é importante e ele é, mas dos amores da vida o único que nunca irá desimpregnar de você, é você mesmo. Por isso, se joga e se entrega.

Pois amigo, se você não se amar, vai por mim: ninguém vai fazer isso por você.

AMOR, Observando

> Relacionamento é complicado, mas só existe para descomplicar

08/05/2015

“Relacionamento é uma coisa complicada”, é a frase que a gente mais diz quando alguém ou a gente mesmo começa um. E ó, é complicado mesmo.

Não esteja com alguém se não for para ser o seu melhor e arrancar o melhor que a outra pessoa pode ser. Relacionamento é para se evoluir lado a lado. É cuidar da casa e de tudo quando o outro fica doente, segurar a bronca das contas quando o mês do outro foi ruim e assistir a um filme de terror de vez em quando, só pela companhia. Aliás, se relacionar é isso: o prazer da pura companhia e nada mais.

Sentar na sala o dia todo, jogando conversa fora e vendo besteirol na televisão. É jantar no quintal só para mudar um pouquinho, quando a fase não está das melhores e não está fácil bancar um bistrô. Estar cada um com o seu trabalho extra no final de semana, mas dividindo um sofá apertado, só para ter o outro por perto. Relacionamento é não precisar de muito e ter tudo: uma boa companhia para qualquer hora, chorar ou rir – ou chorar de rir.

É saber que fora todo esse conforto existe um mundo imenso além de vocês, repleto de amigos e bons momentos para se viver com novas pessoas e lugares. Relacionamento é quando seus amigos não diminuem, mas viram dele também e os dele os teus: o mundo se torna ainda maior, melhor e com mais histórias.

Ter a delicadeza de reparar quando um não está se sentindo bem consigo mesmo e deixá- lo dormir em paz ou levá- lo para umas comprinhas e passar um café. É lembrar de comprar o iogurte que o outro gosta quando se está no mercado, dividir as dores de um momento ruim do dia em um monossilábico e-mail e saber quando é hora de ser amante ou ser amigo. Se relacionar é ser cúmplice.

É ter a melhor pessoa para se levar para qualquer lugar, mas naturalmente ter o seu momento de sair sozinho ou onde bem quiser. Saber se no café dele vai açúcar ou adoçante, fazer apostas idiotas e aprender a rir juntos quando a máquina de lavar não centrifugar. Relacionamento precisa ser divertido – e com tesão. Se relacionar não é ser um, mas sim, dois: mais inteiros, mais vivos e mais fortes.

Relacionamento é complicado, mas o seu único objetivo é o de descomplicar a vida de ambos os lados. O que se pode querer mais? A gente se relaciona para descomplicar, pois de complicações já basta as que a vida nos dá.

foto por: the time we have

AMOR, Observando

> Observando: Sobre dar as mãos

23/03/2015

Dar as mãos para todo mundo nunca foi grande coisa. Nunca.
Nós não nos forçamos a nada, mas simplesmente era bom estarmos juntos e caminhar assim: de mãos dadas – ou quase atadas. Parecia que era o mais certo a se fazer. Ali estava nosso equilíbrio: um pouco dele, um pouco de mim. Nossas qualidades, nossos defeitos, nossas forças e nossas maiores fraquezas em traços da nossa pele. Como nos namoricos de criança, que ninguém dá muita importância: “Eles estão só de mãos dadas, que amor!” Era assim, mas pra nós não era “só”, era bem ao contrário e tem sido assim, pois de repente dar as mãos virou uma aliança sem peso e, sim, um selo simples. Nas mãos eu dizia: “Amigo, eu estou aqui”, com um toque de amor, com um toque de namoro ou paixão, como quiser chamar, tanto faz. Afinal, Amor, meu amigo, sempre estarei para você, para nós porque de verdade sei que de mãos dadas ele sabe quando minha pressão esta baixa e eu sei quando ele esta começando a se irritar. As mãos simplesmente, da forma mais simples, externalizavam o que nenhuma palavra poderia explicar: nos segurávamos pro que der e vier. Sem necessitar um do outro, sem precisar, mas, sim, dividindo as pancadas do dia a dia, e grandes e boas emoções.

Dar as mãos nunca foi grande coisa até eu encontrar você. Nunca dar as mãos para alguém fez tanto sentido pra mim: temos nosso mundo na palma das mãos.

De mãos dadas com meu amor é como planejo a vida viver. Inocentemente amando.
Amando, rindo ou chorando de cada minuto da vida lado a lado, com o futuro em nossas mãos e amando. Amo. Eu amo.

 

Revisão de: Thaís Chiocca

Observando, VIDA

> Observando: Sobre ser pequena

03/03/2015

Bom, o que posso te dizer? Meu médico disse que eu não iria crescer. Em poucas palavras: eu seria, para sempre, pequena.
E vivi minha infância como se o amanhã não existisse, como se tudo o que importasse era o agora. Corri, torci o pé, me sujei de terra, me pendurava em pé de manga, descia rampa dentro de um caixote e era a melhor jogadora de futebol para meu irmão. Minha infância passou.

Meu médico estava certo: eu não cresci. Empaquei no 1.57m de altura que depende da minha vontade e empenho no dia, pois se não me esforço muito já cai para 1.56m.

Fui zoada na escola – bullying, como dizem hoje em dia. Entrava na perua e não via a hora de chegar em casa. Minha mãe me dizia: “Não liga, menina, você crescerá em estatura e conhecimento, como Deus quiser.” E aí que não, Deus não quis, mas em conhecimento eu ainda poderia crescer. Mãe, obrigada! Vendo que a frase dela não funcionava muito bem, meu irmão me treinava para me defender e dar uma bela rasteira em alguém. Obrigada, irmão!

Vida de baixinha, digo, de pequena, não é das mais fáceis, mas é ao menos divertida. Com 20 anos você usa um all star e te dão 14 anos. Se corta o cabelo curtinho ou usa franja, já caí para 11. Socorro!
Salto alto é quase obrigatório, mas não, não tenho MBA nisso não. Alcançar armário é travar uma guerra consigo mesma e ter altura para entrar em brinquedos, e usar tamanhos de roupas infantis é uma vantagem DAQUELAS.

Por sorte, médico, não escrevo isso hoje com nenhum pouco de tristeza. Como minha mãe vai gostar que eu escreva aqui: Deus me quis assim. Já apontei pro céu xingando por todas as calças que precisei cortar metade das pernas e já agradeci por não ter batido a cabeça em prateleiras tantas vezes que todo mundo bateu. Pior que, de todas, eu não esperava por essa. Desde o começo, meu apelido com ele não foi amor, mor ou mô. Foi o que? Pequena.
A gente precisa desse tempo: o tempo para se enxergar. Aceitar que não se pode ter tudo, mas que a gente pode SER, o que é bem melhor. É inteiro, é sincero e não depende de fatores externos. Mas, viu, vem cá: o médico, sua mãe ou Deus vai te avisar e você acredita. Mas o seu maior tesouro, nessa vida, é ser a melhor versão de quem você é. Isso, é ser grande (olha aí a chance).

E aí que dessa forma, realmente, não é tão ruim ser pequena – ainda mais depois que se aprende a dar umas rasteiras. Valeu mesmo, mano! É sério.

Para sempre e com carinho,

Pequena – e sim, tô OK.

Revisão de: Thaís Chiocca

Observando, VIDA

> Observando: Ih, deu ruim.

11/02/2015

Tem hora que a vida nos esmaga, tem dia que nem o cafezinho salva. Tem momento em que é difícil enxergar algo além do que se vê e dias em que as respostas, até as aparentemente mais óbvias, somem do nosso campo de visão, emoção ou o que quer que seja. Dias em que as palavras que saem chegam a doer em algum lugar misterioso em nós e a cabeça? Só faz peso.

Tem noite, tem noite também, em que não se dorme, longe de ser pela alegria que explode, mas pela amarga indecisão que vem nos afligir e que resolve voltar; noite que escurece muito além do céu, foge para nosso peito e se faz madrugada ali no céu do que se é. Tem horas que parece ser mais fácil pular aquele momento, calar a dor e apressar a inquietude que não para de brotar, mas não precisa, deixa estar.

Tem minuto que custa passar, segundos em que só nos resta contar e horas em que tudo o que podemos é… chorar? Chorar.

Quem disse que é ruim se entregar? Quem disse que é errado por um dia não sorrir? Mas, olha, tolice é não viver apesar de: apesar de tudo isso que acontece dentro de quem a sincera plenitude optou por viver. Tolice é achar que coração é de aço, que gente não cai e que a vida não pesa. Faz parte? Faz. Vai entender!

Quem mandou humano nascer e querer sentir e viver de tudo um pouco, de pouco um tudo, do mundo e do que é ser. Esse é o interessante da vida: sentir o mundo e viver com tudo que se pode ser.
Deu ruim, deu, mas amanhã, vai dar bom, vai, sim. Ah, vai.

Esperança não pode parar de nascer – você sabe, mas é só para reforçar.


Revisão de:
Thaís Chiocca

AMOR, Observando

> Observando: Uma questão de encaixe – ou de catuaba.

20/10/2014

Sexta- feira a noite, a banda em que ele se enfiou ia tocar e, namorada é pra essas coisas, lá fui eu curtir a pontinha de juventude porradeira que tem em mim. A banda é boa, muito boa, energia brasuca pra lá do teto e contagiante, não vi ninguém parado. Exceto, bem, quem vos escreve. Na verdade, pensei essa crônica inteira enquanto estava por lá, entre uma, duas, três e deixapralá catuabas. Pausa pro intervalo, ele vem, toma uma água e nos entregamos ao pingo de velhice e saudade que levamos estampados na cara: abrimos o vídeo da nossa cachorra no meio do rolê E ainda mostramos pra quem estava por perto E não estávamos n-e-m-a-í.
A banda volta e minha preguicite é mais que a primeira parte, canso só de ver aquela galera fazendo todos os paranauês de coreografias que eu não sei fazer e cantando letras que eu não sei de cor e muito menos sambar – que inveja. Lá no fundo, no cantinho, vi um cara ali, dançando meio que sozinho, pé pra lá, o outro pra trás, mão ora pra direita, depois esquerda e sorrindo com olhos fechados. No outro lado do salão, uma mulher, dançando meio que sozinha, pé pra cá, o outro pra frente, mão ora pra esquerda e depois direita e sorrindo de olhos fechados. Suspirei quase gritando: abram os olhos meus queridos, o avesso de vocês tá do outro lado esperando pra se encaixar. Encaixar. Olhei e olhei tanto que, por fim, o cara veio e me pediu pra dançar. Não moço, não sou eu. É ela, ali de vestidinho florido. Tudo é uma questão de encaixe e isso vocês já tem. Ou não.
Ás vezes o amor nos faz dançar, mesmo sem saber. Ás vezes ele nos ensina a dançar muito bem e depois, vai embora. Para outros, encaixa e bate o santo, mas ainda não é. Alguns, o momento ajuda a dançar aquele primeiro momento e depois, não é mais preciso dançar, só deixar o amor ser. Outras vezes, nenhum dos dois sabem, mas se entendem como ninguém sem se entender. E foi aí que, enquanto a banda cantava “Ela é minha menina, eu sou o menino dela” percebi que eles se olharam! Ela cochicha para amiga que mal se mexeu a noite inteira e ela vai até ele e o tira pra dançar: A AMIGA! A coisa não batia com nada, mas fechava, sabe? É. Para outros, o amor vem na coragem de não saber e só ir e se lançar. E a tal do vestidinho florido, ainda dançava sozinha sorrindo de olhos fechados. A música realmente tava muito boa, mulher.

Com certeza pode não ter sido amor, pode não ter sido destino. A gente precisa sempre dar nome aos bois para criar um raciocínio em um texto, mas dessa vez meu amigo, foi só a catuaba mesmo – no caso a minha batizada de santa casamenteira. Mas, a boa notícia pra vida é que, ainda que você não tome a vergonha na cara de aprender a sambar ou só queira aquela noite dançar sozinho, o amor uma hora faz a parte dele no tempo dele e depois, não importa a dança, mas com quem se vai tirar pra dançar pela vida toda. Como já cantam por aí, “Só sei dançar com você, é isso que o amor faz…”  – e a catuaba também, não confunda.

Fotos dessa noite? aqui.

imagem retirada do pinterest.

Observando, VIDA

> Observando: Sobre vida de cachorreiro

16/09/2014


É assim: seu caminho pra pegar o ônibus é só um caminho pra pegar um ônibus, mas os olhos estão pra lá e pra cá em ALERTA: um cachorro. Você disfarçadamente atravessa pro outro lado da rua, só pra trombar com um deles e de preferência agachar e deixar- se tomar uma lambidoca no nariz. O dono repreende o bicho e você só olha pra cima e diz, magina pode deixar. Mas, antes disso tudo acontecer como um bom cachorreiro que você é, estende a mão para aquela fofura sentir teu cheiro, aprovar e aí sim, tudo isso acontece – e é aí que cachorreiro se reconhece. Aliás, você que tem cachorro, vê se divide um pouquinho desse amor todo por aí. Ou então, você está no seu carro e vê na janela do lado uma língua de 3 metros pra fora balançando com uma cabeça pra cima e pra baixo tentando se equilibrar e babando por todo lado: você sorri, bate no seu vidro chamando a atenção dele e torce para o farol não abrir nunca mais, não importa se está atrasado. Visita na cada de um amigo pode ser só uma visita, até ele anunciar que está com um cachorrinho. Aí, a felicidade é quase como as de festas de fim de ano, não importa raça, não importa nada, ELE TEM UM. A pressa, ansiedade, até leva presente. O filhote baba no seu colo, você senta no xixi e volta forrado de pêlo até a cabeça: foi o melhor dia de todos. Você vê alguns pais muito cuidadosos que não deixam o filho brincar com cachorro ou se tomam uma lambida, ja vão correndo lavar o pequeno e você cria uma imagem mental do seu filho rolando no mato com um cachorro de 22kg em cima dele lambendo tudo e pensa: não tem coisa melhor, filho. Você pouco se importa se seu cachorro tem coleira de Swarovski você quer mais é ter mais dinheiro pra pagar um saco maior de ração e ter mais deles pela casa. Você faz uma viagem de avião de 1 hora virar de dois dias de carro, só para levar seu bichinho de boa e até mesmo ensina seu cachorro para sentar, não só por educação, mas por que fica mais fácil de abraçar. Você fala com seu cachorro e já te zoam, isso por que você não comenta com ninguém que sempre espera uma resposta. Vida de cachorreiro, não é fácil: tem que ter cachorro, e quanto mais, melhor. Mas, nem sempre tem. E aí, se você já chegou a um nível de carência canina de ir até um hotel Pet, inventar que quer um orçamento de hospedagem para um cachorro que você nem tem, por que na sua cabeça você iria chegar lá e ser atacado de amor por todos os cachorros do local. Enquanto, na verdade, você só os assistiu por um vidro – sim, nós fizemos isso. E aí, eu sinto dizer, teu caso não tem mais volta: cachorreiro, já é teu sobrenome. E o melhor, os cachorros sentem isso. Já vão direto pra você que simplifica, curte tudo, tem poucos apegos e não liga para aquela baguncinha básica. Afinal, vale a pena, qualquer porém de ter um deles por perto, vale a pena.

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