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VIDA

CRÔNICAS, VIDA

> A tal da felicidade

15/11/2016

Todo mundo quer ser feliz. É óbvio. Quem não quer uma vida tranquila, mansa e serena? Todo mundo. Tão desejada quanto a felicidade é, entra disparado neste ranking, a busca incessante por ela. Revistas, jornais, portais, fotos, redes sociais, vão te dizer o que fazer. A gente lê e ri, outros levamos a sério 60%, alguns arriscamos testar, com outros damos uma chance, mas não contamos pra ninguém.

A verdade é que na busca para a felicidade não existe certo e não existe errado. Existe a busca interna de cada um – mas ela tem que ser interna.

Para alguns a felicidade está em um carro novo na garagem, para outros apenas um tapete que diz bom dia na porta já ajuda. Para uns é ter um pão com manteiga no café da manhã, para outros é alcançar uma carreira estável na empresa X. Aí, está a raiz do problema: Estes são nossos sonhos, a felicidade é outra coisa.

Independente dos sonhos e do que fazemos, existe a felicidade que a vida quer nos ensinar a enxergar. Tomei a liberdade de apelidá-la de felicidade mínima. Aquela que no dia-a-dia esbarramos e deixamos passar. A felicidade que passamos a vida inteira sem notar. É ela.

A felicidade sustentável.

O estado interior que não depende do clima, altos e baixos da vida, do seu humor ou do quê você quiser colocar aqui. Ela é silenciosa, como a paz que sentimos ao abrigar um bebê ou o sorriso calado ao ver quem amamos. A felicidade que é plena inclusive quando estamos tristes. Não por ter a resposta ou segurança de tudo, mas de acreditar que a única certeza que precisamos ter é que tudo irá se ajeitar: mesmo em meio a dor. Felicidade que sabe que não há problema em ter problema. Sabe esperar, sabe se sentir bem e vivo na vida que tem.

A felicidade é uma questão de observar: A vida, ao nosso redor, o mundo e outro alguém.

A felicidade mínima é esta que fica escondida por entre o dia a dia e na rotina corrida. É o sustento para uma vida em paz. Assim como respiramos involuntariamente a cada segundo, sempre há tempo de a encontrar. A felicidade genuína: Sem peso, sem pressa e sem manual de instruções.

Apenas um passo de cada vez e involuntariamente, agradecemos a vida, por viver.

CRÔNICAS, VIDA

> VÁ COM MEDO MESMO

03/11/2016

E a coragem? Ah, ela vem…

Existem fases na vida em que é difícil tomar algumas decisões. Mas, se pararmos para pensar, enfrentamos isso durante todo o caminho: escola, curso, faculdade, trabalho, estilo, saúde, relacionamento. Tudo precisa do nosso selo de “certo, é isso mesmo que eu quero”. Seria lindo se a equação fosse resolvida simples assim. Pronto, tá aí o selo e a vida segue felizinha.

Afinal, e quando o único selo que existe é o “não sei se é isso que eu quero”? Ou o mais sofrível “não sei se é isso que eu quero, mas me disseram pra ir”. Quando a única coisa que nos resta são dúvidas, medos, arrependimentos e desilusões? Vá assim mesmo.

Vivemos pensando que a nossa geração X e Y fosse a mais perdida. A geração que mais quer, quer e quer, até conquista, mas não se contenta com o que realizou e segue de galho em galho com o peito vazio. Comparando- nos com a geração dos meus pais, como se fosse a mais bem vivida, sem tantos medos e aflições. O fato é que não cabe generalizar, somos humanos. É preciso um meio-termo entre elas: do prazer, de viver e da realização. Foi conversando com uma pessoa da geração passada que escutei: Vá com calma. Não há porque ter tanta pressa assim para resolver tudo. Aproveite o caminho.

Arrisco dizer que este selo de confiança nunca existiu. Não de forma fixa: a gente muda toda hora. Não é preciso ter certeza ou confiança de tudo. Ás vezes, na maioria das vezes, o que a vida quer da gente é coragem: de tomar um próximo passo, planejar, ir além, desacelerar, sonhar, plantar para colher. Nem tudo é a curto prazo quanto a nossa vontade de realizar. É preciso calma, vontade e insistência: Nunca desista do que você sonha. Seja paciente, enxergue as fases, respeite o tempo, procure ajuda e se divirta o quanto puder. O caminho tem a mesma corda bamba pra todo mundo. Você não foi sorteado.

Aproveite o caminho. Viver é um risco.

Benditos sejam os corajosos que seguem a vida, sem ou com medo, mas nunca perdem a intensidade e vigor no trajeto. Encontre um boa janelinha pra sentar, sentir e apreciar o frio na barriga: Essa é a graça da vida.

Está com medo? Vá com medo mesmo!

CRÔNICAS, VIDA

> O tempo da vida para você

27/09/2016

Existe uma coisa importante a se considerar sobre a vida: ela tem o tempo dela para cada um.

Não são todos os que nascem e já sabem o que querem ser quando crescer. Alguns descobrem no colégio, outros mudam depois de começar 1 ano da faculdade, outros terminam a faculdade e ainda estão de ponta cabeça e outros irão se transformar a vida inteira. Destes, não existe quem seja o melhor.

Alguns precisam sentir a água batendo na bunda para tomar atitude, outros sabem lidar com a estabilidade e desejam ela. Uns adoram a vida de 8 horas trabalhando e sorriem ao ver a carteira assinada, outros querem um escritório diferente todos os dias. Algumas pessoas sonham com ter uma família e conhecer o amor incondicional da sua vida. Outras não querem e conhecerão esse mesmo amor de outras formas. Algumas pessoas falam, gritam, dançam, passeiam, desbravam. Outras são na delas, falam quando se sentem confortáveis, dançam sozinhas no quarto e preferem o que já conhecem e dominam bem. Algumas pessoas fazem questão de compartilhar a vida, o que gostam, amam e o que as fazem bem. Outras, simplesmente, não querem. Cada um é um universo e a vida trabalha colorindo de forma particular. Sem nem cogitar comparar.

Existe o tempo da vida e o tempo das coisas para cada um. Talvez o que a vida não contava é que em meio disso tudo, do ótimo plano dela, surgiria a internet. Onde o que na vida foi construído em anos e dias de dedicação, resume- se em um único segundo compartilhado. O trabalhado da vida é comparado, julgado, elogiado ou, até mesmo, desestimulado. A internet trabalha agitada, ansiosa e com a cobrança constante do postar, postar e postar. Quando a vida trabalha com carinho, respeito e a liberdade de dar tempo para quem precisa de mais segundos para recuperar o fôlego e respirar. Não preciso nem dizer em quem devemos confiar, não é? Só que ás vezes esses dois tempos se confundem. Busca-se viver o tempo que é postado. Deseja-se compartilhar logo o que foi sonhado e o que deseja ser realizado. Mas, a vida não é assim.

Na verdade, existe mais de uma coisa importante a se considerar sobre a vida: A vida não se importa com o tempo da internet ou das outras vidas ao redor. A vida tem o tempo dela e é preciso respeitar. Ou melhor, é preciso aprender a curtir cada segundo, sem precisar imaginar cenários. Nem apressar ou atrasar. Apenas seguir.

A vida sabe mais do que nós mesmos e da tecnologia, só cabe a nós confiar.

CRÔNICAS, VIDA

> O silêncio faz (p)arte

19/09/2016

Silêncio é uma arte, um mergulho, um… alívio?

Neste mundo tagarela e com zilhões de informações por segundo e compartilhamentos a todo vapor, sim, ele é como um suspiro. A gente tem o costume de pensar que o silêncio é inconveniente, precisa ser banido e que devemos falar e preencher o vazio sonoro com alguma opinião ou falar do clima no elevador. Mas, não. Ás vezes não falar, é melhor, bem melhor. Ás vezes, simplesmente, ninguém precisa ouvir nossa opinião e, nem por isso, significa que não a temos e somos menos. O silêncio incomoda, mas  com a maturidade ele dá sentido. É preciso delicadeza para saber a hora de se manter neste estado ou podá-lo.

O silêncio é sábio. É para quem tem convicção.

No amor o silêncio é agridoce. Diria que quase um fator determinante. O silêncio da falta de interesse, com pitada desprezo ou jogo para ver quem se importa menos é tortura. É o sinal. Dói. Porém entrega quem merece o valor de estar na vida ao nosso lado. O silêncio é simples.

Por outro lado, a gente costuma não perceber o valor do silêncio até encontrar alguém que o faz ser deliciosamente incrível. Não é sempre, não há de que se preocupar e é totalmente necessário. Senta- se no sofá e pode se viajar para outro planeta sozinho e, sim, ser amor. O amor que não precisa ser apenas eufórico e que lê o silêncio do olhar de que é necessário um tempo para parar, é também um sinal. Silêncio no amor e na amizade é como uma visita sincera. Aquela que você não precisa de cena e oferecer um biscoito toda hora para ficar: se é o que se é inteiramente. É sincero, é jogo limpo. Há parceria e respeito. O amor gosta, se sente em casa, terra fértil e floresce.

O silêncio pessoal é como uma oração. Livre de religião e carregada de coração. Uma prece que não clama a todo custo por respostas. É pura e repleta de frases sem conexão. No silêncio não se tem rodeios: é o que sentimos puramente, ali, escancarado e com o peito aberto. O silêncio é quase uma enciclopédia da alma. Lugar em que nos descobrimos, sintonizamos, escutamos e entregamos o que somos. O silêncio é um cúmplice e dos melhores. Pode- se admitir erros, se gabar um pouco dos acertos, pensar em tudo sem concluir muita coisa e nada irá interromper.

O silêncio nos molda. Como seres mais conformados de que a vida tem o seu ritmo, tempo e valor. Manso e vagaroso, respiramos o ar mais devagar e por minutos a vida é como é.

O silêncio confirma, repensa, corrige, recalcula, faz, não faz ou refaz. É verdadeiro e direto: o silêncio grita o que o coração tenta nos dizer cochichando o dia inteiro e, a tagarelice do mundo e a de nós mesmos, não deixa ouvir.

E eu, se fosse você, ouviria o que o seu coração tem a dizer. Sem usar palavras complicadas: O silêncio faz arte – e precisa fazer parte.

CRÔNICAS, VIDA

> É preciso um bocado de tristeza

09/08/2016

Um dia, alguém cantou “mas para fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza”. O único verso repetido. Não foi à toa não.

Muito fala-se sobre a felicidade, simplicidade e a leveza para viver. Busca-se muito esse trio para ter uma vida mais tranquila e serena. Também não é à toa. Na rotina e ritmo sem freios que optamos muitas vezes por caminhar é preciso todo este trio maravilha pra aguentar.

Para isso já preparam aquela lista que vai daqui até o Japão do que você precisa fazer: não comer carne, viajar 3x no ano, comprar roupas assim e assado, não usar isso ou aquilo, escutar tal cantor, fazer yoga ou pilates, surfar, ler X e Y livros, aplaudir o pôr do sol. Mais uma vez somos pegos pela armadilha do ser humano: A arte de começar tudo de fora para dentro.

Não é de se surpreender, afinal são anos e anos vivendo em um mundo que nos julga pela aparência, quer aprovar as decisões que tomamos, as roupas que vestimos e o rótulo que acreditam que precisam nos dar. Então, esquece tudo isso. A questão não é do que vá “funcionar”, mas de não precisar se tornar quase um personagem – pois parece que é o que querem de nós. Se é que posso dar um conselho, ele é breve: Respire e se escute. 

A vida é um processo. Daquele que não existe regra ou molde e, mesmo sabendo disso, até insistimos na boa intenção em indicar o que nos faz bem, mas é importante não esquecer que cada um é cada um. E é preciso saber quem a gente é pra gente.

Cada um é um mundo.

Cada um tem aquela pitada que só a gente sabe como é duro de conviver com ela. Aquele defeito que aturamos com dificuldade. Cada um tem de vez em quando aquela sensação de que se está deslocado no mundo e não fazemos parte de nada. Cada um tem um momento em que é preciso se retirar, silenciar ao redor para conseguir ouvir dentro de sí. Cada um tem os seus medos, mais bizarros ou até os que fazem sentido para outros. Cada um tem os seus demônios para aguentar. Todo mundo.

Cada um tem a sua corda bamba para se equilibrar. Cair, levantar e retomar.

Quando a gente retoma e se reequilibra, quantas vezes forem precisas, a felicidade vem. A felicidade é um instante. O momento em que tudo esta em sintonia à maneira de cada um. Por isso, não é à toa que a queremos tanto: Alegria é a melhor coisa que existe. Diferente da tristeza, não precisa repetir duas vezes este verso – todo mundo sabe.

É por isso que a danada é uma conquista diária. Um bocado de alegria, entusiasmo, drama, suspense, medo, riso, solidão e a tristeza. Somos um mundo de sentimentos em equilíbrio. Felicidade é parte de um todo. Se tirar a tristeza é impossível reconhecer a alegria.

Vinicius tinha razão: um samba com beleza, tem que ter um bocado de tristeza. Um bocado.
A alegria vale a pena.

Está tudo bem estar triste. Tá tudo bem sentir o que for preciso, contanto que se sinta e viva sendo o que você é. “Respire e se escute”. É preciso repetir não duas vezes, mas toda hora e todo dia.

CRÔNICAS, VIDA

> Para quem desacreditou da bondade no mundo

26/07/2016

Escrever no passado vai parecer que esta história é antiga, mas aconteceu poucos dias. Era uma noite fria em São Paulo…

Nem sempre a gente acorda acreditando nas pessoas.

Nem sempre a gente tem fé que o dia vai ser belo. Pior, às vezes, a gente não consegue aceitar as mínimas coisas boas da vida como ter um chuveiro quente e uma cama macia para agradecer. Queremos mais, o que não temos. Nem sempre a gente tem esperança. Nem sempre a gente consegue ter forças para crer que o amanhã será melhor.

Estava em alguns dias assim. Cansada da falta de compreensão e quase nada de respeito. Cansada de ver o mundo virando de ponta cabeça e chacoalhando. Mundo onde vivemos desconfiando de tudo e todos e é difícil crer na gentileza e tolerância. Um mundo em que custa crer que é habitado por seres, realmente, humanos. Cansada de tentar fazer algo. Cansada.

Ninguém se orgulha, mas, às vezes, a gente acorda assim.

Era nove da noite e Fabinho foi na padaria, eu trabalhava no computador com fones de ouvido. Apenas ouvi o estalo da nossa porta antiga quando ele a abriu e pronunciei as palavras: E QUE RAIO É ISSO?

Estranhei ao vê-lo entrar com uma panela e um pano de prato enrolado na alça.

-A vizinha nos deu sopa! Ele me contou todo feliz e com o olhos tão surpresos quanto os meus deveriam estar.

Revivi. Era uma noite fria, eu já disse. Mas, pude sentir o meu coração aquecido de humanidade, fé e esperança. Sem mais, nem menos, alguém nos fez bem. Uma lágrima quietinha parou nos meus olhos quando provei. Nunca imaginei que louro combinaria tanto em uma sopa. Nunca imaginei que alguém poderia mudar meu dia sem me conhecer.

Era “só” uma sopa. A sopa de alguém que recém chegou no bairro e não nos conhece bem, mas nos deseja bom dia, boa tarde e boa noite todo dia. Hoje sei que não era por educação, Bia.

Bia queria realmente nos ver bem. Não precisou mudar o mundo todo pra isso. Fez o que pode, como pode e ao seu redor. Sem imaginar, ela me fez crer que amanhã será melhor, por ter fé que posso aquecer o coração de alguém da forma que eu puder, assim como ela fez.

O mundo ainda é feito das pequenas coisas – que eu ainda não sei por qual razão as chamamos de pequenas, se são tão grandes.

Se você acordou em um dia em que está difícil acreditar na bondade, te conto hoje sobre a Bia. A cada dia, conheço uma diferente por aí. Você também deve conhecer. Você pode ser uma Bia para o dia de alguém também. Vale a pena dividir o mundo com gente assim.

CRÔNICAS, VIDA

> Continue a correr

25/07/2016

Estes dias me deu um BUG ao lembrar da minha meia maratona: foi este ano né? ou ano passado? CREDO! Minha cabeça não é das melhores, mas parece que passou uma vida desde aquele dia. Depois da meia maratona senti um pouco de incomodo no joelho, o bastante para parar por uma semana, que foi o meu maior erro. Alonguei pouco e nesta semana com dor, tive muito trabalho, fiquei muito tempo sentada, o que só piorou. Não foi lesão, não foi nada demais, mas a dor era grande. A dor era um sinal que eu deveria ir aos poucos e não parar, como fiz por mais duas semanas.

Continuei com academia, exercícios e depois destas semanas, corri. A dor voltava e a pressão na cabeça era ainda maior. “Você correu 21.1k, claro que consegue o seu 5k abaixo de 25min agora”. Lá estava eu, escrava dos números mais uma vez. Tem gente dedicada e que não para até alcançar um objetivo e tem gente que é assim, acha que consegue e se não consegue, bate um pequeno desânimo. Essa era eu, buscando o equilíbrio em mim mais uma vez.

Resolvi trabalhar mais as pernas, as mesmas que estavam doendo e que senti que precisava reforçar. Agachamentos e exercícios com o peso do corpo viraram rotina e pular corda uma diversão no quintal. Passei a correr uma vez na semana com o Barba, para esfriar a cabeça. Mas estava bem, não estava surtada e mantinha os exercícios, o meu momento presente.

Agora montamos uma nova planilha para em Abril vir o dobro: 42.2K. Algumas pessoas me perguntam como é voltar a correr e, se eu puder dar um conselho é simples: NUNCA precise voltar. Pra isso, nunca pare. Eu diminui muito e senti como se estivesse começando do zero mais uma vez. De maneira nenhuma isso é ruim, mas escutar nosso corpo é importante. É fundamental. Meu corpo não me dizia para parar e nem diminuir, mas para ir mais devagar. Que estava tudo bem ir devagar, que saber e curtir o caminho é melhor do que terminar mais rápido. Que eu sabia que conseguia, agora era hora de aproveitar.

Até setembro vamos manter as corridas 3x na semana com distâncias curtas em 5 e 7km. 3 dias de fortalecimento muscular e um dia de bike. Estamos nos divertindo, como da primeira vez. Alguns dias mais fáceis, outros bem mais difíceis, quase parando. É neles que, quando termino, me descubro mais forte do que penso que sou: paro de pensar e vou.

Ainda me acostumo com o vento no rosto, a respiração que não é ofegante, mas não é confortável como antes. É engraçado como a gente demora para se acostumar com o desconforto e demora mais ainda para voltar a se sentir confortável com ele. Corrida é isso. Se equilibrar e adaptar com o desconfortável.

Então, se me perguntam como é voltar a se preparar para uma prova e correr: é sempre como a primeira vez. Por isso, não importa quanto de tarefas tenham, quanto de preguiça ou desânimo sinta, continue a correr. Foi assim que me mudei pra melhor e me equilibrei, não posso esquecer.

Continue a correr. Continue.

(também mudei o meu mantra desta vez)