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Corrida

Corrida, CRÔNICAS, VIDA

> Você está bem?

06/03/2017

Pergunto porque quero saber mesmo.

Sinceramente, eu não lembrava a última vez que me perguntaram isso querendo saber realmente como eu me sentia.

A vida é uma corrida e agora não falo do ato de correr, mas dessa mania de que parecemos sempre estar com algo para fazer, pensar, como agir, dizer e prosseguir. Todos sem excessão vivem boa parte do dia assim: trabalho, sonhos, alimentação, relacionamento, amizades, família, saúde, isso não é ruim. Mas, convenhamos que é uma infinidade de pautas para resolver e, sim, elas não tem fim.

A verdade é que entra ano e sai ano e nós sabemos pouco das pessoas. Queremos saber o que elas fazem e no que temos em comum, não conhecer QUEM elas são. Afinal, a essência de cada um demanda tempo.

Perguntamos o dia todo qual aplicativo, qual o sapato, batom, tênis, loja, viagem, o lugar, como é isso, aquilo… Mas não paramos para perguntar se alguém ESTÁ bem. Como essa pessoa realmente se sente, como está indo o dia, a vida e os planos. Será que realmente estamos interessados em algo além do que nos convém?  É duro de pensar e admitir.

Dia desses surgiu o momento em que alguém me perguntou se eu estava bem. Disse rápido e rasteiro que sim. A mesma pessoa refez a pergunta “Tá, mas você está bem?”. Foi quando percebi: ela realmente queria dividir o peso do meu dia. Alguém que tinha os seus compromissos, sua vida, afazeres, problemas e, ainda assim, queria jogar papo fora. Queria ouvir eu reclamar dos pêlos que nunca acabam, da quantidade de dúvidas, dos medos e da alegria de ter acertado um bolo naquela semana. Eu falava e a pessoa sorria – ouvir e enxergar o próximo traz a sensação de que não estamos só no mundo. O verdadeiro ato de ser humano.

“Você está bem” não é educação, mas um convite para quem deseja ouvir de outro mundo, não exatamente os segredos, mas aquilo que se têm a dizer e sentir.

Da vida, só levamos as experiências e o que cativamos. É preciso sentir e aprender mais com o ao redor. Independente da velocidade da vida o freio e o acelerador está dentro de nós. Acelere quando precisar, mas freie sem culpa quando sentir que deve. Tudo bem? Espero de coração que sim.

Corrida, No meu prato por um dia, RECEITINHAS

> No meu prato por um dia: Sem sair da linha!

14/02/2017

Como vocês sabem estamos em tempos de preparação para a maratona aqui em casa. Isso quer dizer alguns dores que vem e vão, cabelo queimado do sol, marcar de shorts na coxa e alimentação bem controlada. Nosso cardápio, feito pela Poly, vem com as quantidade de cada grupo alimentar e em cima delas, fazemos as escolhas pro nosso dia a dia. Seguindo suas orientações dela de compra, as quantidade varia de pessoa pra pessoa e dos gastos de energia. Estamos treinando todos os dias, não só corrida, mas musculação, bike, natação. Então, pensando no preparo para correr bem, é importantíssimo mantermos tudo bem certinho agora. Afinal, faltam apenas 9 semanas. Como não fazemos só isso da vida, alguns dias a gente rebola para fazer tudo certo. MAS, a boa notícia é que o básico, funciona!

6:00am | Antes da corrida: banana + aveia + canela

7:30am | Depois da corrida: mamão + pão com pasta de amendoim integral + café com leite e canela (teve 1 queijo branco que comi antes da foto, HEHE)

10:30am | Lanche da manhã: 1 maçã

13:30pm | Almoço: Kibão de abóbora com queijo branco. Fabinho e eu temos quantidades bem diferentes. O que fiz foi separar a minha quantidade de abóbora cozida e amassada com a farinha de kibe, temperei com cebola picada, alho, sal, orégano, tomilho e páprica. Com abobrinha fica incrível também! Cortei pedaços de ricota e recheie. Assamos no forno por uns 40 minutos. Comemos com alface, tomate, cenoura, lentilha e brócolis. Tão importante quanto pensar nos macronutrientes é ter variedade de legumes, verduras e grãos. Muito importante!

16:00pm | Lanche 1: A gente brinca que come o tempo todo. Estamos seguindo bem certinhos os horários das refeições que é bem importante para não perder musculinhos e tudo mais. Ainda mais nessa fase de treinos, qualquer risco de lesão já assusta. Esse lanche é pequeno e no geral, não tenho fome. Por isso faço esse bolinho que é bem simples e já é completo. 1 ovo + 3 colheres de sopa de aveia + 1 colher de sopa de cacau + essência de baunilha + adoçante a gosto. Quanto Fabinho tem reunião fora, leva em um potinho 🙂

18:30pm | Lanche 2: Panqueca de banana que é feita com 1 ovo + 3 colheres de aveia + canela. Ás vezes eu gosto de colocar só meia banana e deixar o resto para comer junto com a massinha. Ah! um pouco de mel por cima vai bem 🙂

21:00am | Janta: Pensa em uma janta com pressa? Pois é: lanche. Algo que nosso nutricionista fala que eu gostei muito e mudou minha cabecinha, é que seu corpo não sabe que você está comendo “pão” ou “arroz”. Ele sabe que entrou Xgramas de carboidrato. Claro, se a qualidade do pão ou do carboidrato for tão boa quanto de uma arroz integral, por exemplo. Eu semprei gostei muito de lanche, claro, vai pão. hahaha E é uma boa alternativa pra quem não tem tanta fome a noite como eu. Rap 10 integral + alface + pasta de creme de ricota com cenoura ralada, ervilha, queijo e temperinhos + ovo. Sempre “guardo” uma quantidade para comer uns cookies com chá antes de dormir, hehe. Esqueci de fotografar.

Esse foi um dia corrido por aqui. Mas, deixando tudo picadinho na geladeira, fica mais fácil de montar e variar opções. Sem mistério! Só soltar a criatividade de abusar das cores <3

Corrida, Inspirações

> Dicas para começar a correr

31/01/2017

Desde que começamos a correr, pegamos gosto não só em fazer, mas de falar sobre isso. É normal quando algo nos faz MUITO bem a gente querer recomendar e querer que todos ao seu redor se sintam tão bem também. Claro que é bacana cada um buscar o que dá prazer como: bike, dança, natação, enfim. Voltando para a corrida…

Separei neste post algumas dicas que me ajudaram muito neste processo para começar a correr. Vamos lá? 🙂

  • DEVAGAR E SEMPRE

Primeira corrida que fiz no parque foi engraçada. Larguei em 5:50 por km, velocidade sem noção para quem nunca correu na vida. Digna de dar risada, afinal 150m depois eu não conseguia mais sair do lugar e não conseguia respirar. É nessa hora que você entende que correr exige planejamento. Você precisa pensar na constância X que conseguirá manter pelo tempo X de exercício. Tudo isso é um ponto de interrogação quando você não sabe nem se gosta daquilo e muito menos não sabe o ritmo de respirar. Então, meu conselho: Sabe aquele trote de vovô correndo no acostamento? É este mesmo – são os que vão mais longe. Não tenha vergonha. Só quem corre um tempinho sabe como manter um rimo de todo o corpo por UM KM é difícil e exige persistência.

  • VAI DOER!

VAI. Minha primeira corridinha, antes dessa do parque, foi de 2km na esteira. Por estar na academia mais ou menos 1 mês achei que não ia doer nada depois. HÁÁ! Dia seguinte minhas pernas pesavam o dobro em lugares que nunca imaginei que existiam. Subia escada e o quadríceps gritava, na frente da canela(?) pareceria ter uma faca, tornozelo e em cima do joelho parecia que amarraram um tijolo. A gente treina justamente pra criar essas “micro lesões” que vamos fortalecendo com o tempo. A corrida é um esforço super repetitivo então é preciso estar com o corpo resistente e forte! Coisa que nessa época tão sedentária do ser humano, não estamos nenhum pouco. Mas ficaremos é só persistir! 🙂 E para isso…

  • CADÊ OS MÚSCULOS ?!

… Músculos são necessários e MUITO! É na musculação que você irá fortalecer todo o corpitcho, tendões e ligamentos para aguentar os impactos da corrida – que são MUITOS. Corpo de atleta de elite é SECO que só, mas é puro músculo. Pense que o seu pézinho e a mecânica do seu quadril e costas que irá “carregar” todo peso do seu corpo por pelo menos 30 minutos. É intenso! Muita gente menospreza a musculação, ainda mais porque bem no começo ela deixa muita fadiga muscular e compromete os treinos de corrida. Garanto que depois acostuma. Mas, se hoje, tanto eu quanto Fabinho não nos machucamos correndo “por conta”, foi por causa dos benditos exercícios com elástico, ferro, peso do corpo. Fabinho já fez uma cirurgia no joelho, então sempre foi bem empenhado no fortalecimento mesmo não sentindo dores nas corridas. Eu senti bastante. Tive (ainda tenho) que agachar horrores para proteger o joelho e peito do pé de dores. Ah!! Não é só perna! Costas, peito e abdômen são muito importantes, pois darão estabilidade para todo o corpo. Quando dizem que corrida mexe com tudo, é verdade. Se você não quer evitar se lesionar para correr felizinho, capriche.

  • RESPIRAR É PRECISO E DIFÍCIL

Acertar a respiração foi a minha maior dificuldade. Justamente por sair feito uma louca desvairada no início. Muitos treinadores recomendam começar a correr por 1 minuto e caminhar por 1 minuto e assim vai progredindo o tempo a cada semana de treino. Para mim não funcionou bem. Eu sentia que quando começava a me entender com a respiração, eu tinha que parar para caminhar e perdia o ritmo. Segui o conselho do meu cunhado “não vai pelo puxa um solta dois pela boca, tenta deixar fluir”. Isso funcionou bem comigo. Claro, com o tempo fui acertando melhor as puxadas de ar com a velocidade e tudo o mais, mas no começo além de me deixar mais livre, isso me deu segurança para ouvir o meu corpo. A respiração foi de uma dificuldade para algo prazeroso de entender e me dedicar. Sem música nos ouvidos, sem nada, só persistindo. Correr na esteira me ajudou demais a ganhar ritmo, além de dar uma amortecida no impacto do começo.

  • TÊNIS É INVESTIMENTO

Acho que esta é a única coisa que não dá para fugir. Top errado, shorts que incomoda no começo a gente aguenta. Claro que se você tiver condições já compre de marcas esportivas para melhorar o seu conforto, mas não é nenhum pouco obrigatório. Eu fui montando tudo aos poucos. Até fiz 3 corridinhas com um tênis BEM nada a ver e resolvi ir atrás de um decente. O tênis é fundamental e muito individual! A gente curtiu muito a série boost da Adidas. Confesso não conhecer ainda muito da Nike e Asics, duas marcas mais famosas. Vale uma visita nas lojas, conversar com vendedores para entender melhor cada tipo e modelo. Tênis bom é leveza e amortecimento bacana para você, não vá de all star como eu já fiz! hahah

  • CORRER TODO DIA? NOOOOOT!

Acho que aqui mora o maior erro. Eu me coloco no grupo de pessoas que deu uma corridinha, animou, apaixonou e quis tentar no dia seguinte se superar. Mas, se controle!!! Sério. Não corra todos os dias. Coloque uma musculação no intervalo ou até mesmo descanso. A recuperação muscular e de estímulos é bem importante ainda mais no começo. Depois você poderá separar os treinos com intervalados, longos, de ritmo, subidas e assim cada treino irá estimular uma região das pernocas e não forçar apenas um tipo de fibra e grupo muscular. Mais importante do que fazer todos os dias, é fazer sempre. Corrida é persistência. É ritmo e vai virar a melhor coisa da sua rotina 🙂

  • DIVIRTA- SE!

Sim! No começo é difícil. A gente quer correr sorridente que nem em comerciais. A sensação do pós corrida ainda que não tenha sido das melhores, é mágica. Você fica zen pelo resto do dia. Mas neste começo, correr ainda não será um processo natural. Você ainda vai ajustar a quantidade de comida do antes para não passar mal, o tempo de espera para sair, o tênis correto, a roupa adequada, acostumar com as interferências climáticas, o melhor horário, a hidratação, a música se quiser, o ritmo da respiração, as dores do dia anterior. Algumas pessoas possuem mais afinidade ou até melhor condicionamento e talvez tudo isso flua mais rápido, mas sempre digo: CURTA! Demorei 3 meses para calçar o tênis e sair correndo sorrindo feito tonta sem pensar muito e me preocupar. Quando tudo já tiver se tornado um processo natural, você resolve aumentar velocidade, distância, rendimento e então, tudo começa desde o início, quase do zero… 😛

Me perguntam bastante se tivemos algum acompanhamento profissional e não tivemos. Na época estávamos na academia e comentava com o instrutor, mas não passava de um incentivo, não recebíamos dicas. É necessário um? Você precisa fazer um checkup geral, isso é ÓBVIO, antes de qualquer prática de exercício. Sim, até para correr. A gente não tem noção do nível extremo de sedentarismo que a sociedade chegou. Eu sempre fui ativa, de não parar quieta por um segundo e, ainda assim, não tinha acho que meio kg de músculo no corpo haha.  Meu conselho? Vai devagar em uma esteira ou no parque, até para ver se irá gostar. Persista. Se tiver condições financeiras e gostar, invista sim! Aqui fomos indo, indo, indo e virou amor.

Espero que as dicas ajudem e estimulem quem deseja começar a correr 🙂

A corrida mudou a nossa vida, mente, corpo e nos fez enxergar a vida com muito mais calma. Recomendamos.

Corrida, No meu prato por um dia

> Por que procurei uma nutricionista? – 1 MÊS

01/12/2016

Desde que comentei que estávamos com um acompanhamento de uma nutricionista, recebi muitas mensagens. Quando assunto é alimentação muitas perguntas começam a surgir. Realmente, eu já sabia que deveria ter procurado há um tempo, ou melhor, desde que começamos a correr para CORRER. No começo eu brincava que corria para viver, mas hoje, a paixão virou amor.

Meu pensamento é assim: se está INSEGURO da forma que está fazendo, procure um especialista ou um profissional para socorrer. Foi o que fiz. No início, como meu objetivo era apenas ter uma vida mais leve, eu não senti muita necessidade nas corridas curtas. Me alimentava de forma balanceada e pronto. Acredito que toda pessoa que pense em correr longas distâncias, como uma meia maratona, deva ter em mente um acompanhamento nutricional – além de ir ao médico, avaliações e tudo mais no famoso “checkup” geral. Depois da meia maratona eu ainda me sentia um pouco fraca, gostaria de ter terminado me sentindo mais resistente. Porém segui com os fortalecimentos, afinal eu fiquei bons anos sem fazer nada, já sabia que não seria algo do dia pra noite.

Quando decidi partir para uma maratona, comecei a me sentir muito insegura. Afinal, não é brincadeira. Sabia que de nada iria adiantar procurar um plano alimentar na internet. Cada corpo é um corpo. Comentei com Fabinho e ele concordou totalmente com a ideia. Atualmente o “ramo” da nutrição possui muitas vertentes. Vale lembrar que, como em tudo na vida, é fundamental escolher alguém com as mesmas visões que você. Alguém que você acredite e confie. Pois bem. Entrei em contato com a Poly, que é nutricionista oncológica e esportiva e, amiga da minha família que foi minha professora de ballet quando eu era pequena. Sempre adorei a maneira equilibrada, calma, sensata e muito detalhada das suas explicações. Marquei uma consulta e estava muito ansiosa positivamente. Eu finalmente iria ter alguém para pensar por mim as quantidades necessárias para o meu corpo naquele momento.

Eu sabia que comíamos bem em termos de qualidade o que estava errado eram as quantidades e a distribuição durante o dia. Hoje, eu tenho 6 refeições e o Fabinho 7. Comemos o dia todo! No começo estranhei muito, achava que iria engordar – com sinceridade. Depois aprendi que ficar mais de 3 horas sem comer, quem iria pagar era o meu músculo; Que todo carboidrato precisa ter uma quantidade de fibra para ser bem absorvido; Que pela imensa variedade de produtos que temos hoje, por exemplo, de cookies, um não é igual ao outro. É preciso ler os rótulos nutricionais e escolher o melhor. RESUMO: Em uma consulta eu fiquei empolgadona e bem feliz. Consegui sanar muitas dúvidas e me animei sabendo que eu poderia melhorar minha performance na corrida e que estávamos cuidando mais da nossa vida.

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Confesso que meu objetivo nunca foi prioritariamente estético. Tenho coisas que não gosto em mim, claro. Mas, eu queria correr bem. Foi isso que escrevi no questionário que dizia “Qual seu objetivo?”, eu gostaria de saber as quantidades necessárias para me alimentar e recuperar bem de principalmente corridas longas. Hoje, me alimento mais consciente, algumas coisas em mais quantidade e meu corpo enxugou muito em 1 mês (me desculpem o antes e depois que são sempre embaraçosos mas, muita gente notou diferença no meu corpo em fotos).  Aos poucos conto cada detalhe e novidades nos diários de corrida. 🙂

Por que procurei uma nutricionista? Muitos me perguntaram.

Pelo alívio de me sentir bem informada. Hoje me sinto confiante. Claro que tudo isso é relativo e é um caminho que trilhamos na vida, mas me sinto bem segura e vendo resultado em cada corrida e na vida. Sinto que alimento meu corpo com o que ele está precisando agora. Sem exageros, neuras e respeitando o tempo das coisas. Recomendo procurarem um profissional de nutrição? SIM. Infelizmente a gente só vai atrás disso quando “precisa”, mas agora vejo como é algo que desejo continuar para a vida da nossa família. Claro que em uma frequência menor, mas todos deveríamos nos conhecer mais por dentro – literalmente. Independente do objetivo. Sempre acreditei que alimentação era tudo na vida, hoje sei que isso é 100% verdade. Tudo faz parte de um todo. Aos poucos, vamos cuidando de tudo em partes.

Para quem interessar: contato da Poliane. E instagram.

Corrida, Inspirações

> O que mudou depois da rotina de exercícios

03/10/2016

Sempre me perguntam o que mudou no meu corpo desde que começamos a nos exercitar “fielmente”, digamos assim. Confesso que é difícil falar pois não sou das mais ligadas em números como o Fabinho é. Mas, vou tentar.

Desde pequena eu sempre fui muito ativa. Fiz ballet, futebol, danças, ginástica, de tudo. Sempre gostei de me movimentar e sempre fui muito agitada. Quando comecei a trabalhar paguei minha primeira academia, fazia as aulas na medida do possível e a vida seguia. Minha alimentação sempre foi bem equilibrada então, pra mim, estava bão. Nunca gostei de “puxar ferro”, mas com os horários malucos, optei pelo o que era mais flexível. Acredito que depois de um ano e pouco eu parei e, nessa fase foi a que conheci o Barba. Começamos zilhões de planos e pagar uma academia, 200 cacetada por mês, não se encaixava. Embora, HOJE, eu saiba que isso não é desculpa.

Quem acompanhou desde o começo já sabe que foi mais ou menos em Abril do ano passado que nos inscrevemos na academia e foi ótimo. Meses depois começamos a correr e foi mais lindo ainda. A primeira mudança no meu corpo apareceu um mês de academia, quando meu ombro resolveu RESSURGIR. Lembro de meu pai comentar que eu parecida até mais alta, haha, OK. Também me senti muito mais resistente para tudo no dia a dia. Já não era das mais preguiçosas, fiquei mais ligadona ainda. Não me cansava fácil e fiquei raras vezes doente.

Confesso que eu não tinha muito o que DESEJAR mudar no meu corpo com urgência. Minhas palavras exatas foram: Quero condicionamento físico. Eu não queria crescer, nem diminuir. Só queria não ficar ofegante subindo escada. Queria saúde. ÓBVIO, definição seria bacana, um pouco mais de ombro e coxa mais dura não cairia mal. Mas eu comecei com a consciência de que isso é algo a longo prazo.

Abril deste ano resolvemos não renovar. 1- economizar 2- saco cheio de ver um dia lindo de sol trancado em uma sala quente com gente suada. Dei uma breve pesquisada e cai em dois aplicativos que já comentei com vocês aqui.

Muita gente me pergunta se meu peso diminuiu ou aumentou. De fato, perdi um pouco de peso no início (o que não queria) e depois recuperei sem precisar me preocupar. Uma banana a mais aqui, quando dava fome comia mais isso ali e pronto. Também acredito ter sido aquele papo de “perdeu gordura, ganhou músculo”. Me mantive ainda na casa dos 45.5kg. Na época dos treinos para a meia maratona, perdi um pouco. A alimentação tem que ser muito alinhada e a boa hidratação é fundamental. O que sempre foi meu ponto fraco, minha maior dificuldade é beber água. Agora melhorei bastante isso.

Desde que comecei a me exercitar em casa senti uma enorme diferença. Consegui bem mais o resultado que queria visualmente: corpo normal, sequinho e leve definido. Fazer exercícios com peso do corpo, melhorou ainda mais meu cardio, resistência e os benditos agachamentos fortaleceram absurdamente para correr sem deixar fadiga muscular. Resultado: estou correndo muito melhor e com as penas leves. Por conta disso também ganhei 1kg de massa magra, estou com 46.5kg e minhas medidas diminuíram. Perdi 4 cm de cintura. De 65 para 61cm. Pretendo entrar mais profundamente em outro post sobre isso, mas eu e Fabinho diminuímos muito o consumo de açúcar. MUITO. Açúcar é uma droga, todo mundo diz isso e nunca levei tanto a sério. Até começar a correr e notar como ele pesa e deixa o metabolismo podre. Ainda comemos uma coisa ou outra aqui e ali, em família e é raro. Mas procuramos alternativas de muitas receitas com açúcar de frutas e tudo mais. Vamos deixar pra outro post 😛

Acredito que tudo faça parte de um todo. Foi importante fazer academia, foi. Agora estou amando a liberdade de fazer o exercício cedo no quintal ou tarde dentro do quarto, onde for e onde der. É divertido. Atualmente nossa compra do mês vem basicamente da feira o que estou cada vez amando mais. Descobrimos novas farinhas, combinações e nos surpreendemos com sabores.

Ainda bato na tecla que as mudanças foram muito maiores dentro de mim. Mesmo deixando de lado a poesia, é verdade. Estou muito mais aliviada e ZEN. Dou o troféu as corridas. Me sinto bem com meu coração. Sinto que ele está mais resistente. Consigo fazer tudo com MUITA facilidade, ergo umas coisas pesadas que meu pai até se assusta. Não ganhei apenas massa estética, ganhei força funcional. E vocês sabem o quanto eu gosto de não depender de ninguém, hahah.

No final das contas fico feliz pela rotina que estamos conseguindo criar. Ás vezes juntos, ás vezes sozinhos, mas sempre unidos. Nosso planos vem dando um pouco mais certo a cada dia. Me esforço para que nossa família continue caminhando assim: com paz em todos os sentidos.

Fico devendo números mais uma vez, mas é só porque realmente não me apego tanto. Se puder dar uma dica é divirta-se. Pense a longo prazo: no prazer, na liberdade e a sensação de bem-estar e disciplina. Esquece percentual X% de gordura dos famosos, peso X da modelo, cintura W da Sheyla do tchan e tantas gramas de proteína por dia.

Nesse mundo que já nos cobra tanto, vamos aliviar e buscar equilíbrio para o nosso corpo e mente. O resto é consequência. De verdade!

Corrida, CRÔNICAS

> “Um dia eu vou correr uma maratona”

05/09/2016

Bom, gente, pois é… Essa frase do título foi a que eu disse no primeiro diário de corrida… Lembram?

Fiquei muito feliz que muita gente está com saudades dos diários de corrida lá no canal. Recebi algumas mensagens de pessoas que se sentiam mais motivadas de simplesmente viver a vida assistindo aqueles vídeos e isso, me fez sorrir de orelha a orelha. Lógico que a gente se anima em falar sobre “correr”, mas você pode substituir por… hahah o que quiser 🙂

Lembram- se no texto da minha meia maratona em abril? Este aqui. Foi mais ou menos 3 meses depois dele que falei pro Fabinho que ano que vem, em 2017, eu ia correr uma maratona com ele. Dias depois ele me enviou o link da Maratona de São Paulo que acontece todo mês de abril. Não senti medo como pensei que sentiria, fiquei feliz. Seria mais um desafio que eu sabia que só dependeria de mim. Antes eu o classificaria como um “desafio dos grandes”, hoje é mais um desafio. Compreendo a dificuldade, mas aprendi a encarar que qualquer barreira é grande e intensa, até as aparentemente pequenas, quando damos o nosso 100%.

Depois da meia maratona eu sei que a palavra-chave é disciplina.

Sempre me pedem para falar o que estamos fazendo de exercícios. Já comentei aqui que não estamos mais na academia desde abril. Bom, uso o aplicativo da Btfit, Sworkit e MovesDB e faço 1 hora, sendo 15 minutos de abdominal. Todos os exercícios são com peso do corpo ou barra, que mostrei no snap quando o Barba comprou. Além de economizar com academia, nosso corpo mudou muito e de forma natural. O mais bacana é que não sinto minhas pernas fadigadas para correr. Estou muito mais leve.

Dividi mais ou menos a rotina assim: Domingo é dia de corridas longas 12-15km, segunda exercícios, terça descanso, quarta exercícios, quinta corrida média, sexta exercícios, sábado descanso. Minha corrida junto com o Fabinho é geralmente aos domingos e, estamos começando a aumentar mais uma vez de 15,16,17,19,21km. Mas, não vamos passar de 21km até novembro. A ideia é terminar este ano fazendo 21km bem, acostumar com a distância e o desgaste como se fosse 10km – hahhahaha vamso rir para não chorar. E é basicamente isso.

Ultimamente estou anotando as corridas em qualquer aplicativo Nike running ou Strava, tanto faz, estou me divertindo, me aliviando. Engraçado que quando a gente relaxa que fazemos nossos melhores tempos e com rendimento melhor. Estou correndo muito mais sozinha que no ano passado, o que acho uma delícia. Temos seguido assim. Animação, lendo muito e com frio na barriga.

Final/começo do ano, voltamos aquela rotina de uma corrida de força e velocidade de curta distância, uma corrida de subida ou média distância e uma corrida longa na semana. Na longa, vamos aumentando semana sim e não a quilometragem. Como foi no diário de corrida passado só que até chegar nos 32km. Número máximo recomendado nos treinos para maratona.

Em outubro o diário de corrida volta uma vez por mês lá no canal 🙂 Farei um vídeo comentando tudo isso e mais um pouco. Lembrando que isso é o que aconteceu comigo e que já estamos há um ano nessa coisa toda.

Espero que gostem de acompanhar e que torçam mais uma vez por euzin. \o/

Quem se animar de nos encontrar para correr em abril, VAMOS VAMOS <3

Corrida, CRÔNICAS, VIDA

> Continue a correr

25/07/2016

Estes dias me deu um BUG ao lembrar da minha meia maratona: foi este ano né? ou ano passado? CREDO! Minha cabeça não é das melhores, mas parece que passou uma vida desde aquele dia. Depois da meia maratona senti um pouco de incomodo no joelho, o bastante para parar por uma semana, que foi o meu maior erro. Alonguei pouco e nesta semana com dor, tive muito trabalho, fiquei muito tempo sentada, o que só piorou. Não foi lesão, não foi nada demais, mas a dor era grande. A dor era um sinal que eu deveria ir aos poucos e não parar, como fiz por mais duas semanas.

Continuei com academia, exercícios e depois destas semanas, corri. A dor voltava e a pressão na cabeça era ainda maior. “Você correu 21.1k, claro que consegue o seu 5k abaixo de 25min agora”. Lá estava eu, escrava dos números mais uma vez. Tem gente dedicada e que não para até alcançar um objetivo e tem gente que é assim, acha que consegue e se não consegue, bate um pequeno desânimo. Essa era eu, buscando o equilíbrio em mim mais uma vez.

Resolvi trabalhar mais as pernas, as mesmas que estavam doendo e que senti que precisava reforçar. Agachamentos e exercícios com o peso do corpo viraram rotina e pular corda uma diversão no quintal. Passei a correr uma vez na semana com o Barba, para esfriar a cabeça. Mas estava bem, não estava surtada e mantinha os exercícios, o meu momento presente.

Agora montamos uma nova planilha para em Abril vir o dobro: 42.2K. Algumas pessoas me perguntam como é voltar a correr e, se eu puder dar um conselho é simples: NUNCA precise voltar. Pra isso, nunca pare. Eu diminui muito e senti como se estivesse começando do zero mais uma vez. De maneira nenhuma isso é ruim, mas escutar nosso corpo é importante. É fundamental. Meu corpo não me dizia para parar e nem diminuir, mas para ir mais devagar. Que estava tudo bem ir devagar, que saber e curtir o caminho é melhor do que terminar mais rápido. Que eu sabia que conseguia, agora era hora de aproveitar.

Até setembro vamos manter as corridas 3x na semana com distâncias curtas em 5 e 7km. 3 dias de fortalecimento muscular e um dia de bike. Estamos nos divertindo, como da primeira vez. Alguns dias mais fáceis, outros bem mais difíceis, quase parando. É neles que, quando termino, me descubro mais forte do que penso que sou: paro de pensar e vou.

Ainda me acostumo com o vento no rosto, a respiração que não é ofegante, mas não é confortável como antes. É engraçado como a gente demora para se acostumar com o desconforto e demora mais ainda para voltar a se sentir confortável com ele. Corrida é isso. Se equilibrar e adaptar com o desconfortável.

Então, se me perguntam como é voltar a se preparar para uma prova e correr: é sempre como a primeira vez. Por isso, não importa quanto de tarefas tenham, quanto de preguiça ou desânimo sinta, continue a correr. Foi assim que me mudei pra melhor e me equilibrei, não posso esquecer.

Continue a correr. Continue.

(também mudei o meu mantra desta vez)