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Corrida

Corrida, Inspirações

> MINHA PRIMEIRA MARATONA

10/04/2017

Essa foto foi nos 30km. O dia mais desgastante da minha vida, foi o melhor. Mas, calma, temos muitos km pra contar ainda.

Tudo começou a nem 2 anos atrás quando meu cunhado tinha começado a correr e fez meu namorado se apaixonar também. Não demorou muito para que eu desse uma chance a mim mesma para testar. Hoje, posso seguramente dizer: foi a melhor escolha que fiz para minha vida.

Essa semana passou voando e mexeu muito comigo. Além de estar animada, os dias de TPM são bem dureza na questão psicológica. Pensei, achei que não ia dar, depois pensei que podia e, então na sexta-feira pela manhã, eu decidi que ia fazer dar certo sim. Eu ia.

Domingo de manhã, chegamos na prova e tudo estava muito bem organizado. Acordei tranquila, me posicionei no meu setor e comecei a me alongar. Observava as pessoas ao redor e vi de tudo: altos, pequenos, magros, mais cheios e muitas, MUITAS pessoas de idade concentrados e sentados no beiral da calçada. Olhei uma senhora com seus lá 60 anos e pensei “vou ficar na cola dela, ela sabe o que faz” e a perdi de vista. Às 7:30H, foi hora da largada. Como de se esperar bem devagar e com quase nada de espaço , o que foi bom para manter um ritmo leve e de aquecimento. A maioria quebra na empolgação da saída. Afinal, quando se vai fazer 42km a pergunta a ser feita é: Aguento mais ou menos nessa média até o final? O seu corredor administrador precisará responder. Decidi ir sem pressa. Apenas conferindo no relógio para não empolgar com os gritos e energia tão boa e que nos anima. Logo nos 8km, uma moça parou comigo: “Posso ir com você?” Claro que sim, eu respondi. Ela ia fazer 24km e comentou que estava com receio de não terminar. “Na verdade, você vai correr só 16km agora” eu disse. Ela me olhou sorrindo. Estávamos em um pace bem baixo do que eu queria, mas sentia que a medida que engrenava, ela perdia o controle. Decidi me manter ao lado dela. Fui e peguei dois copos de água, um pra mim e outro pra ela e seguimos. O primeiro anjo no caminho que me fez olhar menos para o chão e mais para o lado. Foquei menos em mim, mais nela e foi lindo.

No 14km um moço de americana chegou em nós também. Contou que ia fazer a maratona e estava com medo de quebrar e não terminar por não conseguir concluir os treinos longos direito. Tentei distraí-lo com outras coisas: Rimos do moço comendo salame, do cara bebendo coca-cola e nos emocionamos com a senhora de 70 anos correndo cantando. Meu único erro, foi não ter perguntado o nome deles. A moça disse que iria segurar e ele, se apressar mais. Espero muito que tenham chegado onde queriam.

No 18km eu me sentia bem. Tinha energia, perna e a cabeça estava boa. Me arrisquei e mandei uma foto para os meus pais que não puderam ir para dizer que estava tudo bem. Mandei um te amo para o Fabinho. Entrei na USP e sabia que ali o buraco já seria mais embaixo. Mas, logo no 21km, conheci a Regiane. “Eu te vi vindo bem e vim atrás de você”. Sério? Ela balançava positivamente a cabeça enquanto comia o gel de carboidrato e me oferecia. Contei que estava comendo de 6km em 6km e agradeci, estávamos no ritmo que eu queria completar a próxima metade da prova. Regiane ia fazer a prova de 24km, contou que fazia triathlon e me indicou exercitar outro movimento nas pernas de tempo e tempo para aliviar o ácido lático. Foi ótimo. No 23km ela sorriu e me disse “Isadora, muito obrigada por me trazer até aqui”. Eu ri e disse que foi o contrário. Ela me olhou e continuou “Você me deu vontade de fazer 42km, mas eu vim com cabeça de 24km e vou quebrar se continuar. Mas, vai com força. Você já enfiou os 42km na cabeça?”. Disse que sim, mas só tinha me dado conta naquele momento do quão puxado seria. Ela apertou minha mão como se acreditasse em mim, saiu para seu sprint final e gritou “24km é a hora do seu gel”. Regiane foi meu terceiro anjo. Ela me deu consciência da força que eu ia precisar.

Dali até os 31km foi quando me senti um pouco mais fraca. Sol, muitas pessoas caminhando e o trajeto sem nenhuma sombra. Foi exaustivo demais, mas não pensei 1 segundo em parar. Olhei no relógio e meu tempo não era o que eu tinha pensado, mas estava no estágio que não percebia que estava correndo, as pernas apenas iam. Acho que Regiane tinha ajustado os 42km na minha cabeça de qualquer maneira. Combinei com Fabinho de que eu iria mandar uma mensagem nos 32km, para dizer como estava. Eu não via a hora de chegar nesse trecho para dizer que estava bem. Peguei meu celular e disse que estava ok e com as pernas um pouco pesadas. Até que escutei um “ISA!!!!”. OXI? Fábio? Esse lado da história do Fabinho vocês verão no vlog.

Dos 32km em diante seguimos juntos. Resolvi diminuir o ritmo por questões de pernas mais pesadas que o normal. Tive muito receio de faltar para os kms finais e comprometer tudo até ali, apesar de me sentir bem e inteira na medida do possível. Fabinho estava bem e animado, embora agora ele me conte que continuou correndo só para terminar comigo e que não estava nos melhores dias. Nos 35km foi quando a maratona oficialmente começou pra mim. Brinquei que não corri 42k, corri só os 8km mais duros da minha pequena vida na corrida. Minhas coxas pareciam ter 10kg a mais, tinha que me policiar para manter a postura e o pace já não me importava: era trote até o fim, contanto que meu relógio mostrasse 42.195km. Neste trecho a maioria das pessoas estavam parando e caminhando, confesso que isso me deu dor no coração. Não importa o tempo de chegada, se você fez 42km, você é um maratonista. Mas, vi muitos chorando, gente com físico muito bem preparado sentado, senhores com passinho devagar animando quem aparentava desistir, pessoas passando mal. Eu sentia minhas coxas bem pesadas, mas sabia que não iria parar ali. Eu pensava no que eu poderia fazer, jogava água, seguia o conselho da Regiane, pensava na mensagem que minha mãe enviou de manhã. Foi duro. Pensei que não ia dar.

Os últimos 2km foram dramáticos, mas os mais especiais. Durante todo o percurso tinham pessoas animando, gritando, aconselhando e ajudando com TUDO o que podiam. Eu me emocionei o tempo inteiro. Gente que não me conhecia, lia meu número de peito e me chamava pelo nome. Gente que sonhou esse sonho como a gente sem nem nos conhecer. Faltando 1km, um moço me viu com lágrimas trancadas e disse “CHORA QUE JÁ É SEU”, desatei a chorar e soltei as pernas. Eu já enxergava o pórtico, minha melhor amiga me esperando de surpresa, meu melhor amigo ao meu lado e eu só conseguia sorrir: nem 2 anos atrás, eu chorava porque não conseguia correr 400m. Olha onde eu tô?! Fabinho abriu os braços e eu o abracei forte. Chegamos onde queríamos e sonhamos juntos.

A maratona foi um processo pessoal, doloroso e especial pra mim. Já não importava mais se eu terminaria ou não, eu tinha aprendido tanto. Eu estava apaixonada pela corrida, mas foi neste processo que realmente virou amor. Parei de me preocupar com números, parei de me cobrar ser 100% sempre, passei a me divertir e entregar o meu melhor de cada dia. Quando terminei minha primeira meia maratona, 1 ano atrás, eu não sabia pra quê correr 42km. Hoje, eu sei. Vivi cada km nesse percurso. Senti cada dor, cada sorriso, cada cansaço e cada lágrima. Não fugi: eu queria viver tudo isso ainda que fosse preciso dar todas minhas reservas e inseguranças. Terminei com mais vida do que nunca dentro de mim. Terminei com fé na bondade das pessoas, terminei com fé em mim.

Este, parafraseando Lucy, foi o melhor dia da minha vida. O primeiro..

Corrida, Diálogos

> 4h e 40min correndo só..

03/04/2017

Quando decidi que iria correr minha primeira maratona eu olhei para o Fábio e disse: vai lá bater o seu recorde pessoal, não se importa comigo. Ele sorriu e agradeceu pela minha torcida. Virei as costas e pensei, “Não vou conseguir“. Passei a tratar esse pensamento como natural de quem se inscreve para uma maratona com tão pouco tempo de corrida e fui levando. Logo nas primeiras semanas de treino, em uma corrida normal e curta e eu disse para ele:

– Não vou fazer uma maratona sozinha. Ele me olhou e disse:

– Não vai mesmo… se continuar com essa cabeça. Sozinha, você já corre.

Fábio jogou a bucha pra mim. Na verdade, ela já era minha, só faltava eu assumir.

Quando eu era adolescente eu me incomodava com solidão e o silêncio. Não era fácil ficar parada, quieta ou contar apenas com a minha presença. Brotava o medo misturado com o receio de alguém que eu não conhecia tão bem e não estava disposta ainda a dedicar meu tempo. Sim, eu mesma. Só podia ser. Depois com o tempo, não o tempo que passa para afastar ou ensinar, mas da dedicação em entender os meus dramas, eu finalmente aquietei o facho. Mais alguns anos depois e ficar só passou de um hobby para amor. Eu não só curto, como eu preciso.

Logo na minha primeira tentativa de corrida o choque da solitude voltou. Não era apenas eu comigo mesma, era eu, com meu corpo, minha mente e minhas desculpas, a preguiça e os problemas diários gritando dentro de mim. Eu não era capaz de correr e eu sabia, mas queria tentar. Apesar da estratégia de ir escutando música optei por encontrar na corrida,  assim como na meditação, uma forma de limpar minha cabeça e ouvir o silêncio. Eu olhava fixo para o asfalto e assim fui rumo até a minha primeira meia maratona. Naquela época a corrida já era uma das melhores partes do meu dia, mas ainda era algo que eu fazia principalmente pela empolgação externa.

A corrida é um esporte individual. É você por você. Por mais que alguém esteja ao seu lado incentivando, ninguém irá mover as pernas no seu lugar. Ainda assim, eu tinha amigos por perto que corriam e o meu namorado para dizer “você não vai hoje? eu tô indo” e eu ia por causa dele. Hoje, eu não me atrevo a ficar mais de 2 dias sem correr, aliás nem encontro motivos pra isso acontecer. Correr virou uma parte do dia de uma forma incrivelmente minha. Foi correndo que aprendi a fazer algo apenas por mim.

Muitos corredores dizem que há um momento no trajeto da maratona que você estará rodeado de mil e tantas pessoas e se sentirá só. Muito só. As pernas não irão responder como no início e o questionamento de “o que eu estou fazendo aqui?” virá à tona. Nessa hora é preciso ter bem fresco em mente o porquê e por quem se está ali.

Fábio tinha razão. Eu já corria sozinha, mas eu seguia com a certeza e os caminhos dele. Tudo são fases que precisamos passar para conquistar a segurança e nossas metas. A exigência e cobrança pessoal nunca me deixaram dizer “eu vou fazer isso, afinal eu mereço”. Sempre faltava algo. Nunca eu era o bastante. Achava mais nobre fazer por alguém. Demorei para perceber que eu era capaz. Não capaz de fazer uma maratona, mas sim, de fazer algo especialmente por mim e me sentir realizada por isso.

Hoje, alguns do meus ponteiros conseguiram se ajustar e compreendi as minhas imperfeições e, dessa forma, os meus limites. Dia 09/04 vou passar em média de 4 horas e 40 minutos sozinha com a minha cabecinha e estou esperando ansiosamente por isso. Para ela me dar um bug ou eu deixá-la maluca. No final vou encontrar o meu melhor amigo e agradecer por ter acreditado quando eu não conseguia admitir que tinha forças dentro de mim.

Você pode dar tudo de sí e pode ir ainda muito mais além. Só dependerá do quanto você quer e fará por isso. Só. Só vá…

Corrida, Inspirações

> Persistência é o segredo

14/03/2017

“Como começar a correr”, já pesquisei isso no google, é uma das perguntas que mais recebo e já foi um post aqui do blog também.

É tão difícil. Comecei sem achar que ia conseguir e, se me perguntarem, até hoje, não falo que corro. Comecei devagar, com dificuldade para respirar, sem aguentar o peso do próprio corpo, mas eu queria. Não sabia o porquê, mas queria.

A gente pensa e se pergunta muito em como começar, mas o certo seria “como continuar a correr”. A corrida pede equilíbrio, insistência e persistência. Vai cansar e não vai dar barato nenhum na primeira semana. Você continua achando que todo o pessoal que corre, diz que ama e levanta as 5 da manhã no domingo é doido. Ainda não é possível de entender como alguém curte aquilo. Correr ainda é um desconforto, mas você conseguiu ir 3x na semana. Parabéns!

Na segunda semana o corpo parece que pesa ainda mais. As pernas então nem se falam, estão duras e contraídas. Você resolve tentar mais uma vez. Apesar do corpo se acostumando com o esforço, você consegue suportá-lo um pouco melhor e já é muito motivador. Terceira semana e você já pegou gosto pela coisa e isso não significa que não será difícil. Mas, já está naquele estágio em que você planeja ir mais longe, ou mais rápido ou sem as pernas doerem tanto. São dias em que você não pensa em furar o dia da corrida, a respiração flui melhor, ainda não é confortável e, então, a força aparece.

A corrida pedirá equilíbrio para você se enxergar e ouvir o seu corpo. A hora de descansar, alimentar, cuidar, diminuir ou acelerar. Depois é necessário insistir mesmo com alguns incômodos e que ainda não seja confortável encontrar o ritmo e a coordenação. Persistir dependerá do quanto se deseja.

Eu diria que correr por 1 ou 2 meses, 3x na semana sem furos e com os devidos descansos, já é transformador. Você sente melhoras nítidas no seu corpo e durante o dia. Me tornei um pessoa muito mais tranquila para as decisões do dia a dia depois que comecei a correr. Demorei 1 mês para me viciar, Pode ser que demore mais ou menos, depende de cada um, como em tudo na vida. Pode ser que você não goste mesmo de correr, acontece. 1 mês depois que comecei a correr eu já revirava minha agenda para não deixar de ir. Pensava em voltar correndo de um compromisso ou outro, ir mais cedo, ir mais tarde, ir no dia seguinte. Correr me fez desacelerar a rotina e respeitar a velocidade de cada fase da vida que há em cada dia. Correr é sobre isso: persistir. Apenas isso.

A corrida é um esporte individual. A força de vontade e a disciplina também. Entretanto ter um amigo para conversar, ainda que ele não te acompanhe é muito motivador.

Se você começou a correr a pouco tempo e gostou das primeiras sensações, eu digo: Persista. Parar e desacelerar pode ser preciso, mas não desista!

Depois é coisa de tempo, você provavelmente já se viciou um pouco no bem-estar, no estilo de vida, em competir com você mesmo e já se desdobra para tirar 30 minutos para sair por aí. Vicia? Vicia. Depois não diga que eu não avisei…

Corrida, CRÔNICAS, VIDA

> Você está bem?

06/03/2017

Pergunto porque quero saber mesmo.

Sinceramente, eu não lembrava a última vez que me perguntaram isso querendo saber realmente como eu me sentia.

A vida é uma corrida e agora não falo do ato de correr, mas dessa mania de que parecemos sempre estar com algo para fazer, pensar, como agir, dizer e prosseguir. Todos sem excessão vivem boa parte do dia assim: trabalho, sonhos, alimentação, relacionamento, amizades, família, saúde, isso não é ruim. Mas, convenhamos que é uma infinidade de pautas para resolver e, sim, elas não tem fim.

A verdade é que entra ano e sai ano e nós sabemos pouco das pessoas. Queremos saber o que elas fazem e no que temos em comum, não conhecer QUEM elas são. Afinal, a essência de cada um demanda tempo.

Perguntamos o dia todo qual aplicativo, qual o sapato, batom, tênis, loja, viagem, o lugar, como é isso, aquilo… Mas não paramos para perguntar se alguém ESTÁ bem. Como essa pessoa realmente se sente, como está indo o dia, a vida e os planos. Será que realmente estamos interessados em algo além do que nos convém?  É duro de pensar e admitir.

Dia desses surgiu o momento em que alguém me perguntou se eu estava bem. Disse rápido e rasteiro que sim. A mesma pessoa refez a pergunta “Tá, mas você está bem?”. Foi quando percebi: ela realmente queria dividir o peso do meu dia. Alguém que tinha os seus compromissos, sua vida, afazeres, problemas e, ainda assim, queria jogar papo fora. Queria ouvir eu reclamar dos pêlos que nunca acabam, da quantidade de dúvidas, dos medos e da alegria de ter acertado um bolo naquela semana. Eu falava e a pessoa sorria – ouvir e enxergar o próximo traz a sensação de que não estamos só no mundo. O verdadeiro ato de ser humano.

“Você está bem” não é educação, mas um convite para quem deseja ouvir de outro mundo, não exatamente os segredos, mas aquilo que se têm a dizer e sentir.

Da vida, só levamos as experiências e o que cativamos. É preciso sentir e aprender mais com o ao redor. Independente da velocidade da vida o freio e o acelerador está dentro de nós. Acelere quando precisar, mas freie sem culpa quando sentir que deve. Tudo bem? Espero de coração que sim.

Corrida, No meu prato por um dia, RECEITINHAS

> No meu prato por um dia: Sem sair da linha!

14/02/2017

Como vocês sabem estamos em tempos de preparação para a maratona aqui em casa. Isso quer dizer alguns dores que vem e vão, cabelo queimado do sol, marcar de shorts na coxa e alimentação bem controlada. Nosso cardápio, feito pela Poly, vem com as quantidade de cada grupo alimentar e em cima delas, fazemos as escolhas pro nosso dia a dia. Seguindo suas orientações dela de compra, as quantidade varia de pessoa pra pessoa e dos gastos de energia. Estamos treinando todos os dias, não só corrida, mas musculação, bike, natação. Então, pensando no preparo para correr bem, é importantíssimo mantermos tudo bem certinho agora. Afinal, faltam apenas 9 semanas. Como não fazemos só isso da vida, alguns dias a gente rebola para fazer tudo certo. MAS, a boa notícia é que o básico, funciona!

6:00am | Antes da corrida: banana + aveia + canela

7:30am | Depois da corrida: mamão + pão com pasta de amendoim integral + café com leite e canela (teve 1 queijo branco que comi antes da foto, HEHE)

10:30am | Lanche da manhã: 1 maçã

13:30pm | Almoço: Kibão de abóbora com queijo branco. Fabinho e eu temos quantidades bem diferentes. O que fiz foi separar a minha quantidade de abóbora cozida e amassada com a farinha de kibe, temperei com cebola picada, alho, sal, orégano, tomilho e páprica. Com abobrinha fica incrível também! Cortei pedaços de ricota e recheie. Assamos no forno por uns 40 minutos. Comemos com alface, tomate, cenoura, lentilha e brócolis. Tão importante quanto pensar nos macronutrientes é ter variedade de legumes, verduras e grãos. Muito importante!

16:00pm | Lanche 1: A gente brinca que come o tempo todo. Estamos seguindo bem certinhos os horários das refeições que é bem importante para não perder musculinhos e tudo mais. Ainda mais nessa fase de treinos, qualquer risco de lesão já assusta. Esse lanche é pequeno e no geral, não tenho fome. Por isso faço esse bolinho que é bem simples e já é completo. 1 ovo + 3 colheres de sopa de aveia + 1 colher de sopa de cacau + essência de baunilha + adoçante a gosto. Quanto Fabinho tem reunião fora, leva em um potinho 🙂

18:30pm | Lanche 2: Panqueca de banana que é feita com 1 ovo + 3 colheres de aveia + canela. Ás vezes eu gosto de colocar só meia banana e deixar o resto para comer junto com a massinha. Ah! um pouco de mel por cima vai bem 🙂

21:00am | Janta: Pensa em uma janta com pressa? Pois é: lanche. Algo que nosso nutricionista fala que eu gostei muito e mudou minha cabecinha, é que seu corpo não sabe que você está comendo “pão” ou “arroz”. Ele sabe que entrou Xgramas de carboidrato. Claro, se a qualidade do pão ou do carboidrato for tão boa quanto de uma arroz integral, por exemplo. Eu semprei gostei muito de lanche, claro, vai pão. hahaha E é uma boa alternativa pra quem não tem tanta fome a noite como eu. Rap 10 integral + alface + pasta de creme de ricota com cenoura ralada, ervilha, queijo e temperinhos + ovo. Sempre “guardo” uma quantidade para comer uns cookies com chá antes de dormir, hehe. Esqueci de fotografar.

Esse foi um dia corrido por aqui. Mas, deixando tudo picadinho na geladeira, fica mais fácil de montar e variar opções. Sem mistério! Só soltar a criatividade de abusar das cores <3

Corrida, Inspirações

> Dicas para começar a correr

31/01/2017

Desde que começamos a correr, pegamos gosto não só em fazer, mas de falar sobre isso. É normal quando algo nos faz MUITO bem a gente querer recomendar e querer que todos ao seu redor se sintam tão bem também. Claro que é bacana cada um buscar o que dá prazer como: bike, dança, natação, enfim. Voltando para a corrida…

Separei neste post algumas dicas que me ajudaram muito neste processo para começar a correr. Vamos lá? 🙂

  • DEVAGAR E SEMPRE

Primeira corrida que fiz no parque foi engraçada. Larguei em 5:50 por km, velocidade sem noção para quem nunca correu na vida. Digna de dar risada, afinal 150m depois eu não conseguia mais sair do lugar e não conseguia respirar. É nessa hora que você entende que correr exige planejamento. Você precisa pensar na constância X que conseguirá manter pelo tempo X de exercício. Tudo isso é um ponto de interrogação quando você não sabe nem se gosta daquilo e muito menos não sabe o ritmo de respirar. Então, meu conselho: Sabe aquele trote de vovô correndo no acostamento? É este mesmo – são os que vão mais longe. Não tenha vergonha. Só quem corre um tempinho sabe como manter um rimo de todo o corpo por UM KM é difícil e exige persistência.

  • VAI DOER!

VAI. Minha primeira corridinha, antes dessa do parque, foi de 2km na esteira. Por estar na academia mais ou menos 1 mês achei que não ia doer nada depois. HÁÁ! Dia seguinte minhas pernas pesavam o dobro em lugares que nunca imaginei que existiam. Subia escada e o quadríceps gritava, na frente da canela(?) pareceria ter uma faca, tornozelo e em cima do joelho parecia que amarraram um tijolo. A gente treina justamente pra criar essas “micro lesões” que vamos fortalecendo com o tempo. A corrida é um esforço super repetitivo então é preciso estar com o corpo resistente e forte! Coisa que nessa época tão sedentária do ser humano, não estamos nenhum pouco. Mas ficaremos é só persistir! 🙂 E para isso…

  • CADÊ OS MÚSCULOS ?!

… Músculos são necessários e MUITO! É na musculação que você irá fortalecer todo o corpitcho, tendões e ligamentos para aguentar os impactos da corrida – que são MUITOS. Corpo de atleta de elite é SECO que só, mas é puro músculo. Pense que o seu pézinho e a mecânica do seu quadril e costas que irá “carregar” todo peso do seu corpo por pelo menos 30 minutos. É intenso! Muita gente menospreza a musculação, ainda mais porque bem no começo ela deixa muita fadiga muscular e compromete os treinos de corrida. Garanto que depois acostuma. Mas, se hoje, tanto eu quanto Fabinho não nos machucamos correndo “por conta”, foi por causa dos benditos exercícios com elástico, ferro, peso do corpo. Fabinho já fez uma cirurgia no joelho, então sempre foi bem empenhado no fortalecimento mesmo não sentindo dores nas corridas. Eu senti bastante. Tive (ainda tenho) que agachar horrores para proteger o joelho e peito do pé de dores. Ah!! Não é só perna! Costas, peito e abdômen são muito importantes, pois darão estabilidade para todo o corpo. Quando dizem que corrida mexe com tudo, é verdade. Se você não quer evitar se lesionar para correr felizinho, capriche.

  • RESPIRAR É PRECISO E DIFÍCIL

Acertar a respiração foi a minha maior dificuldade. Justamente por sair feito uma louca desvairada no início. Muitos treinadores recomendam começar a correr por 1 minuto e caminhar por 1 minuto e assim vai progredindo o tempo a cada semana de treino. Para mim não funcionou bem. Eu sentia que quando começava a me entender com a respiração, eu tinha que parar para caminhar e perdia o ritmo. Segui o conselho do meu cunhado “não vai pelo puxa um solta dois pela boca, tenta deixar fluir”. Isso funcionou bem comigo. Claro, com o tempo fui acertando melhor as puxadas de ar com a velocidade e tudo o mais, mas no começo além de me deixar mais livre, isso me deu segurança para ouvir o meu corpo. A respiração foi de uma dificuldade para algo prazeroso de entender e me dedicar. Sem música nos ouvidos, sem nada, só persistindo. Correr na esteira me ajudou demais a ganhar ritmo, além de dar uma amortecida no impacto do começo.

  • TÊNIS É INVESTIMENTO

Acho que esta é a única coisa que não dá para fugir. Top errado, shorts que incomoda no começo a gente aguenta. Claro que se você tiver condições já compre de marcas esportivas para melhorar o seu conforto, mas não é nenhum pouco obrigatório. Eu fui montando tudo aos poucos. Até fiz 3 corridinhas com um tênis BEM nada a ver e resolvi ir atrás de um decente. O tênis é fundamental e muito individual! A gente curtiu muito a série boost da Adidas. Confesso não conhecer ainda muito da Nike e Asics, duas marcas mais famosas. Vale uma visita nas lojas, conversar com vendedores para entender melhor cada tipo e modelo. Tênis bom é leveza e amortecimento bacana para você, não vá de all star como eu já fiz! hahah

  • CORRER TODO DIA? NOOOOOT!

Acho que aqui mora o maior erro. Eu me coloco no grupo de pessoas que deu uma corridinha, animou, apaixonou e quis tentar no dia seguinte se superar. Mas, se controle!!! Sério. Não corra todos os dias. Coloque uma musculação no intervalo ou até mesmo descanso. A recuperação muscular e de estímulos é bem importante ainda mais no começo. Depois você poderá separar os treinos com intervalados, longos, de ritmo, subidas e assim cada treino irá estimular uma região das pernocas e não forçar apenas um tipo de fibra e grupo muscular. Mais importante do que fazer todos os dias, é fazer sempre. Corrida é persistência. É ritmo e vai virar a melhor coisa da sua rotina 🙂

  • DIVIRTA- SE!

Sim! No começo é difícil. A gente quer correr sorridente que nem em comerciais. A sensação do pós corrida ainda que não tenha sido das melhores, é mágica. Você fica zen pelo resto do dia. Mas neste começo, correr ainda não será um processo natural. Você ainda vai ajustar a quantidade de comida do antes para não passar mal, o tempo de espera para sair, o tênis correto, a roupa adequada, acostumar com as interferências climáticas, o melhor horário, a hidratação, a música se quiser, o ritmo da respiração, as dores do dia anterior. Algumas pessoas possuem mais afinidade ou até melhor condicionamento e talvez tudo isso flua mais rápido, mas sempre digo: CURTA! Demorei 3 meses para calçar o tênis e sair correndo sorrindo feito tonta sem pensar muito e me preocupar. Quando tudo já tiver se tornado um processo natural, você resolve aumentar velocidade, distância, rendimento e então, tudo começa desde o início, quase do zero… 😛

Me perguntam bastante se tivemos algum acompanhamento profissional e não tivemos. Na época estávamos na academia e comentava com o instrutor, mas não passava de um incentivo, não recebíamos dicas. É necessário um? Você precisa fazer um checkup geral, isso é ÓBVIO, antes de qualquer prática de exercício. Sim, até para correr. A gente não tem noção do nível extremo de sedentarismo que a sociedade chegou. Eu sempre fui ativa, de não parar quieta por um segundo e, ainda assim, não tinha acho que meio kg de músculo no corpo haha.  Meu conselho? Vai devagar em uma esteira ou no parque, até para ver se irá gostar. Persista. Se tiver condições financeiras e gostar, invista sim! Aqui fomos indo, indo, indo e virou amor.

Espero que as dicas ajudem e estimulem quem deseja começar a correr 🙂

A corrida mudou a nossa vida, mente, corpo e nos fez enxergar a vida com muito mais calma. Recomendamos.

Corrida, No meu prato por um dia

> Por que procurei uma nutricionista? – 1 MÊS

01/12/2016

Desde que comentei que estávamos com um acompanhamento de uma nutricionista, recebi muitas mensagens. Quando assunto é alimentação muitas perguntas começam a surgir. Realmente, eu já sabia que deveria ter procurado há um tempo, ou melhor, desde que começamos a correr para CORRER. No começo eu brincava que corria para viver, mas hoje, a paixão virou amor.

Meu pensamento é assim: se está INSEGURO da forma que está fazendo, procure um especialista ou um profissional para socorrer. Foi o que fiz. No início, como meu objetivo era apenas ter uma vida mais leve, eu não senti muita necessidade nas corridas curtas. Me alimentava de forma balanceada e pronto. Acredito que toda pessoa que pense em correr longas distâncias, como uma meia maratona, deva ter em mente um acompanhamento nutricional – além de ir ao médico, avaliações e tudo mais no famoso “checkup” geral. Depois da meia maratona eu ainda me sentia um pouco fraca, gostaria de ter terminado me sentindo mais resistente. Porém segui com os fortalecimentos, afinal eu fiquei bons anos sem fazer nada, já sabia que não seria algo do dia pra noite.

Quando decidi partir para uma maratona, comecei a me sentir muito insegura. Afinal, não é brincadeira. Sabia que de nada iria adiantar procurar um plano alimentar na internet. Cada corpo é um corpo. Comentei com Fabinho e ele concordou totalmente com a ideia. Atualmente o “ramo” da nutrição possui muitas vertentes. Vale lembrar que, como em tudo na vida, é fundamental escolher alguém com as mesmas visões que você. Alguém que você acredite e confie. Pois bem. Entrei em contato com a Poly, que é nutricionista oncológica e esportiva e, amiga da minha família que foi minha professora de ballet quando eu era pequena. Sempre adorei a maneira equilibrada, calma, sensata e muito detalhada das suas explicações. Marquei uma consulta e estava muito ansiosa positivamente. Eu finalmente iria ter alguém para pensar por mim as quantidades necessárias para o meu corpo naquele momento.

Eu sabia que comíamos bem em termos de qualidade o que estava errado eram as quantidades e a distribuição durante o dia. Hoje, eu tenho 6 refeições e o Fabinho 7. Comemos o dia todo! No começo estranhei muito, achava que iria engordar – com sinceridade. Depois aprendi que ficar mais de 3 horas sem comer, quem iria pagar era o meu músculo; Que todo carboidrato precisa ter uma quantidade de fibra para ser bem absorvido; Que pela imensa variedade de produtos que temos hoje, por exemplo, de cookies, um não é igual ao outro. É preciso ler os rótulos nutricionais e escolher o melhor. RESUMO: Em uma consulta eu fiquei empolgadona e bem feliz. Consegui sanar muitas dúvidas e me animei sabendo que eu poderia melhorar minha performance na corrida e que estávamos cuidando mais da nossa vida.

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Confesso que meu objetivo nunca foi prioritariamente estético. Tenho coisas que não gosto em mim, claro. Mas, eu queria correr bem. Foi isso que escrevi no questionário que dizia “Qual seu objetivo?”, eu gostaria de saber as quantidades necessárias para me alimentar e recuperar bem de principalmente corridas longas. Hoje, me alimento mais consciente, algumas coisas em mais quantidade e meu corpo enxugou muito em 1 mês (me desculpem o antes e depois que são sempre embaraçosos mas, muita gente notou diferença no meu corpo em fotos).  Aos poucos conto cada detalhe e novidades nos diários de corrida. 🙂

Por que procurei uma nutricionista? Muitos me perguntaram.

Pelo alívio de me sentir bem informada. Hoje me sinto confiante. Claro que tudo isso é relativo e é um caminho que trilhamos na vida, mas me sinto bem segura e vendo resultado em cada corrida e na vida. Sinto que alimento meu corpo com o que ele está precisando agora. Sem exageros, neuras e respeitando o tempo das coisas. Recomendo procurarem um profissional de nutrição? SIM. Infelizmente a gente só vai atrás disso quando “precisa”, mas agora vejo como é algo que desejo continuar para a vida da nossa família. Claro que em uma frequência menor, mas todos deveríamos nos conhecer mais por dentro – literalmente. Independente do objetivo. Sempre acreditei que alimentação era tudo na vida, hoje sei que isso é 100% verdade. Tudo faz parte de um todo. Aos poucos, vamos cuidando de tudo em partes.

Para quem interessar: contato da Poliane. E instagram.