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Corrida

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> @VEMCNOIS : Para correr em Família!

24/10/2017

Foi na semana retrasada, depois de completar os nossos 21km que sentei no sofá e disse para o Fabinho, “chega de provas por um tempinho, né?”. Então, meu celular tocou…

Recebi o convite super querido para correr a ultramaratona de 75km em revezamento de Bertioga até Maresias. Essa é uma das ultras mais clássicas de SP. A resposta? vocês já sabem. Quando é que a gente nega corrida? Jamais. Ainda mais bem acompanhados!

Conheci a turma do Vem com Nóis umas semanas antes pelo instagram quando combinava com uma miga-virtual de nos encontrarmos no corre um dia. Para quem ainda não conhece o grupo de corrida Vem com nóis é formado pelo Renato, Caio e o Raphael + uma família GRANDE que cola toda quarta- feira na Paulista e alguns domingos para correr. A distância é de 3km ótima para quem está começando e divertida para quem quer ir encontrar e fazer novos amigos com uma galera super gente boa. Cada um vai no seu ritmo, super tranquilo e com muita animação e energia para fazer você se apaixonar e não querer mais parar de ir e correr, É CLARO. Quanto? DE GRAÇA. 🙂 Todo pessoal é super gentil e dará suporte para que você comece devagar e bem!

Em parceria com a Adidas, Mercado Livre, Liv Up, Red Bull e a TomTom, o grupo @vemcnois partiu em 2 octetos e um solo para a ultra de Bertioga na sexta a noite. Fomos recebidos de braços MUITO abertos por todos meia noite! Eu estava vesga de sono, pois passamos o dia todo correndo, não literalmente, trabalhando e deixando tudo em ordem para passarmos o final de semana fora de casa. Chegamos, comemos, nos ajeitamos no quarto, ganhei o kit com camiseta, camiseta da Adidas Runners e o novo Ultraboost All Terrain, tênis perfeito para todos os tipos de terrenos, desde asfalto, areia, pedras, rio e etc. Bom, vocês me conhecem, chorei de emoção. Sempre fui apaixonada pelo ultraboost!

Fui para me divertir. Fiquei com o primeiro trecho de 10.5km em areia dura e complei em 1h02min. Meu maior desafio era correr olhando o tempo todo para o mar. Quem me conhece sabe como tenho um leve medo de mar e, pra minha sorte, ele estava calmo e com poucas ondas. Corri com a brisa refrescante no rosto e olhando para meu grande parceiro de vida e corrida ao lado, registrando tudo para vocês 🙂 Corri em paz, era só isso que eu queria.

Passamos o dia todo na função da provas que vocês verão no vlog que entrará semana que vem no canal. Foi um dia incrível. Conhecemos tanta gente, vimos momentos emocionantes de superação e fé. Fé em nós mesmos, nos outros e na corrida.
75km? SOLO? um dia… quem sabe…

Para quem deseja começar a correr e se deixar contagiar por tudo isso é só @vemcnois!

Para mais informações: www.facebook.com/vemcnois

Corrida

> Correr pra quê?

17/10/2017

Eu achava que precisava ser forte para correr, mas é justamente o contrário.

“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional” é uma das minhas frases preferidas escrita por  Carlos Drummond de Andrade, entretanto foi no final do ano de 2016 e começo deste ano que pude entendê-la perfeitamente na pele.

Comecei a correr porque eu não conseguia, sou teimosa neste nível. Meu cunhado e meu namorado já estavam viciados quando pensei que poderia tentar. Na verdade eu sempre quis e inventava milhões de desculpas, dentre elas, a que eu precisava ter força, aprender a respirar e uma cabeça boa para conseguir. Até certo ponto eu realmente não estava errada. Correr é muito mais do que apenas colocar um pé na frente do outro: Se a sua cabeça disser que você não consegue, o seu pé não vai pra frente. Se o seu pé não estiver fortalecido, não adianta nada sua cabeça acreditar que você pode ir mais rápido e se você tiver tudo isso e não conseguir ouvir o seu corpo e controlar a respiração, a corrida não durará mais do que 50 metros. Naquela época tudo isso eram maneiras de tirar a responsabilidade de mim e, de infelizmente, não acreditar que eu era capaz. Eu passava por uma fase de transição de trabalho, mudanças e por consequência a minha confiança estava muito abalada. A vida doía, como dói para todos, mas, neste momento, eu escolhia sofrer e não aproveitar o caminho.

No fundo, correr nunca é só sobre correr.

Não foi fácil começar, já contei inúmeras vezes aqui. Foi correndo cada vez um minuto a mais ou cada vez um segundo mais rápido, que aprendi a valorizar cada pequena conquista suada. Sorrir e comemorar, deixava tudo mais leve e gratificante de continuar. Correr passou a deixar o meu dia mais tranquilo e fazer com que eu tirasse 20 minutos para ficar sozinha comigo mesma e gostar disso. Os 20 minutos viraram 30, 40, 50, 1 hora, 2horas, 3horas… uma maratona. Cada dia era uma novidade e um aprendizado, me trazendo um novo sentido a cada corrida para recomeçar. Cada corrida é diferente. É um outro dia, um novo corpo, temperatura diferente, hidratação, alimentação, roupa, hormônios, dias cinzas, sol, chuva… Correr me ensinou a respeitar a evolução de meu corpo com o presente de cada dia.

Ninguém começa pronto para correr. Assim como na vida. A gente nunca está. E correr não é sobre isso. É justamente sobre não estar pronto e lidar com isso. Não importa o tempo ou a distância. Não é sobre ser forte, ir mais rápido ou mais longe, mas sobre não desistir e aproveitar o caminho.

Todo dia irá doer de diferentes maneiras, mas fazer disso um sofrimento, está somente em minhas mãos.

Hoje, eu descubro a cada dia, por qual motivo eu corro.

Mas sempre será sobre nunca desistir de acreditar. Assim como na vida.

“Não é uma corrida, é uma jornada”

Aproveite.

Corrida, CRÔNICAS

> Valorize quem corre a vida com você

25/09/2017

Esses 42km tiveram um gosto diferente. Sabe quando você sorri quando fala sobre alguém? Então.

Domingo foi dia de corrida. Dia de corrida é sempre mais feliz. Quer dizer..

A gente passa a semana contando os dias, diminui musculação, fica atento na alimentação, cuida da hidratação, para o trabalho pra buscar kit, dorme cedo pra acordar as 5 da manhã. Só que nesse domingo de corrida, diferente de todos os outros, eu não fui sozinha. Alguns meses atrás no inscrevemos para participar de uma maratona de revezamento entre 4 participantes, no meu caso, 4 amigos para cada um correr 10.5km. No total, uma maratona.

Minha primeira prova foi uma meia maratona e a segunda prova uma maratona, ou seja, essa seria a primeira prova em que eu terminaria em menos de 1 hora. O frio na barriga é o mesmo, ansiedade e animação nem se fala.

Encontramos todo mundo e fomos. O dia estava perfeito: nem frio, nem sol e ainda tinha um ventinho gelado mesmo depois quando o sol resolveu dar um pouco as caras. Muitos grupos, pessoas de todas as idades e energia maravilhosa de sempre. Todo mundo em um só lugar buscando algum tipo de superação. Fui pronta para me divertir, rir e torcer. Afinal, corrida é sobre isso.

Cada dia que passa percebo como corrida é muito mais sobre a vida, do que sobre correr. Aprendi a cuidar da minha mente e saber o poder que ela tem sobre o que irá acontecer. Aprendi a esperar, a ir, acelerar, voltar, não parar e reduzir quando for preciso. Aprendi a agradecer a companhia das pessoas que desdobram as agendas para dividir alguns quilômetros comigo, nem que seja só uma vez por mês. Cada corrida é uma sensação especial e diferente assim como cada dia da vida. A gente pode se preparar ao máximo, mas não sabe o que pode acontecer. Foi correndo que aprendi a me preparar para qualquer resultado, bons ou ruins, mas independente deles, continuar correndo.

Terminei meus 10k em 54:34, mas já fiz treinos melhores. Gostaria muito de ter baixado mais o meu tempo, mas por pouco treino em subida, considerei um bom resultado. Minha amiga fez sua distância mais longa, a outra estava cansada e gripada e não deixou de ir mesmo assim e meu amigo manteve um baita pace mesmo com sol e elevações. Comemoramos, nos encontramos, rimos, falamos nas próximas metas, brincamos, comemos e comemos. Terminamos o dia com uma boa xícara de café.

Existe algo mágico na corrida: a gente é feliz pelo outro as vezes até mesmo sem conhecer. A gente enxerga as nossas limitações, as dificuldades das outras pessoas e une forças para conseguir descobrir correndo que podemos ir e chegar onde a gente quiser.

Nos meus primeiros 42.195km, não corri sozinha, fui com eles no coração. Dessa vez, fomos lado a lado e foi tudo mais leve. Como sempre é. Ontem corri ao lado das pessoas que nunca me deixaram desistir: dos meus sonhos, da vida, de planos, do amor, da fé e que me fizeram enxergar valor no que eu faço que nem eu notava. Ontem corri com pessoas que admiro muito. Me senti honrada.

Terminei o dia sorrindo e grata, assim como em todas as vezes em que falo o nome deles.

Corrida

> Depois da Maratona: O que será agora?

25/07/2017

Quando comecei a correr não pensei muito no que iria dar. Ou melhor, achei que não daria em nada.

Confesso que uma parte de mim está se segurando para ser responsável e não encarar mais uma maratona no final do ano e a outra quer muito tentar outros desafios de fortalecimento, velocidade e curtas distâncias. Vamos dizer que, eu não curti estas fases. Afinal, depois de 7 meses correndo me enfiei na meia e depois de 1 anos e meio na maratona. Levando em conta o tempo de preparação, eu não cheguei a amadurecer correndo nos pequenos kms.

Agora estou passando por um processo de ganho de massa muscular. Mesmo correndo um nível alto por semana, acabei conseguindo ganhar bastante músculo e o que perdi foi mais gordura corporal, minha porcentagem e a do Fábio abaixaram bastante. Com orientação da Poly nos exercícios e na alimentação, acredito que nas próximas corridas estarei bem mais forte. Esse é o objetivo: correr melhor e com mais resistência. Afinal, espero correr ainda por bons anos, então preciso me cuidar e fortalecer bastante.

Muita gente me perguntou assim que terminei a prova “E AGORA? O QUE SERÁ?”.

É continuar curtindo a maratona.

Ainda me emociono muito de lembrar daquele dia. Leio o texto, revejo os vídeos e fotos. Fico feliz pela prova dos outros e me sinto feliz em conseguir pequenas melhoras na corrida. Maratona é casca.  Acredito que tudo precisa ser feito com prudência e com muito respeito ao corpo e tempo de amadurecimento.

Ainda tenho dias em que fazer 5km é pior do que longão. Correr no sol, no frio, menstruada, com cólica, com fadiga da musculação, chuva, com pouco tempo, aumentar a velocidade ou ir mais longe. Tudo isso interfere no psicológico e faz da corrida um processo novo em cada uma delas.Tem dias que nossos pensamentos são os nossos melhores amigos e outros o pior inimigo. Uma barreira que precisamos ouvir, respeitar e as vezes ignorar: a nossa cabeça. Coisa de doido, né?

Meu objetivo não é ser uma atleta e nem ter os melhores tempos ou as mais longas distâncias, mas fazer da corrida um exercício sustentável na nossa vida.

Um passo de cada vez, né? O próximo desafio eu quero, só ainda não sei onde será 😛

Corrida, Inspirações

> O que você precisa para correr?

27/06/2017

Quando comecei a correr surgiram muitas e muitas dúvidas. Para falar a verdade ainda vivo cercada delas, mas vou correndo assim mesmo. Muitas delas descubro lendo, pesquisando, testando, vendo diferentes textos e opiniões. O que mais aprendi neste curto tempo de corrida é que você precisa ter coração. Agora não falo de ritmo cardíaco, mas sim, do prazer em correr.  Quando estava nos treinos para a meia maratona e depois para a maratona, eu tive uma briga grande com a minha mente. Tudo começa nela. Por muitos dias eu pensava em não ir. Até que tudo se resolvia ao me perguntar “Por que faço isso?”

Corro porque me faz bem.

Então eu amarrava os sapatos e ia.

Tirando todo trabalho mental, alguns acessórios e peças me ajudaram bastante neste percurso. VALE LEMBRAR que, não, você não precisa e nem deve ir para uma loja de esportes comprar todos de uma vez. Comece. Uma hora você vai se perguntar “mas esse porta celular incomoda o que posso usar no lugar?” e quando pesquisar no google, vai achar uma infinidade de produtos específicos. Foi assim que funcionou com a gente. Fomos adquirindo acessórios que facilitaram e deixaram correr mais confortável com o tempo. Fiquei 1 ano com o mesmo tênis para ver se gostaria de correr mesmo. Mais alguns meses para perceber que longas distâncias pedem um top adequado para o movimento e assim vai. Nesse caso: Sem pressa 🙂

Vamos começar? Vou listar os principais por aqui.

  • QUAL TÊNIS DEVO COMPRAR?

Para correr você precisa de TÊNIS. Apesar de algumas vertentes correm descalças, mas deixa pra outro post 😛 . Existem diferentes modelos de tênis para corrida atualmente no mercado, por isso é algo bem pessoal. Eu comecei com um Adidas Glide boost é um tênis ótimo para começar e comprei em outlet por um preço bem honesto. O amortecimento é bacana, tem estabilidade, é leve e protege bem os pés.  Hoje em dia adoro o Adidas adizero adios e estou curtindo o Rebook Harmony road. Nesta matéria demos umas entrevista contando um pouco mais e você também pode conferir a opinião de outros corredores.

  • USE PROTETOR SOLAR!

Ás vezes levanto cedinho para correr ou vou no final da tarde apressada antes de escurecer e me esqueço do bendito protetor solar. Para quem ama correr e deseja praticar por quanto tempo for possível, os cuidados com a pele são essenciais. Nós não temos noção do quanto ficamos expostos ao clima, só quando começamos realmente uma rotina de corrida. Por isso, proteja o seu rosto e corpo! Também é interessante comprar uma camiseta com proteção de Raio UV (preciso disso). Você ficará com umas marcas meio bizarras de roupa, mas vale a pena 🙂

  • NUNCA PENSEI QUE UM TOP FARIA TANTA DIFERENÇA…

Eu sempre fiz atividade física, mas nunca de alta intensidade assim. Quando comecei os treinos para a meia maratona, percebi que o top era algo que me incomodava demais. Achei que fosse problema de postura ou as costas fracas, até ler um pouco mais sobre os tops adequados para correr principalmente longas distâncias. O problema é o contato do suor com o top atritando na pele, desenvolvendo queimaduras e áreas de assaduras na região dos seios. Olha gente… já me machuquei feio, não é gostoso. Até hoje só experimentei 3 modelos de tops da nike e recomendo muito. O site deles é super detalhado sobre o uso de cada um, mas vá até uma loja para provar antes para ter certeza. Já vi algumas corredoras dizendo que nas lojas realizam testes e tiram suas medidas para saber qual é o modelo mais certo para você. Claro que os tops não tiram o fato de precisar colocar uma fita nos mamilos e passar vaselina embaixo dos seios ou axilas nos treinos longos. Não tem jeito! É muito tempo fazendo o mesmo movimento…

  • MOCHILA OU CINTO DE HIDRATAÇÃO

Para quem deseja correr longas distâncias, fugir da cidade ou correr pela cidade, as mochilas de hidratação são fundamentais. Manter- se hidratado durante a corrida é importantíssimo. Principalmente para a recuperação muscular e para repor todo líquido no corpo. O recomendado para nós foi 150-200ml de água a cada 20 minutos. Isso varia muito, principalmente no começo, depois fica quase automático, mas a quantidade e a frequência precisam ser adaptadas para não causar enjoo. O bom é que com a mochila e o cinto de hidratação, você não precisa parar e perder o ritmo da corrida, além da liberdade de poder correr onde quiser. Para trajetos curtos ou até 10km que fazemos no parque, vamos sem e paramos para dar uma “bicadinha” nos bebedouros. Outra opção ao invés da mochila são os cintos de hidratação, o nosso é da Adidas e tem uma capacidade menor de água, mas é ok. Você se acostuma a planejar. Particularmente preferi o cinto e Fabinho a mochila, em mim a mochila não ajustou tão bem no corpo e nele sim.

  • POCHETE COMPACTA OU “DOLEIRA”

Essa é a melhor dica para quem ainda não tem um relógio de corrida ou não planeja comprar. Pelo celular com aplicativos como Strava e Nike running, você pode marcar o tempo e distância das suas corridas. Correr com aquele acessório para braço sempre me incomodou horrores! Logo fui atrás de uma doleira, uma pochete fina e que você pode colocar chave, cartão e também o celular. Em lojas de artigos esportivos tem de algumas marcas, a nossa nós compramos em uma loja simples no interior do Rio grande do sul. É importante que a doleira seja bem ajustável e que se adapte no seu corpo. Experimenta, testa, dá uns pulinhos na loja pra ver se você gosta antes 🙂

  • MEU RELÓGIO, MEU XODÓ!

Ai, eu amo meu relógio de corrida! Sei que os pirados em tecnologia vão me matar, mas amo só pelo fato dele me possibilitar sair sem celular, sem peso e sem me preocupar com a chuva. É tão prático! Demorei um tempo para comprar para ver se eu ia curtir mesmo correr, afinal é um investimento. AMEI E AMEI MUITO. O meu é da Tomtom runner 1, MAAAAS eu não sabia que eu inventaria de nadar, senão já teria comprado o Tomtom multisports ou o modelo que vem cardio junto. Se você tiver condições de comprar o relógio com cardio no relógio vale MUITO a pena! Facilita a vida e você não precisa comprar aquela faixa que incomoda um monte embaixo do peito.

No canal temos uma playlist de corrida onde vocês podem acompanhar um pouco mais de toda a evolução e o que fomos aprendendo 🙂 Espero que ajude!

LET’S RUN!

Corrida

> Correr emagrece?

23/05/2017

Aqui em casa podemos responder de duas maneiras: sim e não. Mas, o melhor título para este post seria: Correr te faz bem?

Quando comecei a correr o que eu mais ouvia era “mas você já é magra, vai sumir”, por isso acho melhor reforçar alguns pontos antes de começar a responder o título deste post.

Ser magra não é sinônimo de ser saudável. PONTO. Eu estava bem com meus exames médicos, mas minhas disposição e rendimento não me acompanhavam tão bem. Isso que sempre fui ativa e sempre caminhamos bastante por ficarmos um bom tempo sem carro e utilizarmos só em situações mais específicas. Mas, né, não adianta! Nós não temos noção do nível de sedentarismo que alcançamos atualmente. 2 anos atrás eu fiz minha avaliação na academia e 10 minutos depois o instrutor teve que parar: Meu batimento chegou a 180 em 10 minutos de bicicleta. Me senti ridícula. Na hora de preencher “qual seu objetivo na academia”, eu disse: quero subir a rua de casa sem ficar ofegante. O instrutor riu e achou que eu estivesse brincando, talvez por eu não ter dito que queria um bumbum de panicat. Porque raios exercício físico precisa ser apenas por algo estético? Bom, este é outro tema.

Nunca fui fã de levantar peso, mas eu sentia que precisava, pois terminava as sessões fotográficas com muita dor nas costas e coxas. Aos poucos fui sentindo diferença no meu rendimento. Até que 1 mês e pouco depois comecei tentar a correr, toda aquela história toda que vocês já devem ter decorado. Me apaixonei e fazer musculação ou exercícios para ganhar força e correr melhor não era um sacrifício tão grande assim.

(Agora vamos ao paralelo…) RESUMO DA ÓPERA: Fabinho sempre se manteve em um boa faixa de peso saudável e adorava fazer academia. Se mudou pra SP, parou de fazer esportes e começou um trabalho fixo. Nesta época ele me perguntava se eu achava que ele tinha engordado e eu dizia que não. A gente quando convive quase não percebe, mas quando finalmente CONSEGUE ver, lá se foram 5-7kg a mais. Tudo isso só de comer sempre um doce depois do almoço, uma coxinha de lanche da tarde, pastel toda quarta no trabalho e chegou a 77kg.

Nessa época que entramos na academia Fabinho já tinha perdido boa parte deste excesso apenas por cortar estes pequenos prêmios que a gente se dá para deixar o dia “feliz” depois de trabalhar muito. Diminuiu 8 cm de cintura só com bom senso no prato, academia 3x e corridas curtas 3x na semana.

(Voltando lá pra meia maratona….) Meu peso até a minha meia maratona se manteve com uma pequena variação de meio kg a mais. Fabinho estava em preparação para a maratona e estava BEM seco, o que é normal nesta fase com volume alto de treino, mas ocorreu perda de músculo a mais do que deveria.

Depois da minha meia maratona e da maratona do Fabinho, decidi encarar a minha primeira maratona. Foi a hora em que resolvi entrar em contato com uma nutricionista (nossa amada Poly) e puxei Fabinho junto comigo. Deveria ter feito isso antes, deveria. Ao menos foi em tempo dos 42.2km, pois eu não teria conseguido ou terminaria bem prejudicada. Particularmente eu odeio falar em números. Mas se for para desconstruir um padrão, vamos lá. Comecei o trabalho para fortalecimento muscular e fui de 20% de gordura para 18% em poucas semanas comendo mais (HEHE). Depois de 18% de gordura para 15% em mais 2 meses comendo mais ainda (HEHEHE). Meu peso foi de 45.5 para 46.5-47kg. Fabinho foi de quase 20% de gordura para 9% e depois chegou a 6%, conseguindo terminar essa última maratona com 70kg, praticamente o mesmo peso.

Vira e mexe me falam que eu aparento mais magra, mas mais forte. Quando digo que ganhei quase 2kg a mais correndo dizem “Credo, então não vou começar a correr”. Ganhar peso não é ruim, se é feito de forma saudável e com propósito. Ainda mais quando você gosta do que vê e essa força te traz benefícios na sua vida. Não tenho apego algum com número da balança depois que compreendi que ele é só um número total, não uma avaliação corporal que vai muito além. Sim, é melhor confiar nas suas roupas.

Hoje, sinto que consigo realizar meus desejos. Meu corpo consegue acompanhar a minha mente e esta foi a maior recompensa. Consegui escalar em 2.500m de altitude sem me sentir mal, não precisei de ajuda e ainda fiz esteira no final do dia pois estava com saudade de correr depois do repouso da maratona. Minha pressão esta quase sempre estabilizada, não passo mal com facilidade e não lembro a última gripe que me deixou de cama.

Não tiro o fator estético, mas acredito que precisamos de hobbys e momentos de prazer na rotina. Dance, pedale, corre, nade, salte, faça yoga, escale, ande de patins, circo… Procure algo para se apaixonar e se perca! Sinta prazer. Priorize ter um tempo para se cuidar e curtir. Não se sinta culpado por isso. O trabalho pode esperar. Você consegue dar jeito.

E acima de tudo: se ame como você quer, não com um número que dizem que você precisa alcançar.

Fabinho chegou na faixa saudável perdendo. Eu cheguei ganhando. Nós, encontramos algo que nos faz sorrir, como nesta foto, que é impossível de explicar.
Somos mais livres dos nós do dia a dia a cada km.

Corrida

> Sobre correr, acreditar e viver (bem)

03/05/2017

Minha mãe correu comigo na barriga até os 3 meses de gravidez, pois ela não sabia que estava grávida. Depois de descobrir e de fazer uma bateria de exames, o médico disse “essa é guerreira, pode continuar, mas devagar”. Nasci e depois de uma infecção hospitalar fiquei 20 dias na UTI. Ao sair do hospital, o médico número 2 disse pra minha mãe “esse coração é de ferro”. Cresci. Passou. Eu sempre fui elétrica e me enfiava em tudo quanto é esporte ou qualquer coisa para preencher meu tempo. Meus pais deviam ficar malucos. Correr quando eu era nova era tão fácil. Eu era das baixinhas que no pega-pega ninguém conseguia alcançar. Às vezes eu ficava no canto da quadra e nem chegava a suar. A vida foi passando e usei botinha ortopédica para ajustar os pés, fiz fisioterapia no joelho por uns 2 anos de jogar futebol. Eu não corria, eu fugia.

Sempre fui responsável e fissurada em conquistar meu espaço e isso me custou um pouco essa diversão. Comecei a trabalhar cedo, por isso ganhei umas rugas de gente adulta com 17 anos. No final do dia o que mais me dava saudade era do tempo em que eu e meu irmão ficávamos batendo bola no quintal. Ele brincava que eu seria a nova Sisi. Nunca me passou pela cabeça isso, mas eu gostava de sentir que ele acreditava em mim. Me fazia acreditar. Porém não o bastante para continuar.

Por anos eu achei que não tinha força de vontade. Comecei teclado, fiz 3 anos, parei. Comecei violão, 2 anos, parei. Aula de futebol, 3 anos, parei. Ballet, uns bons anos, parei. Hoje, entendo que a vida tem os seus ciclos e eu tive os meus focos em cada fase. Hoje sei que o meu maior erro, foi ter me deixado de lado e ter confundido hobby com o que eu amava de verdade fazer. Foi quando anos e anos depois a corrida apareceu na minha vida. Ou melhor, na do meu cunhado, depois para meu namorado e então pra mim. Na verdade eu nunca achei que fosse correr. No aeróbico na academia fazia bicicleta enquanto respondia emails do trabalho no celular. Não via graça. Um dia meu namorado me falou: Não quer fazer esteira comigo hoje? Eu não sei respirar e meu joelho é zoado, já era a minha fala ensaiada. Ele insistia, “sei que vai gostar”. Até que um dia eu resolvi tentar.

Cresci a vida toda ouvindo que eu era delicada demais pra muita coisa que eu gostava de fazer. Isso me deixava irritadíssima. Odiava minha pequena altura por isso: me tiravam pra frágil e fofa – no sentido diminutivo.  Até que sem perceber deixei-me convencer que eu era tudo isso mesmo. Demorei anos para entender que sim, eu estava fisicamente fraca por ficar anos parada, mas era só uma questão de fortalecer. Nunca quis ninguém para me defender ou carregar os meus pesos. Comecei a fazer exercícios para fortalecer joelho, perna, articulações, panturrilha, costas, peito, ombro. Me preparei. Para mim. Foram quase 2 anos de corrida para entender que delicadeza, não é sinônimo de ser frágil, mas até então, tive umas briguinhas internas comigo mesma.

A corrida me cobrou em poucos meses o que a vida me pedia até então: dar tempo e persistência. Tempo eu passei a arranjar, persistência era e, é, algo diário. Uns dias são mais fáceis e outros mais duros. Cada dia é algo diferente. Mas a sensação de finalmente parar alguns minutos para desgastar o corpo e deixar meus problemas a cada km, virou amor.

Quando consegui entender, ainda bem, estava em tempo: eu não precisava do médico 1, médico 2, meu irmão ou meu namorado acreditando em mim. Eu precisava acreditar em mim.

Acreditar em sí mesmo não é uma questão de se achar superior e falar da boca para fora que você pode tudo. Acreditar em sí é se dar a chance para ver até onde você pode ir. É entender os seus problemas, defeitos e desafios para lidar da melhor forma possível com eles.

Correr para mim nunca foi apenas sobre o ato em sí. Nunca foi sobre o verbo correr. Correr foi um favor que fiz ao meu coração: o que hoje eu sinto pulsar fisicamente melhor e o que vai até a boca sorrir diariamente após terminar uma corrida.

Correr pede persistência. Hoje, vivo bem, bem melhor. Voltaria e faria tudo de novo. Ou melhor, procuro fazer isso a cada dia.

Nunca desista de algo que faz o seu coração subir pela boca. Nunca desista de algo que te faz bem profundamente como ser humano. Nunca desista de algo que te faz sorrir.

Correr? Recomendo.