Observando, VIDA

> Observando: Sobre quem caminha ao nosso lado

31/10/2013

Eu acho que me considero sortuda. Embora eu odeie usar a palavra “sorte” e seus derivados no seu contexto comum. Mas, sortuda porque quando meu celular toca e é meu grupo tão animado no WhatsApp, só com umas malucas, sem frescuras que me fazem rir quando tá tudo zuado ou quando estou rindo à toa também. Isso faz tanta diferença nos nossos dias que a gente nem imagina. Gente que equilibra a nossa balança da vida, que te escuta quando você esta na madrugada chorando sozinha, com os sonhos no lixo e ela não se importa se tem que levantar as 6 da manhã para ir trabalhar e te escuta e escuta e escuta… sem problemas.

Gente que em meio a tanta correria dos seus dias separa um domingo para vir falar besteira e ser recebida pela sua cachorra maluca, soltando pêlos por todas as roupas. Gente que é tão diferente da gente mas, tão humana, sabe? Uma é mais meiga mas tem uma força inacreditável, tirando o fato de amar bacon. Outra imita as pessoas como ninguém e te faz perder o ar de rir. A outra então divide o mesmo amor por coxinha que meu outro amigo e a outra eu conheço a pouco tempo, mas tem tanta alma que transborda. A outra é de tantos anos que é maravilhoso saber que está vivendo, feliz e leve. E no fim, a gente sabe que essas diferenças só nos aproximam mais. Gente que é gente. Gente que chora, sorri e te faz rir quando quer chorar ou te faz rir tanto que você chora. Gente que faz você se sentir acompanhado, mesmo longe porque sente e vive o que passa com você, mesmo que aquilo não se passe com ela. Gente que faz com que seus medos e receios pareçam normais, afinal por mais que a gente pense que não, todo mundo sente.foto(6)Eu tenho um amigo assim também, o da coxinha e que também ama bacon. Um amigo que passa madrugadas comigo acordado. Aguenta meu choro, idiotices e, nas carências de tpm, me traz uma pizza doce e colo quentinho pra alegrar ou simplesmente me deixa sozinha no meu silêncio. E quando todos eles se juntam, eu sorrio como se um cabide ficasse preso na boca, feito besta. Porque poxa… em momentos assim, me sinto sortuda.
Sortuda porque tenho os essenciais: com alma e vida. Que me doam apenas 10 minutos dos seus dias, me desejando bem ou me dando alguma bronca também, é claro, faz parte. Pois o que mais vale é no fim do dia olhar para o lado e enxergar quem te traz alegria, boa companhia, bons cafés e aquele tripé com força e suporte. Quem te dá chão e por vezes coloca um tapetinho pra você não pegar friagem. Quem te faz se sentir em casa, jogada no sofá  falando da tão indecisa vida. Alguém que você não tenha o que esconder, apenas compartilhar, o que der e vier e o que não der e vier também. Alguém que pensa o que você não pensa e faz o que você não faz: um prega o outro endireita, um desarruma e outro guarda, um só pensa outro só emociona. É assim.
E como dizem por aí, na versão que gosto para esta palavra “sorte é quando a competência encontra uma oportunidade”. Uma oportunidade para aliviar a vida, os dias. E encher a alma de graça, sorrisos e esperança.
Esperança de aguentarmos essa vida maluca juntos e depois de vinte e alguns anos vivendo poder dizer: menos é mais. É o melhor, ops! São os melhores.
É quem caminha do nosso lado que nos faz caminhar, que dá ritmo, leveza ao nosso universo.
É, amigos são a família que podemos escolher.

Ah… Que sorte!

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