FAÇA VOCÊ MESMO (DIY)

> Antes da reforma: Como a nossa casa era

26/09/2016
alma da casa #nanossatoca

Acho que muita gente nova apareceu neste cantinho desde que começamos a reformar, não é? Confesso também que, para quem tem blog e é fotógrafa, não tiro tantas fotos como deveria – eu acho. Temos poucos registros da mudanças e tudo o mais. Foi tudo tão intenso e ao mesmo tempo rápido. Mas, enfim. Foi como tinha que ser. 🙂

Para quem não viu como era a nossa edícula antes de reformar, separei algumas fotos. Ela era aberta e ainda não tinha o andar de cima ainda.

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Ignorem o Barba agachadão ali, ok? HAHA

Quando visitamos esta casa pela primeira vez já adoramos a disposição, pois era exatamente como imaginávamos. Uma área na frente e um espaço no fundo em que poderíamos construir para morar. Em casas antigas é bem comum ter essa divisão casa+edícula. Lugar separado para caseiros, quartinho para quem trabalha na casa ou para enfiar o filho rebelde na adolescência, haha. A gente, resolveu separar para morar e deixar a parte da frente e que é maior para trabalho.

Foi difícil encontrar um lugar com a metragem que precisaríamos, afinal não era só um estúdio, mas o meu, o do Barba e um lugar para morar. Depois de muita procura trombamos com esta casa que é muito antiga e foi um achado. Como já contávamos com a reforma por conta dos estúdios, não faria tanta diferença ela estar nova ou não. Resumo da ópera: casa antiga, mais em conta, tinha espaço e fechou. Vendemos o apartamento e nos mudamos para ela. Alguns meses (me arrisco dizer que foram 4) depois começamos a reformar a edícula.

Demorou! Foram meses e meses de muitos imprevistos que vocês podem ver ou relembrar alguns aqui. A maioria não posso nem citar, mas quem já construiu e reformou, ainda mais em terreno antigo, sabe como é. Foi cansativo DEMAIS. Nunca imaginei que fosse ser tanto. Talvez por morarmos e trabalharmos no mesmo lugar que toda bagunça aconteceu, tinhamos que lidar com tudo ao mesmo tempo, sempre com urgência pra resolver. Mas valeu a pena!

Agora com o tour vocês podem imaginar um pouco melhor como foi toda essa mudança. Aqui também existem muitas fotos. Insisto em bater na tecla de que, quem faz um lar é o nosso coração. Espero que possamos ir nos conhecendo mais pelo canal 🙂 infelizmente, ou melhor, felizmente, não dá para fazer um tour em alguém, heheh. Precisamos de tempo e paciência. <3

Esta semana vai ser todinha casa, decoração e histórias aqui e no blog! Espero que gostem 🙂

AMOR, CRÔNICAS

> Foi bom te encontrar

22/09/2016
sócio da vida

Amor,

dia desses passei em frente aquela cafeteria que costumávamos ir. Me dei conta que já se passaram bons anos desde então…

A gente nunca teve um primeiro encontro oficial, só resolvemos tocar a vida juntos. Era aconchegante como o encontro entre amigos de infância. Era familiar. Resolvemos arriscar. Para mim todas aquelas xícaras de café carregavam a mesma emoção de um jantar à luz de velas. A gente se observava o tempo inteiro.Você bem mais do que eu, confesso. Entre um gole de café e outro, nossos olhos espiavam por cima da xícara, como quem tenta conhecer em cada segundo o que o outro acha do mundo: de onde virá a expressão de graça, o riso ou a surpresa. Eu sempre pedia o bolo caseiro do dia e você algum lanche ou pastel tamanho família. A gente sempre se deixou ser.

Esta foi a minha maior paixão em nós antes de sermos nós: simplesmente éramos e fazíamos isso bem juntos.

Você com a sua cabeça racional demais e eu com meu coração que precisa de um toque de poesia pra pulsar. Duvidei que isso seria uma boa mistura. E o tempo me mostrou que a gente queria se aguentar. A gente ria sem parar, ou melhor, rimos. Talvez este tenha sido nosso hobby preferido nestes quase 84 meses juntos. “O que vocês gostam de fazer em casal?, para onde gostam de ir? onde gostam de comer?” Qualquer lugar que seja permitido rir e de preferência alto. E estava feito. “Eu não tô apaixonada, só gosto de estar perto e rir junto com ele”, acredita que uma vez nos defini assim? Pois é. Muita coisa mudou, mas ainda bem, que isso não mudou em nada. Porém, hoje eu não tenho medo de me deixar apaixonar a cada dia pela mesma pessoa.

Era engraçado como o tempo passava devagar naquela época. Eu madrugava para trabalhar, saia para te encontrar, ia para faculdade, fazia curso e o tempo naquela varanda enquanto falávamos bobeira custava a passar. Hoje, ele voa tanto que não consigo mais contar. Me esqueço, me perco. Que bom que você também não é dos bons de lembrar. Na verdade foi ao seu lado que pude sentir dentro do peito, o sentimento de celebração diária, que não precisar ser ao pé da letra. É todo dia que nos olhamos, rimos ou choramos e vivemos juntos. Temos grandes motivos para comemorar o amor que um dia decidimos cativar. É todo dia que agradeço.

Dia desses você me avisou que estava saindo do trabalho, igual faz todo bendito sábado. Senti frio na barriga. Aquele geladinho que é o sinal da alma quando está plena. Quando se confia que algo te trará paz e não vê a hora de chegar. Aquela paz silenciosa, mansa e que custamos a notar. Fiquei sorrindo feito trouxa. Você entrou na casa e antes de me dar um beijo, comeu metade do bolo em cima do fogão com cuidado para não sujar o chão. Sorri abobada e pensei: Esse é o cara da minha vida. Quem sempre me trouxe paz – e acaba com a comida da casa. Prioridades.

A vida nem sempre sorriu pra gente. Mas, a gente sempre fez ao máximo para seguir mesmo assim. Hoje, você já conhece minhas zilhões de expressões, quase não preciso falar. E ainda assim me observa todo dia, mesmo sabendo as respostas que vou dar, o que me faz rir, chorar e o que só uma pizza pode curar. É fogo quando alguém te decora nas coisas mais idiotas do dia a dia. Quando você percebe que é tudo uma coisa só, parte de um todo da vida de alguém. Vamos mudar juntos, a cada dia, as novidades não terão fim. Apenas recomeços. É gostoso de pensar.

“A Isa sente demais”, você diz o tempo inteiro e tem razão. Não me arrependo. Sempre usei de todas as letras para dizer que amo e o quanto amo. Sempre tento dimensionar o que é infinito. Nunca achei verbos suficientes e talvez nunca encontre. E nunca vou me cansar de expressar, sabe, Amor… Como foi bom te encontrar!

Ainda é. Ainda que todo dia no mesmo teto que o meu.

Temos mais umas boas vidas por vir e muitos cafés para tomar.

Foi o que pensei quando passei por aquele lugar.

Obrigada por me fazer sentir tantas coisas boas na vida com tão pouco.
Pessoas como você valem a pena.

CRÔNICAS, VIDA

> O silêncio faz (p)arte

19/09/2016
first: ☕

Silêncio é uma arte, um mergulho, um… alívio?

Neste mundo tagarela e com zilhões de informações por segundo e compartilhamentos a todo vapor, sim, ele é como um suspiro. A gente tem o costume de pensar que o silêncio é inconveniente, precisa ser banido e que devemos falar e preencher o vazio sonoro com alguma opinião ou falar do clima no elevador. Mas, não. Ás vezes não falar, é melhor, bem melhor. Ás vezes, simplesmente, ninguém precisa ouvir nossa opinião e, nem por isso, significa que não a temos e somos menos. O silêncio incomoda, mas  com a maturidade ele dá sentido. É preciso delicadeza para saber a hora de se manter neste estado ou podá-lo.

O silêncio é sábio. É para quem tem convicção.

No amor o silêncio é agridoce. Diria que quase um fator determinante. O silêncio da falta de interesse, com pitada desprezo ou jogo para ver quem se importa menos é tortura. É o sinal. Dói. Porém entrega quem merece o valor de estar na vida ao nosso lado. O silêncio é simples.

Por outro lado, a gente costuma não perceber o valor do silêncio até encontrar alguém que o faz ser deliciosamente incrível. Não é sempre, não há de que se preocupar e é totalmente necessário. Senta- se no sofá e pode se viajar para outro planeta sozinho e, sim, ser amor. O amor que não precisa ser apenas eufórico e que lê o silêncio do olhar de que é necessário um tempo para parar, é também um sinal. Silêncio no amor e na amizade é como uma visita sincera. Aquela que você não precisa de cena e oferecer um biscoito toda hora para ficar: se é o que se é inteiramente. É sincero, é jogo limpo. Há parceria e respeito. O amor gosta, se sente em casa, terra fértil e floresce.

O silêncio pessoal é como uma oração. Livre de religião e carregada de coração. Uma prece que não clama a todo custo por respostas. É pura e repleta de frases sem conexão. No silêncio não se tem rodeios: é o que sentimos puramente, ali, escancarado e com o peito aberto. O silêncio é quase uma enciclopédia da alma. Lugar em que nos descobrimos, sintonizamos, escutamos e entregamos o que somos. O silêncio é um cúmplice e dos melhores. Pode- se admitir erros, se gabar um pouco dos acertos, pensar em tudo sem concluir muita coisa e nada irá interromper.

O silêncio nos molda. Como seres mais conformados de que a vida tem o seu ritmo, tempo e valor. Manso e vagaroso, respiramos o ar mais devagar e por minutos a vida é como é.

O silêncio confirma, repensa, corrige, recalcula, faz, não faz ou refaz. É verdadeiro e direto: o silêncio grita o que o coração tenta nos dizer cochichando o dia inteiro e, a tagarelice do mundo e a de nós mesmos, não deixa ouvir.

E eu, se fosse você, ouviria o que o seu coração tem a dizer. Sem usar palavras complicadas: O silêncio faz arte – e precisa fazer parte.

Na cozinha, RECEITINHAS

> Nhoque de espinafre (sem ovo)

13/09/2016
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Dia desses eu ia fazer aquele nhoque já postei aqui pra vocês, lembram? Ele é super delícia, mas eu tinha uns dois chumaços de espinafre e um estava querendo começar a passar. Pensei: alguém já deve ter feito nhoque de espinafre. Já tinha visto algumas fotos na internet com nhoques coloridos e diferentes, assim como o pão colorido que mostrei lá no canal.

Dito e feito. Encontrei várias receitas, algumas levavam coisas demais e eu queria uma simples, assim como aquela outra. Afinal, sei que tem muita gente vegana que acessa por aqui, sempre bom trazer uma opção que caiba para todos e que seja deliciosa igual.

img_1006-7Ingredientes:

  • 3 batatas grandes cozidas no forno, vapor ou microondas
  • 1 maço de espinafre ( só as folhas )
  • 1 xícara e meia de farinha de trigo
  • sal a gosto

Primeiro passo é bater o espinafre no processador. As folhas já soltam bastante água, então coloquei um fio de azeite e se precisar para bater melhor, acrescente um pingo de água. Se preferir pode cozinhá-lo no vapor junto com a batata e depois bater. É total a preferência de cada um. Agora é hora de amassar as batata, misturar com o espinafre, o sal e acrescentar a farinha aos poucos.

O ideal é cozinhar a batata sem ser na água para que ela não solte muita água na massa. Assim será menos farinha que precisaremos colocar e ele ficará mais batatudo 🙂 Mas se não der, também não é o fim do mundo, hehe

Eu usei metade integral e metade da branca. É bom ficar de olho pois você pode precisar de mais ou menos farinha. Varia do seu espinafre, da batata, umidade, enfim. Não precisa estranhar. É só ir acrescentando e mexendo bem, enfarinhar a mesa e esticar até conseguir fazer uma minhoca. Então, corte em pedacinhos e coloque para cozinhar na água com sal e fervendo (como macarrão). O ponto de cozimento é quando os nhoques ficam boiando na superfície, conto mais 2 minutinhos e tiro.  img_1009-10img_1011-12Barbinha ama molho branco! Cobrimos todos e colocamos queijo em cima para ir ao forno até dourar. É bem rapidinho. O bacana é que você pode congelar. Para isso é só cozinhar os nhoques, secar um pouco com papel toalha e colocar as unidades separadas em uma forma ou prato no congelador por uns 20 minutos. Depois é só despejar em um saquinho de freezer ou pote para congelar. Assim as bolinhas não irão grudar uma na outra e você só precisará colocar o molho 😉

Essa base você pode usar para várias outras de nhoque, eu acredito! Nunca testei, mas ela é quase igual a outra, então suponho que seja questão de acertar o ponto e usar a criatividade!

Nós adoramos! Espero que gostem para fazer em um final de semana na cozinha com amor, amigos ou mimar o seu estômago sozinho <3 hahah amo!

AMOR, CRÔNICAS

> Quando a coisa é simples

12/09/2016
e nossa silhueta sorri

O amor é aquela coisa que quase não precisa nomear. A gente sabe.

Quando a coisa funciona não precisa de cobrança. Daquele tipo que invade, incomoda e passa até mesmo a privacidade do outro. A vida tem o seu rumo normal, cada um toca os dias da melhor maneira possível e os caminhos que cruzarem, tudo bem, vamos juntos.

Quando a coisa bate não precisa forçar. Não precisa de jogo, enrolação ou medo do que vai pensar em dizer isso ou aquilo. O medo de ser quem somos desaparece e descobrimos um mundo novo crescendo dentro de nós. Descobrimos ser maiores, queremos conhecer e abraçar o universo do outro para fazer parte do nosso. Mostrar o que amamos e o que nem tanto assim, o que sonhamos e o que imaginamos. O coração aprecia a vida transborda.

Quando a coisa é especial há vontade de se doar nos momentos difíceis e nos clímax dos capítulos da vida. O desejo de não magoar, ver chorar ou brigar por motivos bobos mora na alma. E essa coisa vira quase como um termômetro: criamos jogo de cintura e aprendemos o que importa e o que é coisa para deixar pra lá.

Quando a coisa tem diálogo não existe espaço para achar isso ou aquilo. Se não entendeu direito, manda uma mensagem e se quer esclarecer, senta para um café. Conversar é a chance de enxergarmos a vida com outro ponto de vista. É pá, tchum e pronto. Só existe a vontade de consertar e ver tudo além dos nossos olhos.

Quando a coisa é pura vem o desejo de fazer sorrir e construir uma amizade forte e forjada, que não será fácil de abalar. Duas bases se unem para montar um mundo. Não importa se ele faz isso, ela aquilo, pois quando a pauta é a vida, os dois sabem bem onde querem chegar.

Quando tem a coisa a gente sabe, mesmo sem ter um manual. Mesmo achando que não sabe sentir, a gente sabe. A coisa nos puxa para o nosso estado mais simples e, até por vezes, bobo. Um café, o sol no final da tarde, um guardanapo escrito ou email na madrugada. Nada disso será mais igual.

A coisa também não perdoa e exige esforço. Algumas vezes nos faz chorar e muito. Mas quando voltamos a sorrir, é como se nunca tivéssemos sorrido antes. A coisa vale a pena.

Quando a coisa é simples a gente esquece até de chamar de amor e está tudo bem. É amor, aquele momento da vida em que nos faltam as palavras. A gente não sabe nem explicar. Só vai vivendo – essa coisa toda simplesmente como é.

CRÔNICAS

> “Um dia eu vou correr uma maratona”

05/09/2016
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Bom, gente, pois é… Essa frase do título foi a que eu disse no primeiro diário de corrida… Lembram?

Fiquei muito feliz que muita gente está com saudades dos diários de corrida lá no canal. Recebi algumas mensagens de pessoas que se sentiam mais motivadas de simplesmente viver a vida assistindo aqueles vídeos e isso, me fez sorrir de orelha a orelha. Lógico que a gente se anima em falar sobre “correr”, mas você pode substituir por… hahah o que quiser 🙂

Lembram- se no texto da minha meia maratona em abril? Este aqui. Foi mais ou menos 3 meses depois dele que falei pro Fabinho que ano que vem, em 2017, eu ia correr uma maratona com ele. Dias depois ele me enviou o link da Maratona de São Paulo que acontece todo mês de abril. Não senti medo como pensei que sentiria, fiquei feliz. Seria mais um desafio que eu sabia que só dependeria de mim. Antes eu o classificaria como um “desafio dos grandes”, hoje é mais um desafio. Compreendo a dificuldade, mas aprendi a encarar que qualquer barreira é grande e intensa, até as aparentemente pequenas, quando damos o nosso 100%.

Depois da meia maratona eu sei que a palavra-chave é disciplina.

Sempre me pedem para falar o que estamos fazendo de exercícios. Já comentei aqui que não estamos mais na academia desde abril. Bom, uso o aplicativo da Btfit, Sworkit e MovesDB e faço 1 hora, sendo 15 minutos de abdominal. Todos os exercícios são com peso do corpo ou barra, que mostrei no snap quando o Barba comprou. Além de economizar com academia, nosso corpo mudou muito e de forma natural. O mais bacana é que não sinto minhas pernas fadigadas para correr. Estou muito mais leve.

Dividi mais ou menos a rotina assim: Domingo é dia de corridas longas 12-15km, segunda exercícios, terça descanso, quarta exercícios, quinta corrida média, sexta exercícios, sábado descanso. Minha corrida junto com o Fabinho é geralmente aos domingos e, estamos começando a aumentar mais uma vez de 15,16,17,19,21km. Mas, não vamos passar de 21km até novembro. A ideia é terminar este ano fazendo 21km bem, acostumar com a distância e o desgaste como se fosse 10km – hahhahaha vamso rir para não chorar. E é basicamente isso.

Ultimamente estou anotando as corridas em qualquer aplicativo Nike running ou Strava, tanto faz, estou me divertindo, me aliviando. Engraçado que quando a gente relaxa que fazemos nossos melhores tempos e com rendimento melhor. Estou correndo muito mais sozinha que no ano passado, o que acho uma delícia. Temos seguido assim. Animação, lendo muito e com frio na barriga.

Final/começo do ano, voltamos aquela rotina de uma corrida de força e velocidade de curta distância, uma corrida de subida ou média distância e uma corrida longa na semana. Na longa, vamos aumentando semana sim e não a quilometragem. Como foi no diário de corrida passado só que até chegar nos 32km. Número máximo recomendado nos treinos para maratona.

Em outubro o diário de corrida volta uma vez por mês lá no canal 🙂 Farei um vídeo comentando tudo isso e mais um pouco. Lembrando que isso é o que aconteceu comigo e que já estamos há um ano nessa coisa toda.

Espero que gostem de acompanhar e que torçam mais uma vez por euzin. \o/

Quem se animar de nos encontrar para correr em abril, VAMOS VAMOS <3

Entre crônicas

> Uma vida mais leve

31/08/2016

Afinal de contas: O que é preciso para ter uma vida mais leve? Quase nada..

Felicidade, leveza e bem-estar nunca foram tão procuradas por aí. Ou talvez tenham sido e a gente não saiba medir essa proporção. De fato, a gente sabe que esta se movimentando pouco, estressando demais, querendo comprar muito e fazer tudo em excesso para compensar as infelicidades. Reuni neste post, não dicas, mas alguns pontos que parei para pensar bastante nestes últimos tempos e me ajudaram muito.

O QUE VOCÊ REALMENTE PRECISA?

Parece idiotice, mas acredite: a gente compra demais. Confesso que o fato de ser muito mão de vaca, até me faz comprar menos que o geral. Mas, não é o fato da compra em sí, mas do desejo. De achar que não se pode viver mais sem aquilo e precisar, precisar e precisar sempre. Entramos em uma lista sem fim do que achamos que precisamos. Quando na verdade, em 80% das vezes, não precisamos. Uma vida mais minimalista e consciente, não é papo hipster, mas nos faz não só comprar menos, mas valorizar o que temos. Acredito que este seja o maior segredo da paz de espírito.

MOVIMENTE-SE

Estar parado é quase parte do trabalho e do dia a dia de todo mundo e que nos trouxe grandes consequências para a saúde física, mental e espiritual. Caminhar, tomar um ar puro e suar tem que ser além de uma busca estética e física. Fazendo algo que sentimos prazer, pelo simples fato de fazermos é sentir e querer o bem ao nosso corpo. Cuidamos de nós, aliviamos nossos monstros e limpamos a nossa mente. Consequentemente, deitamos na cama a noite mais leves.

EQUILÍBRIO

Eu sempre repeti para mim mesma que o maior problema do ser humano é a falta de equilíbrio – serve para qualquer ponto da vida. Encontrar equilíbrio emocional, espiritual, físico, mental é fundamental. O que vejo acontece bastante é a dedicação de algumas semanas de uma forma extrema na intensidade 80 e depois volta aos 8 ou até mesmo ao 0, pois fica insustentável. Parece difícil encontrar o nosso “40”, quando é justamente ele que nos fará mais tolerantes e respeitosos com nós mesmos e com o mundo por um período longo. Ou que ao menos a gente consiga encontrar outras intensidades no decorrer da vida.

ECONOMIZE ENERGIA: NÃO SE ENVOLVA

Eu nunca tive paciência para me envolver em discussões. Ainda mais quando são pela internet. O desgate, a falta de interpretação e o desrespeito por não enxergarmos olho-a-olho é algo que realmente, não me atrai e me incomoda muito. Mas, não é só assim que gastamos energia à toa, mas quando damos uma ação desproporcional para os problemas do dia a dia. Mas, este já é outro tópico. Importante mesmo é preservar a sua paz, seja ficando no seu cantinho, respirando fundo mil vezes ou perdê-la e depois recuperá-la sem precisar ficar sem chão.

SAIBA QUEM VOCÊ É

Conhecer a sí mesmo é fundamental. Saber até onde podemos ir, nossos limites, sentimentos, reações, sensações e lidar com nós mesmos é importante. Claro que podemos ir além, mas estar disposto a passar um tempo consigo mesmo sem que isso seja um problema, faz com que a vida seja mais tranquila. É possível lidar com nossos monstros de forma natural, sem pressa, respeitando a nós mesmo e sem comparações com a vida das outras pessoas. Cada um tem o seu tempo.

SORRIR É DE GRAÇA

Pode estar tudo cagado, mas não deixe de ver graça na vida. Não necessariamente a que nos faz sorrir e gargalhar, mas a graça de estar vivo. A tristeza virá, virá e sem dó alguns dias, mas procure lembrar o presente que é estar vivo. Não precisamos de muito. SÉRIO.

SE AME, AME E AME

O amor é importante, é sim senhor. Mas, além do amor a independência emocional é primordial. A vida vai nos surpreender muito com coisas boas e ruins. Estar resolvido consigo mesmo e se bastar é necessário. Não jogue este peso em ninguém.

INSPIRA E EXPIRA

Pense duas vezes, três, quatro, quantas forem preciso. Claro que em determinado momento você precisará explodir, mas ainda assim: respire. Respirar, literalmente falando e, da maneira certa, nos acalma, equilibra e faz com que tudo saia de um estado a mil por hora para o normal em poucos minutos. Respirar com consciência é uma arte e um dos melhores remédios que descobri nos últimos anos.

TEM PROBLEMA DE 1 E PROBLEMA DE 10

Aprender a não problematizar demais deixa a vida mais leve de forma instantânea. Existe problema de nível 1 e de 10. É importante termos reações e investirmos nossa energia à mesma maneira. Não é preciso reagir com toda força e se desgatar com um problema de nível 1, por exemplo. Se você parar para pensar em tantas coisas difíceis e ruins no mundo, vai perceber que a grande maioria do caos e das nossas dificuldades, não merecem tanto de nós. Guarde a sua melhor energia e força para quem você ama e quem quer bem. É isso que levamos da vida.

Espero que possa ter contribuído um pouco. Claro, se tiver algo para acrescentar aqui, que te ajudou, deixe aqui nos comentários 🙂 vamos nos acrescentando!