Tenho, indico e preciso

> Ideias para Presente de Natal

11/12/2017

Natal é uma época do ano em que somos invadidos por muito sentimentos bons, não é mesmo? A gratidão pelo ano e pelas pessoas que nos ajudaram e estiveram sempre presentes aumenta e queremos retribuir de alguma forma. Separei alguns produtos que acho muito bacanas para comprar de presente de natal e com preço legal, além de muitos serem feitos à mão, valorizando o pequeno produtor 🙂

  • Quadros: Nós amamos! Acho que dá para perceber, né? Essa ideia do Parederia de fazer quadros com signos é super legal. Tem cara de presente personalizado e você pode escolher a cor da moldura que mais combina com a pessoa. Vale a pena conferir as outras opções também no site deles, temos vários super descoladinhos aqui.
  • Caminhas para cachorros lindas e aconchegantes: Imagina que nós não iríamos presentear nossos fiéis parceiros de crime? Eu amei este modelo de caminha, mas também estou em dúvida do modelo futon que tem neste mesmo site, pois Lucy e Ringo curtem bastante. A caminha deles não é muito bonita, então essa ainda teria o fator decorativo com a casa, hehe – e parece muito aconchegante, né?
  • Colar personalizado: Eu AMEI essa ideia! Além de ser um presente super personalizado e individual, é feito à mão com muito carinho. O trabalho da May é demais e você pode escrever o nome da pessoa, algo que deseja para o ano dela ou palavra que mais a descreve. Peça o seu aqui.
  • Vinhos: Nesta época do ano muitos sites de vinho fazem promoções de kits que são bem legais. Sites como vinho site, wine e evino, tem alguns com espumantes e marcas bem variadas. O legal é que os vinhos geralmente são bem selecionados, então dá para gente confiar e provar alguns novos. Além de claro, ter preços vem variados para cada bolso. Aproveita para abrir e curtir com a família 🙂
  • Agendas 2018: As loucas da organização como eu vão amar ganhar uma agenda ou planner nesta época! Sempre bom dar uma conferida se ela já não comprou, né? Mas tenho certeza que é um presente super legal, em conta e que hoje em dia possui muitas versões incríveis. Adoro neste estilo aqui.
  • KIT de banho e para perfumar a casa: SIM! eles nunca saem de moda. Quem não ama receber um cheirinho para o corpo e para a casa? Adoro. Amei muito este kit para a casa e os poste de vidro são super lindos e podem ser reutilizados. Para o corpo, eu gosto de decoração e produtos mais rústicos como sabonetes artesanais. Gosto muito desta versão de crochê e nesta loja também tem sabonetes incríveis artesanais e lindíssimos.
  • Caixa para o ano todo: Essa ideia eu nunca vou cansar de compartilhar com vocês, por isso até gravei em vídeo no canal. Se a grana tá curta, isso não é problema. Com pouco materiais você pode fazer um presente lindo, personalizado e super cheio de amor para todo mês mimar essa pessoa. Legal né?

Espero muito que tenham gostado das ideias 🙂 conta aqui pra todo mundo suas ideias para presentear quem você ama.

Tenho, indico e preciso

> Nós, no mesmo lar, mas por um outro olhar

04/12/2017

Passamos muito tempo no mesmo lugar e junto da nossa companhia. Isso de longe é uma reclamação. Uma vez li um texto que dizia que somos uma mistura das 5 pessoas com quem mais nos relacionamos. Olha, se eu for, 1% dos meus… já estou bem feliz.


Com o tempo a gente aprende que sorte não é encher um estágio de amigos e que sucesso não está ligado apenas ao saldo da nossa conta bancária. Mas, a saudade que iremos deixar aqui e o quanto de bem as pessoas que estão ao nosso lado nos trazem e nos inspiram a ser o melhor de nós.

Eu? Sou fã deles. De quem são e do que fazem. Adoro as qualidades, dou risada e me irrito com os defeitos, mas nunca essa balança é maior que a inspiração que eles me dão. Todos temos dias ruins, bons e mais ou menos. Todos temos nossos momentos. E até agora, amei passar por cada fase e crise na companhia deles. Um mais calmo, outra agitada, outro sossegado. Um bagunceiro, outra organizada e um que não tem quase nada. Um quer espaço, a outra ficar perto e o outro tem lugar para o mundo todo em um abraço.


Somos diferentes e tão iguais. De alma, coração e sonhos. Somos feitos da gente.

Lutando para aprender ao máximo juntos, pois somos o lugar preferido um do outro.
Somos casa, somos familiar. Somos um time imperfeito.

Família é como nos devemos nos chamar.

Obrigada A Essência por nos registrar com tanta vida 🙂

CRÔNICAS, VIDA

> Nada é por acaso

27/11/2017

“Nada é por acaso” é uma das frases que eu escutava quando era mais nova e achava que era a maior lorota de todas. Mas, não.. e nem sempre.

A gente cresce escutando mil e um conselhos dos nossos pais, avós, tios e amigos. Alguns mais pessoais, outros genéricos e o mais clássico de todos quando algo de ruim ou difícil de entender acontece na vida, “não se preocupa, nada é por acaso”. Confesso que eu achava que essa era só mais uma resposta rápida e decorada quando nos faltam palavras para consolar e queremos demonstrar cuidado e respeito por alguém. Afinal, olhar para um momento duro da vida e pensar que aquilo aconteceu por algum motivo, não é fácil de aceitar.

Outra coisa é que  a bendita frase “nada é por acaso”, soa um pouco mística também. Como se tivéssemos o nosso destino traçado para viver e, independente se você acredita nisso ou não, não vou me prolongar pois prefiro acreditar que o tal do acaso não é bem neste sentido. Muitas vezes oferecemos um conselho em momentos difíceis já com a ideia de que algo bom precisa acontecer em troca. Como se a vida estivesse sempre compensando os momentos ruins com os bons. E não é bem assim. Precisamos viver tudo isso.

Hoje, eu acredito que o “nada é por acaso” é um dos mais sinceros e verdadeiros clichês. Ele não implica que algo bom precisa vir a seguir e não sugere que a gente exclua aquela fase da nossa vida. É mais como um “isso aconteceu porque você tinha algo para aprender, superar e crescer sobre isso” e bola pra frente.

Passei por muitos momentos em que ouvi esta frase e eu balançava a cabeça, erguia a sobrancelha e dava um sorriso sem dente, por não fazerem ideia do perrengue que eu estava passando. Alguns anos atrás o meu escudo caiu e eu compreendi que esse era além de um conselho clichê, uma grande verdade. Tudo acontece na vida para que, de alguma forma, a gente se conheça e aprenda sobre ser, cada vez mais. Geralmente nos momentos bons é de maneira mais enrustida, pois estamos um pouquinho ocupados curtindo. Já nos ruins basta uma pequena reflexão para que cheguemos a tal da conclusão de que “nada é por acaso”. Tudo aquilo precisava ser vivido para seguirmos nosso rumo.

Seja o acaso uma pessoa, trabalho, momento, fase, crise ou descoberta, sempre há algo que precisávamos levar com a gente. Isso não é de hoje. Afinal, clichê são clichês por um motivo. Não é mesmo?

Nada é por acaso. Viva intensamente cada dia que te foi dado para viver.

AdoCão, CRÔNICAS, VIDA

> É tempo de chuva

22/11/2017

Se tem um dia que é caótico aqui nessa casa, são os dias de chuva.

Tirando a parte do cheirinho de cachorro molhado que é inevitável, molha pata e seca pata para entrar na casa e o tédio por terem menos espaço, os dias de chuva não fazem sucesso com Ringo. Na verdade, é algo como um filme de terror para ele. Não é pela água, afinal ele gosta muito de um bom banho e tomar umas gotinhas de água quando entra de intruso no box do banheiro quando terminamos o banho. É pelo barulho.

Todo cachorro possui uma audição delicada, mas Ringo veio premiado no mundo com muita sensibilidade. Isso requer disposição. Ringo se assusta quando lavamos panelas, procuramos fôrmas de bolo que estão empilhadas e batem um na outra, o vento fecha a porta, cai vassoura no chão e ligamos o aspirador sem ele notar a presença do eletrodoméstico no mesmo espaço que ele. Nem pense em mencionar sirenes e fogos de artifício que, aí, o buraco fica ainda mais embaixo.

Faz duas semanas que tem chovido bastante em São Paulo e Ringo tem passado dias difíceis. Ora ele senta no sofá entre as almofadas, ora ele se enfia na sua caminha debaixo da mesa. Lucy age como se nada estivesse acontecendo. Na verdade, acho difícil algo assustá-la de verdade. Ela senta do lado dele e parece que não entende o que acontece. Nem a gente, Lucy.

Me lembro de algumas chuvas fortes quando eu era criança e o medo realmente dava o ar da graça e eu enfiava uma coberta na cabeça e fingia estar com sono. Até o dia em que meus irmãos me arrastaram para a janela e eu pude ver: água caindo do céu. Não é algo mágico? eu achei.

Eu vi as gotinhas na janela escorregarem e apostarem corrida uma com a outra. As plantas ficavam mais vivas, a rua menos movimentada e o ar parece que ficava melhor de respirar. O famoso cheiro de chuva que nos trazia a brilhante ideia de pedir bolinho de chuva para a minha mãe. Hoje, sinto saudade dessa ingênua chuva.

Infelizmente, Ringo não pode se deliciar com um bolinho de chuva. A gente tenta cantar, brincar e até dar um biscoitinho, mas nada melhora o dia pra ele. Até que resolvemos deixar passar. A gente senta do lado dele e espera. Em algum momento, vem o sol que ele tanto gosta ou ao menos o céu cinza e nublado, para voltarmos ao famoso corre-corre no quintal que a gente adora. Então, Ringo esquece que meia hora atrás chovia.

A gente pode ver beleza nas coisas, mas há momentos em que só nos resta esperar.

Uma hora passa, é o que repetimos para o Ringo quando cai a primeira gota do céu.

Sempre passa.

Pedaços+Momentos

> A fé não costuma falhar…

13/11/2017

Novembro é um mês em que á começamos a pensar no final do ano. Dezembro passa tão rápido que quase não conta.

Novembro é o mês em que começamos a analisar o ano inteiro, aí também é assim?
Depois de alguns dias tumultuados e com as coisas de perna pro ar, acho que essa foi a semana mais rotineira que tivemos. O começo desse ano foi surpreendente, mas com muitos desafios, dúvidas e muitos serás. E seguimos em frente, com algumas pausas para respirar, eu ia e ia. Com fé. Essa foi um das maiores lições de 2017 pra mim.

Tenho focado nos vídeos de final de ano, mudando visual do blog, preparando o coração para mais um final de ano. Pequenas mudanças, com carinho, que espero que curtam tanto quanto nós! Parados? a gente não consegue ficar. Mas criar raízes, é com a gente mesmo. Logo chega minha época preferida: doar, renovar, ressignificar.

Lucy e Ringo tomaram banho, aproveitam o sol no quintal que reapareceu e ficam o dia todo revezando entre eles quem fica com quem no home office. Fabinho continua seus dias calmos e intensos. Eu gosto da forma como ele enxerga a vida. Sem pedir nada além do que os dias para ele fazer o possível para viver.

Sei que o ano que vem também será de muitos planos, metas e vontade de ir além juntos. E também de muitas dúvidas, planos e pensamentos diversos. Acho que este é o tempero da vida e não podemos nos apavorar. Afinal, a fé não costuma falhar… não é 2017?

AMOR, CRÔNICAS

> O programa favorito para fazer com quem amamos

06/11/2017

A gente gosta de pedir pizza e comer na caixa para não lavar louça, fazer a pizza em casa só para deixar a sala quentinha, colocar um pão para crescer, sair para correr, colocar para assar, tomar banho e comer pão quente e puro. A gente gosta de rir da nossa academia improvisada em casa e de comprar cacarecos na papelaria que a gente não sabe se vai usar. Imaginar o que os nossos cachorros pensam, como eles falam nos mínimos detalhes, de empilhar almofadas neles dormindo e rir a madrugada toda disso. A gente não gosta mas organiza a caixa de contas do ano, usamos o mesmo copo para sujar menos louça e mudamos os quadros de lugar para parecer que redecoramos a parede.

A gente gosta as vezes de sair, fritar o cabeção, voltar tarde, se sentir jovem, ter aquela ressaca arrependidos e jogados no chão da sala com mais 3 amigos dormindo no nosso sofá. A gente gosta de terminar a noite em casa, com violão no quintal, cantando como se não houvesse amanhã e falando sobre os dilemas da vida e as manias um do outro. A gente gosta de olhar as poucas estrelas no céu e sonhar em voz alta. A gente gosta de pensar como nosso grupo de amigos estará quando ficarmos todos velhinhos, de convidar gente nova para testar receita junto e comer a gororoba. A gente gosta de manter perto quem quer o bem e nos aguenta.

A gente tenta sair e aí chove, o cão fica ruim, a pessoa desmarca, o dinheiro não cai na conta. A gente não liga. A gente gosta de não fazer nada um com o outro. Sentar cada um de um lado no sofá e enviar um monte de tweet de sites idiotas com piadas internas pro outro. A gente gosta de conversar do que sente, os maiores medos, receios e valorizar os atos de coragem. Contar o sentimento mais bizarro que ninguém sabe e não deixar sobrar nada que sozinho possa nos amedrontar. A gente curte chorar quando sente que precisa ou quando está feliz demais e o coração explode. A gente gosta de saber que o traje preferido é o moletom do outro e uma calça de abrigo, mas topa um desfile na cozinha quando uma roupa nova caiu bem. A gente escolhe filme junto que só um se interessa, pois já sabe que o outro vai dormir depois de 5 minutos.

Qualquer programa é o melhor quanto se esta com uma das pessoas favoritas no mundo. Não o contrário. A rotina não assusta, a mesmice não atrapalha. A gente aprende que a vida é uma só para querer um conto de fadas e, na verdade, atitudes sinceras e espontâneas, são reais. E a gente sabe que pessoas e sentimentos de verdade são o que importa na vida.

O melhor programa, junto com alguém ou não, continua sendo viver, sendo livremente quem somos e amando cada pedaço de vida que temos agora. Da vida, é isso que a gente leva: o amor. O programa é enfeite.

CRÔNICAS, VIDA

> Agradecer é uma escolha

31/10/2017

Se me perguntarem a coisa que eu mais odeio, eu direi de imediato que não odeio nada, com tanta força assim, imagina. Porém, se me der mais alguns segundos eu vou balançar a cabeça, torcer a boca e dizer: ficar doente.

Não sou uma pessoa nada agradável quando fico doente. Fico entediada e irritada. Não gosto da ideia de me sentir indisposta, depender de alguém pra cuidar de mim, não conseguir ajeitar a casa, atrasar trabalho e ficar o dia todo olhando para o teto. Pois bem. Aprendi que o melhor remédio para evitar tudo isso era me alimentar bem e cuidar minha saúde ao máximo. Legal, ajudou muito mas, né, isso não me fez virar um robô. Semana passada peguei uma virose da-que-las. 40 graus de febre e uma tosse a cada 10 segundos que parecia que meu pulmão sairia de mim a qualquer momento. Minha primeira reação ao perceber os sintomas, foi deitar a cabeça na cadeira do escritório, respirar fundo e dizer em voz alta “era tudo que eu não precisava para essa semana”.

Quem disse que não?

Em abril, fiquei gripada e minha mãe me disse “Filha, ás vezes isso é o seu corpo pedindo para descansar. Aproveite”. Não sei se era o caso desta vez, mas quando lembrei disso, tudo me fez sentido. Sério. Acompanha o raciocínio: eu estava bem > percebi que fiquei doente e isso tirou minha paz  > reclamei > fiquei pior. Eu poderia ter interrompido este ciclo muito antes de ficar pior.

A boa notícia é que nunca é tarde demais para ser grato ou perceber que reclamar não leva a nada. A gente escuta muito sobre a gratidão, a gente sabe que precisa agradecer, mas nós achamos que precisamos fazer isso só quando algo incrivelmente maravilhoso e digno de fogos de artifício acontece na nossa vida. A gente sabe que as pequenas coisas, na verdade são grandes, mas as deixamos passar em branco todo santo dia. Por quê?

Reclamar é um hábito. Quando algo de ruim, difícil de aceitar e doloroso acontece é praticamente automática a reação de reclamarmos ou brincarmos ironicamente reclamando. A próxima vez que isso acontecer, perceba o efeito que reclamar te causou. É abstrato de explicar, porém reclamar gera algo dentro de nós. Algo como uma mancha que parece se espalhar cada vez mais a medida em que potencializamos este sentimento tornando aquele problema, que era ainda um pontinho pequeno, ficar muito pior.

Naquele momento, eu não estava só gripada. Minha reclamação me lembrou que eu estava com cólica, com meu dente doente, trabalho atrasado, reunião, evento, edição para finalizar, documentação para resolver e problema no banco. Parabéns! Agora eu tinha o problema e todos os outros problemas que a minha reclamação trouxe de bagagem.

Percebe?

Da mesma forma que reclamar é um hábito, a gratidão também pode se tornar parte do nosso dia a dia. Quando percebi todo esse rebuliço da gripe acontecendo eu fechei minha agenda, terminei algumas ligações, ajeitei o que podia naquele momento, preparei um chá de gengibre e deitei no sofá. Estava tudo bem. Percebi que de alguma maneira eu precisava passar por aquele momento tedioso e tirar proveito dele. Meu namorado também pegou e passamos a noite rindo um do espirro do outro.

Briguei e me policiei comigo mesma o final de semana inteiro. Eu nunca tinha percebido a reação tão direta que reclamar tornava tudo pior. Ainda era difícil, ou quase impossível, agradecer aquela situação, mas eu não fazia mais parte daquele ciclo. Inventava algo para rir, ler, distrair e conversar, não reclamar.

“Agradecer é uma arte” era para ser o título deste post, entretanto agradecer é uma escolha. Uma escolha simples, mas muitas vezes difícil. É duro de aceitar que somos responsáveis por todo o turbilhão que acontece em nós e, não estou dizendo que ficaremos incrivelmente bem depois que tivermos consciência de tudo isso.

Uma coisa eu posso garantir: ficaremos a cada dia mais leves e em paz. E tá ótimo. Não dá para reclamar, né? 😉

Interrompa o ciclo vicioso: agradeça e sinta algo belo em expansão dentro de você.